DOU 16/03/2023 - Diário Oficial da União - Brasil
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Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www.in.gov.br/autenticidade.html, pelo código 05152023031600170 170 Nº 52, quinta-feira, 16 de março de 2023 ISSN 1677-7042 Seção 1 . São José Do Vale Do Rio Preto 16 a 24 16 a 24 16 a 24 . Sapucaia 16 a 24 16 a 24 16 a 24 . Sumidouro 16 a 24 16 a 24 16 a 24 . Teresópolis 16 a 24 16 a 24 16 a 24 . Trajano De Moraes 16 a 24 16 a 24 16 a 24 . Valença 16 a 24 16 a 24 16 a 24 . Varre-Sai 16 a 24 16 a 24 16 a 24 5.7: CICLO ANUAL DE PRODUÇÃO PARA MESA E INDÚSTRIA NO GRUPO II - CULTIVO IRRIGADO COM CONTROLE DE GEADA . MUNICÍPIOS PERÍODOS DE INÍCIO E NÍVEIS DE RISCO DO CICLO ANUAL DE PRODUÇÃO PARA CULTIVARES DE GRUPO II . SOLO 1 SOLO 2 SOLO 3 . RISCO DE 20% RISCO DE 30% RISCO DE 40% RISCO DE 20% RISCO DE 30% RISCO DE 40% RISCO DE 20% RISCO DE 30% RISCO DE 40% . Bom Jardim 21 a 23 21 a 23 21 a 23 . Duas Barras 21 a 23 21 a 23 21 a 23 . Itatiaia 21 a 23 21 a 23 21 a 23 . Nova Friburgo 21 a 23 21 a 23 21 a 23 . Petrópolis 21 a 23 21 a 23 21 a 23 . Resende 21 22 21 22 21 22 . Rio Claro 21 a 22 23 21 a 22 23 21 a 22 23 . São José Do Vale Do Rio Preto 21 a 23 21 a 23 21 a 23 . Sumidouro 21 a 23 21 a 23 21 a 23 . Teresópolis 21 a 23 21 a 23 21 a 23 . Trajano De Moraes 21 a 23 21 a 23 21 a 23 . Varre-Sai 21 22 23 21 22 23 21 22 23 5.8: IMPLANTAÇÃO DO POMAR PARA MESA E INDÚSTRIA NO GRUPO II - CULTIVO IRRIGADO COM CONTROLE DE GEADA . MUNICÍPIOS PERÍODOS INDICADOS PARA IMPLANTAÇÃO DO POMAR PARA CULTIVARES DE GRUPO II . SOLO 1 SOLO 2 SOLO 3 . RISCO DE 20% RISCO DE 30% RISCO DE 40% RISCO DE 20% RISCO DE 30% RISCO DE 40% RISCO DE 20% RISCO DE 30% RISCO DE 40% . Bom Jardim 16 a 24 16 a 24 16 a 24 . Duas Barras 16 a 24 16 a 24 16 a 24 . Itatiaia 16 a 24 16 a 24 16 a 24 . Nova Friburgo 16 a 24 16 a 24 16 a 24 . Petrópolis 16 a 24 16 a 24 16 a 24 . Resende 16 a 24 16 a 24 16 a 24 . Rio Claro 16 a 24 16 a 24 16 a 24 . São José Do Vale Do Rio Preto 16 a 24 16 a 24 16 a 24 . Sumidouro 16 a 24 16 a 24 16 a 24 . Teresópolis 16 a 24 16 a 24 16 a 24 . Trajano De Moraes 16 a 24 16 a 24 16 a 24 . Varre-Sai 16 a 24 16 a 24 16 a 24 PORTARIA SPA/MAPA Nº 16, DE 14 DE MARÇO DE 2023 Aprova o Zoneamento Agrícola de Risco Climático - ZARC para as culturas do pêssego e nectarina, em sistemas de cultivo irrigado, no estado de São Paulo. O SECRETÁRIO ADJUNTO SUBSTITUTO DE POLÍTICA AGRÍCOLA, no uso de suas atribuições e competências estabelecidas pelo Decreto nº 11.332, de 1º de janeiro de 2023, e observado, no que couber, o contido no Decreto nº 9.841 de 18 de junho de 2019, na Portaria nº 412 de 30 de dezembro de 2020 e na Instrução Normativa nº 2, de 9 de novembro de 2021, publicada no Diário Oficial da União de 11 de novembro de 2021, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, resolve: Art. 1º Aprovar o Zoneamento Agrícola de Risco Climático para a culturas do pêssego e nectarina, em sistemas de cultivo irrigado, no estado de São Paulo conforme anexo. Art. 2º Fica revogada a Portaria SPA/MAPA nº 385 de 17 de agosto de 2021, publicada no Diário Oficial da União, seção 1, de 18 de agosto de 2021, que aprovou o Zoneamento Agrícola de Risco Climático para a culturas do pêssego e nectarina, em sistemas de cultivo irrigado no estado de São Paulo. Art. 3º Esta Portaria entra em vigor em 3 de abril de 2023. WILSON VAZ DE ARAÚJO ANEXO 1. NOTA TÉCNICA As culturas do pessegueiro (Prunus persica var. vulgaris) e nectarineira (Prunus persica var. nucipersica) são duas variedades da espécie Prunus pérsica L. No Brasil o cultivo do pêssego é muito mais expressivo do que a nectarina. Enquanto o pessegueiro é cultivado em aproximadamente 5000 estabelecimentos rurais, a nectarineira é cultivada em um número vinte vezes menor. A planta de pessegueiro possui hábito de crescimento perene, com folhas decíduas e período de dormência durante o inverno. Apresenta média tolerância à seca, e necessita de um repouso hibernal, após queda de suas folhas, que seja caracterizado por um determinado