DOE 26/09/2018 - Diário Oficial do Estado do Ceará

                             
 
Relatório do auditor independente sobre as demonstrações contábeis: Aos Conselheiros e Diretores do Instituto Queiroz Jereissati Fortaleza - 
CE. Opinião - Examinamos as demonstrações contábeis do Instituto Queiroz Jereissati (“Instituto”) que compreendem o balanço patrimonial em 31 de 
dezembro de 2017 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para 
o exercício findo nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, incluindo o resumo das principais políticas contábeis. Em nossa opinião, 
as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Instituto 
Queiroz Jereissati em 31 de dezembro de 2017, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, de acordo 
com a norma de contabilidade ITG 2002 – Entidades sem Finalidade de Lucros. Base para opinião - Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as 
normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir intitulada 
“Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações contábeis”. Somos independentes em relação ao Instituto de acordo com os princípios 
éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade e 
cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada 
para fundamentar nossa opinião. Responsabilidades da administração e da governança pelas demonstrações contábeis - A administração é responsável 
pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis de acordo com a norma de contabilidade ITG 2002 – Entidades sem Finalidade de 
Lucros e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, 
independentemente se causada por fraude ou erro. Na elaboração das demonstrações contábeis, a administração é responsável pela avaliação da capacidade 
de o Instituto continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil 
na elaboração das demonstrações contábeis a não ser que a administração pretenda liquidar o Instituto ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma 
alternativa realista para evitar o encerramento das operações. Os responsáveis pela governança do Instituto são aqueles com responsabilidade pela supervisão 
do processo de elaboração das demonstrações contábeis. Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações contábeis - Nossos objetivos 
são obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada 
por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que 
a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detectam as eventuais distorções relevantes existentes. As 
continuação das demonstrações contábeis do Instituto Queiroz Jereissati
ou quando nenhum benefício econômico futuro for esperado do seu uso ou 
venda. Eventual ganho ou perda resultante da baixa do ativo (calculado 
como sendo a diferença entre o valor líquido da venda e o valor contábil do 
ativo) são incluídos na demonstração do resultado no exercício em que o 
ativo for baixado. O valor residual, a vida útil dos ativos e os métodos de 
depreciação são revistos no encerramento de cada exercício, e ajustados de 
forma prospectiva, quando for o caso. 2.6. Provisões - Provisões são 
reconhecidas quando o Instituto tem uma obrigação presente (legal ou não 
formalizada) em consequência de um evento passado, é provável que 
benefícios econômicos sejam requeridos para liquidar a obrigação e uma 
estimativa confiável do valor da obrigação possa ser feita. Quando o 
Instituto espera que o valor de uma provisão seja reembolsado, em todo ou 
em parte, por exemplo, por força de um contrato de seguro, o reembolso é 
reconhecido como um ativo separado, mas apenas quando o reembolso for 
praticamente certo. A despesa relativa a qualquer provisão é apresentada 
na demonstração do resultado, líquida de qualquer reembolso. 2.7. 
Pronunciamentos novos, mas que não estavam em vigor em 31 de 
dezembro de 2017 - Alguns pronunciamentos técnicos e interpretações 
emitidas pelo CPC não haviam entrado em vigor até a data de emissão das 
demonstrações contábeis do Instituto. A Administração do Instituto não 
espera que essas normas e interpretações produzam impacto relevante nas 
divulgações, situação financeira ou desempenho mediante sua aplicação 
em data futura. 3. Julgamentos, estimativas e premissas contábeis 
significativos: Julgamentos - A preparação das demonstrações contábeis 
do Instituto requer que a Administração faça julgamentos e estimativas e 
adote premissas que afetam os valores apresentados de receitas, despesas, 
ativos e passivos, bem como as divulgações de passivos contingentes, na 
data base das demonstrações contábeis. Contudo, a incerteza relativa a 
essas premissas e estimativas poderia levar a resultados que requeiram um 
ajuste significativo ao valor contábil do ativo ou passivo afetado em 
períodos futuros. No processo de aplicação das políticas contábeis do 
Instituto, a Administração fez os seguintes julgamentos que têm efeito 
mais significativo sobre os valores reconhecidos nas demonstrações 
contábeis. Estimativas e premissas - As principais premissas relativas a 
fontes de incerteza nas estimativas futuras e outras importantes fontes de 
incerteza em estimativas na data do balanço, envolvendo risco significativo 
de causar um ajuste significativo no valor contábil dos ativos e passivos no 
próximo exercício financeiro são discutidas a seguir: Valor justo de 
instrumentos financeiros - Quando o valor justo de ativos e passivos 
financeiros apresentados no balanço patrimonial não puder ser obtido de 
mercado ativos, é determinado utilizando técnicas de avaliação, incluindo 
o método de fluxo de caixa descontado. Os dados para esses métodos se 
baseiam naqueles praticados no mercado, quando possível, contudo 
quando isso não for viável, um determinado nível de julgamento é 
requerido para estabelecer o valor justo. O julgamento inclui considerações 
sobre os dados utilizados como, por exemplo, risco de liquidez, risco de 
crédito e volatilidade. Mudanças nas premissas sobre esses fatores 
poderiam afetar o valor justo apresentado dos instrumentos financeiros. 
Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas - Em 31 de 
dezembro de 2017 e 2016, o Instituto não possui contingências cuja 
avaliação das expectativas de perdas de seus assessores jurídicos seja 
provável. Assim, nenhuma provisão para perdas foi constituída.
4. Caixa e equivalentes a caixa:  
        2017 
2016
Caixa 
2.126 
2.080
Bancos conta movimento 
     67.043 
13.832
 
