DOU 12/09/2022 - Diário Oficial da União - Brasil

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Nº 173, segunda-feira, 12 de setembro de 2022
ISSN 1677-7042
Seção 1
B.III.6.3 Perdas térmicas do reservatório de água quente
As perdas no armazenamento de água estão associadas às características do
reservatório e do isolamento térmico. Perdas em armazenamento de água não são
consideradas em sistemas de aquecimento de água instantâneo.
Para reservatórios térmicos de sistemas solares de aquecimento de água
etiquetados pelo Inmetro deve-se considerar a perda específica térmica descrita nas
tabelas do PBE, em kWh/mês/L, onde devem ser realizadas as transformações de
unidade necessárias. Caso o reservatório não esteja disposto na tabela do PBE, utilizar
a Equação B.III.28.
As
perdas 
térmicas
associadas 
ao
reservatório
de 
água
quente,
indiretamente
aquecido, podem
ser
calculadas a
partir da
perda
de calor
do
reservatório em espera (standby), com o ajuste de diferença de temperaturas por meio
da Equação B.III.28.
1_MECON_12_152
Nota: A perda térmica específica dos reservatórios em função do volume de
armazenamento (EA,res,sby) poderá ser calculada por meio da Equação 7.2 nos casos
em que este valor não seja fornecido pelo fabricante. O valor resultante da Equação
7.2 deve ser multiplicado por 2 antes de ser incorporado na Equação B.III.28.
Os sistemas sem armazenamento de água mais comuns são o chuveiro
elétrico, usado também como sistema de referência, e os aquecedores de passagem.
As recomendações são as mesmas para o sistema com acumulação.
B.III.6.4 Condição de referência para
o cálculo associado às perdas
térmicas
As perdas térmicas oriundas do sistema de distribuição de água, sistema de
recirculação e armazenamento de água quente para a condição de referência devem
seguir os valores estipulados na Tabela B.III.1.
1_MECON_12_153
Nota: Nas UHs de edificações residenciais unifamiliares, a recirculação para
a condição de referência só deve existir se houver também na condição real. Nas UHs
de edificações multifamiliares, a recirculação na condição de referência é obrigatória
quando houver sistemas centralizados.
B.III.7 Eficiência dos equipamentos aquecedores de água
Quando o sistema de aquecimento conta com apenas um aquecedor, a
eficiência do sistema de equipamentos de aquecimento deve ser igual à eficiência do
aquecedor.
Quando o sistema de aquecimento que atende à demanda total é composto
por mais de um aquecedor, a contribuição de cada aquecedor deve ser calculada pela
média ponderada da eficiência dos aquecedores pelas potências nominais de cada
aquecedor.
Quando o sistema de aquecimento atende parte da demanda total, as
contribuições devem ser calculadas de forma independente para cada um dos sistemas
de aquecimento.
Quando o sistema de aquecimento é composto por diferentes tipos de
aquecedores em série, a contribuição de cada aquecedor deve ser determinada. Os
cálculos devem ser realizados na sequência dos aquecedores.
Quando mais de um dos aquecedores está associado em paralelo, a
contribuição proporcional de cada aquecedor é calculada a partir da razão entre a
potência nominal da unidade em relação à potência total da instalação.
Quando existirem equipamentos de reserva, recomenda-se o uso da mesma
eficiência dos equipamentos regulares, a fim de manter a classificação da edificação.
Entretanto, os equipamentos de reserva não são considerados no cálculo.
O rendimento (raq) do aparelho de aquecimento de água deve ser obtido
por meio de informações oficiais do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) do
Inmetro, para os equipamentos que fazem parte do programa. Para equipamentos que
não fazem parte do PBE, adota-se as informações fornecidas em laudos de ensaios ou
catálogo de fabricante, desde que especificado. Na ausência de valores de eficiência de
ambos os casos, deve-se adotar os valores disponibilizados na Tabela B.III.2.
Tabela B.III.2 - Tipos de sistemas de aquecimento de eficiências
Sistema de água quente
Eficiência (%)
Sistema
de
aquecimento
por resistência
elétrica
em
imersão
(boiler)
85
Aquecedor de passagem de um único ponto de consumo
70
Aquecedor de passagem de múltiplos pontos de consumo
65
Sistema de aquecimento elétrico de um único ponto de consumo
(chuveiro elétrico)
95
Aquecedor de acumulação a gás
76
