DOU 31/08/2023 - Diário Oficial da União - Brasil
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Nº 167, quinta-feira, 31 de agosto de 2023
ISSN 1677-7042
Seção 1
1.6.1.2. exigência, no item 5.9.4.a do edital, de índice de liquidez imediata
superior ou igual a 1, sob a justificativa, apenas em sede de análise de impugnação, de
ser necessário medir a capacidade de pagamento das obrigações de curto prazo da
empresa, sem referenciar estudos pertinentes sobre a necessidade dessa exigência não
usual, contrariando o princípio da motivação e a Súmula-TCU 289.
ACÓRDÃO Nº 9821/2023 - TCU - 1ª Câmara
Trata-se de ato de aposentadoria de Eustaquio Alves Grilo emitido pela
Fundação Universidade de Brasília e submetido a este Tribunal para fins de registro.
Considerando que as análises empreendidas pela Unidade de Auditoria
Especializada em Pessoal (AudPessoal) detectaram a inclusão irregular nos proventos de
parcela decorrente de decisões judiciais referentes a planos econômicos;
considerando o disciplinamento contido no Acórdão 1.857/2003-Plenário,
confirmado pelo Acórdão 961/2006-Plenário, segundo o qual, em atos que contemplem
parcelas relativas a planos econômicos, compete ao Tribunal considerá-los ilegais e
negar-lhes o registro, porquanto os pagamentos da espécie não se incorporam à
remuneração em caráter permanente, pois têm natureza de antecipação salarial,
conforme o enunciado 322 da Súmula do TST;
considerando o entendimento igualmente firmado nos sobreditos acórdãos no
sentido de que não representa afronta à coisa julgada a decisão posterior deste Tribunal
que afaste pagamentos oriundos de sentenças judiciais cujo suporte fático de aplicação
já se tenha exaurido;
considerando ainda que, conforme jurisprudência pacífica tanto no âmbito do
STJ como do STF, não há que se falar em direito adquirido a regime de vencimentos, de
forma que alterações posteriores devem absorver as vantagens decorrentes de decisões
judiciais cujo suporte fático já se tenha exaurido, resguardada a irredutibilidade
remuneratória (e.g.,
MS 13.721-DF/STJ,
MS 11.145-DF/STJ,
RE 241.884-ES/STF, RE
559.019-SC/STF, MS 26.980-DF/STF);
considerando que diversos foram os normativos que, de alguma forma,
alteraram a estrutura remuneratória da carreira dos servidores do órgão de origem e
que deveriam ter ensejado a absorção das parcelas judiciais inquinadas;
considerando que o Supremo Tribunal
Federal, ao julgar o Recurso
Extraordinário 596.663, que teve repercussão geral reconhecida, assentou a tese de que
a sentença que reconhece ao trabalhador ou ao servidor o direito a determinado
percentual de acréscimo remuneratório deixa de ter eficácia a partir da superveniente
incorporação definitiva do referido percentual nos seus ganhos;
considerando, no entanto, a existência de decisão judicial sem trânsito em
julgado, por meio do qual o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino
Superior obteve liminar impedindo a suspensão da rubrica referente à URP (26,05%);
considerando que o ato ora examinado deu entrada no TCU há menos de
cinco anos; e
considerando, por fim, os pareceres da AudPessoal e do Ministério Público
junto a este Tribunal pela ilegalidade do ato, em face da irregularidade apontada nos
autos, envolvendo questão jurídica de solução já compendiada em enunciados da Súmula
da Jurisprudência do TCU, circunstância que confere ao Relator a faculdade de submeter
o processo à deliberação do Tribunal mediante relação, nos termos do art. 143, inciso
II, parte final, do Regimento Interno.
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão
da 1ª Câmara, com fundamento nos artigos 1º, inciso V, 39, inciso II, e 45, da Lei
8.443/1992, c/c os artigos 17, inciso III, 143, inciso II, 260 e 262 do Regimento Interno,
bem assim com os Enunciados 276 e 279, da Súmula do TCU, em:
a) considerar ilegal e recusar o registro do ato de concessão de aposentadoria
de Eustaquio Alves Grilo;
b) fazer as determinações contidas no subitem 1.7 abaixo.
