DOU 09/02/2023 - Diário Oficial da União - Brasil

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Nº 29, quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023
ISSN 1677-7042
Seção 1
 
Figura 4: Configuração inicial – rede básica e secundária 
 
As redes secundárias são de uso exclusivo dos agentes a elas conectados e as perdas internas devem ser assumidas por eles. Desse modo, o tratamento das redes secundárias deve refletir as 
medidas de geração/consumo referenciadas à Rede Básica. Para tal, associam-se aos valores medidos as parcelas referentes às perdas internas da rede secundária para, então, apurar as perdas 
da Rede Básica (As perdas da Rede Básica serão calculadas no módulo “Medição Contábil” das Regras de Comercialização. Neste módulo será apresentado apenas o cálculo da participação no 
rateio de perdas da Rede Básica). 
 
Figura 5: Configuração tratada – medição referenciada à Rede Básica 
 
1.1.5. Tratamento das perdas internas em uma rede compartilhada 
 
As perdas internas correspondem às perdas decorrentes do transporte e transformações elétricas dentro de uma rede compartilhada. 
Com a representação da topologia em árvore, as perdas internas de uma rede compartilhada são determinadas pela diferença entre os consumos/gerações líquidos, associados a dois níveis 
hierárquicos consecutivos. 
 
Figura 6: Representação da relação das perdas para as redes compartilhadas y1, y2 e y3 
 
Os medidores Mm e Me representam respectivamente um ponto de medição de monitoração e um ponto de medição embutido. 
 
Para que o rateio seja feito de forma equânime, as perdas em uma rede compartilhada são alocadas por canal, na proporção dos valores medidos em cada ponto de medição, em cada nível 
hierárquico (n, n+1, n+2,….). As redes compartilhadas que estiverem modelando Demais Instalações de Transmissão Compartilhadas – DITCs somente apresentarão dois níveis hierárquicos, tendo 
em vista o que consta em regulamentação específica. Entretanto, eventuais instalações compartilhadas poderão ser modeladas no segundo nível das DITCs. 
 
Da mesma forma, para os casos de Centrais Geradoras Híbridas (UGH) com medição individualizada por fonte e de Centrais Geradoras Associadas, o rateio das perdas até o ponto de conexão 
comum às fontes também será de forma proporcional à geração de cada fonte, seguindo os mesmos tratamentos de perdas em redes compartilhadas. 
 
 
 
Conforme ilustrado na Figura 7, a perda associada ao ponto de medição M6 corresponde a uma parcela da perda apurada na rede compartilhada y1, somada a uma parcela da perda apurada na 
rede compartilhada y2, uma vez que a energia medida no ponto M6 percorreu todo o caminho, desde a Rede Básica até o ponto de consumo, passando pelas redes y1 e y2. 
 
 
Figura 7: Representação da determinação de perda por rede compartilhada (esquerda) e o caminho em que o ponto de medição está associado para obtenção da perda por ponto de medição 
(direita) 
1.1.6. Participação no rateio de perdas da Rede Básica 
 
Rede 
Básica
Rede
Secundária
C
G
Perdas Internas 
Perdas da Rede Básica
C + Parcelas de Perdas 
(Internas e da Rede Básica) 
G - Parcelas de Perdas
(Internas e da Rede Básica)
Rede 
Básica
n
n+1
Rede Básica
M3
M2
M4
Mm1
Perdas y1
Me5
n
n+1
M7
Mm8
Mm6
Perdas y2
M10
M9
Perdas y3
n+2
n+2
Perdasy1: ++
nível 1
nível 2
nível 3
Rede Básica
M6
PerdasM6: y1 +y2
nível 1
nível 2
nível 3
Rede Básica
M2
M3
M6
Mm1
M5
Perdasy2: +
M4
Importante: 
Essa etapa focaliza o tratamento das perdas internas na rede secundária. É 
importante não confundir com o cálculo da participação da rede secundária nas 
perdas da Rede Básica, que será tratado mais adiante. 

                            

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