DOU 26/04/2023 - Diário Oficial da União - Brasil
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167
Nº 79, quarta-feira, 26 de abril de 2023
ISSN 1677-7069
Seção 3
Ineditoriais
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE TÊNIS DE MESA
BALANÇO PATRIMONIAL
3_INED_26_M2_001
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE TÊNIS DE MESA
CNPJ: 30.482.319/0001-61
PARECER DO CONSELHO FISCAL - EXERCÍCIO 2022 - O Conselho Fiscal da Confederação
Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), em cumprimento às disposições estatutárias e or-
denamento jurídico desportivo nacional, apresenta à apreciação da Assembleia Geral o
seu parecer relativo ao movimento financeiro e patrimonial desta entidade no exercício
de 2022, compreendendo o período de janeiro a dezembro do referido ano fiscal. Este
Conselho Fiscal, ao longo do ano, examinou, com total liberdade de ação, os registros,
lançamentos, fluxos, contas, conciliações bancárias, documentos, balancetes, relatório
patrimonial, prestações de contas e demais comprovantes contábeis, escriturados com
exatidão e lisura, concluindo, desta maneira, após detido exame, pela boa ordem, exati-
dão e veracidade, considerando todas as influências patrimoniais. Aproveitamos a opor-
tunidade para destacar a correta destinação dos recursos nas atividades finalísticas da
entidade, bem como o fato desta prezar pelos bons princípios de gestão e governança
atinentes a organizações esportivas. Informamos, ainda, que recebemos e apreciamos o
Relatório Anual de Gestão 2022 da CBTM. Diante do exposto, nos compete reconhecer
o manuseio responsável dos recursos da CBTM, assim como a regularidade das contas
apresentadas, motivo pelo qual opinamos pela aprovação na sua totalidade. Rio de Ja-
neiro, 20 de março de 2023. Roberto Moreira Antelo. Rosangela Martins dos Santos. Susy
dos Santos Peixoto Marques
BALANÇOS PATRIMONIAIS
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2022 e 2021 (Em reais, centavos omitidos)
ATIVO
N.E.
2022
2021
CIRCULANTE
Caixa e equivalentes de caixa 3 2.237.121 1.009.543 Adiantamentos 4 746.748 833.331 Outros créditos
67.622 190.190
3.051.491 2.033.064
NÃO CIRCULANTE
Outros créditos
81.136 81.136 Ativos especiais 5 231.763 231.763 Imobilizado 6 926.222 1.032.435
1.239.121 1.345.334 TOTAL DO ATIVO
4.290.612 3.378.398
PASSIVO
N.E.
2022
2021
CIRCULANTE
Obrigações governamentais 7 277.271 384.416 Contas a pagar 8 445.790 359.446 Obrigações fiscais e trabalhistas 9 684.176 508.984
1.407.237 1.252.846
NÃO CIRCULANTE
Obrigações governamentais 7 577.664 577.638 Fundo especial 5 231.763 231.763 Parcelamento de impostos
- 92.144
809.427 901.545PATRIMÔNIO LÍQUIDO 10
Patrimônio social
1.878.205 1.878.205 Resultados acumulados 195.743 (654.198)
2.073.948 1.224.007
TOTAL DO PASSIVO
4.290.612 3.378.398 As notas explicativas anexas são parte integrante das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Exercícios findos em 31 de dezembro de 2022 e 2021 (Em reais, centavos omitidos)
Patrimônio Resultados
social acumulado
Total
Saldos em 31 de dezembro de 2020 1.878.205
(770.199)
1.108.006
Déficit do exercício
-
116.001
116.001
Saldos em 31 de dezembro de 2021 1.878.205
(654.198)
1.224.007
Superávit do exercício
-
849.941
849.941
Saldos em 31 de dezembro de 2022 1.878.205
195.743
2.073.948
As notas explicativas anexas são parte integrante das demonstrações contábeis
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2022 e 2021 (Em reais, centavos omitidos)
N.E.
