DOU 24/04/2023 - Diário Oficial da União - Brasil

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22
Nº 77, segunda-feira, 24 de abril de 2023
ISSN 1677-7069
Seção 3
EMPRESA GERENCIAL DE PROJETOS NAVAIS
FUNDAÇÃO ANTONIO PRUDENTE
CNPJ Nº 60.961.968/0001-06
Relatório da Administração
BALANÇO PATRIMONIAL em 31 de dezembro de 2022 e 31 de dezembro 2021 (Em milhares de reais)
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
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Ativo 
Notas 
31/12/2022 31/12/2021
Ativo circulante 
Caixa e equivalentes de caixa 
 
3.140 
1.114
Aplicações financeiras 
4 
198.104 
144.191
Contas a receber de clientes 
5 
244.776 
200.340
Direitos de prestação de serviços 
6 
61.685 
63.657
Estoques 
7 
55.526 
49.943
Adiantamento diversos 
8 
14.966 
9.159
Despesas antecipadas 
 
5.511 
5.030
Doação por espólio 
9 
- 
124.013
Outras contas a receber 
 
401 
1.881
Total ativo circulante 
 
584.109 
599.328
Ativo não circulante 
Fundo de reserva estratégica 
4 
1.512.613 
1.293.933
Deposito judicial 
 
8.392 
7.275
Depósito judicial previdenciário 
19 
181.275 
153.436
Outros ativos 
12 
17.478 
14.685
Propriedade para investimento 
10 
13.198 
13.293
Imobilizado 
11 
737.639 
695.447
Intangível 
12 
55.089 
44.325
Direito de uso 
13 
75.675 
82.478
 Total do ativo não circulante 
 
2.601.359 
2.304.872
Total do ativo 
 
3.185.468 
2.904.200
Passivo e patrimônio líquido 
Notas 
31/12/2022 31/12/2021
Passivo circulante 
Fornecedores 
14 
178.287 
149.176
Financiamentos  
16 
8.572 
10.612
Arrendamentos 
13 
13.957 
11.809
Obrigações trabalhistas 
15 
75.169 
62.459
Outras contas a pagar 
17 
27.577 
39.839
 Total do passivo circulante 
 
303.562 
273.895
Passivo não circulante 
Financiamentos 
16 
- 
6.576
Arrendamentos 
13 
78.767 
83.226
Outras contas a pagar 
17 
4.800 
7.200
Provisão para demandas judiciais 
18 
4.980 
5.333
 Total do passivo não circulante 
 
88.547 
102.335
Patrimônio líquido 
20 
Patrimônio social 
 
2.462.998 
2.415.214
Reserva de reavaliação 
 
44.337 
45.760
Imóveis recebidos em doações 
 
19.212 
19.212
Superávit acumulado 
 
266.812 
47.784
 Total do patrimônio líquido 
 
2.793.359 
2.527.970
Total do passivo e patrimônio líquido 
 
3.185.468 
2.904.200
Receitas 
Notas 
31/12/2022 31/12/2021
Atividade hospitalar 
21 
1.441.446 
1.142.278
Atividade de ensino 
21 
1.408 
1.018
Atividade de pesquisa 
21 
1.105 
885
Doações recebidas 
21 
13.983 
144.650
Trabalho voluntário 
21 
2.397 
2.200
Gratuidade ensino 
21 
6.028 
6.054
Outras receitas operacionais 
23 
26.563 
18.194
  
 
1.492.930 
1.315.279
Custos
Atividade hospitalar 
22 
(1.194.412) (1.089.602)
Atividade de ensino 
 
(3.210) 
(3.914)
Atividade de pesquisa 
26 
(15.259) 
(16.492)
Gratuidade em ensino 
 
(6.028) 
(6.054)
Trabalho voluntário 
 
(2.397) 
(2.200)
     
 
(1.221.306) (1.118.262)
Superávit bruto 
 
271.624 
197.017
Despesas operacionais 
Administrativas e gerais 
24 
(177.443) 
(161.041)
Outras despesas operacionais 
25 
(5.970) 
(17.517)
  
 
(183.413) 
(178.558)
Superávit operacional antes do resultado financeiro 
 
88.211 
18.459
Receita financeira  
27 
215.153 
67.199
Despesa financeira 
27 
(37.975) 
(39.298)
 
 
177.178 
27.901
Superávit do exercício 
 
265.389 
46.360
 
Notas 31/12/2022 31/12/2021
Fluxos de caixa das atividades operacionais 
Superávit do exercício 
 
265.389 
46.360
Ajustes por 
Depreciação e amortização 
11-12-13 
87.974 
79.965
Rendimento sobre aplicação financeira 
27 
(182.343) 
(60.455)
Variação cambial não realizada 
 
