DOU 15/12/2022 - Diário Oficial da União - Brasil
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Nº 235, quinta-feira, 15 de dezembro de 2022
ISSN 1677-7042
Seção 1
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Contribuir para iniciativas que busquem o desenvolvimento integral e o bem-estar das
populações amazônicas;
Engajar-se em iniciativas referentes à saúde em zonas de fronteira;
Promover alternativas produtivas para o uso sustentável da diversidade biológica da região
Amazônica, impulsionando o biocomércio e a bioeconomia; e
Apoiar a adoção de entendimentos entre os países membros da OTCA para a navegação
comercial nos rios amazônicos.
Estado Final Desejado
Normas e instrumentos legais para a defesa e conservação do meio ambiente harmonizados no
âmbito nacional e regional.
7. Convergência de Ações e Priorizações
Os resultados que conduzem aos estados finais desejados são potencializados pela maturidade
de outros vetores, reforçando a necessidade de visões transversais. Verificou-se a prevalência das
seguintes necessidades estruturantes comuns a todos os processos estratégicos do Conselho:
Financiamento
Importância da reativação do Fundo Amazônia e da busca de outras fontes de financiamento,
além de buscar soluções para as limitações impostas pelas cláusulas pétreas.
Presença do Estado
Necessita um projeto específico que pode ser materializado a partir das análises a serem
realizadas com vistas a superação da necessidade de GLO ambiental.
Monitoramento e Apoio à Decisão
Destaca-se a importância do Projeto de Integração de Sistemas de Apoio à Decisão, conduzido
pela Subcomissão específica.
Segurança Jurídica
Destaca-se a necessidade de articulação, especialmente com o Congresso Nacional, função da
Subcomissão de Articulação Institucional.
Ordenamento Territorial
A desaceleração da implementação do ordenamento territorial impactará em outras ações que
fazem parte de sua viabilização.
Gestão Ambiental
A contribuição para a construção de um futuro de progresso e de sustentabilidade para a
Amazônia dependerá, acima de tudo, de uma eficiente gestão ambiental.
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8. Considerações finais
As questões estratégicas que envolvem a Amazônia brasileira, em amplo sentido, são temas
de indiscutível importância para a agenda política e governamental do País.
A vasta extensão territorial da região, sua biodiversidade e ecossistemas únicos, as terras
indígenas, as unidades de conservação, as terras devolutas, os problemas de ordenamento
territorial e conflitos agrários, as doenças tropicais, o potencial para a mineração, as populações
tradicionais, a expansão da fronteira agrícola, as atividades ilícitas (queimadas, garimpo,
desmatamento ilegal e ação de redes criminosas organizadas), as questões fronteiriças revelam
a complexidade do debate inerente ao tema.
É preciso reconhecer a efetiva dinâmica territorial e mobilizar apoio nacional e internacional
para a construção de alternativas de emprego e renda para os milhões de brasileiros que
habitam a região.
O desafio amazônico precisa ser enfrentado pelo conjunto da Nação brasileira: Estado,
sociedade e empresas. A construção de um futuro de progresso e de sustentabilidade para a
Amazônia dependerá, acima de tudo, de uma análise fiel da realidade amazônica e da situação
dos agentes econômicos locais.
Nesse espírito de mobilização nacional, o Conselho continuará na coordenação e na
articulação dos entes envolvidos nos projetos prioritários, estimulando sempre a maior
eficiência e eficácia na adequação aos controles internos e externos e as melhores práticas de
governança, segundo as regras de compliance da administração pública federal.
Pela relevância das florestas, o Planejamento Estratégico priorizou as ações no Bioma
Amazônia, embora reconheça a importância dos outros biomas existentes na Amazônia Legal –
pantanal e cerrado. Cabe ressaltar que o papel do Conselho não substitui nem limita as
responsabilidades setoriais dos Ministérios, que compõem o Executivo Federal. Portanto, o fato
de o Conselho estabelecer determinada prioridade não impacta nas responsabilidades setoriais
sobre outras áreas.
Aos ministérios que integram o CNAL, cabe o compromisso de articular, efetivar e
potencializar os resultados da ação pública multissetorial, por meio da execução das Políticas
Públicas transversais orientadas neste Plano Estratégico, assegurando a preservação, a proteção,
o desenvolvimento sustentável e a cooperação da Amazônica Legal.
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