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Diário Oficial do Estado do Amazonas · 29/04/2025 · pág. 2

DOEAM 29/04/2025 - Diario Oficial do Estado do Amazonas - Tipo 1

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DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO DO AMAZONAS

2 Manaus, terça-feira, 29 de abril de 2025

Antônio Lima/Secom

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas certificou 18 indígenas da etnia Kambeba, da aldeia Tururukari-uka, os quais serão multiplicadores para a comunidade

Corpo de Bombeiros certifica indígenas para reforçar o combate às queimadas

Capacitação integra estratégia do Governo do Amazonas para prevenir incêndios florestais, principalmente no período de estiagem

equipe do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) de Manacapuru A (a 68 quilômetros de Manaus) certificou, no dia 12 de abril, indígenas da etnia Kambeba, da aldeia Tururukari-uka, no curso de Brigada de Incêndio Florestal. O objetivo é reforçar o combate às queimadas na Região Metropolitana de Manaus. A comunidade fica localizada no km 47 da AM-070, rodovia que liga a capital ao município.

O comandante-geral do CBMAM, Orleiso Muniz, explica que a capacitação faz parte da estratégia do Governo do Amazonas, determinada pelo governador Wilson Lima, para prevenir incêndios florestais previstos para terem aumento na demanda em razão do período de estiagem, a partir do mês de junho.

“Os treinamentos são importantes porque, em alguns casos, eles podem estar utilizando técnicas erradas e tendo o material certo. E a gente mostrando como é a técnica correta, vai ajudar a minimizar o tempo-resposta no com-

o inimigo número 1, que era o fogo. Para nós foi muito difícil, porque não tínhamos nenhum equipamento, foi apenas na força e na coragem”, afirmou Gelson.

A formação dos brigadistas teve 20 horas de duração, de 7 a 9 de abril, com aulas teóricas e práticas. Ao todo, 18 indígenas participaram da capacitação, mas o conhecimento será repassado para toda a comunidade, que tem 58

pessoas em 12 famílias.

bate ao fogo”, pontuou Emerson Silva, comandante da guarnição do Corpo de Bombeiros de Manacapuru.

De acordo com o tuxaua da aldeia Francisco Uruma, que também participou do curso, a integração entre a técnica e o conhecimento ancestral será fundamental no combate aos incêndios florestais.

O presidente da Associação Tururukari-uka, Gelson Silva, recorda que, em 2024, toda a comunidade atuou durante 23 dias combatendo os incêndios florestais para que a aldeia não fosse atingida. O combate ao fogo foi executado apenas com os conhecimentos ancestrais e sem a utilização de máscaras, por exemplo.

“Aqui é uma região que tem muita queimada das pessoas que derrubam as árvores para tirar madeira e, este ano, nós solicitamos um curso do Corpo de Bombeiros para que pudéssemos ter uma noção de como combater o fogo com todas as técnicas”, ressaltou Francisco ao destacar, ainda, que um dos principais aprendizados é o cuidado com a própria pessoa.

“Hoje, a gente se sente agraciado por receber esse treinamento. E isso nos dá mais técnica de combater o fogo, porque antes nós não tínhamos. Nós passamos 23 dias brigando com

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