(4.350) 
-
Doação de imobilizado 
11 -12 
(1.184) 
(6.650)
Perda estimada por glosas 
5 
90.892 
208.929
Perdas estimadas sobre direitos de prestação de serviços 
6 
1.972 
(2.503)
Perdas estimadas em créditos de liquidação duvidosa 
5 
17.266 
17.418
Provisão(reversão) para obsolescência de estoque  
7 
(2.109) 
3.824
Juros e encargos sobre financiamentos 
27 
1.595 
2.723
Juros de arrendamentos 
27 
10.231 
10.378
Valor residual de ativo imobilizado baixado e ajustado 
11 
1.161 
2.573
Valor residual de ativo intangível e outros ativos baixado e ajustado  
(110) 
1.440
Valor residual de propriedade para investimento baixado e ajustado  
- 
190
Provisões para demandas judiciais 
18 
3.235 
2.643
Provisão para obsolescência de imobilizado 
11 
5.614 
-
Perda/(ganho) no valor justo das propriedades para investimento 
 
(700) 
3.321
  
 
294.533 
310.156
(Aumento) Redução em ativos 
Contas a receber de clientes 
5 
(152.593) 
(99.533)
Outras contas a receber e adiantamentos 
8-9-12 
118.661 
19.308
Doação por espólio 
 
- 
(124.012)
Estoques 
7 
(3.474) 
(5.827)
Despesas antecipadas 
- 
(481) 
1.123
Depósitos judiciais efetuados - INSS patronal 
19 
(28.956) 
(31.821)
Aumento (Redução) em passivos 
Fornecedores e outras contas a pagar 
14-17 
14.449 
27.875
Salários, encargos e férias a pagar 
15 
12.710 
826
Demandas judiciais pagas 
18 
(3.588) 
(2.884)
 
 
(43.272) 
(214.945)
Caixa líquido proveniente das atividades operacionais 
 
251.261 
95.211
Fluxos de caixa das atividades de investimentos 
 Aquisição de bens do ativo imobilizado e intangível 
12-13 
(131.176) 
(58.587)
Resgates (aplicações) em fundos 
4 
(85.900) 
(11.410)
 
 
(217.076) 
(69.997)
Fluxos de caixa das atividades de financiamentos 
Amortização de financiamentos 
16 
(6.673) 
(6.639)
Amortização de financiamentos juros 
16 
(3.538) 
(3.543)
Amortização de arrendamentos 
13 
(21.948) 
(20.416)
 
 
(32.159) 
(30.598)
Aumento/(redução) de caixa e equivalentes 
 
2.026 
(5.384)
No início do exercício 
 
1.114 
6.498
No fim do exercício 
 
3.140 
1.114
Aumento/(redução) de caixa e equivalentes 
 
2.026 
(5.384)
  
Patrimônio social Reserva de reavaliação Imóveis recebidos em doações Superávit acumulado 
Total
Saldos em 31 de dezembro de 2020 
2.399.429 
47.183 
19.212 
15.786 
2.481.610
Realização da reserva de reavaliação 
- 
(1.423) 
- 
1.423 
-
Aumento de patrimônio social por incorporação de superávit acumulado 
15.785 
- 
- 
 (15.785) 
-
Superávit do exercício 
- 
- 
- 
46.360 
46.360
Saldos em 31 de dezembro de 2021 
2.415.214 
45.760 
19.212 
47.784 
2.527.970
Realização da reserva de reavaliação 
- 
(1.423) 
- 
1.423 
-
Aumento de patrimônio social por incorporação de superávit acumulado 
47.784 
- 
- 
(47.784) 
-
Superávit do exercício 
- 
- 
- 
265.389 
265.389
Saldos em 31 de dezembro de 2022 
2.462.998 
44.337 
19.212 
266.812 
2.793.359
  
31/12/2022 31/12/2021
Superávit do exercício 
265.389 
46.360
Resultado abrangente  
- 
-
Resultado abrangente total 
265.389 
46.360
  
2022 
2021
Receitas 
Receitas de atividade hospitalar 
1.441.446 
1.142.278
Outras receitas 
43.057 
159.036
Receitas relativas à construção de ativos próprios 
63.479 
35.437
Provisão para créditos de liquidação duvidosa 
(17.266) 
(17.418)
Insumos adquiridos de terceiros 
Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos 
(721.308) 
(640.374)
Materiais, energia, serviços de terceiros e outros 
(214.999) 
(178.517)
Provisão para obsolescência de estoque 
(2.109) 
(3.824)
Valor adicionado bruto 
592.300 
496.618
Depreciação e amortização  
(87.974) 
(79.965)
Valor adicionado líquido produzido  
504.326 
416.653
Valor adicionado recebido em transferência 
Receitas financeiras 
215.153 
67.199
Valor adicionado total a distribuir 
719.479 
483.852
Distribuição do valor adicionado 
Pessoal e encargos 
Remuneração direta 
220.908 
202.702
Benefícios 
64.524 
59.568
FGTS 
20.868 
19.149
  