1. Processo TC-005.660/2023-8 (APOSENTADORIA)
1.1. Interessado: Eustaquio Alves Grilo (059.637.966-87)
1.2. Unidade: Fundação Universidade de Brasília
1.3. Relator: Ministro Jorge Oliveira
1.4. Representante do Ministério Público: Procurador Sergio Ricardo Costa
Caribé
1.5.
Unidade
Técnica:
Unidade de
Auditoria
Especializada
em
Pessoal
(AudPessoal)
1.6. Representação legal: não há
1.7. Determinar à Fundação Universidade de Brasília que:
1.7.1. na hipótese de desconstituição
da ação judicial que assegura,
presentemente, o pagamento da rubrica judicial ora impugnada, adote as medidas
administrativas necessárias à cessação do seu pagamento, promovendo, ainda, a
reposição ao erário dos valores indevidamente percebidos, nos termos do art. 46 da Lei
8.112/1990, com a redação dada pela Medida Provisória 2.225-45/2001, caso a decisão
judicial definitiva não venha a dispor em sentido contrário;
1.7.2. comunique, no prazo de quinze dias, a contar da notificação desta
decisão, seu inteiro teor ao interessado e o alerte de que o efeito suspensivo
proveniente da interposição de eventual recurso junto ao TCU não o eximirá da
devolução dos valores percebidos indevidamente, caso o recurso não seja provido;
1.7.3. encaminhe ao TCU, no prazo de trinta dias a contar da notificação
desta decisão, comprovante dessa comunicação.
ACÓRDÃO Nº 9822/2023 - TCU - 1ª Câmara
Trata-se de ato de aposentadoria de Terezinha Luiza Cardoso Mendes emitido
por este Tribunal e agora objeto de exame para fins de registro.
Considerando que, ao analisar o ato, a unidade instrutora constatou a
inclusão irregular nos proventos da vantagem "opção" oriunda do art. 193 da Lei
8.112/1990, benefício não aplicável aos servidores que implementaram o direito à
aposentadoria após a publicação da Emenda Constitucional 20/1998 (16/12/1998);
considerando que, no caso concreto,
o direito à aposentadoria foi
implementado após 16/12/1998;
considerando que a irregularidade em questão é objeto de jurisprudência
pacificada nesta Corte de Contas, tendo por paradigma o Acórdão 1.599/2019 - Plenário
(Relator: Ministro Benjamin Zymler), que firmou o seguinte entendimento:
"9.4. firmar entendimento de que é vedado o pagamento das vantagens
oriundas do art. 193 da Lei 8.112/1990, inclusive o pagamento parcial da remuneração
do cargo em comissão ("opção"), aos servidores que implementaram os requisitos de
aposentadoria após 16/12/1998, data de publicação da Emenda Constitucional 20, que
limitou o valor dos proventos à remuneração do cargo efetivo no qual se deu a
aposentadoria."
considerando que também está sedimentado, na jurisprudência do Supremo
Tribunal Federal (STF), o entendimento de que o direito à "opção" foi derrogado ainda
em
1995, antes,
portanto, de
a interessada
implementar os
requisitos para
a
inativação;
considerando, adicionalmente, que a Lei 8.112/1990 e a jurisprudência do
TCU vedam a percepção cumulativa de quintos com a vantagem de opção;
considerando a servidora teve a concessão inicial de aposentadoria (Ato Sisac
30773407-04-2017-000132-6)
apreciado
pela
ilegalidade,
por
meio
do
Acórdão
11.908/2020 - 2ª Câmara e que novo ato expedido em consequência desse julgamento
foi remetido para julgamento em 24/10/2021, portanto, há menos de cinco anos, não se
operando o prazo decadencial da Lei 9.784/1999;
considerando que este Tribunal, por meio do Acórdão 1.414/2021 - Plenário
(Relator: Ministro Walton Alencar Rodrigues), fixou entendimento no sentido da
possibilidade de apreciação de ato sujeito a registro mediante relação, na forma do art.
