DOEAM 22/09/2025 - Diario Oficial do Estado do Amazonas - Tipo 1
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DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO DO AMAZONAS
4 Manaus, segunda-feira, 22 de setembro de 2025
Alex Pazuello e Diego Peres/Secom
Os governos do Amazonas, de São Paulo e Tribunal de Justiça do Amazonas deram início a uma parceria inédita, que vai permitir a realização de 2,5 mil exames em processos represados no Judiciário
Parceria entre Amazonas, São Paulo e TJAM garante cidadania com teste de DNA gratuito
A meta é zerar a fila de processos de investigação de paternidade de pessoas sem condições financeiras de arcar com os custos do exame
Governo do Amazonas destacou, no dia 11 de setembro, a parceria firmada O com o Estado de São Paulo e o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) para garantir cidadania à população vulnerável, que não tem condições financeiras de arcar com os custos de um exame de DNA. O destaque foi feito durante solenidade de lançamento do programa “Meu DNA”, no Fórum Cível Desembargadora Euza Maria Naice de Vasconcellos, zona sul de Manaus.
A ação vai permitir a realização de 2,5 mil exames de DNA em processos de investigação de paternidade e que estão represados na justiça estadual. As primeiras coletas de material genético foram executadas após a solenidade.
“Hoje nós estamos dando um passo importante porque isso vai além de uma questão protocolar. O que nós estamos fazendo aqui é dando a essas famílias, a essas crianças e adolescentes um direito fundamental, que é o direito da identidade, de saber qual é a sua origem. Isso é um ato de humanidade, é um ato de cidadania e, mais uma vez, prova do com-
promisso do Tribunal de Justiça do Amazonas e do Governo do Estado em olhar para aqueles que mais precisam, especialmente as famílias em condição de vulnerabilidade social”, afirmou o governador Wilson Lima.
A parceria é fruto de convênio assinado, em junho deste ano, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, com a presença dos governadores Wilson Lima e Tarcísio de Freitas. A meta é zerar a fila de processos relacionados à investigação de paternidade represados na justiça amazonense.
ConvênioO convênio envolve diretamente três instituições: a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), responsável pelo repasse de recursos, cadastro dos beneficiários e fiscalização técnica; o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), encarregado da organização das coletas e da priorização dos processos da justiça gratuita; e o Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc), vinculado à Secretaria de Justiça e Cidadania paulista, responsável pela análise laboratorial e emissão dos laudos.
A equipe de enfermagem do Setor Médico do TJAM foi capacitada por profissionais do Imesc para realizar as coletas locais. As amostras de sangue coletadas em Manaus serão enviadas para São Paulo, onde serão processadas com tecnologia de ponta em investigação genética.
Participaram também da solenidade a desembargadora Socorro Guedes, coordenadora das Varas de Família do TJAM; o secretário da Justiça e Cidadania de São Paulo, Fábio Prieto, representando o governador Tarcísio; o superintendente do Imesc, Alexandre Pessôa; a coordenadora de perícias de investigação de vínculo genético de São Paulo, Maria Eliza Teserolli; e o secretário da Casa Civil do Amazonas, Flávio Antony.
“Vamos tratar o Amazonas como nosso primeiro case de sucesso nessa parceria. Desde o início, o Governo do Amazonas abraçou essa causa e entendeu a importância disso para a população em situação de vulnerabilidade social e desassistida. É um olhar e uma atenção importante”, disse o secretário de Estado da Justiça e Cidadania de São Paulo, Fábio Prieto.
Além deles, estiveram presentes representantes do Ministério Público do Estado (MPE), da Defensoria Pública, da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM), magistrados, desembargadores e outras autoridades do sistema de justiça.
“O que estamos vivendo aqui hoje não é uma solenidade comum, é um gesto histórico, um marco de transformação, uma resposta concreta a um dos clamores mais antigos e sensíveis e silenciados que ouvimos nos corredores de Justiça nas Varas de Família: o direito de saber quem se é e o de pertencer”, afirmou a desembargadora Socorro Guedes.
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