306.300 
281.419
Impostos, taxas e contribuições 
Estaduais 
28 
584
Municipais 
2.508 
2.342
  
2.536 
2.926
Custeio procedimentos SUS 
103.029 
110.921
Remuneração de capitais de terceiros 
Juros 
37.975 
39.298
Aluguéis 
4.250 
2.928
  
42.225 
42.226
Remuneração de capitais próprios 
Superávit do exercício 
265.389 
46.360
Total do valor adicionado 
719.479 
483.852
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2022 e 2021 (Em milhares de reais)
DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA
 para os exercícios findos em 31 de dezembro DE 2022 e 2021 (Em milhares de reais)
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2022 e 2021 (Em milhares de reais)
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE
para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2022 e 2021 (Em milhares de reais)
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO
para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2022 e 2021 (Em milhares de reais)
NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS para os 
exercícios findos em 31 de dezembro de 2022 e 2021 (Em milhares de reais)
1. Contexto operacional: A Fundação Antônio Prudente, com sede na Rua Prof. Antônio Pruden-
te, 211 - São Paulo - SP, constituída sob forma de fundação (entidade sem fins lucrativos) privada 
e que atua sob o nome fantasia A.C.Camargo Câncer Center (“Fundação” ou “FAP” ou 
“A.C.Camargo”), tem como objetivos principais a prestação de serviços de saúde nos campos 
hospitalar, científico, técnico, socioassistencial e diagnóstico para o tratamento e o combate ao 
câncer. A Fundação é reconhecida como uma entidade de utilidade pública nas esferas estadual 
e municipal, com registros nos seguintes órgãos: (i) Conselho Nacional de Assistência Social 
(CNAS); (ii) Secretaria Estadual de Saúde do Estado de São Paulo; e (iii) Secretaria Municipal de 
Saúde da cidade de São Paulo. Além disso, é reconhecida como Instituição Complementar da 
Universidade de São Paulo e filiada à União Internacional Contra o Câncer. Cientistas, equipes 
médicas e de profissionais da saúde atuam em colaboração para ampliar o conhecimento sobre 
câncer e obter novas alternativas para melhor tratar e reabilitar as pessoas que o desenvolvem, 
aumentando os índices de cura. Nossas pesquisas permitem compreender, cada vez mais, os 
elementos essenciais do metabolismo da doença e as descobertas que podem representar 
avanços significativos na prevenção, diagnóstico e tratamento. A prática assistencial embasada 
em evidências clínico-científicas, a imensa experiência em casos de diversas complexidades e a 
atuação integrada de equipes multidisciplinares altamente especializadas possibilitam oferecer 
a melhor e mais efetiva conduta terapêutica a cada paciente. Uma assistência integrada, huma-
nizada e centrada nas necessidades e segurança dos pacientes evidencia que a preocupação 
com o acolhimento vai desde o diagnóstico até a reabilitação. O A.C.Camargo é uma das princi-
pais instituições de formação de especialistas, residentes, mestres e doutores em oncologia no 
País. A integração e sinergia entre as atividades de Ensino e Assistência são fundamentais para 
a excelência da prática assistencial e o aprimoramento constante dos profissionais. Contrato 
-Secretaria de Saúde do Município de São Paulo: No tocante ao Convênio firmado com a Secre-
taria de Saúde do Município de São Paulo, cujo objeto contempla as regras pactuadas para 
atendimento ao SUS, houve a revisão do plano de trabalho modificando os critérios e condições 
de atendimento, de forma consensual entre as Partes, fato que ensejou na prorrogação da sua 
vigência, com início em 09 de dezembro de 2022 e término em 08 de dezembro de 2023. Assim, 
o Convênio com a Secretaria de Saúde do Município de São Paulo permanecerá vigente até o 
termo final, sendo que nova prorrogação dependerá da negociação prévia entre as Partes, con-
siderando que a vigência se dá pelo período de doze meses. Pandemia Covid-19: Especializados 
em vida, afirmamos que o câncer não nos assusta, ele nos desafia e nos une, inclusive, em situ-
ações adversas, como as vivenciadas na pandemia causada pela infecção da Covid-19. No ano 
de 2022, houve uma importante recuperação no volume assistencial, impactando positivamen-
te a Receita quando comparado ao ano anterior, cenário esse visto pela administração como 
normalização dos atendimentos oncológicos. Em 2020, a pandemia afastou os pacientes onco-
lógicos do diagnóstico e do tratamento. O Brasil registrou queda no número de exames de de-
tecção precoce, trazendo preocupação sobre o tempo de vida futuro de cada paciente, além do 
aumento do custo e a complexidade dos tratamentos nos próximos anos. Os desafios experi-
mentados em 2020 tornaram-se aprendizados para chegarmos em 2021 certos do  
