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Diário Oficial do Estado do Amazonas · 26/04/2024 · pág. 2

DOEAM 26/04/2024 - Diario Oficial do Estado do Amazonas - Tipo 1

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DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO DO AMAZONAS

2 Manaus, sexta-feira, 26 de abril de 2024

Cardiologista da SES-AM alerta para a prevenção às doenças cardiovasculares

As doenças relacionadas ao coração e circulação são as principais causas de morte no país

Brasil registrou 117.772 mortes por doenças cardiovasculares, este ano. Os dados, O do período de janeiro a 16 de abril, são do Cardiômetro, da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Até o final de 2024, as doenças do coração e da circulação, que representam as principais causas de morte no Brasil, deverão responder por mais de 400 mil óbitos no país.

Ainda conforme a SBC, são mais de 1.100 mortes por dia, cerca de 46 por hora, uma a cada 1,5 minutos (90 segundos), o dobro das provocadas por todos os tipos de câncer, três vezes mais que todas as doenças respiratórias e 6,5 vezes mais que todas as infecções, incluindo a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids).

Obesidade, sobrepeso, tabagismo, sedentarismo, alimentação não saudável e excesso de bebida alcoólica estão entre os principais fatores que provocam as doenças coronárias adquiridas. “Isso, somado às doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e dislipidemia, potencializa ainda mais, tornando muito o alto índice de doenças coronárias”, afirma o cardiologista Edival Oliveira Júnior, diretor técnico do Hospital Universitário Francisca Mendes, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM).

Ele destaca que os diabéticos são considerados de alto risco, com duas a quatro vezes mais chance de evoluir para o infarto. A doença isquêmica do coração (infarto do miocárdio) é a mais mortal entre todas as doenças cardiovasculares no Brasil e no mundo, com uma média de 75 mortes por 100 mil habitantes.

“As doenças cardiovasculares se desenvolvem ao longo da vida, tendo como principais sintomas a dor ou desconforto no peito, que pode irradiar para braços, ombro esquerdo, mandíbula ou costas, comumente iniciadas após esforço físico ou estresse emocional”, ressalta o cardiologista.

Ele observa, também, que existe um grupo de indivíduos com sintomas atípicos, como as mulheres, idosos, portadores de doença renal e transplantados, que podem apresentar dificuldade em respirar ou falta de ar, sensação de enjoo ou vômito, sensação de desmaio ou tontura, suor frio e palidez.

De acordo com o cardiologista, a prevenção segue sendo a principal arma de combate. Ele recomenda prática de atividade física regular,

públicas de enfrentamento, avanço das tecnologias, tratamentos e medicamentos e uma melhor assimilação, por parte da população, de cuidados preventivos e condutas de bem-estar e prevenção.

não fumar, adotar alimentação balanceada, sono reparador, controle da obesidade e de outras doenças crônicas.

Doenças Cardiovasculares que mais matam As doenças do coração, segundo explica a secretária estadual de Saúde, Nayara Maksoud, preocupam as autoridades de saúde no mundo todo. No Amazonas, também estão entre as prioridades da rede pública, uma área que está recebendo reforço e atenção do Governo do Amazonas. “O alerta é para a prevenção e para que os pacientes com doenças crônicas não deixem de seguir o tratamento indicado pelos médicos”, pontuou.

Causas mais frequentes

Sobrepeso e Obesidade: O excesso de peso corporal, especialmente quando concentrado na região abdominal, está associado a um maior risco de desenvolver doenças coronárias. A obesidade está relacionada a desequilíbrios metabólicos, como níveis elevados de colesterol e glicose no sangue, que podem levar à formação de placas nas artérias coronárias.

Sedentarismo: A falta de atividade física regular está diretamente ligada ao aumento do risco de desenvolver doenças coronárias. O exercício ajuda a manter um peso saudável, controlar a pressão arterial, melhorar os níveis de colesterol e reduzir o estresse, todos fatores importantes na prevenção das doenças cardíacas.

A doença isquêmica do coração (infarto do miocárdio) é a mais causa óbitos, entre todas as doenças cardiovasculares, no Brasil e no mundo, com uma média de 75 mortes por 100 mil habitantes. Em seguida vem as doenças cerebrovasculares, com 58 mortes por 100 mil habitantes e a cardiopatia hipertensiva, com 13,4 mortes por 100 mil habitantes.

Alimentação não saudável: Uma dieta rica em gorduras saturadas, açúcares refinados, sódio em excesso e pobre em frutas, vegetais e fibras, pode contribuir para o desenvolvimento de doenças coronárias. Esses alimentos podem levar ao acúmulo de placas nas artérias e aumentar os níveis de colesterol ruim no sangue.

A cardiomiopatia e a miocardite, somadas às doenças cardiovasculares circulatórias, fecham o grupo das cinco doenças cardiovasculares que respondem pelo maior número de óbitos no país, com 9,4 e 4,6, respectivamente.

Os dados foram apresentados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, em dezembro do ano passado, mas fazem referência aos resultados de 2019. Ainda de acordo com a SBC, nos últimos 30 anos houve um aumento exponencial da incidência e mortalidade por doenças cardiovasculares, de 594 mil pessoas em 1990 para 1,1 milhão em 2019.

Tabagismo: É um dos principais fatores de risco modificáveis para as doenças coronárias. Os produtos químicos presentes no cigarro danificam as paredes dos vasos sanguíneos, aumentam a pressão arterial, reduzem a capacidade do sangue de transportar oxigênio e promovem a formação de coágulos sanguíneos.

A SBC frisa, contudo, que os números refletem o aumento da população e que, se analisados os casos para cada grupo de 100 mil pessoas, houve uma redução significativa de 593,7 indivíduos em 1990 para 475 em 2019, refletindo novas políticas

Cardiômetro

É um indicador do número de mortes por doenças cardiovasculares no País, criado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.

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