2022
2021
RECEITAS
Receitas de recursos públicos
Receitas da Lei Agnelo/Piva 7 10.661.515 7.743.425
10.661.515 7.743.425
Receitas de recursos próprios
Receitas com anuidades de federações
13.500
16.200
Receita com eventos e torneios
12
1.261.322
605.360
Outras receitas operacionais
13
1.633.476
696.855
2.908.298 1.318.415 DESPESAS
Gastos com recursos públicos
Gastos da Lei Agnelo/Piva
(10.661.515) (7.743.425)
(10.661.515) (7.743.425) Gastos com recursos próprios
Despesas gerais 14 (1.954.155) (1.147.160) Despesas tributárias
(79.225) (26.789) Resultado financeiro líquido
(24.977)
(28.465)
(2.058.357) (1.202.414)
Resultado do exercício
849.941 116.001 As notas explicativas anexas são parte integrante das demonstrações contábeis. DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Exercícios findos em 31 de dezembro de 2022 e 2021 (Em reais, centavos omitidos)
2022
2021
Atividades operacionais
Resultado do exercício
849.941 116.001 Ajustes
Depreciação 219.782 218.645
1.069.723 334.646 Variação do ativo/passivo circulante
Adiantamentos
86.583 208.892 Outros créditos
122.568 257.895 Obrigações governamentais
(107.119) (427.337) Contas a pagar
86.344 23.947 Obrigações fiscais e trabalhistas
175.192 (73.554) Parcelamentos de impostos (92.144) (32.251) Caixa gerado pelas atividades operacionais 1.341.147 292.238 Atividades de investimentos
Imobilizado (113.569) (169.234) Caixa gerado pelas atividades de investimentos (113.569) (169.234) Aumento de caixa e equivalentes de caixa 1.227.578 123.004 Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 1.009.543 886.539 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício 2.237.121 1.009.543 Aumento de caixa e equivalentes de caixa
1.227.578 123.004 As notas explicativas anexas são parte integrante das demonstrações contábeis. NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Em 31 de Dezembro de 2022 e 2021 (Em reais, centavos omitidos) 1. Contexto operacional: A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa, designada pela sigla CBTM, filiada à Federação Internacional de Tênis de Mesa, designada pela sigla ITTF, à União Latino Ameri- cana de Tênis de Mesa, designada pela sigla ULTM, à Confederação Sul-Americana de Tênis de Mesa, designada pela sigla CSATM, ao Comitê Olímpico do Brasil (COB), e ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), é uma associação de fins não econômicos, de caráter desportivo. Foi fundada e está sediada na cidade do Rio de Janeiro, desde 30 de maio de 1979. A CBTM, dentro da sua finalidade desportiva, possui os seguintes principais objetivos: a) Administrar, dirigir, controlar, difundir e incentivar em todo o país a prática do tênis de mesa em todos os níveis e manifestações sociais, inclusive os estudantis praticados por alunos das escolas primárias e secundárias; b) Representar o tênis de mesa brasileiro junto aos poderes públicos em caráter geral; c) Representar o tênis de mesa brasileiro no exterior, em competições amistosas ou oficiais da União Latino-Americana de Tênis de Mesa, Confederação Sul-Americana de Tênis de Mesa, da respectiva Federação Internacional de Tênis de Mesa e outras entidades vinculadas, com poderes para celebrar acordos, convenções, convênios e tratados, assim como orientar, coordenar, condicionar e fiscalizar as atividades de âmbito do sistema internacional das suas afiliadas, observando as competências do COB e CPB; d) Promover ou permitir a realização de competições interestaduais e de competições internacionais no território brasileiro;e) Respeitar e fazer respeitar as regras, normas e regulamentos internacionais e olímpicos, e demais atos norma- tivos editados por poderes e órgãos de hierarquia superiores; f) Regulamentar as inscrições dos praticantes do tênis de mesa na CBTM e as transferências de uma para outra de suas filiadas, fazendo cumprir as exigências das leis nacionais e internacionais; g) Promover e fomentar a prática do tênis de mesa de alto nível, estudantil, universitário, em empresas públicas e privadas, Forças Armadas e Auxiliares e portadores de deficiências físicas e intelectuais; h) Promover o funcionamento de cursos técnicos de aprendizagem e aprimoramento do tênis de mesa; i) Promover a realização de campeonatos e torneios do desporto que dirige; j) Expe- dir às filiais estaduais, com caráter de adoção obrigatória, qualquer ato necessário à organi- zação, ao funcionamento e à disciplina das atividades de tênis de mesa que promoveram ou