Aquecedor de acumulação a combustível sólido (lenha)
55
Bomba de calor elétrica para aquecimento exclusivo de água
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ANEXO C - MÉTODO DE SIMULAÇÃO
Neste Anexo são estabelecidos os critérios para avaliação da eficiência
energética da envoltória dos ambientes de permanência prolongada (APPs) das
unidades habitacionais (UHs) quanto ao percentual de horas de ocupação dentro de
uma faixa de temperatura operativa (PHFT), às temperaturas operativas anuais máxima
(Tomáx) e mínima (Tomín) e à carga térmica de refrigeração (CgTR), de aquecimento
(CgTA), e total (CgTT) pelo método de simulação.
O método de simulação aplica-se somente à envoltória das edificações.
C.1 Procedimento de avaliação
O método de simulação adotado nesta INI-R incorpora o procedimento de
simulação computacional para avaliações de desempenho térmico segundo a ABNT NBR
15575-1, considerando as seguintes subseções:
-
Os métodos
de medição
de
propriedades térmicas
de materiais
e
elementos construtivos conforme subseção 11.2;
- O procedimento de simulação computacional conforme subseção 11.4;
- As características do programa de simulação computacional conforme
subseção 11.4.1;
- As características do arquivo climático conforme subseção 11.4.2;
- O requisito e os critérios das subseções 11.4.3 a 11.4.6, considerando as
equivalências entre o desempenho térmico da NBR 15575 e a classe de eficiência
energética, descritos no item 8.2.1 desta INI-R;
- A modelagem da unidade habitacional conforme a subseção 11.4.7.1;
- As características do modelo
de referência conforme a subseção
11.4.7.2;
- A modelagem da ocupação e das cargas internas conforme a subseção
11.4.7.3;
- A modelagem com e sem o uso da ventilação natural conforme a subseção
11.4.7.4;
- O processamento dos dados de saída dos modelos simulados com e sem
o uso da ventilação natural conforme a subseção 11.4.7.5;
- O cálculo dos indicadores para a UH conforme as subseções 11.4.7.6 a
11.4.7.8.
ANEXO D - GERAÇÃO LOCAL DE ENERGIA RENOVÁVEL
A avaliação do uso de sistemas de geração de energia local por meio de
fontes de energia renováveis em edificações residenciais, bem como a avaliação de
Edificações de Energia Quase Zero (NZEBs) e Edificações de Energia Positiva (EEPs)
devem ser realizadas conforme estabelecido neste Anexo.
O sistema de geração local de energia renovável deve estar instalado na
edificação avaliada ou no mesmo lote em que ela se encontra. Os sistemas devem
estar conectados ao relógio medidor de energia da edificação ou parcela da edificação
a qual atendem.
A energia gerada por meio do uso de fontes renováveis ao longo do ano
(GEE) deve ser estimada por laudo técnico do projetista.
O potencial de geração de energia (PG) pelo uso de fontes locais de energia
renovável é obtido por meio da Equação D.1. Este representa o percentual da energia
primária consumida pela edificação que é atendido pela energia gerada por meio de
fontes locais renováveis.
1_MECON_12_154
Quando o potencial de geração de energia for maior ou igual a 50%, a UH
é considerada edificação de energia quase zero (NZEB).
Quando o potencial de geração de energia for maior que 100%, a UH é
considerada edificação de energia positiva (EEP).
ANEXO E - EMISSÕES DE DIÓXIDO DE CARBONO
Neste Anexo são estabelecidos os
critérios para a determinação do
percentual de redução ou acréscimo das emissões de dióxido de carbono (CO2)
provenientes dos sistemas de edificações residenciais. Esta avaliação tem caráter
informativo nesta INI-R, e não altera a classificação de eficiência energética da
edificação. Sua determinação baseia-se na comparação entre as emissões de dióxido de
carbono da UH na condição real e sua condição de referência, e o resultado final
encontrado deve ser declarado.
E.1 Determinação do percentual de redução ou acréscimo da emissão de
dióxido de carbono devido ao consumo energético
O percentual de redução ou acréscimo das emissões de dióxido de carbono
(PCO 2 ) devido ao consumo energético deve ser obtido por meio da Equação E.1. Caso
o resultado da equação seja negativo, há uma redução nas emissões de CO2. Caso o
resultado seja positivo, há um aumento nas emissões de dióxido de carbono em
relação à UH na condição de referência.
1_MECON_12_155

                            

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