caminho que precisaríamos trilhar e por serem anos extremamente desafiadores, motivados 
pela pandemia de COVID-19, onde a Administração observando essa situação atípica manteve 
as ações anteriores e tomou novas ações em relação aos seus fornecedores, credores e opera-
ções com objetivo de continuar preservando o caixa da Fundação, as receitas e o desempenho 
financeiro para atendimento dos seus covenants e obrigações. Conhecemos o nosso papel e 
O ano de 2022 continuou desafiador com a chegada da quarta onda de Covid-19, que foi muito 
maior em volume de pessoas infectadas e afastamento dos nossos profissionais. Nesse cenário, 
fomos muito atuantes em divulgar a importância de se manter o diagnóstico precoce e os trata-
mentos para melhores desfechos clínicos, além de reforçar nossos protocolos de segurança. A 
partir de março, enquanto a curva de casos de Covid-19 diminuía, aumentava o número de pa-
cientes oncológicos em busca de tratamento na Instituição. Este número foi maior do que o 
programado e recebemos mais pacientes com diagnóstico tardio e com maior complexidade. 
Porém, mantivemos nossa prontidão para atender a todos os pacientes e manter todos os tra-
tamentos em qualquer complexidade, com foco na qualidade da assistência e na segurança de 
nossos pacientes e profissionais, como ocorre em um cancer center. Especializado em vida: No 
começo de 2022, atribuímos um novo posicionamento à nossa marca: A.C.Camargo Cancer Cen-
ter - Especializado em Vida, que significa oferecer um olhar individualizado, analítico e proposi-
tivo para tratar cada vida, de acordo com a real necessidade de cada paciente.  O câncer não 
define nossos pacientes e nós, que sempre tivemos o olhar integrado, precisávamos expressar 
esse conceito na nossa marca.  É a garantia e a segurança de que serão aplicados os melhores 
esforços para cada pessoa, ouvindo os seus anseios e medos; é a ajuda nas conquistas diárias, 
durante e após o tratamento, personalizando a busca pelo bem-estar e a reinserção social. Fo-
ram mais de 280 mil pacientes atendidos que puderam vivenciar a experiência de fazer seu 
tratamento no A.C.Camargo Cancer Center, conferindo na prática os benefícios do nosso mode-
lo integrado e dos nossos Centros de Referência. O resultado dessa experiência está refletido na 
pesquisa de satisfação aplicada aos pacientes, que alcançou um NPS (Net Promoter Score) de 
90,1. Novos produtos e serviços: O resultado do ano de 2022 nos orgulha, seja na evolução dos 
Centros de Referência, na qualidade da mensuração dos desfechos clínicos de curto ou longo 
prazos, na melhoria dos processos ou nos resultados financeiros alcançados. Em 2022, foram 
investidos R$ 131 milhões em infraestrutura física, equipamentos, novos produtos e serviços 
lançados, com destaque para a terapia com célular CAR-T, o produto mais tecnológico e com 
grande potencial inovador. Junto com a esperança de cura, mesmo em casos avançados, o CAR-
T traz uma preocupação enorme com os custos do tratamento e estamos dedicados a encontrar 
modelos de pagamento equilibrados. O A.C.Camargo foi uma das quatro instituições escolhidas 
no Brasil para iniciar a utilização da nova imunoterapia com células CAR-T, considerada um gran-
de avanço científico e uma evolução sem precedentes na oncologia, mas que requer estrutura 
capacitada para a mais alta complexidade. Em 2022, participamos de um estudo clínico de fase 
3 em que foi realizada a infusão do primeiro produto de terapia celular da história da Instituição. 
Também estivemos na vanguarda ao abrir o primeiro estudo clínico brasileiro utilizando CAR-T 
para casos de mieloma múltiplo recém-diagnosticado, que poderá substituir a longa jornada de 
quimioterapias e transplantes de medula que estes pacientes são submetidos atualmente. Des-
tacamos também a inauguração do nosso Centro de Imunização, importante para preservar a 
saúde dos pacientes devido à vulnerabilidade a que ficam expostos por causa do tratamento. 
Outro item que merece citação refere-se à reforma e modernização dos nossos setores de en-
doscopia e reabilitação, com espaços maiores, mais confortáveis e equipamentos de última ge-
ração, para maior conforto e eficiência nos atendimentos Nosso Centro de Referência de Tumo-
res Pediátricos foi reformulado na sua infraestrutura, nos processos e nas pessoas, para 
potencializar a parceria com o Hospital Infantil Sabará. Ao longo do ano, foi possível perceber o 
ganho dessa integração, o aumento dos casos tratados e a satisfação dos profissionais e familia-
res. Hoje, o A.C.Camargo Cancer Center, em parceria com o Hospital Infantil Sabará, oferece a 
melhor infraestrutura, equipe qualificada e os mais eficientes equipamentos para tratar os ca-
sos mais complexos de câncer infantil. Este também foi um ano de muito orgulho para nossas 
áreas de ensino e pesquisa. Ampliamos o número de cursos que levamos para o mercado nas 
