DOU 21/09/2023 - Diário Oficial da União - Brasil
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Nº 181, quinta-feira, 21 de setembro de 2023
ISSN 1677-7042
Seção 1
contra partículas de um mícron e estarem dispostos no sistema de modo que seja
possível realizar a drenagem e a recirculação pelos filtros e bico de abastecimento.
Pelo menos um filtro do tipo monitor, cujos elementos filtrantes atendam às
normas em vigor, deverá ser instalado imediatamente antes da passagem do
combustível para o mangote de abastecimento. Tal dispositivo tem como principal
finalidade bloquear a passagem do combustível de aviação, caso apresente teor de água
superior ao limite aceitável.
Os filtros devem possuir placas com a identificação do fabricante bem como
dos elementos filtrantes, com a identificação da última inspeção e troca realizada,
conforme as normas em vigor.
c) medidor de fluxo - deve ser volumétrico e dimensionado para atender à
taxa de
fluxo, devendo
ser calibrado
regularmente em
conformidade com
as
recomendações do fabricante. O medidor de fluxo deve incluir um filtro e um eliminador
de ar.
d) mangote de abastecimento - deve atender as normas em vigor, devendo
ser armazenado em carretel apropriado à sua dimensão e protegido contra a ação da
chuva e dos raios solares.
e) cabo de aterramento - deve ser utilizado para prover descarga de
eletricidade estática antes do início do abastecimento. As extremidades do cabo devem
ser conectadas, de um lado, ao sistema de distribuição e do outro, à estrutura da
aeronave através de um dispositivo de desconexão rápida.
f) bico de abastecimento - o abastecimento de aeronaves pode ser realizado
por gravidade ou por pressão. É recomendável que a unidade possua os dois tipos de
abastecimento, para abranger todos os modelos de aeronaves.
g) proteção contra exposição ao tempo - o sistema de distribuição deve ser
protegido de intempéries, minimizando a deterioração dos mangotes e a contaminação
por poeira e água.
8.6. MANUTENÇÃO DO SISTEMA DE COMBUSTÍVEL
O armazenamento, o manuseio e o controle da qualidade do combustível de
aviação são fundamentais para a segurança das operações aéreas, pois combustível
contaminado por água ou por partículas sólidas pode levar ao apagamento do motor.
Procedimentos mínimos para a garantia da qualidade do combustível.
a) amostra de combustível - regularmente devem ser retiradas do bico de
abastecimento amostras do combustível para verificar a presença de partículas sólidas e
de água. As amostras devem ser acondicionadas em vasilhames cujos requisitos constam
da alínea b. Caso sejam utilizados acessórios na coleta das amostras (funil, etc.), estes
devem ser de aço inoxidável, vidro ou alumínio e devem estar absolutamente limpos
antes da coleta, de forma a não contaminar a amostra.
Não sendo observada presença de impurezas (partículas sólidas), as amostras
deverão ser testadas quanto à presença de água, utilizando-se teste apropriado, como
por exemplo, o Shell Water Detector e o Exxon Hidrokit.
b) vasilhames para amostra de combustível - devem ser de vidro ou de aço
inox com no máximo dois litros de capacidade e estar absolutamente limpos antes de
receber as amostras. Os vasilhames com as amostras colhidas e testadas devem ter a
data do teste afixada e devem ser guardados por um período mínimo de 48 horas,
abrigados da luz e do calor.
A armazenagem de tais amostras será verificada por ocasião das vistorias.
c) tanques de armazenamento - os tanques de armazenamento estático
devem ser submetidos a inspeções regulares, com periodicidade dependente do material
constitutivo do tanque. Caso o tanque de armazenamento seja de aço carbono com
revestimento em epóxi (na cor clara) deverá ser inspecionado pelo menos uma vez por
ano; caso seja de aço inoxidável estas inspeções devem ocorrer a cada dois (2) anos.
Deverá ser apresentado aos vistoriadores o certificado de qualidade do
combustível, entregue pelo fornecedor do combustível ao operador, referente ao último
abastecimento.
