DOU 12/09/2022 - Diário Oficial da União - Brasil
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Nº 173, segunda-feira, 12 de setembro de 2022
ISSN 1677-7042
Seção 1
que incluam válvulas de controle projetadas para modular ou abrir e fechar em função
da carga térmica nos condicionadores de ar, devem ser projetados para vazão variável
e devem ser capazes de reduzir a vazão de bombeamento para até 50% ou menos da
vazão de projeto.
Bombas servindo circuitos hidrônicos com vazão de água gelada (ou fluido
secundário)
variável, com
motor
excedendo 3,7
kW,
devem
ter controles
ou
dispositivos (tais como controle de velocidade variável) que resultem em uma demanda
no motor de no máximo 30% da potência de projeto quando em 50% da vazão de
projeto de cada bomba. Estes dispositivos devem ser controlados como uma função da
vazão desejável ou para manter uma pressão diferencial mínima requerida no ponto de
controle. O sensor de pressão diferencial para o controle da vazão de água gelada (ou
fluido secundário) deve ser instalado em um dos pontos a seguir:
a) No trocador de calor mais distante; ou
b) Próximo ao trocador de calor mais distante; ou
c) No trocador de calor que requer o maior diferencial de pressão (exceto
o trocador do resfriador de líquido); ou
d) Próximo ao trocador de calor que requer o maior diferencial de pressão
(exceto o trocador do resfriador de líquido); ou
e) A critério do projetista responsável, desde que justificado.
São exceções:
a) Sistemas onde a vazão mínima é menor que a vazão mínima requerida
pelo fabricante do equipamento para a operação adequada, desde quando atendido
por um sistema como os resfriadores de líquido, e onde a potência total de
bombeamento é menor ou igual a 56 kW;
b) Sistemas com até três válvulas de controle.
7.1.2.2.12.2. Operação das bombas associadas aos resfriadores de líquido
(chillers)
Para ser elegível à classificação A, quando uma central de água gelada inclui
mais do que um resfriador de líquido, devem ser tomadas providências para que a
vazão total na central possa ser reduzida automaticamente quando um resfriador
estiver parado. Resfriadores instalados em série com o propósito de aumentar o
diferencial de temperatura devem ser considerados como um único resfriador de
líquido.
Nota 1: Em circuitos hidrônicos de água gelada, onde cada resfriador de
líquido opera com vazão constante (no evaporador), quando um determinado resfriador
de líquido estiver parado, a respectiva bomba de água gelada (ou fluido secundário)
deverá estar parada. Em circuitos hidrônicos de água de resfriamento (em resfriadores
de líquido com condensação a água), onde cada resfriador de líquido opera com vazão
constante (no condensador), aplica-se o mesmo critério.
Nota 2: Em circuitos hidrônicos de água gelada onde cada resfriador de
líquido opera com vazão variável, a vazão total atual no circuito deverá ser (variável)
proporcional à quantidade de resfriadores de líquido em operação, e à carga térmica
atual do sistema. Em circuitos hidrônicos de água de resfriamento (em resfriadores de
líquido com condensação a água), onde cada resfriador de líquido opera com vazão
variável (no condensador), aplica-se o mesmo critério.
7.1.2.2.12.3. Controles de reajuste da temperatura de água gelada e
quente
Para ser elegível à classificação A, sistemas de água gelada e/ou água
quente com uma capacidade de projeto excedendo a 88 kW, e suprindo água gelada
ou quente (ou ambos), para sistemas de condicionamento ambiental, devem incluir
controles que reajustem automaticamente a temperatura de suprimento da água pelas
cargas representativas da edificação (incluindo a temperatura de retorno da água) ou
pela temperatura do ar externo.
São consideradas exceções:
a) Locais onde os controles de reajuste da temperatura de suprimento não
possam ser implementados sem causar operação imprópria dos sistemas de
aquecimento, refrigeração, umidificação ou desumidificação;
b) Sistemas hidráulicos, tais como aqueles requeridos pelo item 7.1.2.2.12,
que usam vazão variável para reduzir o consumo de energia em bombeamento.