plataformas digitais e presencial e, dessa forma, disseminamos conhecimento e os diferenciais 
do A.C.Camargo para maior número de pessoas. Na pesquisa, novamente tivemos um expressi-
vo número de publicações científicas e ampliamos a quantidade de ensaios clínicos e de pacien-
tes beneficiados, com destaque para a pioneira pesquisa clínica com terapia CAR-T. Tudo isso 
mostra a força de ter um modelo como o cancer center, integrando assistência, ensino e pesqui-
sa para oferecer o melhor para a sociedade; que inova e desenvolve talentos, capacitando tanto 
os nossos profissionais como outros que atuam em todos os estados do Brasil, sejam médicos 
ou multiprofissionais dedicados ao câncer, em qualquer fase da carreira. Responsabilidade so-
cial: Visamos transformar a oncologia do país por meio de educação, capacitação, acesso a 
prevenção, tratamento com foco na redução da incidência do câncer na população brasileira, na 
melhoria dos índices de sobrevida, na reabilitação plena e na reinserção social do paciente on-
cológico. Por isso, o Programa de Impacto Social do A.C.Camargo foi reestruturado no novo ciclo 
estratégico em três pilares para ganhar amplitude geográfica e número de brasileiros beneficia-
dos. O primeiro pilar é o convênio com a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, focado na 
assistência SUS nas linhas oncológicas prioritárias para o município. Ampliamos o número de 
novos casos contratados nos próximos 12 meses e redesenhamos, em conjunto, o fluxo dos 
atendimentos de emergência para focarmos nos atendimentos oncológicos na nossa Institui-
ção. O segundo é o Programa Dona Carolina Tamandaré, que pretende apoiar sobreviventes do 
câncer infantil até a reinserção social com o primeiro emprego. Ampliamos o escopo em 2022, 
contemplando apoio pedagógico, psicológico e social a estes pacientes em vulnerabilidade so-
cial. O terceiro pilar é o inovador Programa Missão A.C.Camargo, que visa contribuir com a re-
dução da incidência do câncer na população brasileira, por meio de suporte técnico-assistencial 
e de gestão a municípios que apresentem grandes desafios ou oportunidades de melhorias em 
seus serviços públicos oncológicos. O programa se divide em duas frentes: uma que buscará 
apoiar municípios selecionados com conhecimento técnico e gestão para equilibrar suas de-
mandas frente aos seus recursos disponíveis, capacitando seus profissionais para evoluções 
aceleradas; e a outra frente abordará iniciativas integradas de capacitação da população e pro-
fissionais de saúde em diferentes regiões do Brasil, independentemente de seu porte, na pre-
venção, no tratamento e na reabilitação de um sítio tumoral Realizamos em 2022 uma discussão 
profunda sobre o momento do A.C.Camargo, das tendências epidemiológicas do câncer no nos-
so país, do ecossistema de prestadores e fontes pagadoras.  Os desafios do momento apontam 
para maior frequência de casos oncológicos, elevação dos custos acima da inflação e um estran-
gulamento das fontes pagadoras. Por isso, mantendo o compromisso de inovar para evoluir a 
oncologia nacional, aprovamos em 2022, para execução entre 2023 e 2025, uma série de pro-
gramas e projetos que vão além da sustentabilidade institucional, mas que contribuem para a 
transformação e sustentabilidade do setor de saúde como um todo, com o intuito de difundir o 
que aprendemos em 70 anos de existência. Serão 15 projetos estratégicos que se integram para 
atender aos principais desafios do ecossistema da oncologia, enquanto engrandecem a marca 
A.C.Camargo como protagonista na oncologia nacional. Agradecemos aos membros do Conse-
lho Curador pelas relevantes contribuições, aos médicos e às diversas equipes clínicas, aos nos-
sos parceiros e voluntários. Aos pacientes, aos familiares e à sociedade, nossa gratidão pela 
confiança em nosso trabalho e na nossa busca por multiplicar oportunidades de vida.
José Ermírio de Moraes Neto  Presidente Executivo do Conselho Curador
José Hermílio Curado - Presidente Institucional do Conselho Curador 
Victor Piana de Andrade - Diretor Geral
protagonismo na oncologia, sabemos da nossa importância como formadores de opinião e em 
2021 nós mantivemos firmes na mensagem sobre a manutenção dos cuidados oncológicos em 
âmbito nacional. Oferecemos aos pacientes um ambiente seguro e apoiamos toda a sociedade 
com protocolos adaptados, informações sobre sinais e sintomas e atendimentos remotos, sem-
pre no sentido de estar ao lado de quem precisa, sem jamais interromper o nosso serviço essen-
cial, o cuidado do câncer. 2. Base de preparação: 2.1. Declaração de conformidade: As demons-
trações financeiras foram preparadas e estão sendo apresentadas conforme as práticas 
contábeis adotadas no Brasil incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronuncia-
