DOU 10/08/2022 - Diário Oficial da União - Brasil

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Nº 151, quarta-feira, 10 de agosto de 2022
ISSN 1677-7042
Seção 1
Anexo IV 
Metas Fiscais 
IV.1 Anexo de Metas Fiscais Anuais  
(Art. 4o, § 1º da Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000) 
 
ANEXO DE METAS ANUAIS 
 
A) Introdução 
O Anexo de Metas Fiscais integra o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias - 
PLDO, tendo em vista a determinação contida no § 1º do art. 4º da Lei Complementar 
nº 101, de 4 de maio de 2000, Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF. No referido Anexo, 
são estabelecidas metas anuais, em valores correntes e constantes, relativas a receitas, 
despesas, resultados nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício 
a que se referirem e para os dois seguintes. 
Nesse sentido, são apresentadas as perspectivas econômicas com base no cenário 
projetado para os exercícios de 2023 a 2025, com a estimativa dos principais parâmetros 
macroeconômicos necessários à elaboração do cenário fiscal referente a esse período. 
Com base em tais projeções, são definidos os objetivos e a estratégia de política fiscal 
para os próximos anos, assim como mencionadas as medidas necessárias para seu 
atingimento. 
Posteriormente, é apresentado o cenário fiscal para os exercícios de 2023 a 2025, 
contendo as projeções de resultado primário para o setor público não-financeiro 
consolidado, junto com a estimativa dos principais agregados de receitas e despesas 
primárias do Governo Central para aqueles anos. Também são explicitados os resultados 
nominais obtidos no período em questão, dado o cenário estabelecido, bem como a 
trajetória da dívida pública. 
B) Perspectivas Econômicas 
Em 2020, o mundo sentiu os impactos iniciais da disseminação da pandemia de 
coronavírus (Covid-19), a qual desde então tem ceifado milhares de vidas e impactado 
a saúde de muitas famílias, além de impactar a economia de grande parte dos países. 
Os efeitos sanitários e econômicos têm sido devastadores, gerando uma das maiores 
recessões nos últimos 100 anos. Conforme é notório, o Brasil não passou imune à 
recessão global. A divulgação do PIB de 2020 pelo IBGE indicou uma redução real de 
3,9%. Apesar dessa forte retração da atividade, o resultado foi melhor do que as 
expectativas.  
Em 2021, a economia mostrou vigorosa recuperação com o avanço da vacinação 
e a consequente redução da necessidade de isolamento social e de restrição de 
mobilidade. Com isso, os setores mais afetados, como os serviços, tiveram recuperação 

                            

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