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Diário Oficial do Estado do Amazonas · 26/11/2025 · pág. 2

DOEAM 26/11/2025 - Diario Oficial do Estado do Amazonas - Tipo 1

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DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO DO AMAZONAS

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Manaus, quarta-feira, 26 de novembro de 2025

COP30: UEA apresenta soluções amazônicas em justiça climática, bioeconomia e inovação

Reprodução/UEA
As ações refletem o compromisso da
instituição com o desenvolvimento
sustentável, a valorização da
biodiversidade

Iniciativas destacam protagonismo comunitário, energias limpas e tecnologias de monitoramento ambiental desenvolvidas no Amazonas

Em defesa da floresta

Três projetos voltados à proteção ambiental, por meio da tecnologia e da inteligência artificial (IA), desenvolvidos pela UEA, também marcam presença na COP30. Liderados pelo Laboratório de Sistemas Embarcados (LSE/UEA), os projetos Curupira, Yara e Irapuru foram representados pelo professor Raimundo Cláudio Souza Gomes.

Integração científica na tríplice fronteira

Outra ação que integra o conjunto de projetos levados pela UEA é o Parque Científico e Tecnológico Ambiental Sustentável da Tríplice Fronteira (PaCTAS), uma iniciativa que promove integração científica, tecnológica e territorial entre Brasil, Peru e Colômbia, com sede em Tabatinga (AM).

rojetos voltados para temas centrais ao futuro da Amazônia foram apresentados P pelo Governo do Amazonas, por meio da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém. No evento, a universidade apresentou iniciativas desenvolvidas nas áreas de energia renovável, monitoramento ambiental, bioeconomia, inovação tecnológica e justiça climática. As ações refletem o compromisso da instituição com o desenvolvimento sustentável, a valorização da biodiversidade e a produção de conhecimento científico aplicado à realidade amazônica.

O Curupira funciona como um sistema integrado de vigilância ambiental, capaz de detectar desmatamento ilegal, presença de fumaça, variações de temperatura e outras anomalias em áreas remotas. Com autonomia energética de até cinco anos e transmissão de dados em tempo real, o sistema amplia a capacidade de monitoramento e resposta a crimes ambientais na Amazônia.

O projeto atua como uma rede transfronteiriça de ciência e inovação, reunindo universidades, instituições públicas e privadas, empreendedores e comunidades locais.

Justiça climática e protagonismo

O Yara atua no monitoramento contínuo da qualidade da água do rio Amazonas, analisa parâmetros como pH, turbidez, oxigênio dissolvido, condutividade elétrica e temperatura. Os dados são enviados para plataformas digitais que subsidiam decisões de gestão hídrica e ações de preservação ambiental.

comunitário

Projeto aprovado para compor a delegação oficial da sociedade civil brasileira na COP30 propõe um modelo inovador de gestão ambiental comunitária baseado em créditos de carbono e justiça climática.

A iniciativa busca transformar comunidades ribeirinhas e tradicionais em protagonistas da conservação ambiental, substituindo práticas assistencialistas por capacitação técnica, governança participativa e geração de renda verde. O modelo será implementado, inicialmente, nos municípios de Careiro da Várzea e Careiro, onde foram realizados mapeamentos territoriais e capacitação de agentes ambientais locais.

Diesel Verde

Já o Uirapuru é resultado de uma parceria entre o LSE/UEA, Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e empresas como Dell Technologies, Intel e Computer AD. O projeto utiliza inteligência artificial para monitorar a biodiversidade, apoiar a conservação e promover educação comunitária na comunidade Boa Esperança, em Manicoré (AM).

Entre os projetos levados pela universidade está o “Aproveitamento energético de plantas oleaginosas na região amazônica: geração de valor e desenvolvimento regional”. A iniciativa, conhecida como “Diesel Verde” tem o objetivo de identificar e estudar novas fontes de oleaginosas amazônicas para a produção de biocombustíveis avançados.

VÁLIDO SOMENTE COM AUTENTICAÇÃO