DOEAM 04/09/2025 - Diario Oficial do Estado do Amazonas - Tipo 1
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DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO DO AMAZONAS
2 Manaus, quinta-feira, 04 de setembro de 2025
PC-AM leva Operação Shamar pela primeira vez até comunidade indígena em São Gabriel da CachoeiraBeatriz Sampaio/PC-AM
Os policiais civis conversaram com os indígenas das etnias Koripako, Baniwa, Tukano e Baré, na comunidade Yamado, sobre temas relacionados à violência doméstica
A iniciativa representa um passo inédito na aproximação das Forças de Segurança com as realidades vividas nos territórios indígenas
município de São Gabriel da Cachoeira (a 852 quilômetros de Manaus), que O concentra a maior população indígena do Brasil, distribuída em 750 comunidades indígenas, recebeu pela primeira vez a Operação Shamar, deflagrada no Amazonas pela Polícia Civil (PC-AM), que levou à comunidade indígena Yamado ações de enfrentamento à violência contra a mulher.
Neste ano, a Polícia Civil trouxe um propósito diferente para a Operação Shamar: ampliar o acesso das mulheres à proteção e à justiça, chegando até comunidades indígenas no interior do estado, para que as mulheres originárias tenham discernimento sobre seus direitos, possam identificar situações de violência e saibam como buscar apoio das autoridades competentes.
A iniciativa representa um passo inédito na aproximação das Forças de Segurança com as realidades vividas nos territórios indígenas, reforçando a importância da prevenção e do acolhimento em contextos onde o acesso à informação e à rede de proteção ainda é limitado.
Os policiais civis da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM) centro-sul, da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de São Gabriel da Cachoeira, do Departamento de Polícia do Interior (DPI) e da Diretoria de Comunicação da PC-AM foram até a comunidade indígena
conta com 750 comunidades indígenas e a delegada Evanice Cavalcante, da DEP de São Gabriel da Cachoeira, garantiu que as demais também receberão as visitas da Polícia Civil de forma progressiva.
Yamado, onde conversaram com os indígenas das etnias Koripako, Baniwa, Tukano e Baré sobre temas relacionados à violência doméstica.
“Fizemos uma escuta ativa com as mulheres indígenas da comunidade, tivemos uma troca com elas sobre o que está prescrito na Lei Maria da Penha, e explicamos a elas sobre os tipos de violência doméstica, pois percebemos que elas não sabiam quais eram. Então pudemos orientá-las e fornecer a elas mais informações, forta-
Na oportunidade, as autoridades também divulgaram o site da Delegacia Virtual da Mulher (DVM), lançado em São Gabriel da Cachoeira, durante um evento na Maloca Foirn. “Fizemos a divulgação da plataforma para que as
mulheres indígenas saibam que há mais um meio de amparo caso elas precisem”, explicou a delegada Grace Jardim, diretora de comunicação da PC-AM.
Os homens originários da comunidade indígena Yamado também participaram da roda de conversa com as autoridades policiais, e o delegado Paulo Mavignier, diretor do DPI, foi o responsável por conversar com eles e orientá-los sobre a proteção das mulheres indígenas.
“Na qualidade de homem, de policial e de delegado, procurei trazer uma reflexão para os homens da comunidade sobre a ótica masculina do respeito à mulher — o que significa proteger, não permitir que ela seja humilhada ou diminuída. Mostramos que o melhor caminho é a prevenção, a informação e o conhecimento da Lei Maria da Penha. O nosso objetivo não é somente a repressão, mas sim a conscientização, para que todos entendam que a finalidade da Lei é proteger a mulher”, destacou o delegado.
lecendo o conhecimento sobre seus direitos e mostrando os canais disponíveis para denúncia e proteção”, explicou a delegada Patrícia Leão, responsável pela DECCM centro-sul
Durante a ação, a indígena Vanilsa Gomes Monteiro destacou a importância do conhecimento compartilhado sobre os diferentes tipos de violência contra a mulher. Segundo ela, muitas mulheres ainda não reconhecem agressões que não deixam marcas físicas.
O município de São Gabriel da Cachoeira
VÁLIDO SOMENTE COM AUTENTICAÇÃO