DOU 08/01/2024 - Diário Oficial da União - Brasil

                            Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001,
que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.
Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico
http://www.in.gov.br/autenticidade.html, pelo código 05152024010800164
164
Nº 5, segunda-feira, 8 de janeiro de 2024
ISSN 1677-7042
Seção 1
2825.80 - Óxidos de antimônio 
2825.90 - Outros 
 
Esta posição compreende: 
A) A hidrazina e a hidroxilamina, e seus sais inorgânicos. 
B) Os óxidos, hidróxidos e peróxidos, de metais, deste Capítulo, não compreendidos nas posições anteriores. 
Entre estes produtos, os mais importantes são: 
1) Hidrazina e seus sais inorgânicos. 
A hidrazina (NH2.NH2), produto básico preparado por ação do amoníaco sobre o hipoclorito de sódio, também existe como hidrato (NH2.NH2.H2O). É um líquido incolor lacrimogênio, 
que libera vapores em contato com o ar. Pode ser um poderoso redutor, emprega-se na fabricação de detonantes e em síntese orgânica. 
Os sais inorgânicos de hidrazina, que provêm de reações com ácidos minerais, também se classificam nesta posição. O mais importante é o sulfato de hidrazina, em cristais incolores, 
pouco solúveis em água fria, que se decompõe violentamente pelo calor; emprega-se como reagente em análises, em metalurgia (para separar o polônio do telúrio), etc. 
Os derivados orgânicos da hidrazina classificam-se na posição 29.28. 
2) Hidroxilamina e seus sais inorgânicos. 
A hidroxilamina (NH2OH), produto básico, obtém-se por hidrólise do nitrometano. Apresenta-se em cristais incolores, deliquescentes, muito solúveis em água, fundem a 33 °C, 
decompondo-se violentamente a 130 °C. 
Os sais inorgânicos de hidroxilamina, que provêm de reações com ácidos minerais, também se classificam nesta posição. Os mais importantes são o cloreto, os sulfatos e o nitrato, 
cristais brancos ou incolores, solúveis em água. Empregam-se como redutores em sínteses orgânicas, como antioxidantes dos ácidos graxos (gordos), no branqueamento, tingimento 
e estampagem de tecidos, como reagentes, etc. 
Os derivados orgânicos da hidroxilamina classificam-se na posição 29.28. 
3) Óxido (hemióxido) e hidróxido de lítio. O óxido (Li2O) e o seu hidróxido (LiOH) obtêm-se a partir do nitrato de lítio. São pós brancos, solúveis em água, que se empregam em fotografia 
e na preparação dos sais de lítio. 
4) Óxidos e hidróxidos de vanádio. O óxido mais importante é o pentóxido de divanádio (anidrido vanádico) (V2O5), que se obtém a partir dos vanadatos naturais da posição 26.15 
(vanadinita, descloizita, roscoelita) ou da posição 26.12 (carnotita) Apresenta-se amorfo ou cristalizado, em massas ou em pó. A sua cor varia do amarelo ao castanho-avermelhado; 
avermelha pela ação do calor e é quase insolúvel em água. Emprega-se na preparação de sais de vanádio, em algumas tintas de escrever e como catalisador (fabricação de ácido 
sulfúrico, de anidrido ftálico e de álcool etílico de síntese). 
Existem vários hidróxidos que são ácidos dos quais derivam os vanadatos da posição 28.41. 
5) Óxidos e hidróxidos de níquel: 
a) O óxido de níquel (óxido niqueloso) (NiO). Obtém-se por calcinação prolongada do nitrato ou do carbonato. Conforme o modo de preparação, apresenta-se sob a forma de um pó 
cinzento-esverdeado, mais ou menos denso e mais ou menos escuro. Emprega-se na preparação de esmaltes, na indústria do vidro como corante, como catalisador em síntese 
orgânica. É um óxido básico. 
b) O óxido niquélico (sesquióxido) (Ni2O3), pó negro que se utiliza na preparação de esmaltes, como corante, e na fabricação de placas de acumuladores alcalinos. 
c) O hidróxido niqueloso (Ni(OH)2), pó fino, de cor verde, que se emprega na preparação de placas eletrolíticas, como elemento constituinte das placas de acumuladores alcalinos e 
na fabricação de catalisadores de níquel. 
Excluem-se desta posição: 
a) O óxido natural de níquel (bunsenita) (posição 25.30). 
b) Os óxidos impuros de níquel, por exemplo os sinters de níquel e o óxido de níquel de tipo granuloso (óxido verde de níquel) (posição 75.01). 