participaram; k)Regulamentar as disposições legais baixadas a respeito dos atletas dispondo sobre inscrições, registro, inclusive de contrato, transferências, remoções, reversões, cessões temporárias ou definitivas; l)Decidir sobre a promoção de competições interestaduais ou na- cionais pelas filiadas, estabelecendo diretrizes, critérios, condições e limites sem prejuízo de manter a privacidade de autorização para que tais entes desportivos possam participar de competições de caráter internacional; m) Interceder perante os poderes públicos, em defe- sa dos direitos e interesses legítimos das pessoas jurídicas e físicas sujeitas à sua jurisdição; n) Praticar no exercício da direção nacional do tênis de mesa, todos os atos necessários à realização de seus fins; o) Desenvolver programas de inserção social em comunidades caren- tes, por meio de concessão de bolsas de estudos e incentivo a saúde e educação, enquanto princípio fundamental da atividade desportiva; p) Fomentar a prática desportiva, não só o tênis de mesa como outras atividades desportivas, divulgando e incentivando o desporto educacional, com a finalidade de alcançar o desenvolvimento do indivíduo e sua formação para o exercício da cidadania e a prática do lazer; q) Filiar-se ou desfiliar-se a instituições na- cionais e interestaduais, após aprovação do Comitê Executivo; r) Manter e incrementar as relações amistosas e desportivas entre suas filiadas, incentivando o intercâmbio entre elas; s) Aprovar as suas filiadas ou qualquer pessoa física ou jurídica do quadro das suas filiadas, como a permissão destas, a promover cursos, simpósios, estágios, ou de outras atividades de natureza teórica ou prática, em torno da modalidade de tênis de mesa, no território nacional; t) Organizar ou autorizar os calendários anuais de eventos nacionais e internacionais oficiais das manifestações da modalidade de tênis de mesa. 2.Apresentação das demonstrações con- tábeis e principais práticas contábeis. 2.Apresentação das demonstrações contábeis e principais práticas contábeis: 2.1 Apresentação das demonstrações contábeis: As demonstrações contábeis são de res- ponsabilidade da Administração da Entidade e foram elaboradas com base nas práticas con- tábeis adotadas no Brasil, em obediência à Lei das Sociedades por Ações – Lei nº 6.404/76, sendo adotadas em 31 de dezembro de 2008 as alterações introduzidas pela Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08 (convertida na Lei nº 11.941/09), pronunciamentos, orienta- ções e interpretações emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e as nor- mas estabelecidas pela NBC TG 1.000 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas e ITG 2002 – Entidades sem Finalidades de Lucros. Através das demonstrações contábeis do exercício de 2022, o índice de liquidez corrente apurado foi de 2,17 (1,62 no exercício de 2021), que é a capacidade de pagamento da Entidade das suas obrigações de curto prazo, considerando seus recursos de igual prazo. 2.2 Principais práticas contábeis: As principais práticas e procedimentos contábeis adotados na elaboração das demonstrações contábeis em 31 de dezembro de 2022 e de 2021, junta- mente com a composição dos saldos das principais rubricas, estão descritas a seguir: a. Re- sultado das operações: É apurado em conformidade com o regime contábil da competência de exercícios. b.Caixa e equivalentes de caixa: Estão representados pelos recursos mantidos em espécie na tesouraria da Entidade e pelos saldos dos depósitos bancários à vista, de livre movimentação em instituições bancárias no País. As aplicações financeiras, representadas por investimentos temporários de curto prazo mantidos em instituições financeiras no País, com prazos de vencimentos de até três meses a contar da data da aquisição, que estão sujei- tas a um insignificante risco de mudança de valor, são avaliadas pelos valores efetivamente aplicados, acrescidos dos rendimentos auferidos até a data do balanço. Nenhuma das apli- cações financeiras é destinada à negociação ou se encontra disponível para venda, motivo pelo qual não são avaliáveis pelo seu valor justo ou de mercado. Deste modo, não foram efetuados registros contábeis no patrimônio líquido a título de ajustes de avaliação patrimo- nial em decorrência dos aumentos ou diminuições de valor resultante das avaliações pelo critério de valor justo ou de mercado, visto que os montantes demonstrados efetivamente representam os respectivos valores de