DOU 27/03/2024 - Diário Oficial da União - Brasil

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180
Nº 60, quarta-feira, 27 de março de 2024
ISSN 1677-7069
Seção 3
Ineditoriais
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISA E INOVAÇÃO INDUSTRIAL
BALANÇO PATRIMONIAL
3_INED_27_001
3_INED_27_002
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESQUISA E INOVAÇÃO INDUSTRIAL - EMBRAPII 
CNPJ/MF 18.234.613/0001-59
01 de 02
BALANÇOS PATRIMONIAIS em 31 de dezembro de 2023 e 2022 - (Em Reais)
DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS 
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022 - (Em Reais)
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis.
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA - MÉTODO INDIRETO
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022 - (Em Reais)
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022 - (Em Reais)
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
(Valores expressos em Reais, exceto quando indicado de outra forma)
DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS ABRANGENTES 
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e 2022 - (Em Reais)
Ativo
Nota
2023
2022
  Caixas e equivalentes de caixa
5
 34.331.813 
 32.249.265 
  Caixa restrito
5
 658.467.455 
 821.469.492 
  Adiantamentos a outras entidades e terceiros
6
 292.210 
 235.142 
  Impostos a recuperar
 1.150 
 9.255 
Total do ativo circulante
 693.092.628 
 853.963.154 
  Imobilizado
7
 2.250.631 
 1.417.130 
Total do ativo não circulante
 2.250.631 
 1.417.130 
Total do ativo
 695.343.259 
 855.380.284 
Passivo
Nota
2023
2022
  Obrigações sociais e trabalhistas
9
 929.555 
 699.388 
  Provisões trabalhistas
10
 1.652.822 
 1.224.675 
  Obrigações tributárias
11
 1.061.192 
 680.524 
  Provisões tributárias
12
 6.744.637 
 8.148.888 
  Subvenções a realizar
8
 683.274.785 
 844.409.103 
  Outros passivos
 1.680.268 
 217.706 
Total do passivo circulante
 695.343.259 
 855.380.284 
Total do passivo e patrimônio social
 695.343.259 
 855.380.284 
Nota
2023
2022
Receita operacional
 39.315.090 
 29.604.483 
  Receita do custeio administrativo
16
 39.315.090 
 29.604.483 
Despesas operacionais
 (39.315.090)
 (29.604.483)
  Pessoal
15.1
 (21.950.051)
 (15.963.303)
  Administrativas
15.2
 (16.888.768)
 (7.828.107)
  Tributárias
15.3
 (145)
 (5.456.194)
  Depreciação e amortização
15.4
 (476.126)
 (356.879)
Superávit/(Déficit) do exercício
 –   
–
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
2023
2022
Superávit/(Déficit) do exercício
 –   
 –   
   Outros resultados abrangentes
 –   
 –   
Total do superátiv/(déficit) abrangente do exercício
 –   
 –   
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
Superávit 
acumulado 
Superávit/ (Déficit) 
do exercício 
Total
Saldos em 1º de janeiro de 2022
– 
– 
– 
   Superátiv/(déficit) do exercício
– 
– 
– 
Saldos em 31 de dezembro de 2022
– 
– 
– 
   Superátiv/(déficit) do exercício
– 
– 
– 
Saldos em 31 de dezembro de 2023
– 
– 
– 
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
Nota
2023
2022
Fluxo de caixa das atividades operacionais
  Superávit/(Déficit) do exercício
 – 
 –   
  Depreciação e amortização
7
 417.566 
 351.424 
  Baixa de imposto a recuperar
 8.105 
 –   
  Baixa de provisões tributárias
12
 (1.404.251)
 3.029.174 
Variação nos ativos e passivos:
  Aumento dos adiantamentos a outras
     entidades e terceiros
6
 (57.068)
 794.486 
  Aumento das obrigações tributárias
11
 380.668 
 184.957 
  Aumento de outros passivos
 1.462.562 
 187.514 
