DOU 09/02/2023 - Diário Oficial da União - Brasil
Baixar página em PDF · Criar alerta deste tema
O visualizador interativo precisa de JavaScript — baixe a página original em PDF.
TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA
Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www.in.gov.br/autenticidade.html, pelo código 05152023020900052 52 Nº 29, quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023 ISSN 1677-7042 Seção 1
Figura 4: Configuração inicial – rede básica e secundária
As redes secundárias são de uso exclusivo dos agentes a elas conectados e as perdas internas devem ser assumidas por eles. Desse modo, o tratamento das redes secundárias deve refletir as medidas de geração/consumo referenciadas à Rede Básica. Para tal, associam-se aos valores medidos as parcelas referentes às perdas internas da rede secundária para, então, apurar as perdas da Rede Básica (As perdas da Rede Básica serão calculadas no módulo “Medição Contábil” das Regras de Comercialização. Neste módulo será apresentado apenas o cálculo da participação no rateio de perdas da Rede Básica).
Figura 5: Configuração tratada – medição referenciada à Rede Básica
1.1.5. Tratamento das perdas internas em uma rede compartilhada
As perdas internas correspondem às perdas decorrentes do transporte e transformações elétricas dentro de uma rede compartilhada. Com a representação da topologia em árvore, as perdas internas de uma rede compartilhada são determinadas pela diferença entre os consumos/gerações líquidos, associados a dois níveis hierárquicos consecutivos.
Figura 6: Representação da relação das perdas para as redes compartilhadas y1, y2 e y3
Os medidores Mm e Me representam respectivamente um ponto de medição de monitoração e um ponto de medição embutido.
Para que o rateio seja feito de forma equânime, as perdas em uma rede compartilhada são alocadas por canal, na proporção dos valores medidos em cada ponto de medição, em cada nível hierárquico (n, n+1, n+2,….). As redes compartilhadas que estiverem modelando Demais Instalações de Transmissão Compartilhadas – DITCs somente apresentarão dois níveis hierárquicos, tendo em vista o que consta em regulamentação específica. Entretanto, eventuais instalações compartilhadas poderão ser modeladas no segundo nível das DITCs.
Da mesma forma, para os casos de Centrais Geradoras Híbridas (UGH) com medição individualizada por fonte e de Centrais Geradoras Associadas, o rateio das perdas até o ponto de conexão comum às fontes também será de forma proporcional à geração de cada fonte, seguindo os mesmos tratamentos de perdas em redes compartilhadas.
Conforme ilustrado na Figura 7, a perda associada ao ponto de medição M6 corresponde a uma parcela da perda apurada na rede compartilhada y1, somada a uma parcela da perda apurada na rede compartilhada y2, uma vez que a energia medida no ponto M6 percorreu todo o caminho, desde a Rede Básica até o ponto de consumo, passando pelas redes y1 e y2.
Figura 7: Representação da determinação de perda por rede compartilhada (esquerda) e o caminho em que o ponto de medição está associado para obtenção da perda por ponto de medição (direita) 1.1.6. Participação no rateio de perdas da Rede Básica
Rede Básica Rede Secundária C G Perdas Internas Perdas da Rede Básica C + Parcelas de Perdas (Internas e da Rede Básica) G - Parcelas de Perdas (Internas e da Rede Básica) Rede Básica n n+1 Rede Básica M3 M2 M4 Mm1 Perdas y1 Me5 n n+1 M7 Mm8 Mm6 Perdas y2 M10 M9 Perdas y3 n+2 n+2 Perdasy1: ++ nível 1 nível 2 nível 3 Rede Básica M6 PerdasM6: y1 +y2 nível 1 nível 2 nível 3 Rede Básica M2 M3 M6 Mm1 M5 Perdasy2: + M4 Importante: Essa etapa focaliza o tratamento das perdas internas na rede secundária. É importante não confundir com o cálculo da participação da rede secundária nas perdas da Rede Básica, que será tratado mais adiante.