143, inciso II, do Regimento Interno do TCU, nas hipóteses em que a ilegalidade do ato
decorra exclusivamente de questão jurídica de solução já pacificada na jurisprudência
desta Corte de Contas;
considerando que os pareceres da Unidade de Auditoria Especializada em
Pessoal (AudPessoal) e do Ministério Público junto ao Tribunal (MP/TCU) foram
convergentes quanto à ilegalidade do ato,
considerando, por fim, que, apesar de a AudPessoal ter proposto a expedição
de determinação para excluir a rubrica impugnada, o MP/TCU alertou para o fato de seu
pagamento estar assegurado por força de decisão judicial, proferida nos autos do
Processo 1029818-14.2020.4.01.0000, proposto pelo Sindicato dos servidores do Poder
Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis);
ACORDAM os ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão da
1ª Câmara, por unanimidade, com fundamento nos arts. 1º, inciso V, 39, inciso II, e 45 da
Lei 8.443/1992 c/c os arts. 143, inciso II, 261 e 262 do Regimento Interno, em:
a) considerar ilegal e negar registro ao ato de aposentadoria de Terezinha
Luíza Cardoso Mendes;
b) expedir os comandos especificados no item 1.7.
1. Processo TC-005.746/2023-0 (APOSENTADORIA)
1.1. Interessada: Terezinha Luíza Cardoso Mendes (093.208.811-20), servidora
aposentada
1.2. Unidade: Tribunal de Contas da União (TCU)
1.3. Relator: Ministro Jorge Oliveira
1.4. Representante do Ministério Público: Procurador Júlio Marcelo de
Oliveira
1.5.
Unidade
Técnica:
Unidade de
Auditoria
Especializada
em
Pessoal
(AudPessoal)
1.6. Representação legal: não há
1.7. Determinar à Secretaria-Geral de Administração desta Casa que:
1.7.1. acompanhe a decisão judicial que ampara o pagamento da vantagem
"opção"
e, uma
vez
desconstituída
a ação
que
a
assegura, adote
as
medidas
administrativas necessárias à regularização do seu pagamento, promovendo, ainda, a
reposição ao erário dos valores indevidamente percebidos, nos termos do art. 46 da Lei
8.112/1990, com a redação dada pela Medida Provisória 2.225-45/2001, caso a decisão
judicial definitiva não venha a dispor de modo contrário;
1.7.2. dê ciência desta deliberação à interessada, alertando-a de que o efeito
suspensivo proveniente da interposição de eventuais recursos, caso não providos, não o
exime da devolução dos valores indevidamente percebidos após a notificação.
ACÓRDÃO Nº 9823/2023 - TCU - 1ª Câmara
VISTO e relacionado este processo relativo ao ato de aposentadoria de
Ivonilda Souza Reis emitido pela Universidade Federal da Bahia e submetido a este
Tribunal para fins de registro.
Considerando que as análises empreendidas pela Unidade de Auditoria
Especializada em Pessoal (AudPessoal) apontaram a inclusão irregular, nos proventos, da
rubrica de Vencimento Básico Complementar (VBC) prevista no artigo 15 da Lei
11.091/2005, sem a correta absorção
pelos reajustes remuneratórios posteriores
inerentes ao cargo, com reflexo na composição do Adicional de Tempo de Serviço;
considerando que diversos foram os normativos que, de alguma forma,
alteraram a estrutura remuneratória da carreira dos servidores do órgão de origem e
que deveriam ter ensejado a absorção, parcial ou total, da parcela inquinada;
considerando que os efeitos das Leis 11.784/2008 e 12.772/2012, referentes
à não absorção de eventual resíduo da VBC, foram expressamente limitados aos
aumentos remuneratórios promovidos por esses normativos;
considerando, assim, que não houve alteração na sistemática de implantação
da estrutura prevista na Lei 11.091/2005, em especial na forma de absorção do VBC;
considerando que, no presente caso, a parcela é irregular, dado que seu valor
não foi corretamente absorvido;
considerando que, com base baseado no art. 67 da lei 8.112/1990, o
Adicional de Tempo de Serviço deve ser calculado apenas com base na rubrica de
"Provento Básico", sem considerar a parcela conhecida com o VBC, como no ato em
exame;
considerando que, por meio do Acórdão 1.414/2021-Plenário, este Tribunal
fixou entendimento no sentido da possibilidade de apreciação de ato sujeito a registro
mediante relação, na forma do artigo 143, inciso II, do Regimento Interno deste Tribunal,
nas hipóteses em que a ilegalidade do ato decorra exclusivamente de questão jurídica de
solução já pacificada na jurisprudência desta Corte de Contas;
considerando a presunção de boa-fé da interessada;
considerando que o ato ora examinado deu entrada no TCU há menos de
cinco anos; e
considerando, por fim, os pareceres convergentes da AudPessoal e do
Ministério Público junto ao TCU (MPTCU).
ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em sessão
da 1ª Câmara, com fundamento nos artigos 1º, inciso V, 39, inciso II, e 45, da Lei
8.443/1992, c/c os artigos 17, inciso III, 143, inciso II, 260 e 262 do Regimento Interno,
em considerar ilegal e recusar o registro do ato de concessão de aposentadoria de
Ivonilda Souza Reis e fazer as determinações contidas no subitem 1.7 abaixo.
1. Processo TC-007.132/2023-9 (APOSENTADORIA)
1.1. Interessada: Ivonilda Souza Reis (271.860.755-68).
1.2. Órgão/Entidade: Universidade Federal da Bahia (UFBA)
1.3. Relator: Ministro Jorge Oliveira.
1.4. Representante do Ministério Público: Procurador Júlio Marcelo de
Oliveira.
1.5.
Unidade
Técnica:
Unidade de
Auditoria
Especializada
em
Pessoal
(AudPessoal).
1.6. Representação legal: não há.
1.7.
Determinar
à
Universidade
Federal
da
Bahia,
sob
pena
de
responsabilidade solidária da autoridade administrativa omissa, que:
1.7.1. no prazo de quinze dias, a contar da notificação desta decisão, faça
cessar os pagamentos decorrentes do ato impugnado e dê ciência do inteiro teor desta
decisão
à interessada,
alertando-a de
que
o efeito
suspensivo proveniente
da
interposição de eventual recurso junto ao TCU não a eximirá da devolução dos valores
percebidos indevidamente, caso o recurso não seja provido;
1.7.2. dispense a devolução dos valores indevidamente recebidos de boa-fé
pela interessada até a data da ciência deste acórdão pela UFBA, com base na Súmula
TCU 106;
1.7.3. promova a exclusão da
rubrica relativa ao vencimento básico
complementar (VBC) que já deveria ter sido absorvida pelos sucessivos planos de
carreira, com o consequente recálculo do Adicional de Tempo de Serviço, nos proventos
da interessada;
1.7.4. emita novo ato de aposentadoria da interessada, em que seja
suprimida a irregularidade verificada, disponibilizando-o a este Tribunal, por meio do
Sistema e-Pessoal, nos termos e prazos fixados na IN-TCU 78/2018.
ACÓRDÃO Nº 9824/2023 - TCU - 1ª Câmara
Os ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão da 1ª
Câmara, com fundamento nos arts. 1º, inciso V, e 39, inciso II, da Lei 8.443/1992 c/c os
arts. 143, inciso II, e 260, §§ 1º e 2º, do Regimento Interno-TCU, bem como nos pareceres
emitidos, ACORDAM, por unanimidade, em considerar legal, para fins de registro, o ato de
concessão do interessado a seguir indicado.
1. Processo TC-009.177/2023-0 (APOSENTADORIA)
1.1. Interessado: Joao Carlos Aguiar Lima (145.867.462-20).
1.2. Órgão/Entidade: Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região/PA e AP.
1.3. Relator: Ministro Jorge Oliveira.
1.4. Representante do Ministério Público: Procuradora-Geral Cristina Machado
da Costa e Silva.
1.5. Unidade Técnica: Unidade de
Auditoria Especializada em Pessoal
(AudPessoal).
1.6. Representação legal: não há.
1.7. Determinações/Recomendações/Orientações: não há.
ACÓRDÃO Nº 9825/2023 - TCU - 1ª Câmara
VISTO e relacionado este ato de aposentadoria de Josué de Azevedo, emitido
pelo Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS) e submetido a este
Tribunal para fins de registro.
Considerando que, ao analisar o ato, a unidade instrutora constatou a inclusão
irregular nos proventos de parcela judicial relativa à vantagem pessoal nominalmente
identificada (VPNI) do art. 14 da Lei 12.716/2012, no valor de R$ 1.088,51, que não teria
sido devidamente absorvida na forma estabelecida pelo parágrafo único do referido
dispositivo;
considerando que o parágrafo único do art. 14 da Lei 12.716/2012 estabeleceu
que a referida vantagem deveria ser gradativamente absorvida por ocasião do
desenvolvimento no cargo por progressão ou promoção ordinária ou extraordinária, da
reorganização ou da reestruturação dos cargos ou das remunerações previstas na Lei
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