Os laudos das inspeções realizadas deverão ser mantidos arquivados e
poderão ser verificados por ocasião das vistorias realizadas pela DPC.
d) sistemas de distribuição - devem ser inspecionados a cada três (3) meses.
Além disso, devem estar sujeitos a inspeções diárias, semanais e mensais, executadas
pelo pessoal de abastecimento do helideque, para garantir qualidade satisfatória do
combustível.
I) inspeções diárias - a realização destas inspeções deve ser registrada em
livro próprio e na Ficha de Inspeção Diária, conforme modelo do anexo 8-A. Os
seguintes procedimentos devem ser seguidos:
- filtros - remover o combustível do coletor até ficar limpo. A amostra deve
ter a coloração correta, visualmente limpa, clara e livre de qualquer material sólido. A
amostra (QAV-1) deve ser analisada, verificando se há sinais de água dissolvida, usando
seringa e cápsula de detecção de água; e
- tanque de armazenamento - retirar também uma amostra de combustível
de cada compartimento do tanque de armazenamento e verificar sua qualidade
conforme descrito na alínea a. Retirar outra amostra da extremidade da mangueira e
verificar sua qualidade conforme procedimento descrito acima. Verificar condições dos
drenos, dos suspiros e das válvulas quanto ao aspecto físico e vazamento.
Reter as amostras de combustível retiradas de acordo com os incisos acima,
por pelo menos 48 horas, a fim de permitir que sejam analisadas no caso de acidente
aeronáutico.
II) inspeções semanais - a realização destas inspeções deve ser registrada em
livro próprio e na Ficha de Inspeção Semanal, conforme modelo do anexo 8-B.
- indicador da pressão diferencial - durante o abastecimento, a leitura do
indicador da pressão diferencial deve ser anotada e registrada nas fichas técnicas de
registro do filtro;
- todo o sistema - é necessária a verificação geral de todo o sistema, com
especial atenção aos vazamentos e ao estado das conexões, verificando se estão todas
limpas e hermeticamente fechadas;
- filtros - os filtros instalados nos injetores e nas junções de abastecimento
devem ser inspecionados e limpos. Durante as inspeções, a condição de vedação deve
ser verificada;
- mangote de distribuição - o filtro deve ser removido e inspecionado; e
- cabo de aterramento - deve ser inspecionado quanto às condições gerais e
conexões elétricas.
III) inspeções trimestrais - as inspeções trimestrais devem ser executadas por
pessoal qualificado. As inspeções dependem do tipo de instalação e servem como guia
geral. Itens adicionais podem ser inclusos, conforme necessário.
A realização destas inspeções deve ser registrada em livro próprio e na Ficha
de Inspeção Trimestral, conforme modelo do anexo 8-C. Os seguintes procedimentos
devem ser seguidos:
- unidades de filtragem, linha de decantação, filtro monitor e distribuidor -
obter amostra de combustível e inspecionar a aparência e a presença de água. Anotar
os resultados da inspeção da amostra nas respectivas fichas de registros. Se as amostras
forem insatisfatórias, isto pode indicar a presença de crescimento bacteriológico no
separador. Se isto ocorrer, abrir o recipiente do filtro e inspecionar quanto à presença
de aditivos detersivos, presença bacteriológica, danos mecânicos e a condição do
revestimento (se aplicável). Limpar qualquer depósito e executar teste de água no
separador de água;
- mangote - executar inspeção visual da mangueira enquanto estiver sob
pressão do sistema. Inspecionar danos externos, áreas amassadas, cocas, vazamentos e
qualquer outro sinal de defeito. Inspecionar cuidadosamente as seções da mangueira no
espaço de 45 cm de distância das junções, pois estas seções estão especialmente
propensas à deterioração;
- bomba - remover, limpar e inspecionar os filtros. Se for pneumática,
remover as unidades do lubrificante da linha de ar, do regulador e do separador de
água, e executar a manutenção necessária;
- carretel do mangote - verificar o correto funcionamento do mecanismo do
carretel e lubrificar as engrenagens do mecanismo;
- bico de abastecimento - inspecionar o funcionamento para garantir que o
funcionamento está correto e que não haja vazamentos. Remover, limpar e inspecionar
visualmente os filtros cônicos e substituir se for necessário. As tampas antipoeira devem
estar corretamente posicionadas e fixadas; e
- Cabo de aterramento - inspecionar, quanto ao estado geral e continuidade,
as garras e os pinos de conexão, substituindo-os se necessário.
