Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www.in.gov.br/autenticidade.html, pelo código 05152023121900031 31 Nº 240, terça-feira, 19 de dezembro de 2023 ISSN 1677-7042 Seção 1 c) 3ª Etapa: controle do Ap Sau na operação. 4.5.3 Exame da Situação 4.5.3.1 Análise do Ap Sau no âmbito conjunto 4.5.3.1.1 De posse do Anexo de Inteligência, anexo ao PEECFA, o qual contém os dados de Inteligência em Saúde levantados no nível estratégico, tem início o estudo detalhado do TO/A Op/ZD com relação aos aspectos relevantes ao Ap Sau. Além do detalhamento dos aspectos já levantados no nível estratégico, devem ser adicionados os seguintes estudos: a) condições sanitárias: - Oferta de água e redes de esgoto; - Coleta do lixo; e - Contaminação e poluição; b) epidemiologia: - Doenças endêmicas; - Estado vacinal da população; - Serviços de saúde das redes pública e privada; - Hospitais e centros de atendimento médico; - Laboratórios de análises clínicas; - Bancos de sangue; - Centros de diagnóstico por imagem; - Indústria de insumos médicos; e - Indústria de equipamentos médicos. 4.5.3.2 Após a realização da análise dos dados de Inteligência em Saúde, é elaborado o Informe de Inteligência em Saúde. Este documento é imediatamente remetido às F Cte, a fim de subsidiar o seu planejamento tático, além de constituir um Apêndice ao Anexo de Inteligência ao Plano Operacional e servir de base para a elaboração do Conceito de Operação do Ap Sau. O ANEXO A apresenta o modelo de Informe de Inteligência em Saúde a ser seguido no planejamento das Op Cj. 4.5.3.3 Nesse momento serão também emitidas as orientações que regularão os reconhecimentos de saúde no TO/A Op, definindo prioridades dentre as necessidades de conhecimento e os prazos a serem cumpridos em sua execução. 4.5.3.4 Na fase 3 do Processo de Planejamento Conjunto (PPC) do C Cj, segue- se a análise do Ap Sau Conjunto como parte integrante da análise de logística, com vistas a apontar a Linha de Ação (LA) que melhor contribua para o cumprimento da missão sob o ponto de vista do Ap Sau. 4.5.3.5 Nesse contexto, são estudadas as possibilidades de apoio, capacidades de saúde e de meios de Ev Med exigidas, limitações ao Ap Sau e outros fatores sanitários que possam influenciar de forma distinta as LA. Busca-se evidenciar o principal diferencial - sob o viés da saúde operacional - inerente a cada LA formulada e recomendar aquela adequada. 4.5.3.6 Após a seleção da LA pelo Cmt Op, será elaborado o conceito de operação do Ap Sau, procurando detalhar a melhor forma de apoiar a LA definida pelo Cmt Op, sob o enfoque sanitário. 4.5.3.7 O conceito de operação do Ap Sau deve apresentar um resumo de como serão executadas todas as atividades de saúde na operação, detalhando-as para cada fase da campanha, e definir o faseamento do desdobramento do Ap Sau. 4.5.3.8 A última atividade do exame de situação é a elaboração da estimativa de saúde. Por meio de um processo lógico e sistemático, os planejadores da área de saúde deverão antecipar as necessidades em capacidades médicas e recursos exigidos no apoio da LA selecionada, permitindo, assim, que sejam estabelecidas prioridades para atendimento. 4.5.3.9 A estimativa de saúde é fundamentada na sincronização entre as ações estabelecidas no plano operacional e as demandas decorrentes para o Ap Sau. Para cada ação planejada, haverá um maior ou menor número de baixas e, consequentemente, necessidades distintas para a realização de Ev Med e do tratamento. 4.5.3.10 Na consecução dessa atividade, é elaborada a matriz de estimativa de saúde, que apresenta as demandas previstas para as atividades de saúde para cada fase da operação. Nesse sentido, os planejadores da área de saúde devem observar os seguintes aspectos: a) efetivos na ZC e na ZA; b) expectativa de baixas em decorrência do perfil de combate previsto para cada fase da operação; c) expectativa de baixas em decorrência de acidentes; d) endemias existentes ou de possível ocorrência na área do C Op; e) características do ambiente operacional, particularmente no tocante ao terreno e às condições meteorológicas; e f) capacidade dos Esc Sau em realizar a evacuação e retenção de baixas. 