7.1.2.2.13. Equipamentos de rejeição de calor
Para ser
elegível a classificação A,
aplica-se o item
7.1.2.2.13.1 ao
equipamento de rejeição de calor usado em sistemas de condicionamento ambiental,
tais como condensadores a ar, torres de refrigeração abertas, e torres de refrigeração
com circuito fechado.
7.1.2.2.13.1. Controle de velocidade do ventilador
Cada ventilador acionado por um motor de potência igual ou superior a 5,6
kW deve ter a capacidade de operar a dois terços ou menos da sua velocidade máxima
(em carga parcial), e deve possuir controles que alterem automaticamente a velocidade
do ventilador para controlar a temperatura de saída do fluído ou temperatura/pressão
de condensação do dispositivo de rejeição de calor.
São consideradas exceções:
a)
Ventiladores
de
condensador
servindo
a
múltiplos
circuitos
refrigerantes;
b) Ventiladores de condensadores inundados (flooded condenser);
c) Até um terço dos ventiladores de um condensador ou torre com
múltiplos ventiladores, onde os ventiladores principais estão de acordo com os critérios
de controle de velocidade.
7.1.2.2.14. Isolamento térmico de tubulações com fluxo de fluidos
As
Tabelas 7.11
e
7.12 apresentam
as
espessuras
mínimas para
o
isolamento térmico das tubulações em sistemas de aquecimento e refrigeração,
respectivamente. Para sistemas de refrigeração do tipo expansão direta (exceto VRF),
as espessuras mínimas para o isolamento térmico das tubulações são apresentadas na
Tabela 7.13. Para materiais com condutividade térmica fora das faixas estipuladas nas
Tabelas mencionadas, a espessura mínima deve ser determinada pela Equação 7.1.
1_MECON_12_015
1_MECON_12_016
7.2. Sistema de iluminação
Para a obtenção da classificação A do sistema de iluminação, os critérios
descritos nos subitens 7.2.1 a 7.2.3 devem ser atendidos, quando aplicáveis, em uma
quantidade mínima de ambientes cuja potência instalada de iluminação somada
corresponda a pelo menos 90% da potência instalada de iluminação da edificação, ou da
parcela avaliada.
O não atendimento aos requisitos listados neste item limita a classificação do
sistema de iluminação e a classificação geral da edificação no máximo a B. Para a
obtenção da classificação A, os critérios a seguir devem ser atendidos, mesmo que se
opte por não computar a economia gerada pelo uso de dispositivos de controle de
iluminação.
7.2.1. Contribuição da luz natural
Ambientes com aberturas voltadas para o exterior, átrio não coberto, ou de
cobertura translúcida e que contenham em sua iluminação geral mais de uma fileira de
luminárias paralelas às aberturas, devem possuir um controle instalado - manual ou
automático - para o acionamento independente do conjunto de luminárias mais próximo
das aberturas, de forma a propiciar o aproveitamento da luz natural disponível.
Consideram-se como luminárias mais próximas às aberturas todas aquelas
localizadas nas zonas primárias de iluminação natural, sendo elas laterais ou zenitais. As
zonas primárias de iluminação natural e as áreas isentas do controle independente deste
requisito devem ser definidas conforme o item B.III.3.3.
Destaca-se que essa condição aplica-se somente à iluminação geral, não
incluindo a iluminação decorativa, iluminação de tarefa, complementar e wallwash.
Devem ser consideradas exceções: unidades de edifícios de meios de
hospedagem, auditórios, primeira fileira de luminárias paralelas ao quadro em salas de
aula e circulações, além de garagens que possuam sensores de presença.
7.2.2. Controle local
Cada ambiente fechado por paredes ou divisórias até o teto deve possuir pelo
menos um dispositivo de controle manual para o acionamento da iluminação interna do
ambiente de forma independente. Cada dispositivo de controle manual deve controlar:
a) Uma área de até 250 m² para ambientes de até 1.000 m²;
b) Uma área de até 1.000 m² para ambientes maiores do que 1.000 m².