IV) inspeções semestrais - as inspeções semestrais devem ser executadas por
pessoal qualificado. Devem incluir todos os elementos das inspeções trimestrais, além
disso, incluir os procedimentos abaixo:
- unidades de filtragem, linha de decantação, filtro monitor e distribuidor -
inspecionar o funcionamento do indicador da pressão diferencial (substituir o elemento
do filtro se o limite da pressão diferencial tiver sido ultrapassado); e
- bomba - inspecionar todos os circuitos elétricos. Inspecionar o nível do óleo
da caixa de engrenagem conforme apropriado. Inspecionar se a junção entre motor e
bomba está desgastada ou com sinais de desalinhamento. Consultar a programação de
manutenção recomendada pelo fabricante da bomba para ver se há itens adicionais.
A realização destas inspeções deve ser registrada em livro próprio e na Ficha
de Inspeção Semestral, conforme modelo do anexo 8-D.
Observação: todos os itens do sistema poderão ser verificados por ocasião da
vistoria, inclusive com a retirada de amostras para a realização de testes.
8.7. PROCEDIMENTOS DE ABASTECIMENTO DE AERONAVE
O ALPH deve ser notificado antes do início do abastecimento.
O abastecimento das aeronaves deverá ser efetuado por pessoal qualificado.
A Embarcação ou Plataforma homologada para abastecimento de combustível de aviação
deverá possuir pessoal certificado para este abastecimento durante todo o período de
homologação do helideque.
Todos os passageiros devem desembarcar do helicóptero e retirar-se do
helideque antes do início do abastecimento. A equipe de combate a incêndio deve estar
pronta durante toda operação de abastecimento.
Os seguintes
procedimentos devem ser
executados por
ocasião dos
abastecimentos:
a)
retirar
amostra de
combustível
da
extremidade
do bocal
para
o
abastecimento por gravidade ou do ponto de drenagem do separador de água, para o
abastecimento por pressão;
b) realizar teste de detecção de água. Um dos pilotos deve presenciar o teste
a fim de verificar que o resultado esteja dentro do limite aceitável;
c) conectar o cabo de aterramento à aeronave;
d) conectar a tomada de abastecimento por pressão à aeronave. O
responsável pela faina deve posicionar-se próximo ao ponto de abastecimento. Caso o
abastecimento seja por gravidade, a tomada do tanque da aeronave deve ser aberta e
o bico de abastecimento inserido. O abastecimento deve ser controlado e interrompido
pelo piloto assim que confirmar o recebimento da quantidade desejada. Não se
recomenda a realização do abastecimento por gravidade simultaneamente com a
ocorrência de chuva;
e) acionar a válvula de corte imediatamente se alguma anormalidade for
observada durante o abastecimento;
f)
remover o
bico de
abastecimento
ou desconectar
a tomada
de
abastecimento por pressão, conforme o caso, e recolocar a tampa do tanque da
aeronave. Por fim, desconectar o cabo de aterramento secundário;
g) remover o mangote de abastecimento do helideque e executar verificação
final para certificar-se de que a tampa do tanque de combustível da aeronave está
corretamente colocada; e
h) desconectar o cabo de aterramento principal da aeronave. O mangote
deve ser enrolado no respectivo carretel.