mentos Contábeis (CPC) e as disposições da Resolução do Conselho Federal de Contabilidade 
que aprovou e emitiu a Interpretação Técnica Geral (ITG) 2002 (R1) - Entidade sem Finalidade de 
Lucros. A Diretoria Executiva da Fundação Antônio Prudente revisou e autorizou a emissão des-
sas Demonstrações Financeiras em 15 de março de 2023. 2.2. Base de mensuração: As demons-
trações financeiras foram preparadas com base no custo histórico, com exceção de certos ins-
trumentos financeiros não derivativos e propriedades para investimentos mensurados ao valor 
justo por meio do resultado. 2.3. Moeda funcional e moeda de apresentação: As demonstra-
ções financeiras estão apresentadas em Reais, que é a moeda funcional da Fundação e, tam-
bém, a sua moeda de apresentação. 2.4. Conversão de moeda estrangeira: Os ativos e passivos 
monetários, denominados em moeda estrangeira, são convertidos para a moeda funcional uti-
lizando-se a taxa de câmbio vigente na data dos respectivos balanços patrimoniais.  
Os ganhos e perdas resultantes da atualização desses ativos e passivos, verificados entre a taxa 
de câmbio vigente na data da transação e os encerramentos a cada período de reporte são re-
conhecidos como receitas ou despesas financeiras no resultado. 2.5. Uso de estimativas e jul-
gamentos: Na preparação dessas informações contábeis, a Administração utilizou estimativas, 
julgamentos e premissas contábeis com relação ao futuro que afetam os valores dos ativos, 
passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. A Funda-
ção revisa suas estimativas e premissas de forma contínua e quaisquer alterações em suas bases 
são reconhecidas prospectivamente. Ativos e passivos sujeitos a essas estimativas e premissas 
incluem, entre outros, perda esperada para créditos de liquidação duvidosa (“PECLD”) e perda 
estimadas para as glosas (Nota Explicativa no 5), a mensuração do valor justo de propriedades 
para investimento (Nota Explicativa no 10), o valor residual do ativo imobilizado (Nota 11) provi-
são para demandas judiciais (Nota Explicativa no 18), e a mensuração de instrumentos financei-
ros (Nota Explicativa no 28). 2.6. Demonstração do Valor Adicionado (“DVA”): A Fundação ela-
borou a DVA como parte integrante das demonstrações financeiras, de acordo com os critérios 
definidos no Pronunciamento Técnico CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado. A demons-
tração é requerida pela legislação societária brasileira e pelas práticas contábeis adotadas no 
Brasil apenas para companhias de capital aberto no país, portanto, são consideradas como in-
formações suplementares, sem prejuízo do conjunto das demonstrações financeiras. 3. Princi-
pais práticas contábeis: As demonstrações financeiras da Fundação foram preparadas com 
práticas contábeis consistentes com aquelas que orientam a elaboração das demonstrações fi-
nanceiras anuais e vigentes em 31 de dezembro de 2022. a) Caixa e equivalentes de caixa: 
Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos mantidos em caixa, bancos e investimentos fi-
nanceiros com vencimento original inferior a 90 dias a partir da data da contratação, os quais 
estão sujeitos a um risco insignificante de alteração no seu valor. b) Ativos e Passivos financei-
ros: (i) Visão geral: Os instrumentos financeiros são reconhecidos a partir da data em que a 
Fundação se torna parte das disposições contratuais dos instrumentos financeiros. Inicialmente, 
ativos e passivos financeiros são registrados pelo seu valor justo acrescido dos custos de transa-
ção que sejam diretamente atribuíveis à sua aquisição ou emissão, exceto no caso de ativos e 
passivos financeiros classificados na categoria “ao valor justo por meio do resultado”, onde tais 
custos são diretamente lançados na rubrica de Resultados Financeiros. Sua mensuração subse-
quente ocorre a cada data de balanço de acordo com as regras estabelecidas para cada tipo de 
classificação de ativos e passivos financeiros. Ativos financeiros: Classificação e mensuração: A 
Fundação classifica seus ativos financeiros nas seguintes categorias: (a) custo amortizado e (b) 
ao valor justo por meio do resultado. A classificação depende da finalidade para a qual os ativos 
financeiros foram adquiridos, conforme abaixo: i) Ativos financeiros - custo amortizado: Esses 
ativos são contabilizados utilizando o método da taxa de juros efetiva subtraindo-se o valor re-
ferente à perda de crédito esperada. Além disso, é considerado para apuração do custo amorti-
zado o montante de principal pago. ii) Ativos financeiros - ao valor justo por meio do resultado: 
Incluem ativos financeiros mantidos para negociação e ativos designados no reconhecimento 
inicial ao valor justo por meio do resultado e derivativos. São classificados como mantidos para 
negociação se originados com o propósito de venda ou recompra no curto prazo. A cada data de 
