DOEAM 14/04/2026 - Diario Oficial do Estado do Amazonas - Tipo 1
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terça-feira 14 abr/2026 estado do amazonas
Número 35.682 | Ano CXXXIII www.imprensaoficial.am.gov.br
Governo do Amazonas institui Plano Estadual de Bioeconomia e reforça nova matriz econômicaArquivo/Secom
Documento orienta
investimentos, fortalece cadeias produtivas do interior e impulsiona geração de emprego com base na biodiversidade
urante a 319ª reunião ordinária do Conselho de Desenvolvimento do Estado Ddo Amazonas (Codam), no dia 1º de abril, o Governo do Amazonas assinou o decreto que institui o Plano Estadual de Bioeconomia. A medida marca um novo direcionamento estratégico para o desenvolvimento econômico do estado, com foco na agregação de valor aos recursos naturais e na geração de emprego e renda, especialmente no interior.
O Plano Estadual de Bioeconomia foi apresentado, inicialmente, durante a COP30, realizada em Belém, em 2025, e agora passa a orientar as políticas públicas e os investimentos do Estado no setor. Na prática, o plano estabelece diretrizes para transformar cadeias produtivas locais, incentivando a industrialização de insumos da floresta.
A proposta é permitir que produtos como frutos, óleos e extratos deixem de ser comercializados apenas in natura e passem a ser processados no próprio estado, gerando maior valor agregado e renda para produtores e comunidades.
“É um trabalho de escuta às comunidades, às instituições locais, nacionais e internacionais, para que a gente pudesse colocar num documento as potencialidades do nosso estado, principalmente do interior, e transformar esse potencial em produto”, afirmou o governador Wilson Lima, ao destacar a importância da participação de todos os envolvidos na criação do Plano.
O objetivo, ressaltou o governador, é mudar a lógica econômica baseada apenas na extração de matéria-prima, incentivando a industrialização e o aproveitamento da biodiversidade amazônica. “Estamos falando de fármacos, de cosméticos e de tantos outros produtos que podem ganhar escala com o que temos aqui,
O Plano Estadual de Bioeconomia foi apresentado, inicialmente, durante a COP30, em 2025, e estabelece diretrizes para transformar cadeias produtivas locais, incentivando a industrialização de insumos da floresta
com o nosso diferencial em relação às outras regiões”, completou.
logísticos e de emissões, além de abrir oportunidades para o mercado de créditos de carbono.
O plano também avança na área de governança, ao propor maior segurança jurídica e menos burocracia no acesso ao patrimônio genético para pesquisa e desenvolvimento. A intenção é facilitar parcerias entre empresas, universidades e comunidades tradicionais, garantindo que os benefícios econômicos sejam compartilhados de forma legal e estruturada.
AvançosEntre as mudanças previstas com o decreto está o fortalecimento da integração com o Polo Industrial de Manaus (PIM), com incentivos para empresas que utilizem insumos da biodiversidade em suas linhas de produção. A estratégia busca posicionar o Amazonas não apenas como um polo montador, mas também como referência em bioindústria, com foco em setores como cosméticos, fármacos e alimentos processados.
Entre os segmentos com maior potencial de crescimento estão a produção de cosméticos e insumos para cuidados pessoais, alimentos funcionais e nutracêuticos, bioingredientes para a indústria alimentícia e o desenvolvimento de soluções biotecnológicas e farmacológicas a partir da biodiversidade amazônica.
O plano prevê investimentos em infraestrutura e logística para o interior, com apoio à implantação de miniusinas de beneficiamento e processamento de produtos regionais. Com isso, produtores poderão comercializar itens já transformados, como polpas, óleos e insumos industrializados, ampliando a renda na origem e reduzindo a dependência de intermediários.
CodamDurante a reunião do Codam, foram aprovados 45 projetos industriais que somam R$ 444,9 milhões em investimentos e preveem a geração de 976 postos de trabalho. As propostas contemplam tanto a capital quanto o interior do estado, reforçando a estratégia de diversificação da matriz econômica e descentralização do desenvolvimento.
Outro eixo estratégico é a transição energética, com a meta de reduzir o uso de diesel em comunidades isoladas por meio da adoção de fontes renováveis, como energia solar e biomassa. A medida contribui para a redução de custos
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