DOE 13/09/2018 - Diário Oficial do Estado do Ceará

                            Thiago Ferreira Nunes
Contador - CRC RJ-112066/O-0
KPMG Auditores Independentes
CRC SP014428/O-6 F-RJ
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Aos Administradores e Acionistas da
Vale Pecém S.A.
São Gonçalo do Amarante - CE
Opinião: Examinamos as demonstrações financeiras da Vale Pecém 
S.A. (”Sociedade”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 
de dezembro de 2017 e as respectivas demonstrações do resultado, do 
resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de 
caixa para o exercício findo nessa data, bem como as correspondentes notas 
explicativas, compreendendo as políticas contábeis significativas e outras 
informações elucidativas. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras 
acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos 
relevantes, a posição patrimonial e financeira da Vale Pecém S.A. em 31 
de dezembro de 2017, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de 
caixa para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis 
adotadas no Brasil.
Base para opinião: Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas 
brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em 
conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir intitulada 
“Responsabilidades dos auditores pela auditoria das demonstrações 
financeiras”. Somos independentes em relação à Sociedade, de acordo com 
os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional 
do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal 
de Contabilidade, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de 
acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida 
é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.
Ênfase - Incerteza relevante relacionada a continuidade operacional: 
Chamamos a atenção para a Nota Explicativa 1 às demonstrações 
financeiras, que indica que a Sociedade apresenta prejuízos acumulados 
de R$149.513.903 em 31 de dezembro de 2017 (R$25.597.592 em 2016). 
Essa condição, juntamente com o fato que a Sociedade ainda está no 
início de suas operações, indicam a existência de incerteza relevante que 
pode levantar dúvida significativa quanto a capacidade de continuidade 
operacional da Sociedade. Os planos da Administração da Sociedade para 
reversão deste cenário estão descritos na mesma nota explicativa. Nossa 
opinião não contém ressalva relacionada a esse assunto.
Responsabilidades da administração pelas demonstrações financeiras: 
A administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das 
demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas 
no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários 
para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção 
relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Na elaboração 
das demonstrações financeiras, a administração é responsável pela 
avaliação da capacidade de a Sociedade continuar operando, divulgando, 
quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade 
operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações 
financeiras, a não ser que a administração pretenda liquidar a Sociedae ou 
cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar 
o encerramento das operações. Os responsáveis pela administração da 
Sociedade são aqueles com responsabilidade pela supervisão do processo 
de elaboração das demonstrações financeiras.
Responsabilidades dos auditores pela auditoria das demonstrações 
financeiras: Nossos objetivos são obter segurança razoável de que as 
demonstrações financeiras, tomadas em conjunto, estão livres de distorção 
relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir 
relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um 
alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada 
de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre 
detectam as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções 
podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes 
quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de 
uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas 
com base nas referidas demonstrações financeiras. Como parte da auditoria 
realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, 
exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao 
longo da auditoria. Além disso: • Identificamos e avaliamos os riscos de 
distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente 
se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos 
de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtivemos evidência de 
auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco 
de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que 
o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os 
controles internos, conluio, falsificação, omissão ou representações falsas 
intencionais. • Obtivemos entendimento dos controles internos relevantes 
para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados 
às circunstâncias, mas, não, com o objetivo de expressarmos opinião sobre 
a eficácia dos controles internos da Sociedade. • Avaliamos a adequação das 
políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis 
e respectivas divulgações feitas pela administração. • Concluímos sobre a 
adequação do uso, pela administração, da base contábil de continuidade 
operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe 
incerteza relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar 
dúvida significativa em relação à capacidade de continuidade operacional da 
Sociedade. Se concluirmos que existe incerteza relevante, devemos chamar 
atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas 
