DOCSP 19/08/2026 - Diario Oficial da Cidade de Sao Paulo - Edicao 207
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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
319 – São Paulo, 71 (207)────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────────quarta-feira, 19 de agosto de 2026
O Subprefeito, após compreender que a dúvida da munícipe se referia especificamente à motivação da manifestação de inviabilidade da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, que não estaria claramente descrita na plataforma, solicitou que fosse informado o número da proposta.
Indicou que Afonso Renno, interlocutor da Subprefeitura Lapa presente à reunião, anotasse o número da proposta para que a questão pudesse ser verificada posteriormente.
O Subprefeito comprometeu-se a consultar a situação e buscar esclarecimentos sobre os fundamentos que levaram à manifestação de inviabilidade, de modo que a munícipe pudesse conhecer a motivação e dispor dos elementos necessários para eventual contestação ou recurso.
Manifestação do Conselheiro Carlos Alexandre BeraldoO Conselheiro Carlos Alexandre Beraldo, Distrito Vila Leopoldina, iniciou sua manifestação agradecendo ao Coordenador Paulo César Maluf e aos Conselheiros que se disponibilizaram a integrar o Conselho Gestor da AIU Vila Leopoldina, ressaltando a importância da participação e do acompanhamento do CPM Lapa nos trabalhos daquele Conselho.
Destacou que as decisões tomadas no âmbito da AIU Vila Leopoldina possuem impacto direto sobre as comunidades existentes no território e afirmou que, em períodos anteriores, a ausência de uma representação mais efetiva da Subprefeitura Lapa e do CPM Lapa teria produzido reflexos negativos no acompanhamento dessas questões. Avaliou positivamente a atual composição de representantes e agradeceu aos Conselheiros que se dispuseram a participar do Conselho Gestor e a acompanhar as demandas das comunidades envolvidas.
Em seguida, apresentou questão relacionada aos serviços de zeladoria na Vila Leopoldina, especialmente na região da Avenida Manuel Bandeira, Avenida Avelino Chaves e Rua Professor Teobaldo Silva.
Relatou que acompanha regularmente os serviços de zeladoria realizados naquela região, que ocorrem semanalmente ou, conforme a disponibilidade das equipes, em intervalos maiores. Manifestou preocupação com a situação atualmente verificada no local, especialmente em razão da concentração de pessoas em situação de rua e de uso de substâncias, relatando ter recebido informações de que a área estaria se consolidando como uma expressiva cena de uso na cidade.
Segundo o Conselheiro, a situação tem provocado obstrução das calçadas, dificultando ou impedindo a circulação de pedestres e até mesmo o embarque e desembarque de pessoas pelo lado direito da Avenida Manuel Bandeira.
Diante desse cenário, questionou a possibilidade de construção conjunta de uma estratégia mais frequente e contínua de zeladoria para a Avenida Manuel Bandeira e a Rua Professor Teobaldo Silva, citando como referência a periodicidade dos serviços realizados na Avenida Gastão Vidigal.
Reconheceu a limitação do número de equipes disponíveis, mas sugeriu uma articulação entre a Subprefeitura Lapa, o CPM Lapa e os moradores da região, buscando maior efetividade nas ações.
O Conselheiro relatou também que os próprios moradores, por meio de uma força-tarefa e de ações de conscientização contra o descarte irregular, conseguiram reduzir alguns pontos viciados de descarte de entulho na região. Informou que ele próprio vem colaborando com essas ações e que, em algumas ocasiões, utiliza o veículo da empresa em que trabalha para recolher móveis e outros objetos descartados irregularmente, encaminhando-os ao Ecoponto.
Ressaltou, entretanto, que os resultados das ações de limpeza têm sido pouco duradouros em determinados locais, uma vez que, pouco tempo após a realização dos serviços, calçadas voltam a ser ocupadas por móveis, barracas, carroças e outros objetos, restabelecendo as dificuldades de circulação.
Por fim, solicitou a possibilidade de estabelecer diálogo conjunto entre a Subprefeitura Lapa, o CPM Lapa e os moradores, com o objetivo de avaliar alternativas para tornar os serviços de zeladoria naquela região mais frequentes e efetivos.
Resposta do Subprefeito ao Conselheiro Carlos Alexandre BeraldoO Subprefeito reconheceu a relevância da questão apresentada e afirmou que um dos principais desafios para ampliar a frequência dos serviços de zeladoria é a limitação do número de equipes disponíveis.
Informou que a situação já havia sido objeto de conversas com outras instâncias da Administração Municipal e que problemas semelhantes são observados não apenas na região da Avenida Gastão Vidigal e Vila Leopoldina, mas também em outros pontos da cidade.
Ao abordar especificamente a situação das pessoas em situação de rua, explicou que se trata de questão complexa, que não pode ser solucionada exclusivamente por meio de ações de zeladoria. Informou que o território da Subprefeitura Lapa conta com aproximadamente 38 equipamentos de assistência social, destinados ao atendimento de diferentes necessidades da população em situação de vulnerabilidade.
Mencionou que, na região da Vila Leopoldina, existem equipamentos de atendimento à população em situação de rua, além de iniciativas de distribuição de alimentos promovidas por trabalhadores da região e por grupos que realizam ações assistenciais.
Ressaltou que, mesmo com eventual ampliação do número de equipes de zeladoria, a questão não seria solucionada apenas com ações de limpeza, pois as pessoas permanecem no território e as situações que dão origem às demandas continuam existindo.
O Subprefeito afirmou, contudo, que isso não significa que os serviços devam deixar de ser realizados. Ressaltou que a zeladoria possui caráter permanente e recorrente e que a Subprefeitura continuará executando as ações necessárias, ao mesmo tempo em que poderá buscar, juntamente com Conselheiros e moradores, alternativas para aumentar sua efetividade.
Em relação ao descarte irregular de resíduos e entulhos, destacou que parte significativa do problema decorre de hábitos inadequados de descarte pela própria população. Lembrou que o Município disponibiliza serviços como Cata-Bagulho e Ecopontos, mas que, mesmo assim, móveis, resíduos e outros materiais continuam sendo depositados irregularmente nas vias públicas e fora dos dias e locais apropriados para recolhimento.
Como exemplo da dimensão do problema, mencionou a situação da Rua Ariovaldo, onde informou serem recolhidas aproximadamente 30 toneladas de resíduos praticamente todas as semanas. Acrescentou que, na sexta-feira anterior à reunião, o volume recolhido chegou a aproximadamente 40 toneladas, quantidade aferida no momento da destinação dos materiais. Destacou que o volume recorrente demonstra a dimensão do descarte irregular e lembrou que esses materiais também podem ser carregados pelas chuvas e causar impactos na drenagem urbana.
O Subprefeito elogiou a iniciativa relatada pelo Conselheiro Carlos Alexandre e a mobilização dos moradores, ressaltando a importância da participação da população na conservação dos espaços públicos.
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