DOU 14/04/2022 - Diário Oficial da União - Brasil

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Nº 72, quinta-feira, 14 de abril de 2022
ISSN 1677-7042
Seção 1
PLANO NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS
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Os índices de reciclagem dos principais materiais no Brasil permanecem em patamares consideravelmente baixos, 
apesar das diversas ações e iniciativas implementadas para estimular o maior aproveitamento e recuperação desses 
recursos. Algumas das razões para tal situação são: baixa adesão da população aos sistemas de coleta seletiva 
(seja por carência na infraestrutura dos serviços, seja por desconhecimento); mercados locais de comercialização 
e reciclagem de materiais inexistentes ou mal estruturados; cadeia logística oscilante e descontinuada, que não 
assegura constância, estabilidade e segurança no provimento dos materiais; elevada tributação incidente sobre 
as diferentes etapas, principalmente sobre a matéria-prima secundária; concorrência desleal com alternativas de 
destinação final inadequadas (lixões e aterros controlados).
Já o índice a seguir apresenta o desempenho das atividades de reciclagem de alguns tipos de materiais por 
indústrias, em determinado período. Os percentuais representam a proporção entre a massa de material reciclado 
e o total, sinalizando oportunidades de negócios, geração de emprego e renda e uso eficiente dos recursos.
No tocante aos índices de reciclagem de alguns materiais específicos que compõem a fração seca dos RSU 
no Brasil, as latas de alumínio possuem o maior índice de aproveitamento em relação aos demais tipos de 
materiais (Tabela 6). Esse material possui índice elevado devido a fatores, tais como a demanda crescente do 
setor de embalagens pelo alumínio reciclado, sendo que as latas de bebidas representam quase a totalidade das 
embalagens de alumínio, juntamente com o curto ciclo de vida das latas, cerca de 60 dias, que torna a matéria-
prima disponível para um novo ciclo produtivo, com fluxo intenso durante todo o ano (ABAL e ABRALATAS). Além 
disso, soma-se a economia de energia e recursos naturais, visto que a reciclagem de alumínio reduz em 70% o 
consumo de energia e as emissões de gases de efeito estufa (CETEA, 2014).
Tabela 6. Índice de reciclagem de resíduos secos provenientes de embalagens.
Resíduos Recicláveis de Embalagens
Índice de Reciclagem
Ano-base
Referência
Latas de Aço
47,10%
2019
Abeaço
Latas de Alumínio
97,40%
2020
Abralatas/Abal
Papel/Papelão
66,90%
2019
Ibá
Embalagem multicamada
42,70%
2020
Cempre/TetraPak
Plástico
22,10%
2018
Abiplast
Vidro
25,80%
2018
Abividro
Fonte: ABEAÇO (2019), ABAL (2018), ABRALATAS (2020), IBÁ (2020), CEMPRE (2020), ABIPLAST (2018) e ABIVIDRO (2022).
Especificamente quanto ao plástico, a indústria de reciclagem produziu cerca de 757 mil toneladas (22,10% da 
indústria nacional) de resinas recicladas de materiais pós-consumo em 2018 segundo a Abiplast (2020). O gráfico 
9 demonstra a contribuição por tipo de material.

                            

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