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Diário Oficial dos Municípios do Ceará · 22/09/2023 · pág. 68

DOMCE 22/09/2023 - Diario Oficial dos Municipios do Ceara

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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA

Ceará , 22 de Setembro de 2023 • Diário Oficial dos Municípios do Estado do Ceará • ANO XIV | Nº 3299

Etapa Preliminar e contínua: Preparar e conscientizar a população através de mobilização social e educação ambiental, para que respondam de forma participativa na separação e disposição dos resíduos para a coleta;

Etapa Concomitante: Estruturar os processos logísticos de coleta e de destinação dos resíduos, com a participação de catadores de materiais recicláveis e/ou pessoas em vulnerabilidade social, e mobilizar, formalizar e capacitar os catadores; Etapa Conclusiva: Iniciar a Coleta Seletiva após a implementação dos passos e processos anteriores.

6. INDICADORES DE DESEMPENHO OPERACIONAL, AMBIENTAL E QUALIDADE PARA OS SERVIÇOS PÚBLICOS DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Para avaliação do desempenho operacional e ambiental dos serviços públicos referentes ao manejo de resíduos sólidos relacionados com a Coleta Seletiva no Município de Ipueiras, sugere-se o monitoramento dos seguintes indicadores (Tabela 14). Tabela 14 – M onitoramento.

TIPOLOGIA DO
RESÍDUO
DESEMPENHO
DEFINIÇÃO DO INDICADOR EXPRESSO EM
QUALIDADE Composição física dos resíduos/gravimetria (representa o percentual de
cada componente: papel e papelão, plástico, madeira, couro e borracha,
pano e estopa, folha, mato e galhada, restos de comida, entre outros) em
relação aopeso total do lixo.



% em peso
Satisfação da população em relação à qualidade dos serviços prestados, com
base nas reclamações registradas.

%
Massa coletada de RS per capita em relação à população urbana. kg / habitante/
dia
OPERACIONAL Taxa de cobertura do serviço de Coleta Seletiva em relação à população
urbana.

%
Percentual dapopulação atendidapelo sistema de coleta convencional. %
RESÍDUOS
DOMICILIARES,
DE
Percentual dapopulação atendidapelo sistema de coleta seletiva. %
ESTABELECIMENTOS
COMERCIAIS
E
Percentual de resíduos destinados aoprocesso de reciclagem. %
PRESTADORES DE SERVIÇOS E RESÍDUOS
DE LIMPEZA URBANA
Percentual de resíduos encaminhados à destinação final em aterro sanitário
classe II A.

%
OPERACIONAL/ AMBIENTAL Massa recuperada per capita de materiais recicláveis (exceto matéria
orgânica e rejeitos) em relação à população urbana: quantidade total de
materiais recicláveis recuperados.


kg/habitantes/ ano
Taxa de material recolhido pela coleta seletiva (exceto mat. orgânica) em
relação
à
quantidade
total
coletada
de
resíduos
sólidos
domiciliares/comerciais.


%
Número de atendimentos e/ou reclamações realizadas a respeito do
gerenciamento de limpezapública e de manejo de resíduos sólidos.

Nº
OPERACIONAL/ QUALIDADE Número de campanhas educativas realizadas (palestras, visitas, distribuição
de informativos e mutirões de limpeza).

Nº
SOCIAL Número de catadores incluídos no sistema de coleta seletiva em relação ao
número total de catadores da cidade.

Nº
Renda mensalpor membro da organização. R$/membro
OPERACIONAL/ SOCIAL Vínculo contratual entre a prefeitura e as cooperativas ou associações de
catadores: porcentagem de cooperativas/associações que têm vínculo
contratual com a prefeitura sobre o total de cooperativas/associações
existentes no município.



%
RESÍDUOS
DOMICILIARES,
DE
ESTABELECIMENTOS
COMERCIAIS
E

ECONÔMICO/ SOCIAL
Volume comercializado: porcentagem de resíduos comercializados pelas
cooperativas/associações sobre o total coletadopelo Poder Público.

%
PRESTADORES DE SERVIÇOS E RESÍDUOS
DELIMPEZA URBANA
OPERACIONAL/ AMBIENTAL
Porcentagem dos resíduos destinados à reciclagem, em peso, sobre o total
de resíduos domiciliares coletados na cidade;

%
Incidência das despesas com o manejo de RS nas despesas correntes da
prefeitura.

%
ECONÔMICO Despesa per capita com manejo de RS em relação à população urbana/rural. R$ / habitante
Custo médio do serviço de coleta de RS (Convencional e Coleta Seletiva). R$ /
tonelada/mês

7. PROGRAMA DE CAPACITAÇÃO TÉCNICA VOLTADA PARA IMPLEMENTAÇÃO E OPERACIONALIZAÇÃO DA COLETA SELETIVA

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, através da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (2001), grande parte do sucesso da implementação do Programa de Coleta Seletiva deve ser atribuído a bons programas de capacitação técnica e educação ambiental, bem administrado. A área de gestão de resíduos sólidos, de maneira geral, sofre de grandes carências de capacitação e por essa razão o município deve-se investir pesadamente na qualificação de seus quadros.

Particularmente para a Coleta Seletiva há um grande despreparo das equipes técnicas que atuam nos municípios e de técnicos em geral, na medida em que essa atividade foi deixada na informalidade, realizada por iniciativa própria de catadores ou de sucateiros. E por essa razão há relativamente poucos acúmulos para planejamento, implantação e monitoramento do programa.

Assim, alguns aspectos precisam ser bem trabalhados com a equipe que irá atuar na Coleta Seletiva, e um processo de capacitação deve ser oferecido pelo município à equipe técnica. Devem ser abordados os seguintes aspectos:

Processo de planejamento da Coleta Seletiva, abordando dimensionamento da produção de recicláveis, estudos locacionais das unidades de processamento, logística de transporte, definição de roteiros de coleta;

Operação de produtividade na coleta e na triagem, abordando diferentes métodos de operação e resultados esperados e obtidos, identificação de problemas e encaminhamento de soluções, etc.;

Monitoramento do Programa, abordando sistemas de registro e controle de atividades e resultados, consumo de insumos, produtividade, indicadores do cumprimento das metas;

Gestão de empreendimentos, destacando aspectos da organização do trabalho, gestão financeira do empreendimento, parcerias, negociação de preços, pesquisa de mercado, desenvolvimento tecnológico, produtividade, etc.;

Segurança e medicina no trabalho, abordando os riscos envolvidos na atividade, medidas de prevenção, equipamentos de proteção e sua função, saúde do trabalhador, etc.;

Organização administrativa e financeira do empreendimento, abordando sistema de registro e controle de atividade, de entrada e saída de material, de jornada de trabalho e produtividade de cada trabalhador, despesas e receitas, elaboração de orçamentos, etc.

Devem ser asseguradas oportunidades de participação em seminários e congressos, bem como o próprio município deve organizar palestra e ciclos de debates sobre temas de interesse do Programa. Para assegurar a efetiva participação das pessoas envolvidas na implementação do Plano de Coleta Seletiva do Município de Ipueiras, propõe-se a formação de um grupo técnico ou grupo gestor, para acompanhamento das ações de implementação do plano.

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