6) Óxidos e hidróxidos de cobre. 
a) Óxido cuproso (hemióxido, protóxido, subóxido, óxido vermelho) (Cu2O). Obtém-se a partir do acetato de cobre ou do sulfato cúprico. É um pó vermelho, cristalino, insolúvel em 
água. Utiliza-se para corar vidros de vermelho (vidros de sinalização), para preparar tintas contra ferrugem, na fabricação de pedras sintéticas (esmeraldas artificiais) e como 
fungicida em agricultura. 
b) Óxido cúprico (óxido negro) (CuO). Prepara-se a partir do nitrato ou do carbonato ou por oxidação do metal. Pós ou grãos negros, com reflexos castanhos, insolúvel em água. É 
um pigmento que se emprega em esmaltagem, nas indústrias do vidro (vidros verdes), em cerâmica e na preparação de tintas. Serve também como despolarizador de pilhas 
elétricas e como oxidante ou catalisador em química orgânica. 
c) Hidróxido de cobre. O mais vulgar é o hidróxido cúprico (Cu(OH)2). Sólido azul que, isolado ou misturado, é um pigmento (azul de Bremen). Também serve para preparar pigmentos 
(como o azul de Peligot, estável à luz artificial) e a solução amoniacal denominada “reagente de Schweitzer”, que se emprega como reagente ou para dissolver as fibras têxteis 
cuproamoniacais. 
O óxido cuproso natural (cuprita) e o óxido cúprico natural (tenorita, melaconita) classificam-se na posição 26.03. 
7) Óxidos de germânio. O óxido mais importante é o dióxido (GeO2), obtido na metalurgia do germânio a partir do germanossulfeto natural de cobre (germanita) da posição 26.17 ou por 
hidrólise do cloreto. É um pó branco, pouco solúvel em água. Emprega-se na preparação do germânio (utilizado em transistores, etc.), em medicina e na fabricação de vidros especiais. 
8) Óxidos e hidróxidos de molibdênio. O mais importante dos óxidos de molibdênio é o anidrido molíbdico (MoO3), que se obtém a partir do dissulfeto natural (molibdenita) da posição 
26.13. É cristalino, branco, amarelecendo pelo calor e praticamente insolúvel em água. Emprega-se como catalisador em síntese orgânica (fabricação do anidrido ftálico). 
Existem ainda óxidos azuis que, isolados ou em mistura (e neste último caso incluem-se no Capítulo 32), se empregam em pintura de arte com os nomes de azul de molibdênio e anil 
mineral. 
Entre os hidróxidos pode mencionar-se o ácido molíbdico (H2MoO4), pó branco ou amarelado, pouco solúvel em água, que se emprega em cerâmica (vidrados), ou como catalisador. 
Os molibdatos da posição 28.41 derivam destes hidróxidos. 
O óxido natural de molibdênio (ocre de molibdênio, molibdita) classifica-se na posição 25.30. 
9) Óxidos de antimônio. 
a) Trióxido ou anidrido antimonioso (Sb2O3). Obtém-se por oxidação do metal ou a partir do sulfeto natural (estibina ou estibinita). Apresenta-se sob a forma de pó branco ou 
cristalizado em agulhas; é praticamente insolúvel em água. Sob as denominações “branco” ou “neve de antimônio”, designam-se o óxido puro incluído nesta posição ou a mistura 
deste óxido com óxido de zinco, que se inclui no Capítulo 32. Emprega-se em tintas ou como opacificante de esmaltes (esmaltagem do ferro) e ainda em cerâmica (vidrados), 
na fabricação de vidros de baixo coeficiente de dilatação (vidros para lâmpadas) e para fabricar pedras preciosas ou semipreciosas sintéticas (rubis, topázios e granadas artificiais). 
Dele derivam os antimoniatos da posição 28.41. 
b) Pentóxido ou anidrido antimônico (Sb2O5). Obtém-se por oxidação do metal ou por calcinação do nitrato. É um pó amarelo que também se emprega como opacificante de 
esmaltes. Dele derivam os antimoniatos da posição 28.41. 
c) Tetróxido (Sb2O4). É um pó branco, que se obtém por aquecimento do pentóxido. 
Os trióxidos naturais de antimônio (senarmontita e valentinita) e o tetróxido natural (cervantita) são minérios da posição 26.17. 
10) Óxido e o hidróxido de berílio: 
a) Óxido (BeO). Prepara-se a partir do nitrato ou do sulfato. É um pó branco, insolúvel em água e cristalizável. Emprega-se na fabricação de sais de berílio e de pedras preciosas ou 
semipreciosas, sintéticas e ainda como catalisador. 
b) Hidróxido (Be(OH)2). Pó branco que tem o aspecto da alumina. 

                            

Fechar