Os dispositivos instalados para cumprir esse requisito devem ser facilmente
acessíveis e localizados de tal forma que o usuário possa ver o conjunto de luminárias
que está sendo controlado por ele.
Nota 1:
Escadas enclausuradas são
consideradas um
ambiente único,
compreendido como as áreas delimitadas pelas paredes. Escadas integradas aos demais
ambientes estão diretamente conectadas à iluminação do ambiente ao seu redor; assim,
devem ser incluídas na avaliação do ambiente.
Devem ser consideradas exceções:
a) Ambientes cujo uso justifique a locação dos dispositivos de controle
manual em local de acesso restrito aos funcionários por questões de segurança. A
justificativa deve acompanhar a documentação para a solicitação da etiqueta;
b) Ambientes com dispositivos de controle automático vinculados à ocupação
dos ambientes, como sensores de presença;
c) Circulações e garagens que
possuam sistema de automação estão
dispensadas de apresentar o controle manual local.
Nota 2: Acessos de emergência, bem como espaços regidos por normativas,
como do corpo de bombeiros, devem considerar preferencialmente o controle do
sistema de iluminação requerido pelas mesmas.
7.2.3. Desligamento automático do sistema de iluminação
O sistema de iluminação interno de ambientes maiores que 250 m² deve
possuir um dispositivo de controle automático para o desligamento da iluminação. Este
dispositivo deve funcionar de acordo com uma das seguintes opções:
a) Um sistema automático com desligamento da iluminação em horário pré-
determinado; ou
b) Sensor de presença que desligue a iluminação 30 minutos após a saída de
todos ocupantes; ou
c) Controle
ou sistema
de alarme
que indique
que a
área está
desocupada.
Deve existir uma programação independente para:
a) Áreas superiores a 2.500 m²;
b) Cada pavimento; e
c) Dias de semana, finais de semana e feriados.
Devem ser consideradas exceções:
a) Ambientes que funcionam durante 24h;
b) Ambientes onde existe tratamento e/ou repouso de pacientes; e
c) Ambientes
onde o desligamento
automático da
iluminação pode,
comprovadamente, oferecer riscos à integridade física dos usuários.
7.3. Sistema de aquecimento de água
Para que o sistema de aquecimento de água da edificação em avaliação possa
ser elegível à classificação A, é necessário atender aos critérios de automação para o
sistema de recirculação e de isolamento térmico de tubulações e reservatórios, quando
existentes.
O não cumprimento de algum destes critérios, quando aplicáveis, implica na
possibilidade de atingir no máximo a classificação B de eficiência energética para o
sistema individual de aquecimento de água e classificação geral da edificação.
7.3.1. Automação do sistema de recirculação
Quando existente, o circuito de recirculação de água deve possuir um
dispositivo de controle automático para o acionamento da recirculação de forma pré-
programada. Este dispositivo de controle automático deve funcionar de acordo com uma
das seguintes opções:
a) Acionamento associado à temperatura da rede de distribuição;
b) Automação por período pré-programado (ex.: timer);
c) Comando de acionamento manual ou automático em função da demanda
de água quente.
7.3.2. Isolamento térmico das tubulações de distribuição e circuito de
recirculação
Quando existentes, as tubulações destinadas à distribuição e recirculação de
água quente devem ser apropriadas para a função a que se destinam, possuindo
isolamento térmico com espessura mínima e condutividade térmica determinadas de
acordo com a Tabela 7.14. Estes requisitos são aplicáveis para:
a) Sistemas de aquecimento de água de edificações localizadas nas zonas
bioclimáticas 1, 2 e 3;
b) Tubulação de distribuição de água quente com comprimento superior à
300 metros;
c) Tubulação de recirculação de água quente de qualquer comprimento.
1_MECON_12_017
7.3.3. Reservatório de água quente
Quando existentes, os reservatórios de água quente devem obedecer aos
limites de perda específica de energia máxima descritos na Tabela 7.15.
Tabela 7.15 - Perda específica térmica de reservatório de água quente em
standby
Volume de Reservatório (litros)
Perdas (kWh/dia)
100
0,865
150
1,349
200
1,799
250
2,249
300
2,699
400
2,932
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