Dia Oficial

Diário Oficial dos Municípios de Alagoas · 11/09/2026 · pág. 3

DOMAL 11/09/2026 - Diario Oficial dos Municipios de Alagoas

Baixar página em PDF · Criar alerta deste tema

O visualizador interativo precisa de JavaScript — baixe a página original em PDF.

TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA

Alagoas , 11 de Setembro de 2026 • Diário Oficial dos Municípios do Estado de Alagoas • ANO XIII | Nº 2890

Publicado por: Klebson Clementino da Silva Código Identificador: 316741E4

INSTITUTO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA - IMPREV ATA DA 6ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO COMITÊ DE INVESTIMENTOS DO INSTITUTO MUNICIPAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DOS SERVIDORES PÚBLICOS DE ARAPIRACA

Aos 26 (vinte e seis) dias do mês de agosto de 2026 , às 09h00min , na sede do Instituto Municipal de Previdência Social – IMPREV , realizou-se a 6ª Reunião Ordinária do Comitê de Investimentos , com a participação dos membros do Comitê, localizado na Rua Padre Jefferson de Carvalho, nº 191, Alto do Cruzeiro, Arapiraca-Alagoas, reuniram-se os membros Milena Pereira Cavalcante Silva, Presidente deste Comitê, e os demais membros Klebson Clementino da Silva, Melquíades João de Deus Neto e Lourinaldo José dos Santos. A Reunião teve como pauta: Apresentação dos Investimentos do IMPREV, referentes às rentabilidades e o cenário econômico em Julho de 2026 e as expectativas para os próximos meses.

Aberta a reunião com início às 09 (nove horas), a Presidente dispensou a leitura da ata da reunião anterior, tendo em vista que todos os membros já haviam realizado sua leitura, aprovado seu conteúdo e procedido à respectiva assinatura.

Na sequência, a Presidente cumprimentou os presentes, bem como a Sra. Marcela Silva, consultora da Lema a qual de posse da palavra passa a apresentar o relatório semestral dos investimentos do IMPREV.

Dando início aos trabalhos, foi realizada a apresentação do Relatório de Investimentos do IMPREV referente ao mês de julho de 2026 , elaborado com base nas informações da carteira de investimentos do Instituto. Foi informado que, ao final do mês de julho de 2026, o patrimônio total do IMPREV alcançou R$ 62.938.621,03 , sendo R$ 60.478.087,50 alocados em investimentos e R$ 2.460.533,53 em disponibilidade. A carteira de investimentos apresentou, no mês de julho, rentabilidade de 1,22% , correspondente a aproximadamente R$ 727.506,80 , enquanto a meta de referência para o período foi de 0,45% , resultando em desempenho superior à meta em 0,77 ponto percentual . No acumulado de 2026, a carteira apresentou rentabilidade de 7,81% , frente à meta acumulada de 6,86% , representando um resultado superior em 0,95 ponto percentual . Na sequência, foi apresentada a composição da carteira de investimentos, destacando-se a concentração em Renda Fixa , que representava 96,60% dos investimentos, no montante de R$ 58.422.791,81 , enquanto os Fundos Estruturados correspondiam a 3,40% , no valor de R$ 2.055.295,69 . Não havia, naquele momento, recursos alocados em renda variável, investimentos no exterior, fundos imobiliários ou empréstimos consignados.

Entre os principais investimentos da carteira, foram apresentados os seguintes destaques: Caixa Brasil IRF-M 1 TP FI RF , com saldo de R$ 12.497.297,26 , representando 20,66% da carteira; Caixa Brasil FI RF Referenciado DI LP , com R$ 9.543.477,53 , equivalente a 15,78%; Caixa Aliança TP FI RF , com R$ 5.741.485,47 , correspondente a 9,49%; Santander IRF-M 1 TP FI RF , com R$ 4.687.000,96 , equivalente a 7,75%; BB Tesouro FIC Renda Fixa Selic , com R$ 4.125.175,54 , equivalente a 6,82%; Santander Institucional Premium , com R$ 4.107.379,58 , correspondente a 6,79%; e Santander IMA-B 5 TP FIC RF , com R$ 3.987.931,71 , correspondente a 6,59%.

O Comitê também analisou a distribuição da carteira por benchmark, verificando que 59,77% dos recursos estavam vinculados ao CDI , 28,41% ao IRF-M 1 , 6,59% ao IMA-B 5 e 5,22% ao IMA Geral

ex-C , evidenciando uma carteira predominantemente posicionada em estratégias de renda fixa e de menor volatilidade.

Quanto ao enquadramento da carteira , foi informado que, conforme o relatório de julho de 2026, as alocações encontravam-se integralmente enquadradas nos limites legais aplicáveis, de acordo com a Resolução CMN nº 5.272/2025 e com a Política de Investimentos vigente. A distribuição por enquadramento correspondia a 59,36% no inciso 7, I; 37,25% no inciso 7, V; e 3,40% no inciso 10, I .

