DOEAM 16/04/2024 - Diario Oficial do Estado do Amazonas - Tipo 1
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DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO DO AMAZONAS
2 Manaus, terça-feira, 16 de abril de 2024
Unidades de Conservação recebem kits para garantir água potável durante estiagem 2024
Arquivo/DC-AM
O objetivo é dar às comunidades mais distantes acesso à água tratada de forma permanente, sobretudo, durante a seca prevista para o segundo semestre deste ano
Parceria entre Sema, Defesa Civil e Unicef vai beneficiar 1.165 famílias em 43 comunidades residentes em áreas protegidas do Estado
m preparação para a estiagem de 2024, o Governo do Amazonas iniciou, no dia 5 Ede abril, a entrega de kits para garantia de água potável a 1.165 famílias de 43 comunidades em Unidades de Conservação do Estado. Ao todo, serão distribuídos 400 filtros e 60 caixas d’água, fruto de uma parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e apoio financeiro da União Europeia. Além disso, 10 comunidades vão passar a contar com purificadores do programa “Água Boa”, da Defesa Civil do Amazonas.
A articulação para atender às áreas protegidas foi conduzida por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), responsável pela gestão dos territórios. A iniciativa já faz parte das ações de mitigação dos efeitos da estiagem deste ano, segundo destaca o secretário de Estado do Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira.
“As informações climáticas que nós temos indicam a possibilidade de uma nova estiagem severa. A determinação do governador Wilson Lima, inclusive, estivemos reunidos em Brasília com o Ministério do Meio Ambiente, Ministério de Portos e Aeroportos, e de Integração Nacional, é para que a gente pudesse antecipar as
nossas ações”, ressaltou o secretário da Sema.
Na ação, foram contempladas as Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Madeira (Novo Aripuanã, Borba e Manicoré), Rio Amapá (Manicoré), Juma (Novo Aripuanã), Puranga Conquista (Manaus) e Igapó-Açu ( Beruri, Borba e Manicoré). “Nós temos o monitoramento das comunidades mais impactadas pela falta d’água no ano passado, por isso a prioridade agora vai ser o atendimento dessas mais de 1 mil famílias que vão ser beneficiadas, para que a gente não tenha o mesmo problema do ano passado”, completou.
Parceria com a UnicefO objetivo é dar às comunidades mais distantes acesso à água tratada de forma permanente, sobretudo, durante a seca prevista para o segundo semestre deste ano. Para tanto, os 400 filtros e 60 caixas d’água doados pelo Unicef vão ser distribuídos para 33 comunidades, com benefício para 853 famílias.
“Ano passado, quando estourou a estiagem, nessa parceria que nós já temos com o Estado, a gente buscou formas de apoiar o Amazonas a se preparar para eventos hidrológicos extremos”, explicou o consultor de água, saneamento e higiene da Unicef, Paulo Diógenes. “A gente está buscando apoiar comunidades vulneráveis, no caso indígenas e ribeirinhos, a fortalecer e criar resiliência para ter o acesso à água, além de melhores condições de saúde e nutrição infantil, visando uma nova estiagem”, completou.
A ação faz parte de uma estratégia desenvolvida em parceria pelo Unicef, o Governo do Amazonas e a Secretaria Federal de Saúde Indígena (SESAI), com o objetivo de aumentar a resiliência no acesso à água segura diante de eventos climáticos extremos.
Serão atendidas comunidades indígenas e ribeirinhas do Vale do Javari, Terra Indígena Yanomami, Alto e Baixo Rio Negro, Alto e Médio Rio Solimões e seus afluentes, com diferentes soluções adaptadas às necessidades específicas de cada comunidade, beneficiando aproximadamente 44 mil pessoas.
Água boaAlém dos kits, 10 comunidades das RDS Rio Amapá, Rio Madeira e Igapó Açu vão receber a instalação das estruturas do Projeto “Água Boa”. Os purificadores vão coletar a água dos rios e a levar, por meio de tubos, para uma caixa d’água, onde passará por processos químicos até se tornar própria para o consumo.
A previsão é de que a entrega dos materiais para as comunidades seja concluída até 21 de abril. A logística recebe apoio financeiro do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática, por meio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). Após estudos de solo, os comunitários devem receber capacitações para operar os sistemas de forma independente.
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