DOU 05/06/2023 - Diário Oficial da União - Brasil
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Nº 106, segunda-feira, 5 de junho de 2023
ISSN 1677-7042
Seção 1
onde ∆ é o ângulo de elevação correspondente à distância máxima que existir entre a antena transmissora e
qualquer ponto da área de serviço.
Será admitido, alternativamente, para ℓ/λ, o valor 0,24 quando h/λ = 0,2.
VII.3 ANTENA QUATRO DIPOLOS EM QUADRADO
VII.3.1 Definição – A antena quatro dipolos em quadrado é constituída por quatro dipolos de onda completa
dispostos em forma de quadrado, todos contidos num mesmo plano paralelo ao solo, do qual dista h = 0,15λ (Fig.
VII.5). Os dipolos em lados opostos do quadrado são alimentados em contrafase (ver configuração das correntes na
Fig. VII.5).
VII.3.2 Ganho da antena dipolo em quadrado
A fração de campo elétrico, e(Φ,∆), da antena quatro dipolos em quadrado em relação ao seu campo magnético,
Emáx, supondo uma terra perfeitamente condutora, é dada por
onde os símbolos têm o mesmo significado que no item VII.2.3.
O campo máximo irradiado, Emáx, e o ganho relativo à isotrópica são calculados com as mesmas expressões do item
VII.2.3. A Tabela VII.1a. fornece os valores de Emáx, Φmáx, Δmáx, ΔΦ e k1, e a Fig. VII.6 mostra o diagrama de irradiação
vertical da quatro dipolos em quadrado.
VII.3.3 Plano da Terra
A antena quatro dipolos em quadrado deverá ser dotada de plano de terra constituído por fios de cobre nº 10 AWG,
paralelos aos dipolos, com espaçamento máximo de 0,1λ. O plano de terra deverá estender-se além das
extremidades da antena de um comprimento mínimo ℓ, calculado como segue:
onde h é a altura do plano dos dipolos sobre a terra, e Δ é o ângulo de elevação correspondente à distância máxima
que existir entre a antena transmissora e qualquer ponto da área de serviço.
Será admitido, alternativamente, para ℓ/λ, o valor 0,13.
VII.4 ANTENAS TIPO H
VII.4.1 Definição – As antenas tipo H são conjuntos de dipolos horizontais de meia onda, todos paralelos entre si, e
contidos num mesmo plano perpendicular à terra.
VII.4.2 Nomenclatura – Uma antena tipo H com n linhas de dipolos de meia onda e m dipolos em cada linha, com a
linha inferior de dipolos situada a uma altura h sobre o solo (Fig. VII.7), será chamada:
Caso haja defasagem na alimentação dos dipolos, a mesma deverá ser especificada. Caso haja refletor, este deverá
ser completamente caracterizado.
Caso haja defasagem na alimentação dos dipolos, a mesma deverá ser especificada. Caso haja refletor, este deverá
ser completamente caracterizado.
VII.4.3 Ganho das antenas tipo H
A fração de campo elétrico, e(Φ,∆), das antenas tipo H em relação ao seu campo máximo, Emáx, supondo uma terra
perfeitamente condutora e alimentação em fase, é dada pela mesma expressão das antenas tipo TRO (ver item
VII.2.3), com uma pequena alteração no fator de conjunto, fc, e no fator de terra, ft, que passam a ser:
ft = 2sen (kh' sen∆) ,
onde, ademais dos símbolos já descritos em conexão com as antenas TRO, tem-se
cos θz = sen ∆ (ver Fig. VII.2)
kh' = altura, sobre a terra, em graus elétricos, do centro de fase do conjunto de dipolos.
As Fig. VII.8 a VII.13 mostram os diagramas de irradiação de algumas antenas tipo H.
O campo máximo irradiado, Emáx, e o ganho relativo à antena isotrópica, G(Φ,∆), são calculados com as mesmas
expressões de item VII.2.3.
A Tabela VII.1a fornece os valores de K1, Φmáx, ∆máx, ∆Φ e Emáx para algumas antenas tipo H.
VII.4.4 Plano da Terra
Quando se empregarem antenas tipo H nas faixas de 6 MHz e 10 MHz e houver intenção de servir áreas para as
quais o ângulo de elevação, ∆, é grande, poderá ser usado um plano de terra, cujas dimensões dependerão das
necessidades de cobertura da emissora.
VII.5 ANTENAS TIPO H COM REFLETOR
As antenas tipo H podem ser usadas com refletor, de tal modo a concentrar o sinal apenas em um certo sentido.
Neste caso, a nomenclatura passa a ser
.
A fração de campo e(Φ,∆), desta antena relativa a seu campo irradiado, Emáx, supondo uma terra perfeitamente
condutora, é dada por
onde fr é o fator de refletor e os demais símbolos são aqueles definidos nos itens VII.2.3 e VII.3.3.
Se se tiver um refletor ativo, i.e, se o refletor for um conjunto de dipolos iguais ao da antena em si, dela distando s =
λ/4, a defasagem entre as correntes que alimentam a antena e o refletor for igual a 90° e os módulos dessas
correntes forem iguais, ter-se-á
As Fig. VII.14 a VII.22 mostram os diagramas de algumas antenas H com refletor ativo.
Se o refletor puder ser considerado como um plano infinito e perfeitamente condutor, e sendo s a distância deste
refletor ao plano dos dipolos, ter-se-á
fr = 2 sen(ks cosθx)
Neste caso o refletor deverá ser constituído por fios horizontais paralelos, espaçados de, no máximo, 0,1 λ, e
estendendo-se de 0,25 λ além dos dipolos constituintes da antena. As Fig. VII.23 a VII.25 mostram os diagramas de
algumas antenas tipo H com este tipo de refletor.
Para algumas antenas tipo HR (refletor ativo e de fios parasitas), as Tabelas VII.1b e VII.1c fornecem os valores de
Φmáx, ∆máx, Emáx, ∆Φ e K1.
VII.6 OUTRAS ANTENAS
Outras antenas, além das mencionadas neste capítulo, podem ser empregadas na faixa de ondas decamétricas,
dependendo das necessidades de cobertura da emissora (e.g. Log-periódicas, quadrantes, etc.). Nas faixas de OT,
entretanto, a utilização de antenas fica restrita ao disposto no item VII.2.4.
ANTENA
Φmáx
(Graus)
∆máx
(Graus)
K1
E máx
(mV/m)
∆Φ
(Graus)
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