realização. c. Imobilizado: Demonstrado ao custo de aquisição, deduzido das depreciações, que não supera o valor provável de recuperação deter- minado com base nos resultados das operações futuras da Entidade. As depreciações foram calculadas pelo método linear, com base na vida útil estimada dos bens. d. Passivo circulante: Estão demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e variações monetárias incorridos até a data dos balanços. e. Imposto de renda e contribuição social: A Entidade está isenta de pagamento do Impos- to de Renda e da Contribuição Social, em virtude de não ter finalidade de lucros, conforme determinado pelo artigo 174 do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado pelo Decreto nº 3.000 de 26 de março de 1999.f. Estimativas contábeis: A elaboração de demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil requer que a Administração use de julgamento na determinação e registro de estimativas contábeis. Ativos e passivos significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem o valor residual do ativo imobi- lizado. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados, devido a imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. A Entidade revisa as estimativas e premissas, pelo menos anualmente. g. Moeda funcional e moeda de apresentação: As demonstrações contábeis são apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Entidade. Todos os valores estão apresentados em Real, foram arredon- dados para o número mais próximo e estão com centavos omitidos, exceto quando indicado de outra forma. 3. Caixa e equivalentes de caixa: São assim demonstrados em 31 de dezembro:
2022
2021
Bancos conta movimento
331.027
100.056
Aplicações financeiras
1.906.094 909.487
Total
2.237.121
1.009.543
Os saldos de contas correntes e aplicações financeiras são assim demonstrados por recursos:
2022
2021
Recursos próprios – Bancos
53.158
4.551
Comitê Olímpico do Brasil
277.869
93.515
Comitê Paralímpico Brasileiro
-
50
Ministério do Esporte
-
1.940
Recursos públicos – Bancos
277.869
95.505
Total dos bancos conta movimento
331.027
100.056
2022
2021
Recursos próprios – Aplicações financeiras
1.818.282
609.671
Comitê Olímpico do Brasil
87.463
96.649
Comitê Paralímpico Brasileiro
-
189.028
Ministério do Esporte
246
14.044
Lei de Incentivo ao Esporte
103
95
Recursos públicos – aplicações financeiras
87.812
299.816
Total das aplicações financeiras
1.906.094
909.487
4. Adiantamentos: Os saldos de adiantamentos representam gastos realizados com recursos
públicos que serão ressarcidos ou devolvidos no exercício seguinte. São assim demonstrados
em 31 de dezembro:
2022
2021
Comitê Olímpico do Brasil
257.696
378.587
CPB
145.030
110.722
Ministério do Esporte
344.022
344.022
Total
746.748
833.331
5. Ativos especiais: Os ativos especiais estão representados por aquisições de bens com
recursos públicos e estão demonstrados em contrapartida dos fundos especiais no passivo
não circulante, com o mesmo saldo. São transferidos para o imobilizado da Entidade quando
doados pelas entidades públicas. São assim demonstrados em 31 de dezembro:
2022
2021
Computadores e periféricos – COB
1.553
1.553
Máquinas e computadores – Comitê Olímpico do Brasil
1.553
1.553
Móveis e utensílios – Comitê Paralímpico Brasileiro
22.658
22.658
Máquinas e equipamentos – me
6.965
6.965
Computadores e periféricos – me
5.387
5.387
Materiais esportivos – me
149.042
149.042
Móveis e utensílios – me
3.598
3.598
Total de bens – Ministério do Esporte
164.992
164.992
Materiais esportivos – Lei de Incentivo ao Esporte
42.560
42.560
Total
231.763
231.763
6.Imobilizado: É assim demonstrado em 31 de dezembro:
2022
2021
Taxas anuais de Depreciação Valor Valor
depreciação
Custo acumulada residual residual
Imóveis
-
20.364
-
20.364
20.364
Móveis e utensílios
10%
146.140
(110.689)
35.451
37.664
Máquinas e equipamentos
10%
374.114
(268.066) 106.048
72.087
Computadores e periféricos
20%
561.194
(478.038)
83.156
51.723
Instalações
10%
9.384
(7.564)
1.820
2.758
Benfeitorias em imóveis de terceiros
4%
93.030
(64.609)
28.421
32.143
Software
20%
18.527
(18.527)
-
491
Material esportivo
10% 1.809.609 (1.158.647) 650.962 815.205
3.032.362 (2.106.140) 926.222 1.032.435 7. Obrigações governamentais: São assim demonstrados em 31 de dezembro:
2022
2021
Comitê Olímpico do Brasil – COB
(i)
271.238
312.596
Comitê Paralímpico Brasileiro – CPB
6.034 71.820 Ministério do Esporte (ii) 472.620 472.602 Projeto Lei de Incentivo ao Esporte
105.043
105.036
