DOU 16/09/2022 - Diário Oficial da União - Brasil
Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001,
que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.
Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico
http://www.in.gov.br/autenticidade.html, pelo código 05152022091600022
22
Nº 177, sexta-feira, 16 de setembro de 2022
ISSN 1677-7042
Seção 1
31
As instituições respondedoras deverão garantir a contínua disponibilidade e a confiabilidade
da logística necessária para executar as ações previstas nos seus respectivos planos de emergência
nuclear.
A revisão e atualização de planos e procedimentos, incluindo a incorporação de lições
aprendidas em situações reais ou em exercícios, a atualização da estrutura de resposta ou alteração
das normas da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear, deverão ocorrer em prazo não superior a
5 (cinco) anos.
1
ANEXO I
Instalações Nucleares Nacionais
1.
Categoria I
Nessa categoria, estão incluídas, as usinas nucleares da Central Nuclear Almirante Álvaro
Alberto.
Para as ações de respostas externas relacionadas com a Central Nuclear Almirante Álvaro
Alberto, o Plano de Emergência Externo do Estado do Rio de Janeiro congrega as ações de resposta
do estado e de outros atores, relacionando as organizações envolvidas e seus respectivos planos de
emergência. Utiliza como referência os conceitos constantes no Plano de Emergência Setorial para
Reatores de Potência e o documento “Critérios Básicos para o Estabelecimento de Diretrizes para
Planejamento de ações de Proteção da população em Situações de Emergência na Central Nuclear
Almirante Álvaro Alberto”, elaborado pela Autoridade Nacional de Segurança Nuclear e Comissão
Nacional de Energia Nuclear e é complementado por outros planos que definem a resposta específica
de cada respondedor.
FIGURA 4. Região no entorno da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto com destaque às Zonas
de Planejamento de Emergência.
2.
Categoria II
Nessa categoria, tem-se como exemplo o reator IEA-R1, com potência máxima de 5MW e
operação atual em ciclos de 64 (sessenta e quatro) horas contínuas semanais a 3,5 MW de potência,
que pertence ao Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, vinculado à Comissão Nacional de
Energia Nuclear, localizado no campus da Universidade de São Paulo.
2
FIGURA 5. Localização do reator IEA-R1
Quatro futuras instalações nucleares, ainda não operacionais, poderão demandar o
planejamento conjunto para ações de resposta externa:
a) o Reator Multipropósito Brasileiro, de 30MW;
b) o Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica, no sítio do Centro Experimental
Aramar, em Iperó, São Paulo;
c) o Complexo de Manutenção Especializada, localizado no Complexo Naval de Itaguaí, no
estado do Rio de Janeiro; e
d) o Submarino Convencional de Propulsão Nuclear, baseado na Base de Submarinos da Ilha
da Madeira, em Itaguaí, Rio de Janeiro.
3.
Categoria III
As avaliações de segurança efetuadas pela Autoridade Nacional de Segurança Nuclear
durante o processo de licenciamento das instalações nucleares que se enquadram nesta categoria
concluíram, com base nas informações apresentadas nos respectivos Relatórios Finais de Análise de
Segurança, que os acidentes postulados não causam danos radiológicos fora da área da instalação,
ou seja, de propriedade da Operadora.
Nessa categoria, se encontra a Fábrica de Combustíveis Nucleares, em uma área de 600
(seiscentos) hectares, localizada às margens da BR-116, no Distrito de Engenheiro Passos, em
Resende/Rio de Janeiro. Consiste de um conjunto de unidades industriais dedicadas ao
processamento de quatro etapas do ciclo do combustível nuclear: o enriquecimento isotópico de
urânio, a reconversão, a produção de pastilhas e a montagem do combustível que abastece os
reatores das usinas nucleares.
Baseado nas informações constantes no Relatórios Finais de Análise de Segurança, nos
processos de fabricação adotados e inventário de material nuclear, pode-se afirmar que os acidentes
postulados não causam danos radiológicos fora da área de propriedade da Fábrica de Combustíveis
Nucleares. Entretanto, poderá necessitar de apoio externo para o atendimento médico de
trabalhadores acidentados e para ações de proteção à integridade física desses, bem como do
material nuclear ali processado.
3
FIGURA 6. Região do entorno próximo da Fábrica de Combustíveis Nucleares.
Inclui-se nessa categoria, ainda, o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, que possui
cinco instalações pertencentes ao ciclo do combustível, a saber:
FIGURA 7. Vista aérea do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo
a) Laboratório de Enriquecimento Isotópico: destinado ao enriquecimento isotópico de
urânio, mediante o processo de ultracentrifugação de hexafluoreto de urânio, com o
objetivo de desenvolvimento e demonstração do processo. Localiza-se no Centro
Experimental Aramar, município de Iperó/São Paulo;
b) Usina de Demonstração Industrial: destinada ao enriquecimento isotópico de urânio,
mediante o processo de ultracentrifugação de hexafluoreto de urânio para demonstração
industrial. Seu dimensionamento permite garantir a autonomia de fornecimento dos
elementos combustíveis a serem utilizados no programa de desenvolvimento da
Fechar