balanço são mensurados pelo seu valor justo. Os juros, correção monetária, variação cambial e 
as variações decorrentes da avaliação ao valor justo são reconhecidas no resultado, quando in-
corridos, na rubrica de receitas ou despesas financeiras. A Fundação reconhece como ativos fi-
nanceiros classificados nesta categoria: caixas, equivalentes de caixa e aplicações financeiras 
classificadas como títulos e valores mobiliários. Em 31 de dezembro de 2022 e de 2021, a Fun-
dação não realizou nenhuma transação com instrumentos financeiros derivativos incluindo 
operações de hedge. iii) Redução ao valor recuperável de ativos financeiros: Os requerimentos 
de avaliação de redução ao valor recuperável de ativos financeiros são baseados em um modelo 
de perda de crédito sobre dados históricos e em modelo prospectivo de perdas esperadas. c) 
Passivos financeiros: Os passivos financeiros são classificados entre as categorias abaixo de 
acordo com a natureza dos instrumentos financeiros contratados ou emitidos: i) Passivo finan-
ceiro - mensurados ao valor justo por meio do resultado: Incluem passivos financeiros usual-
mente negociados antes do vencimento, passivos designados no reconhecimento inicial ao va-
lor justo por meio do resultado e derivativos. A cada data de balanço são mensurados pelo seu 
valor justo. Os juros, atualização monetária, variação cambial e as variações decorrentes da 
avaliação ao valor justo, quando aplicáveis, são reconhecidos no resultado financeiro. ii) Passivo 
financeiro - mensurado ao custo amortizado: Os empréstimos e financiamentos são reconheci-
dos inicialmente pelo valor justo, líquido de quaisquer custos de transação atribuíveis, e, subse-
quentemente, apresentados ao custo amortizado pelo método da taxa efetiva de juros. Os ju-
ros, atualização monetária e variação cambial, quando aplicáveis, são reconhecidos no resultado 
financeiro, quando incorridos. d) Contas a receber de clientes: As contas a receber de clientes 
são registradas e mantidas pelo valor nominal faturado. As perdas estimadas com glosas, que 
representam desconformidade técnica ou administrativa, além de recusas de procedimentos 
não cobertos pelos planos de saúde, foram calculadas com base nas perdas históricas e registra-
das no momento do faturamento, acrescido do cálculo da política de PECLD e Glosas, comple-
mentando o percentual de 100% de cobertura de perda por risco de glosas para os títulos é de 
365 dias após o vencimento. Desde 1º de janeiro de 2018, com a adoção do CPC 47 - Receita de 
Contrato com Cliente, o modelo de perda esperada no momento do faturamento com base na 
utilização de matriz de provisões com abordagem simplificada foi adotado e anualmente as es-
timativas são revisadas com base em histórico de ocorrências, melhores práticas e experiência 
pregressa com o pagador. As perdas estimadas com crédito de liquidação duvidosa (“PECLD”) 
são constituídas com base na Política para Créditos de Liquidação Duvidosa. As estimativas de 
perda são revistas anualmente, e se identificada uma alteração significativa no comportamento 
dos clientes, seus efeitos deverão ser considerados na provisão no menor tempo possível. A 
Administração revisou e aprovou aprimoramentos nas políticas de PECLD e Glosas, estabelecen-
do critérios mais detalhados para a constituição de provisão e de baixas de PECLD e Glosas, com 
o intuito de acompanhar as novas realidades e dinâmicas do mercado, contribuindo, assim, para 
a aprimoramento das informações contidas nas demonstrações financeiras da Fundação. O 
ajuste a valor presente do saldo das contas a receber de clientes não é relevante devido aos 
prazos contratuais de realização. e) Direito de prestação de serviço: A conta de direito de pres-
tação de serviços representa os serviços de saúde prestados aos convênios que, amparados por 
relação contratual, aguardam faturamento conforme cronograma. Os custos com a prestação 
destes serviços de saúde foram contabilizados no resultado de acordo com a competência, 
quando incorridos. f) Estoques: Os estoques são demonstrados pelo menor valor entre o custo 
médio de aquisição, acrescidos de impostos não recuperáveis, transportes, armazenagem, não 
excedendo o seu valor de realização. As importações em andamento são apresentadas pelo 
custo incorrido até a data do balanço. Os saldos dos estoques são apresentados líquidos das 
perdas esperadas, que são constituídas para cobrir prováveis perdas com base na estimativa da 
Administração. Os estoques são compostos, principalmente, de medicamentos e materiais hos-
pitalares para atendimento aos pacientes. g) Propriedade para investimentos: Propriedades 
destinadas a aluguel (renda) e/ou valorização de capital são registradas pelo seu valor justo. Os 
ganhos ou perdas resultantes das variações do valor justo são alocados no resultado do exercí-