854.935
962.054
Circulante
277.271 384.416 Não circulante
577.664 577.638 (i) Durante o exercício de 2022, a Confederação Brasileira de Tênis de Mesa recebeu recursos do COB, através de repasses da Lei Agnelo/Piva. Foram utilizados e/ou devolvidos o montante de R$ 10.661.515 (R$ 7.743.425 em 2021), nas operações do objeto social da Entidade. O saldo em 31 de dezembro de 2022, que era de R$ 271.238 (R$ 312.596 em 2021), será utilizado para quitar despesas relativas a projetos não encerrados, ou devolvido ao COB no exercício subseqüente. (ii) Durante o exercício de 2022, a Confederação Brasileira de Tênis de Mesa manteve o convênio com o Ministério do Esporte, que foi firmado em 2012. Não ocorreram novas receitas recebidas em 2022 e 2021 para aplicação nos objetos findos de cada contrato. O saldo em 31 de dezembro de 2022, que era de R$ 472.620 (R$ 472.602 em 2021), será devolvido ao Ministério do Esporte ou aplicado em projetos nos exercícios seguintes. Convênio - ME 776456: Em 31 de dezembro de 2012, foi firmado o convênio que tem por objeto a participação em competições internacionais de alto rendimento da seleção brasileira paralímpica de tênis de mesa visando à participação nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Para a execução do objeto deste convênio, os recursos somam o valor de R$ 1.520.846. O presente con- trato vigorou até 31 de dezembro de 2014. Em janeiro de 2015, foi realizado o 1º aditivo do contrato, prorrogado para 30 de dezembro de 2015. Em 31 de dezembro de 2015, foi realizado o 2º aditivo do contrato, prorrogado para 31 de agosto de 2016, e destinação adicional de R$ 1.136.306, totalizando R$ 2.613.153, considerando a contrapartida de aporte de recursos da CBTM. Convênio - ME 776484: Em 17 de dezembro de 2012, foi firmado o convênio que tem por objeto a preparação da seleção brasileira paralímpica de tênis de mesa visando à participação nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Para a execução do objeto deste convênio, os recursos somam o valor de R$ 2.414.016. O presente contrato vigorou até 30 de dezembro de 2014. Em 30 de agosto de 2015, foi realizado o 1º aditivo do contra- to, prorrogado para 20 de outubro de 2016, e destinação adicional de R$ 2.240.431, totalizando R$ 4.654.447, considerando a contrapartida de aporte de recursos da CBTM. Convênio - ME 777876: Em 31 de dezembro de 2012, foi firmado o convênio que tem por objeto a preparação de atletas olímpicos de tênis de mesa de alto rendimento para participação nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Para a execução do objeto deste convênio, os recursos somam o valor de R$ 1.821.269. O presente con- trato vigorou até 31 de dezembro de 2014. Em janeiro de 2015, foi realizado o 1º aditivo do contrato, prorrogado para 20 de setembro de 2016, e destinação adicional de R$ 1.232.400, totalizando R$ 3.053.669, considerando a contrapartida de aporte de recursos da CBTM. Convênio - ME 778138: Em 31 de dezembro de 2012, foi firmado o convênio que tem por objeto a participação em competições internacionais e treinamentos de alto rendimento da seleção brasileira de tênis de mesa visando à classificação nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Para a execução do objeto deste convênio, os recursos somam o valor de R$ 3.553.047. O presente contrato vigorou até 31 de dezembro de 2014. Em ja- neiro de 2015, foi realizado o 1º aditivo do contrato, prorrogado por, no mínimo, 60 dias úteis. Em 30 de dezembro de 2015, foi realizado o 2º aditivo do contrato, prorrogado para 31 de agosto de 2016, e destinação adicional de R$ 1.261.827, totalizando R$ 4.814.874, considerando a contrapartida de aporte de recursos da CBTM. 8. Contas a pagar: Estão assim demonstrados em 31 de dezembro:
2022
2021
Serviços a pagar
423.998
328.433
Utilidades públicas
21.792
17.191
Acordos a pagar
-
13.822
445.790 359.446 9. Obrigações fiscais e trabalhistas: São assim demonstradas em 31 de dezembro:
2022
2021
PIS sobre folha de pagamento
2.668
2.084
IRRF
60.928
37.686
Impostos retidos na fonte
667
642
ISS a recolher
-
868
COFINS sobre receita financeira
805
2.859
65.068
44.139
Salários a pagar
141.806
109.995
Férias e encargos a pagar
328.468
268.844
Obrigações previdenciárias
148.834
86.006
619.108
464.845
Total
684.176
508.984
10. Patrimônio líquido: O Patrimônio líquido é constituído pelos resultados acumulados de cada
exercício, referentes às operações inerentes à Entidade e pelas doações de bens recebidas.
