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Diário Oficial do Estado do Amazonas · 16/01/2025 · pág. 4

DOEAM 16/01/2025 - Diario Oficial do Estado do Amazonas - Tipo 1

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DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO DO AMAZONAS

4 Manaus, quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Biblioteca Braille do Amazonas comemora os 200 anos de história do Sistema Braille

Divulgação / Secretaria de Cultura e Economia Criativa

A Biblioteca tem um acervo de mais de 50 mil
obras entre livros digitalizados, livros falados,
em Braille e filmes com audiodescrição

das pessoas com deficiência visual e as atividades culturais oferecidas pela Biblioteca.

A Biblioteca tem um acervo de mais de 50 mil obras entre livros digitalizados, livros falados, em Braille e filmes com audiodescrição

“O sistema Braille, para quem é cego, é um sistema que trouxe a liberdade, a igualdade, para todas as pessoas descobrirem com dois dedos, da mão direita e da mão esquerda, a liberdade de conhecer o mundo por meio de pontos e símbolos”, afirma o gerente.

Ele ressalta a importância da leitura, como meio de nos transportar para diferentes lugares, até mesmo para dentro de uma gramática, onde aprendemos sobre substantivos e adjetivos e que, ao fazer essas descobertas, passamos a valorizar ainda mais a leitura, a vida e as emoções que ela nos proporciona.

A Biblioteca Braille do Amazonas dispõe de um acervo de mais de 50 mil obras entre livros digitalizados, livros falados, obras em Braille e filmes com audiodescrição, o espaço também disponibiliza estúdios de gravação, máquinas de escrever em Braille, computadores especiais, impressoras em Braille, scanners de voz e lupas eletrônicas.

Referência no estado, a Biblioteca Braille é importante para a integração da vida social, cultural e educacional de pessoas com baixa visão e cegas

“O Sistema Braille comemora 200 anos de história, de esperança e de superação, tudo graças a um menino francês nascido em 4 de janeiro de 1809. Ele nasceu com visão, mas com cinco anos ficou cego, na pequena cidade de Coupvray, a cerca de 45 quilômetros de Paris”, conta Gilson Mauro, gerente da Biblioteca Braille do Amazonas (BBAM) sobre o Dia Mundial do Braille, celebrado no dia 4 de janeiro.

A data, que marca o nascimento de Louis Braille, criador do sistema, ressalta a importância do Braille como meio de democratização da comunicação e da plena realização dos direitos humanos entre as pessoas cegas e com baixa visão.

Sistema de seis pontos

Aos 10 anos, Louis Braille ingressa no Institu-

to Real das Crianças Cegas da França, Foi nessa ocasião que ele conheceu o capitão e inventor Charles Barbier, que lhe apresentou um sistema chamado sonografia sonora. Luiz refletiu sobre a ideia e, dois anos e meio depois, em 1825, apresentou ao mundo seu revolucionário sistema de seis pontos, que, na época, não era conhecido como Braille, mas simplesmente como “sistema de seis pontos”.

Em 1854, a França adotou oficialmente seu sistema como o único método de leitura e escrita para pessoas com deficiência visual. Em 1878, a Unesco também reconheceu o Braille como o sistema global para a alfabetização de pessoas cegas. “O que eu escrevo aqui, posso escrever em qualquer lugar. A minha emoção é a mesma de qualquer cego no mundo”, compartilha Gilson Mauro, expressando a universalidade do legado de Braille.

Biblioteca Braille do Amazonas

Para Gilson Mauro, o Sistema Braille foi fundamental para gerar oportunidades únicas e acessíveis em sua vida. Hoje, como gerente da Biblioteca Braille do Amazonas, sua trajetória se entrelaça com a história da instituição. Com deficiência visual, ele gerencia a biblioteca desde 2000 e enfatiza o trabalho realizado em prol

Democratização da comunicação

A importância do Sistema Braille na democratização do acesso à informação está na liberdade que ele propicia para as pessoas com deficiência visual, permitindo que elas se sintam tão capazes quanto qualquer pessoa com visão. Um exemplo claro dessa transformação é a jovem Gabrielly Braz, que compartilha sua felicidade e realização após dois anos de aprendizado na Biblioteca Braille do Amazonas.

“O Braille para mim é muito importante, é uma libertação. Hoje, consigo ler até caixas de remédio, de mingau de aveia, de maisena... Ler em Braille é uma libertação total. Aprendi a ler quando tinha 9 ou 10 anos”, relembra Gabrielly, agora com 14 anos.

Administrada pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, a Biblioteca Braille funciona de segunda à sexta, das 8h às 17h e está instalada no Bloco C do Centro de Convenções – Sambódromo (Av. Pedro Teixeira, 2565, Dom Pedro). O espaço tem o objetivo de integrar, promover e incluir pessoas com deficiência visual ao meio social, cultural, educacional e profissional, melhorando condições de vida, estudo e convivência para contribuir na elaboração de trabalhos e pesquisas.

VÁLIDO SOMENTE COM AUTENTICAÇÃO