cio. Enquadram-se nessa rubrica, basicamente, os imóveis recebidos em doação, que são regis-
trados quando foram cumpridas todas as obrigações de transferência de propriedade e/ou os 
riscos e benefícios mais significativos foram transferidos à Fundação. De acordo com Pronuncia-
mento Técnico CPC 28 (IAS 40) - Propriedade para Investimentos a Fundação optou por manter 
suas propriedades para investimento avaliadas pelo valor justo por entender que esta é a práti-
ca que melhor representa o valor desses ativos. h) Ativo imobilizado: Imobilizados são mensu-
rados ao custo de aquisição e/ou construção, acrescido de juros capitalizados durante o período 
da construção, quando aplicável para casos de ativos qualificáveis, e reduzido pela depreciação 
acumulada e pelas perdas de redução ao valor recuperável (“impairment”), quando aplicável. As 
vidas úteis dos bens são revisadas anualmente. Terrenos não são depreciados. A depreciação 
dos demais ativos é calculada pelo método linear com base nas vidas úteis estimadas de cada 
item do imobilizado. Os ganhos e perdas em alienações são apurados comparando-se o valor da 
venda com o valor residual contábil e são reconhecidos na demonstração do resultado na rubri-
ca “outras receitas (despesas) operacionais, líquidas”. i) Ativos intangíveis: As licenças de pro-
gramas de computador (software) e sistemas de gestão empresarial adquiridos são capitaliza-
das, quando atendidos os requisitos da norma, e amortizados conforme as estimativas de vidas 
úteis. Os gastos associados à manutenção são reconhecidos no resultado como despesas opera-
cionais quando incorridos. A Fundação não possui ativos intangíveis com vida útil indefinida. j) 
Redução ao valor recuperável de ativos (“impairment”): O saldo do imobilizado e outros ativos 
são revistos anualmente para verificar se há eventos de perdas ou alterações nas circunstâncias 
que indiquem que o valor contábil pode não ser recuperável. Quando ocorre que o valor contá-
bil esteja acima do valor recuperável do ativo é constituída uma provisão para perda reconheci-
da no resultado do exercício pelo montante em que o valor contábil do ativo ultrapassar o valor 
recuperável. O valor recuperável do ativo é o maior valor entre o preço líquido de venda e seu 
valor em uso. k) Arrendamentos: A Fundação avalia, na data de início do contrato, se este é ou 
contém um arrendamento. Ou seja, se o contrato transmite o direto de controlar o uso de um 
ativo identificado por um período de tempo em troca de contraprestação. A Fundação aplica 
uma única abordagem de reconhecimento e mensuração para todos os arrendamentos, exceto 
para aqueles de curto prazo e os de ativo de baixo valor. A Fundação reconhece os passivos e 
arrendamento para efetuar pagamentos de arrendamento e ativos direito de uso que represen-
tam o direito de uso dos ativos subjacentes. Os arrendatários devem reconhecer separadamen-
te as despesas com juros sobre o passivo de arrendamento e a despesa de depreciação do ativo 
de direito de uso. Ativos de direito de uso: A Fundação reconhece os ativos de direito de uso na 
data de início do arrendamento (ou seja, na data em que o ativo subjacente está disponível para 
uso). Os ativos de direito de uso são mensurados ao custo, deduzidos de qualquer depreciação 
acumulada e perdas por redução ao valor recuperável, e ajustados por qualquer nova remensu-
ração dos passivos de arrendamento. O custo dos ativos de direito de uso inclui o valor dos 
passivos de arrendamento reconhecidos, custos diretos iniciais incorridos e pagamentos de ar-
rendamentos realizados até a data de início, menos os eventuais incentivos de arrendamento 
recebidos. Os ativos de direito de uso são depreciados linearmente, pelo menor período entre 
o prazo do arrendamento e a vida útil estimada dos ativos, conforme abaixo: • Pires da Mota - 
10 anos; • Castro Alves - 10 anos; • Itaim - 10 anos; Em determinados casos, se a titularidade do 
ativo arrendado for transferida para a Fundação ao final do prazo do arrendamento ou se o 
custo representar o exercício de uma opção de compra, a depreciação é calculada utilizando-se 
a vida útil estimada do ativo. Os ativos de direito de uso também estão sujeitos à redução ao 
valor recuperável. Passivos de arrendamento: Na data de início do arrendamento, a Fundação 
reconhece os passivos de arrendamento mensurados pelo valor presente dos pagamentos do 
arrendamento a serem realizados durante o respectivo prazo. Os pagamentos do arrendamento 
incluem pagamentos fixos menos quaisquer incentivos de arrendamento a receber, pagamentos 
variáveis de arrendamento, que dependem de um índice ou taxa, e valores esperados a serem 
pagos sob garantias de valor residual.
Continua

                            

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