DOU 09/02/2023 - Diário Oficial da União - Brasil
Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001,
que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.
Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico
http://www.in.gov.br/autenticidade.html, pelo código 05152023020900053
53
Nº 29, quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023
ISSN 1677-7042
Seção 1
Além das perdas internas a uma rede compartilhada, os pontos de medição também são impactados pelas perdas da Rede Básica.
Conforme detalhado anteriormente, o tratamento das redes secundárias reflete as medidas de consumo/geração para a Rede Básica, avaliando o caminho de conexão de cada ponto de medição
à Rede Básica. A participação de uma informação de consumo/geração no rateio das perdas da Rede Básica refere-se apenas ao montante intercambiado entre a rede compartilhada em que estão
localizados e a Rede Básica.
Pontos de medição que não integram uma rede compartilhada participam totalmente do rateio de perdas da Rede Básica.
No caso de uma rede compartilhada com a característica consumidora, somente o montante consumido da Rede Básica é considerado para efeito do rateio de perdas da Rede Básica.
Figura 8: Representação da uma rede compartilhada com a característica consumidora
Já para uma rede compartilhada com a característica geradora, somente o montante entregue à Rede Básica é considerado para efeito do rateio de perdas da Rede Básica.
Figura 9: Representação da uma rede compartilhada com a característica geradora
A tabela abaixo apresenta um quadro resumo da participação no rateio de perdas da Rede Básica em função dos pontos de medição cadastrados na CCEE.
Em uma etapa posterior, para determinação dos volumes de energia que participam do rateio de perdas da Rede Básica, são atribuídos valores em termos de energia para os pontos de medição
cadastrados. Essas informações serão utilizadas no módulo “Medição Contábil” para ajustar os valores medidos em função das perdas elétricas apuradas por período de comercialização.
1.1.7. Tratamento da Configuração Elétrica por Topologia
Como visto anteriormente, o tratamento dos dados de acordo com sua localização nas redes secundárias é essencial para referenciá-las à Rede Básica e, assim, uniformizar as informações coletadas
dos pontos de medição cadastrados, adequando-as ao processamento da contabilização e liquidação da energia elétrica no âmbito da CCEE.
A forma como são cadastrados os pontos de medição de faturamento em uma estrutura lógica (topologia) é fundamental para a determinação da medição contábil associada a cada agente
proprietário de determinado ativo, seja de geração ou consumo.
Utiliza-se o conceito de topologia em árvore para representar o sistema elétrico como uma série de barramentos e pontos de medição interconectados, partindo da Rede Básica ou de um
barramento principal. Essa representação segue rigorosamente as relações físicas entre os pontos de medição mapeados pela CCEE no SCDE.
Dentro desse conceito, uma rede compartilhada é composta por “raiz” ou “raízes” (pontos de medição de conexão de uma instalação à Rede Básica) ligadas a outros pontos de medição
denominados “descendentes”, que também podem possuir outros descendentes. Um medidor que não possui descendente é denominado “terminal”.
A Figura 10 ilustra a terminologia introduzida, destacando as árvores e subárvores (representada por diferentes cores), as redes e os níveis hierárquicos.
Rede Básica
Geração
Consumo
Legenda:
energia suprida pela Rede Básica
energia gerada na rede compartilhada(isenta do rateio de perda da Rede Básica)
Rede Básica
Geração
Consumo
Legenda:
energia fornecida à Rede Básica
energia consumida na rede compartilhada (isenta do rateio de perda da Rede Básica)
Pontos de Medição
Participação no Rateio de Perdas da Rede Básica
Não participantes de uma rede
compartilhada
Participam totalmente do rateio
Participantes de uma rede
compartilhada
Participam do rateio na proporção da energia refletida à Rede Básica em
função da característica da rede: Geradora ou Consumidora
Fechar