DOU 15/12/2022 - Diário Oficial da União - Brasil
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Nº 235, quinta-feira, 15 de dezembro de 2022
ISSN 1677-7042
Seção 1
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Capítulo 3 – Estímulo à Bioeconomia e à Inovação
1. Generalidades
O escopo conceitual de bioeconomia assimila “toda a atividade econômica derivada de
bioprocessos e bioprodutos que contribuem para soluções eficientes no uso de recursos
biológicos - frente aos desafios em alimentação, produtos químicos, materiais, produção de
energia, saúde, serviços ambientais e proteção ambiental - que promovem a transição para
um novo modelo de desenvolvimento sustentável e de bem-estar da sociedade” (MCTI, ODBio,
2020).
Uma economia alicerçada na biodiversidade pode atribuir valor à floresta em pé, gerando
ocupação e renda para as comunidades tradicionais.
Nesse sentido, é preciso dar ênfase às atividades produtivas sustentáveis tradicionais
(pescado, castanha, cacau, açaí, óleos, dentre outras), como meio de geração de ocupação e
renda para a população local.
O desenvolvimento sustentável em um território de dimensão continental como a
Amazônia, não é incumbência unicamente do Estado. É também responsabilidade de outros
atores, como o setor privado, a academia e as organizações da sociedade civil. Todos estes
serão parceiros fundamentais e devem trabalhar conjuntamente para superar os entraves que
retardam o lançamento de um novo ciclo de crescimento sustentável, permitindo que a região
realize sua vocação econômica e se converta em um polo global da bioeconomia.
A viabilidade da bioeconomia na Amazônia requer a remoção das barreiras de
transferência do conhecimento científico-tecnológico, do ambiente acadêmico, para o
ambiente empresarial e vice-versa. Será preciso investir no uso intensivo de novos
conhecimentos científicos e tecnológicos, gerados a partir de áreas de ponta como a
biotecnologia industrial, genômica, biologia sintética, bioinformática, química de renováveis,
robótica, tecnologias de informação, nanotecnologia, entre outras. Igualmente necessário
será o conhecimento sobre as estratégias de proteção, comercialização e gestão de bens de
propriedade intelectual, tornando mais eficiente seu registro e seu emprego em bens e
serviços.
A melhoria do ambiente de negócios, investimentos em infraestrutura e capacitação de
mão-de-obra, serão determinantes, assim como a abertura de novos canais de financiamento
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