demonstrações financeiras ou incluir modificação em nossa opinião, se as 
divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas 
nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, 
eventos ou condições futuras podem levar a Sociedade a não mais se manter 
em continuidade operacional. • Avaliamos a apresentação geral, a estrutura 
e o conteúdo das demonstrações financeiras, inclusive as divulgações e se 
as demonstrações financeiras representam as correspondentes transações 
e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação 
adequada. • Obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente 
referente às informações financeiras das entidades ou atividades de negócio 
do grupo para expressar uma opinião sobre as demonstrações financeiras. 
Somos responsáveis pela direção, supervisão e desempenho da auditoria do 
grupo e, consequentemente, pela opinião de auditoria. Comunicamo-nos 
com a administração a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, 
da época da auditoria e das constatações significativas de auditoria, 
inclusive as eventuais deficiências significativas nos controles internos que 
identificamos durante nossos trabalhos. 
Rio de Janeiro, 14 de agosto de 2018
Continuação das Demonstrações Financeiras da Vale Pecém exercícios findos em 31 de dezembro de 2017 e 2016
ativos (“Impairment”) - A Companhia avalia, ao fim de cada período de 
reporte, se há alguma indicação de que os ativos imobilizados possam 
ter sofrido desvalorização. O ativo está desvalorizado quando seu valor 
contábil excede seu valor recuperável. Conforme mencionado nas notas 
explicativas nº 1 e 6, em 31 de dezembro de 2017 houve o indicativo de 
desvalorização do valor recuperável dos ativos imobilizados e intangível 
e uma perda reconhecida. d) Instrumentos financeiros - A Companhia 
classifica os (i) ativos financeiros não derivativos como mensurados pelo 
valor justo por meio do resultado, mantidos até o vencimento, empréstimos 
e recebíveis e disponíveis para venda; e (ii) passivos financeiros não 
derivativos como mensurados pelo valor justo por meio do resultado e outros 
passivos financeiros. A Companhia tem apenas instrumentos financeiros 
não derivativos, com pagamentos e vencimentos definidos e que não são 
cotados em mercado ativo. São reconhecidos inicialmente a valor justo, e 
subsequentemente mensurados pelo custo amortizado utilizando o método 
de juros efetivos. e) Adiantamento para futuro aumento de capital - 
São contribuições de recursos realizados pelo acionista da Companhia e 
classificados como instrumentos financeiros até que aumento de capital 
seja deliberado e aprovado em assembleia geral. Em 2017 a Companhia 
integralizou capital no montante R$50.908.827 (R$8.158.173 em 2016).
Saldo em 1° de janeiro de 2016 ....................................
-
Adiantamentos para futuro aumento de capital ..............
 43.767.000 
Integralização de capital .................................................
(8.158.173)
Saldo em 31 de dezembro de 2016 ...............................
35.608.827
Adiantamentos para futuro aumento de capital
 16.794.000 
Integralização de capital .................................................
(50.908.827)
Saldo em 31 de dezembro de 2017 ...............................
 1.494.000 
11. Estimativas e julgamentos contábeis críticos: A preparação das 
demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas e julgamentos 
contábeis críticos por parte da Administração da Companhia. Essas 
estimativas são baseadas no melhor conhecimento existente em cada 
exercício. Alterações nos fatos e circunstâncias podem conduzir a revisão 
das estimativas. Resultados reais futuros poderão divergir dos estimados.
12. Gestão de riscos: a) Gestão de risco de liquidez e capital - A 
Companhia monitora as previsões de fluxo de caixa para assegurar a 
liquidez de curto prazo e possibilitar maior eficiência da gestão do caixa, 
em linha com o foco estratégico na redução do custo de capital e estabelecer 
uma estrutura de capital que assegure a continuidade dos seus negócios 
no longo prazo. b) Gestão de risco de crédito - A exposição ao risco de 
crédito decorre de recebíveis, pagamentos a fornecedores e investimentos 
financeiros. O processo de gestão de risco de crédito fornece uma estrutura 
para avaliar e gerir o risco de crédito das contrapartes e para manter o risco 
da Companhia em um nível aceitável. c) Gestão de risco de mercado - 
A Companhia está exposta ao comportamento de diversos fatores de risco 
de mercado, principalmente de taxas de câmbio e preços de produtos que 
podem impactar seu fluxo de caixa. A avaliação deste potencial impacto, 
oriundo da volatilidade dos fatores de risco e suas correlações é realizada 
periodicamente para apoiar o processo de decisão, suportar a estratégia de 
crescimento da Companhia, garantir sua flexibilidade financeira e monitorar 
a volatilidade dos fluxos de caixa futuros. 
13. Evento subsequente: Em deliberação da Assembleia Geral 
Extraordinária de 23 de janeiro de 2018, foi aprovado o aumento de 
capital social mediante capitalização de adiantamento para futuro aumento 
de capital no montante de R$50.908.827, totalmente integralizado pelo 
acionista até 31 de dezembro de 2017.
DIRETORIA
Giane Luza Zimmer Freitas
Pedro Paulo Soares Pimentel
Diretor-Presidente
Diretor 
RESPONSÁVEIS TÉCNICOS
Gloria Cunha dos Santos
Jander Costa da Silva
Contador - CRC-RJ 059.507/O-0
Gerente de Contabilidade
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DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO  |  SÉRIE 3  |  ANO X Nº172  | FORTALEZA, 13 DE SETEMBRO DE 2018

                            

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