número de horas com temperaturas próximas a 7,2° C, variável conforme a necessidade de cada cultivar, antes de iniciar um novo ciclo produtivo. O novo ciclo inicia, normalmente com a fase de aparecimento das flores (florescimento) e em seguida suas folhas (vegetativa). A faixa de temperatura para obtenção de produções economicamente viáveis situa-se em torno de 24°C em sua fase vegetativa, não acima de 20°C durante a dormência, e próximo à colheita, 25°C a 30°C com amplitude térmica grande e elevada insolação. A cultura desenvolve-se bem em vários tipos de solos, com exceção daqueles com risco de encharcamento e de textura muito argilosa, que apresentam deficiência de drenagem. Em cultivo de sequeiro, o pessegueiro necessita de precipitação pluvial próximo a 700 mm bem distribuída ao longo de todo seu crescimento, bem como de umidade adequada e sem deficiência hídrica no solo, na floração, e principalmente, até a queda das folhas que ocorre após a colheita. O cultivo dessa espécie não é indicado para regiões com períodos de chuvas muito prolongados, que propiciam o aparecimento de doenças, sendo a podridão parda (Monilinia fructicola) a principal doença que pode inviabilizar a produção quando a incidência é elevada. Também é fator importante o controle de insetos, principalmente a mosca das frutas (Anastrepha fraterculus) que reduz a produtividade e qualidade dos frutos. A comercialização da espécie se dá principalmente de duas formas: uma para ser industrializada ou processada e a outra para consumo fresco, à mesa, ou in natura. A fruta que se destina para industrialização tem um padrão de qualidade relacionada ao tamanho menos exigente, apesar de haver recusa de frutos de tamanho pequeno, ou seja, abaixo de 4,7 cm de diâmetro. Objetivou-se, com este zoneamento agrícola, identificar as áreas aptas e de menor risco climático para sistemas de cultivo irrigado. Determina o ciclo anual de produção da espécie Prunus persica, em datas mais favoráveis para a implantação do pomar no Estado e para a produção de frutos a serem comercializados para processamento industrial e para consumo fresco, em três níveis de risco: 20% (80% dos anos atendidos com condições favoráveis), 30% (70% dos anos atendidos com condições favoráveis) e 40% (60% dos anos atendidos com condições favoráveis). Ressalta-se que, por se tratar de um modelo agroclimático, parte-se do pressuposto de que não ocorrerão limitações quanto ao manejo, fertilidade dos solos ou danos às plantas devido à ocorrência de plantas daninhas, pragas e doenças. O Zarc Pessegueiro e Nectarineira se subdivide em quatro sistemas de produção com fatores de risco diferentes: 1) Zarc pessegueiro e nectarineira para produção de mesa (mais exigente em disponibilidade hídrica); 2) Zarc pessegueiro e nectarineira para processamento (menos exigente em disponibilidade hídrica); 3) Zarc pessegueiro e nectarineira irrigado (sem risco hídrico); 4) Zarc pessegueiro e nectarineira irrigado e com controle de geada (sem risco hídrico e de geada). Considerando que a composição dos riscos agroclimáticos é distinta, faz-se necessário, portanto, um zoneamento específico para o ciclo anual de produção e, a partir desse, uma delimitação das épocas mais propícias à implantação do pomar. Para delimitação das áreas aptas ao cultivo do pessegueiro e nectarineira em condições de baixo risco, foram adotados os seguintes parâmetros e variáveis: I - Ciclo médio e fases representativas a. Ciclo anual de produção: Para pomares estabelecidos, em produção, o ciclo anual de produção foi subdividido, além da fase de dormência, em quatro fases conforme a fenologia das culturas, sendo: Fase I - Florescimento e Crescimento inicial, que inclui desde o aparecimento das flores até desenvolvimento de pequenos frutos; Fase II - Crescimento dos frutos, que inclui desde frutos com pequeno tamanho até o início da maturação; Fase III- Maturação, inclui todo o período desde início da maturação até final da colheita; Fase IV - Pós- Colheita, inclui o fim da colheita até a queda das folhas.