4.5.4 Elaboração do Apêndice de Saúde ao Anexo de Logística do Plano Operacional - Plano de Ap Sau Conjunto 4.5.4.1 Nesta etapa, a D-4, em conjunto com o Grupo de Saúde do CCOL da F Log Cte, elabora o Apêndice de Saúde ao Anexo de Logística do Plano Operacional. Devem ser considerados os seguintes aspectos: a) medidas, normas e diretrizes concernentes à proteção da saúde da Força; b) faseamento do desdobramento do Ap Sau na operação, destacando as Inst Sau e suas capacidades médicas constantes de cada fase; c) definição da Inst Sau Conjunta a ser desdobrada sob controle operacional da F Log Cte, destacando os módulos de capacidades médicas e serem operados por cada FS, com sua composição e efetivos e os meios de Ev Med orgânicos; d) conceito de operação da Ev Med; e) N Ev para a operação; f) definição do ritmo de batalha do Ap Sau; g) padronização dos relatórios médicos a serem consolidados nas F Cte e na F Log Cte e definição do fluxo de encaminhamento; h) obtenção e pré-posicionamento de suprimentos Classe VIII; i) normas e diretrizes relativas à gestão de sangue e hemoderivados na operação; j) normas para a estocagem, distribuição e remanejamento de itens Classe VIII; k) padronização dos tipos de dados estatísticos aplicados à Sau Op / Med Op que deverão ser consolidados na operação; l) detalhamento da regulação do fluxo de baixas na operação; e m) planejamento, instalação e manutenção do C² para o Ap Sau, definindo os sistemas de comunicação (dados, voz e imagem) e os serviços de telemedicina. 4.5.5 Controle do Ap Sau na operação 4.5.5.1 Nesta etapa, o do Grupo de Saúde do Centro de Coordenação das Operações Logísticas (CCOL) da F Log Cte, por meio das Equipes de Regulação do Fluxo de Baixas, verifica se o Ap Sau planejado está ocorrendo conforme o previsto. É realizada, ainda, a proposição ao C Op de possíveis ações para correção das inconformidades observadas para melhor cumprimento de sua missão. 4.5.5.2 Esse controle pressupõe o acompanhamento da execução de todas as atividades ligadas ao Ap Sau, havendo a necessidade de se verificar não apenas o cumprimento das tarefas previstas e seus aspectos quantitativos, mas sobretudo, analisar a qualidade dos serviços prestados, atendendo ao princípio da qualidade do Ap Sau nas Op Cj. Busca-se a efetividade do Ap Sau durante toda a operação, garantindo, assim, a liberdade de ação e a capacidade das F Cte durarem no EFD. APÊNDICE A MODELO DE INFORME DE INTELIGÊNCIA EM SAÚDE (GRAU DE SIGILO) Exemplar nº ___ de ___cópias Comando Operacional Local do Posto de Comando Grupo Data-Hora (expedição) Referência de Mensagem: "XXX-XX" APÊNDICE "XX" (INTELIGÊNCIA EM SAÚDE) AO ANEXO A (INTELIGÊNCIA) AO PLANO OPERACIONAL "XXX" Referências: listar documentos e cartas utilizados no planejamento. 1. CARACTERÍSTICAS DA ÁREA DE INTERESSE Devem ser listadas as principais características do clima e topografia, como temperaturas médias anuais, índices pluviométricos e umidade relativa do ar, além de dados demográficos, sociais, econômicos e sanitários, com ênfase nos riscos de contaminação da água e alimentos. Podem ser usados gráficos para melhor visualização das informações, como no exemplo abaixo: 1_MD_19_008 1.1 Avaliação: apontar conclusões acerca do impacto das características da área de operações no planejamento do Ap Sau. Exemplo: "A extrema pobreza encontrada na maioria das regiões, com baixos índices da população com acesso à rede de água potável e esgoto, facilita a propagação de enfermidades infecciosas gastrointestinais, as derivadas de picaduras de insetos, respiratórias e as transmitidas por via sexual". . LO C A L BRASIL . INDICADORES DEMOGRÁFICOS . Habitantes (milhões) . População urbana (%) . Taxa de Mortalidade em adultos - ambos os sexos (x1000) . Expectativa de vida ao nascer - ambos os sexos (anos) . . INDICADORES ECONÔMICOS . Renda per Capta (dólares) . Produto Interno Bruto (x habitante; em dólares) . . INDICADORES SOCIOSANITARIOS . População com acesso à rede de água potável (%) . Urbano . Rural . População com acesso ao Saneamento Básico (%) . Urbano . Rural . Índice de HIV em adultos (15-49 anos) (%) . Índice de Tuberculose (x 100.000 habitantes) . Taxa de mortalidade por HIV . (x 100.000 habitantes) . Cobertura de vacinação contra Sarampo (%) . Cobertura de vacinação DTP3 (%) . Nº médicos (por habitante) . Fo n t e : Tabela 6: indicadores de saúde da área de interesse 2. RISCOS À SAÚDE A avaliação dos riscos para a saúde de uma Força será realizada considerando condições de vida básicas da área de interesse, nas quais a falta de recursos e instalações impediria que fossem tomadas as medidas preventivas necessárias. De posse do modelo fornecido pelo quadro abaixo, é realizada a avaliação dos riscos à saúde com a seguinte sequência: 1_MD_19_009Fechar