DOU 22/03/2022 - Diário Oficial da União - Brasil 4
Nº 55, terça-feira, 22 de março de 2022
ISSN 1677-7042
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1.1.4.
Referência à Rede Básica
Como as perdas contabilizadas referem-se à Rede Básica, os pontos de medição não conectados diretamente a essa rede devem ser referenciados a ela, para que seja possível avaliar o seu impacto
(consumo/geração).
A Figura 4 e a Figura 5 ilustram, genericamente, esse processo. Observa-se que uma rede secundária (rede compartilhada) possui pontos de geração, consumo e perdas associadas.
Figura 4: Configuração inicial – rede básica e secundária
As redes secundárias são de uso exclusivo dos agentes a elas conectados e as perdas internas devem ser assumidas por eles. Desse modo, o tratamento das redes secundárias deve refletir as
medidas de geração/consumo referenciadas à Rede Básica. Para tal, associam-se aos valores medidos as parcelas referentes às perdas internas da rede secundária para, então, apurar as perdas
da Rede Básica (As perdas da Rede Básica serão calculadas no módulo “Medição Contábil” das Regras de Comercialização. Neste módulo será apresentado apenas o cálculo da participação no
rateio de perdas da Rede Básica).
Figura 5: Configuração tratada – medição referenciada à Rede Básica
1.1.5.
Tratamento das perdas internas em uma rede compartilhada
As perdas internas correspondem às perdas decorrentes do transporte e transformações elétricas dentro de uma rede compartilhada.
Com a representação da topologia em árvore, as perdas internas de uma rede compartilhada são determinadas pela diferença entre os consumos/gerações líquidos, associados a dois níveis
hierárquicos consecutivos.
Figura 6: Representação da relação das perdas para as redes compartilhadas y1, y2 e y3
Os medidores Mm e Me representam respectivamente um ponto de medição de monitoração e um ponto de medição embutido.
Para que o rateio seja feito de forma equânime, as perdas em uma rede compartilhada são alocadas por canal, na proporção dos valores medidos em cada ponto de medição, em cada nível
hierárquico (n, n+1, n+2,….). As redes compartilhadas que estiverem modelando Demais Instalações de Transmissão Compartilhadas – DITCs somente apresentarão dois níveis hierárquicos, tendo
em vista o que consta em regulamentação específica. Entretanto, eventuais instalações compartilhadas poderão ser modeladas no segundo nível das DITCs.
Conforme ilustrado na Figura 7, a perda associada ao ponto de medição M6 corresponde a uma parcela da perda apurada na rede compartilhada y1, somada a uma parcela da perda apurada na
rede compartilhada y2, uma vez que a energia medida no ponto M6 percorreu todo o caminho, desde a Rede Básica até o ponto de consumo, passando pelas redes y1 e y2.
Rede
Básica
Rede
Secundária
C
G
Perdas Internas
Perdas da Rede Básica
C + Parcelas de Perdas
(Internas e da Rede Básica)
G - Parcelas de Perdas
(Internas e da Rede Básica)
Rede
Básica
n
n+1
Rede Básica
M3
M2
M4
Mm1
Perdas y1
Me5
n
n+1
M7
Mm8
Mm6
Perdas y2
M10
M9
Perdas y3
n+2
n+2
Importante:
Essa etapa focaliza o tratamento das perdas internas na rede secundária. É
importante não confundi-lo com o cálculo da participação da rede secundária nas
perdas da Rede Básica, que será tratado mais adiante.
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