     69.169 
15.912
5. Imobilizado: a) Composição dos saldos
 
              
   
2017 
 
2016   
  
Taxa anual de 
 
Depreciação 
 
  
depreciação Custo acumulada Líquido Líquido
Terrenos 
- 
144.396 
- 144.396 144.396
Edificações 
10% 
19.050 
(2.108) 
16.942 16.942
Moveis e utensílios 
10% 
126.108 
(78.393) 
47.715 57.445
Maquinas e equip. 
10% 
16.735 
(3.665) 
13.070 
8.644
Comput. e periféricos 20% 
49.082 
(39.529) 
9.553 
4.478
Instalações gerais 
10% 
1.092 
(1.092) 
- 
-
Benf. em imóv. de terc. 4% 
   281.929 
(94.617) 187.312 198.589
 
 
   638.392 
(219.404) 418.988 430.494
A Administração do Instituto não identificou indícios de perdas de redução 
ao valor recuperável (impairment) nos ativos registrados em 31 de dezembro 
de 2017. 
b) Movimentação dos saldos
  
 
Saldos em 
 
 
Saldos em
  
                   2016 
Adições Depreciação 
2017    
Terrenos 
 
144.396 
- 
- 
144.396
Edificações 
 
16.942 
- 
- 
16.942
Móveis e utensílios 
57.445 
- 
(9.730) 
47.715
Máquinas e equipamentos 
8.644 
5.645 
(1.219) 
13.070
Computadores e periféricos 
4.478 
8.350 
(3.275) 
9.553
Benf. em imóv. de terc. 
   198.589 
- 
(11.277) 
187.312
 
 
   430.494 
13.995 
(25.501) 
418.988
  
 
Saldos em 
 
 
Saldos em
  
                   2015 
Adições Depreciação 
2016    
Terrenos 
 
144.396 
- 
- 
144.396
Edificações 
 
16.942 
- 
- 
16.942
Móveis e utensílios 
68.068 
260 
(10.883) 
57.445
Máquinas e equipamentos 
2.486 
6.878 
(720) 
8.644
Computadores e periféricos 
6.292 
1.175 
(2.989) 
4.478
Instalações gerais  
2 
- 
(2) 
-
Benf. em imóv. de terc. 
   209.897 
- 
(11.308) 
198.589
 
 
   448.083 
8.313 
(25.902) 
430.494
6. Obrigações sociais e trabalhistas:  
         2017 
2016
INSS a recolher 
4.913 
3.565
FGTS a recolher 
1.600 
1.142
Provisão de férias e encargos 
      27.447 
18.489
 
      33.960 
23.196
7. Patrimônio líquido: a) Patrimônio social - Em 31 de dezembro de 2017 
e 2016, o patrimônio social é constituído pelas contribuições totalmente 
integralizadas no valor de R$206.098 conforme termos do Estatuto Social do 
Instituto, acrescido (diminuído) do superávit (déficit) inerente às atividades 
do Instituto, apurado ao término do exercício social. b) Resultado acumulado 
- Não há distribuição de superávit acumulados, distribuição de bonificações 
ou parcela do patrimônio social sob nenhuma forma ou pretexto. 8. Receitas 
sociais de doações: Referem-se, basicamente, a doações provenientes de 
Tasso Ribeiro Jereissati, Renata Queiroz Jereissati e da TR Participações 
Ltda. No exercício findo em 31 de dezembro de 2017, o Instituto possui 
receitas de doações no montante de R$1.425.000 (R$1.214.300 em 2016). 
9. Contribuições para o projeto: Referem-se aos gastos incorridos no 
desenvolvimento dos projetos educacionais patrocinados pelo Instituto tais 
como materiais didáticos e serviços profissionais. Em 31 de dezembro de 
2017, esses gastos totalizavam R$714.072 (R$657.606 em 2016). 
10. Despesas gerais e administrativas:  
         2017 
2016
Salários e encargos sociais 
(239.673) (190.475)
Outros gastos com pessoas 
(32.752) 
(22.648)
Serviços contratados 
(252.855) (202.295)
Água, energia, telefone e internet 
(24.011) 
(25.814)
Depreciação e amortização 
(25.658) 
(26.031)
Contribuições educacionais 
   (95.988) 
(77.952)
 
 (670.937) (545.215)
11. Resultado financeiro:  
         2017 
2016
Receitas financeiras 
           180 
-
 
180 
-
Despesas bancárias 
(1.960) 
(1.776)
Juros moratórios 
        (404) 
(5)
 
     (2.364) 
(1.781)
 
     (2.184) 
(1.781)
12. Cobertura de seguros: A Administração do Instituto entende que os riscos 
associados a eventuais sinistros dos bens do ativo imobilizado são mínimos. 
Desta forma, decidiu por não contratar apólice de seguros para cobertura dos 
referidos riscos para o exercício findo em 31 de dezembro de 2017 e 2016. 
As premissas de riscos adotadas, dada a sua natureza, não fazem parte do 
escopo de um exame de demonstrações contábeis e, consequentemente, não 
foram examinados pelos auditores independentes. Joana Queiroz Jereissati 
- Presidente - CPF: 456.340.333-49; Eronilce Sousa dos Santos - Contadora 
-CPF: 007.690.413-02 - CRC-CE-017857/O-7.
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DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO  |  SÉRIE 3  |  ANO X Nº181  | FORTALEZA, 26 DE SETEMBRO DE 2018

                            

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