8.8. CERTIFICADO DO SISTEMA DE COMBUSTÍVEL DE AVIAÇÃO
A Embarcação ou Plataforma que
desejar incluir na homologação do
helideque o abastecimento de combustível deverá, por ocasião da solicitação de
vistorias, apresentar um certificado do sistema de combustível, emitido por Organização
reconhecida pela DPC, explicitando que o mesmo se encontra em condições seguras
para a condução de abastecimento de combustível de aviação e informando se o tanque
é transportável ou fixo; conforme o anexo 8-E. Esse documento terá a validade de três
(3) anos e ter sido emitido, no máximo, três (3) meses antes da solicitação da
vistoria.
Observação: a Diretoria de Portos e Costas não realiza a homologação de
sistemas de combustível de embarcações/plataformas marítimas.
CAPÍTULO 9
SISTEMAS DE COMUNICAÇÕES E DE NAVEGAÇÃO
9.1. PROPÓSITO
Este capítulo trata das características dos sistemas de comunicação e auxílio à
navegação. A legislação aeronáutica brasileira prevê que toda estação que realize
comunicações ou que preste serviço de tráfego aéreo a aeronaves deve cumprir requisitos
específicos que variam de acordo com a natureza das comunicações e com os serviços
prestados. Estas estações são denominadas Estações de Telecomunicações Exclusivas
(ETEX) e são normatizadas por Instrução do Comando da Aeronáutica (ICA) 63-10, que
relaciona as definições e os requisitos necessários para a instalação de uma ETEX.
9.2. CLASSIFICAÇÃO DO HELIDEQUE QUANTO À NAVEGAÇÃO
a)helideques estacionários - são os localizados em plataformas marítimas ou
em embarcações que serão homologados para operar em uma posição geográfica
estacionária nas AJB.
Dependendo do tipo de embarcação, esta posição pode sofrer variações
toleráveis, e neste caso, a posição informada deverá ser a posição da amarração ao
fundo.
A posição deverá constar da FRH e será publicada na sua Portaria de
Registro, sempre
em coordenadas geográficas e
com precisão de
décimos de
minutos.
Serão considerados helideques estacionários, aqueles com previsão de operar
em uma mesma posição geográfica por, no mínimo, um ano.
b) helideques de posição variável - são os localizados em plataformas
marítimas ou em embarcações que, tendo em vista a natureza de operação nomádica,
serão homologados para operar em qualquer posição ou área geográfica nas AJB.
9.3. COMUNICAÇÕES
Todas as comunicações realizadas entre helideques e aeronaves devem ser
efetuadas no idioma português.
A sala de rádio deve ser homologada como ETEX M, em conformidade com
a norma ICA em vigor, e o Radioperador deve ter formação específica.
As
comunicações compreendem
a troca
de
informações necessárias
à
aproximação da aeronave e sua preparação para o pouso, ou seja, a realização do
contato inicial com o helideque por parte da aeronave e o recebimento de informações
sobre
as
condições na
AAFD,
que
devem ser
obtidas
a
partir do
Sistema
de
Monitoramento de Helideque (Helideck Monitoring System - HMS).
Estas informações incluem:
a) rumo da embarcação (quando aplicável) ou aproamento, informado em
graus em relação ao norte magnético;
b) direção e intensidade do vento, informada em graus e nós (kts), em
relação ao norte magnético, na média dos últimos dois (2) minutos; e rajadas de vento
(quando aplicável);
c) temperatura ambiente, informada em graus Celsius;
d) pitch (caturro), roll (balanço), heave (arfagem), heave rate (velocidade de
arfagem), inclination (inclinação) da embarcação, dos valores máximos dos últimos vinte
(20) minutos;
e) condição da luz do HMS (verde ou vermelha) e a situação da luz de
condição do helideque (status light - ligada ou desligada);
f) condição do mar na escala Beaufort e, se possível, a temperatura da
água;
g) prontificação do helideque; e
h) movimentações conhecidas de aeronaves nas proximidades.
O ALPH deverá comunicar-se diretamente com a aeronave para alertar os
pilotos sobre situações de risco ou em caso de emergência.
As comunicações na frequência aeronáutica devem limitar-se a assuntos de
interesse da aeronave e não devem ser trafegados assuntos administrativos. Outros
assuntos, como o pronto do helideque, quantidade de passageiros a embarcar e
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