Foi ressaltado, ainda, que 100% da carteira de investimentos apresentava liquidez entre 0 e 30 dias , aspecto considerado

relevante para a gestão dos recursos previdenciários e para o atendimento das necessidades de liquidez do Regime Próprio de Previdência Social.

Em seguida, passou-se à análise do cenário econômico , tendo como referência o relatório macroeconômico apresentado pela consultoria LEMA, atualizado em agosto de 2026. Foi destacado que o cenário econômico ao longo de 2026 se mostrou diferente das expectativas existentes no início do ano, especialmente em razão de três fatores principais: a flexibilização monetária doméstica mais lenta que a inicialmente projetada, o choque geopolítico no Oriente Médio, com reflexos sobre petróleo e inflação global, e a permanência das incertezas fiscais brasileiras em um ano eleitoral . Esses fatores contribuíram para a manutenção de prêmios de risco elevados, especialmente nos vencimentos mais longos da curva de juros.

No cenário doméstico, foi analisado que a Selic permanecia em patamar elevado , apesar do início de um processo gradual de flexibilização monetária. Conforme apresentado no relatório, a Selic havia recuado de 15,00% para 14,00% ao ano entre março e agosto de 2026, após quatro cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual. Mesmo com a redução, a política monetária permanecia contracionista, mantendo os juros reais em patamar elevado.

Em relação à inflação, o Comitê tomou conhecimento de que o IPCA de julho apresentou variação de 0,07% , acumulando 3,44% no ano e 4,44% em 12 meses , abaixo dos 4,64% registrados em junho. Apesar da melhora observada no índice, as expectativas de inflação permaneciam pressionadas, com projeção de 5,02% para o IPCA de 2026 e 4,24% para 2027 , segundo os dados apresentados no relatório.

Também foram discutidos os fatores fiscais, considerando que a situação das contas públicas continuava exercendo influência sobre a curva de juros. O relatório destacou que o déficit primário, o elevado volume de juros nominais e a trajetória da dívida pública contribuíam para a manutenção dos prêmios de risco, especialmente nos vencimentos intermediários e longos.

No cenário internacional, foi destacada a manutenção de condições monetárias ainda restritivas nas principais economias, bem como a influência das questões geopolíticas sobre os preços de energia e a inflação. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve mantinha os Fed Funds entre 3,50% e 3,75% ao ano , enquanto a inflação ao consumidor acumulada em 12 meses até julho era de 3,4%. O relatório também registrou os impactos do cenário energético e do conflito no Oriente Médio sobre o petróleo e, consequentemente, sobre as perspectivas de inflação global.

Quanto às expectativas para os próximos meses , foi apresentada ao Comitê a avaliação de que o cenário-base para o restante de 2026 permanecia de flexibilização monetária gradual , mas condicionado à evolução da inflação, das expectativas inflacionárias, da atividade econômica, dos fatores fiscais e dos riscos geopolíticos. Foi destacado que eventual arrefecimento das tensões geopolíticas e redução dos preços do petróleo poderiam contribuir para a redução dos prêmios de risco. Por outro lado, a permanência de choques energéticos ou eventual deterioração fiscal poderia manter pressionada a parte longa da curva de juros, mesmo diante de novos cortes da Selic.

No tocante à gestão dos recursos do IMPREV, foi discutido que o ambiente de juros elevados continua oferecendo oportunidades em renda fixa , especialmente em estratégias pós-fixadas referenciadas ao CDI e em posições de curto prazo vinculadas ao IRF-M 1, que permanecem favorecidas pelo elevado nível dos juros e apresentam baixa volatilidade. Também foram consideradas atrativas as oportunidades em títulos públicos indexados à inflação, desde que os vencimentos sejam compatíveis com o fluxo projetado do RPPS e com sua capacidade de manutenção dos ativos até o vencimento.

Foi ressaltada a possibilidade de realização de alocações graduais e controladas em estratégias de duration intermediária , como IMAB 5, IMA-B e IRF-M, observando-se, contudo, que estratégias de maior duration, como IRF-M 1+ e IMA-B 5+, apresentam maior sensibilidade às oscilações da curva de juros no cenário atual. A análise também destacou que posições existentes não devem ser resgatadas exclusivamente em razão de oscilações de curto prazo, salvo quando houver alteração dos fundamentos, questões de enquadramento, necessidades identificadas no ALM ou necessidade de liquidez.

Em relação à renda variável e aos investimentos no exterior, foi registrado que eventual exposição deverá permanecer compatível com

www.diariomunicipal.com.br/ama 3