  Obrigações sociais e trabalhistas
9
 230.167 
 201.562 
  Aumento das provisões trabalhistas
10
 428.147 
 49.726 
  Redução das subvenções a realizar
8
 (161.134.318)
 424.932.550 
Fluxo de caixa líquido (utilizado nas)
   proveniente das atividades operacionais
(159.668.422)
 429.731.393 
Fluxo de caixa das atividades de investimentos
  Baixa de ativo imobilizado
7
 66.362 
–
  Adições de ativo imobilizado
7
 (1.317.429)
 (664.757)
Fluxo de caixa líquido utilizado nas
   atividades de investimentos
 (1.251.067)
 (664.757)
Aumento líquido em caixa e equivalentes
   de caixa e caixa restrito
(160.919.489)
 429.066.636 
  Caixa e equivalentes de caixa e caixa restrito
    no início do exercício
 853.718.757 
 424.652.121 
  Caixa e equivalentes de caixa e caixa restrito
    no final do exercício
 692.799.268 
 853.718.757 
Aumento líquido em caixa e equivalentes
   de caixa e caixa restrito
(160.919.489)
 429.066.636 
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
1. Contexto operacional
1.1 Informações gerais
A Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (“EMBRAPII” ou “Entidade”), é uma 
pessoa jurídica de direito privado, constituída na forma de associação civil, sem fins lucrativos, 
inscrita no CNPJ sob o nº 18.234.613/0001–59, com sede e foro em Brasília, Distrito Federal, e 
de duração indeterminada, nos termos dos artigos 53 a 61, da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro 
de 2002. A EMBRAPII atua para induzir a cooperação entre instituições de pesquisa científica 
e tecnológica e empresas industriais, explorando a sinergia entre ambas e estimulando a troca 
de conhecimentos e tecnologias.
Sua missão é promover e incentivar a realização de projetos empresariais de Pesquisa, 
Desenvolvimento e Inovação (PD&I) voltados para setores industriais em áreas determinadas 
pelo Conselho de Administração, por meio de cooperação a ser firmada com instituições de 
pesquisa tecnológica (art. 4º do Estatuto).
Constituem, ainda, como objetivos e atuação da EMBRAPII:
(a) Fomentar o desenvolvimento tecnológico de novos produtos, processos ou soluções 
empresariais, contribuindo para a construção de ambiente de negócios favoráveis à inovação.
(b) Articular e estimular a cooperação entre empresas e instituições de pesquisa tecnológica, 
nos termos do Regimento Interno da EMBRAPII.
(c) Financiar projetos de PD&I, com ênfase em projetos que incluam a fase pré-competitiva, 
em áreas ou temas definidos pela EMBRAPII, em parceria com empresas e instituições de 
pesquisa tecnológica pré-selecionadas, compartilhando o risco da inovação tecnológica.
(d) Contribuir para o desenvolvimento das Unidades de Inovação dos Institutos Federais.
(e) Contribuir para o treinamento tecnológico de recursos humanos para a indústria, em áreas 
ou temas selecionados.
(f) Difundir informações, experiências e projetos à sociedade.
(g) Prestar serviços relacionados às áreas de atividades que constituem o seu objeto.
1.2 Aspectos fiscais
Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
A EMBRAPII, por força de isenção legal, consubstanciada no art. 15 da Lei nº 9.532/97, e 
alterações posteriores, não está sujeita aos encargos tributários relacionados ao IRPJ e à CSLL.
Programas de Integração Social (PIS)
De acordo com o art. 2º, da Lei nº 9.715/1998, e art. 13, da Medida Provisória nº 2.158-
35/2001, a contribuição para o PIS é determinada na base de 1% sobre os proventos da folha 
de pagamento do mês, por determinadas entidades sem finalidade de lucro, que inclui as 
características da EMBRAPII.