11. Provisão para contingências: A Administração, apoiada na opinião de seus assessores jurídicos, e
quando aplicável fundamentada em pareceres específicos emitidos por especialistas, avalia a expec-
tativa do desfecho dos processos em andamento e determina a necessidade ou não de constituição
de provisão para contingências. A Entidade possui riscos de perdas classificados como possíveis, que
totalizam R$ 14.195.232, (R$ 12.625.835 em 2020), referentes a processos tributários e cíveis. Com
base na avaliação de seus assessores legais e nas práticas contábeis adotadas no Brasil, não há a
necessidade de provisão para essas contingências.
12. Receitas com eventos e torneios: Estão assim demonstradas em 31 de dezembro:
2022
2021
Receitas com eventos
68.436
10.906
Receitas com torneios e competições 1.192.886 594.454
1.261.322 605.360 13. Outras receitas operacionais: São assim demonstradas em 31 de dezembro:
2022
2021
Taxas e inscrições de associados
738.648
415.305
Doações
96.329
315.812
Resultado de ganho no imobilizado – COB
-
33.100
Outras despesas operacionais líquidas.
(252.330)
(67.362)
COB
962.358
-
Direitos autorais
88.471
-
1.633.476 696.855 14. Despesas gerais: São assim demonstradas em 31 de dezembro:
2022
2021
Despesas com pessoal
70.152
249.579
Despesas com utilidades e serviços
584.016
225.844
Despesas gerais
780.919
380.912
Depreciação
219.782
218.645
Despesas com férias e encargos
-
72.180
Despesas com eventos
299.286
1.954.155 1.147.160 15. Seguros: A Entidade mantém cobertura de seguros contra incêndios, raios e explosões, danos elétricos, roubo, furto, para o imóvel, maquinários, equipamentos, instrumentos, mobiliário, utensí- lios e suas respectivas instalações. Os montantes segurados são julgados suficientes para a cobertura de eventuais sinistros. ALAOR GASPAR PINTO AZEVEDO - PRESIDENTE - CPF.388.748.307-34 VILMAR SCHINDLER - VICE PRESIDENTE - CPF. 352.671.789-34 THIAGO RAPHAEL CARNEIRO CRC-RJ 123855/O-8 - CPF. 058.358.387-35 RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Aos Administradores da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa. Opinião. Examinamos as demons- trações contábeis da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa, que compreendem o balanço patri- monial em 31 de dezembro de 2022, e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio social e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data,bem como as correspon- dentes notas explicativas, incluindo o resumo das principais políticas contábeis. Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa em 31 de dezembro de 2022, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Base para opinião: Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria.Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir, intitulada “Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações contábeis”. Somos independentes em relação à Entidade, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilida- de, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Res- ponsabilidades da administração e da governança pelas demonstrações contábeis: A administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Na elaboração das demonstrações contábeis, a administração é responsável pela avaliação da capacidade de a Entidade continuar operando, di- vulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações contábeis, a não ser que a administração pretenda liquidar a Entidade ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações. Os responsáveis pela governança da Entidade são aque- les com responsabilidade pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações contábeis. Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações contábeis: Nossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de audito- ria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sem- pre detectam as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações contábeis. Como parte da auditoria realizada, de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso: • Identificamos e avaliamos os riscos de dis- torção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detec- ção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que a proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionais. • Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados às circunstâncias, mas não com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos da Entidade. • Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulga- ções feitas pela administração. • Concluímos sobre a adequação do uso, pela Entidade, da base con- tábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa em relação à capacidade da continuidade operacional da Entidade. Se concluirmos que existe incerteza relevan- te, devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações contábeis ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inade- quadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem fazer com que a Entidade interrompa a sua continuidade operacional. • Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das de- monstrações contábeis, inclusive as divulgações, e se as demonstrações contábeis representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada. Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da auditoria e das constatações significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficiências significativas nos controles internos que identificamos durante nossos tra- balhos. Rio de Janeiro, RJ, 15 de março de 2023 FSA NETWORK Auditores e Consultores - CRC-RJ-003004/O-2 Levi O. Soares - Contador-CRC-RJ-031950/O-9