Entende-se por folha de salários mensal o total dos rendimentos do trabalho assalariado de 
qualquer natureza, tais como salários, gratificações, comissões, adicional de função, ajuda de 
custo, aviso prévio trabalhado, adicional de férias, quinquênio, adicional noturno, hora extra, 
13° salário e repouso semanal remunerado. 
Não integram a base de cálculo: o salário-família, o aviso prévio indenizado, o Fundo de 
Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pago diretamente ao empregado na rescisão contratual, 
a indenização por dispensa, desde que dentro dos limites legais.
Nesse contexto, a EMBRAPII recolhe o PIS sobre a folha de salário dos seus empregados.
Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS)
Vide Nota Explicativa nº 12.
1.3 Capital circulante líquido (CCL)
A apresentação dos saldos de Adiantamento às Unidades EMBRAPII está sendo apresentada 
no passivo, de forma liquida, com base no pronunciamento Técnico CPC 26 (R1) - 
Apresentação das demonstrações financeiras, quando as transações entre ativos e passivos 
refletirem a essência das operações e apresentarem maior clareza para os usuários da 
informação contábil, estas podem ser apresentadas de forma liquida no balanço patrimonial 
(compensação entre ativos e passivos).
Portanto, os valores apresentados na conta “Subvenções a realizar” não se referem a 
obrigações financeiras com fornecedores ou financiamentos, mas sim a recursos disponíveis 
na data do fechamento do balanço para fomento a PD&I. A gestão dos saldos desses recursos 
é feita pela administração da EMBRAPII e possui como principal quesito a liquidez de contratos 
já firmados entre as Unidades EMBRAPII e as Empresas contratantes de projetos de PD&I.
Por fim, caso haja a necessidade de verificar a capacidade de pagamento para as obrigações 
financeiras da EMBRAPII (Fornecedores, Colaboradores e Tributárias), deverá ser efetuado 
o cálculo do CCL excluindo a rubrica “Subvenções a realizar” demonstrada no Balanço 
Patrimonial, bem como a conta de “Caixa restrito”, pois estes possuem limitação de utilização 
e parte já estão comprometidos com projetos que estão em andamento.
2 Base de preparação
2.1 Declaração de conformidade
As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas 
no Brasil, que incluem as normas e, orientações e interpretações emitidas pelo Comitê de 
Pronunciamentos Contábeis (CPC) e com a ITG 2002 (R1) - Entidade sem Finalidade de Lucros, 
emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade.
A emissão das demonstrações financeiras foi autorizada pela Diretoria em 18 de março de 
2024.
Todas as informações relevantes próprias das demonstrações financeiras, e somente elas, 
estão sendo evidenciadas e correspondem àquelas utilizadas pela Administração na sua 
gestão.
A Entidade apresenta as demonstrações das mutações do patrimônio social mesmo que não 
tenha auferido resultado no exercício atual e anteriores.
2.2 Moeda funcional e moeda de apresentação
As demonstrações financeiras estão apresentadas em “Real”, que é a moeda funcional da 
Entidade. Todos os saldos são apresentados em Reais, exceto quando indicado de outra forma.
2.3 Uso de estimativas e julgamentos
A elaboração de demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas 
no Brasil requer que a Administração da Entidade use de julgamentos na determinação e 
no registro de estimativas contábeis e os valores reportados dos ativos, passivos, receitas e 
despesas. 
Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. As estimativas e premissas são 
revisadas de forma contínua. As revisões das estimativas são reconhecidas prospectivamente. 
2.4 Base de mensuração
As demonstrações financeiras foram preparadas com base no custo histórico.
3 Políticas contábeis materiais
A Entidade aplicou as políticas contábeis descritas abaixo de maneira consistente a todos os 
exercícios apresentados nestas demonstrações financeiras, salvo indicação em contrário.
3.1 Operação como agente
A Entidade, por força do novo contrato de gestão, assinado em 18 de novembro de 2021, 
aditivado, com validade até 30 de novembro de 2030, e demais contratos que possuem a 
finalidade de PD&I, recebe recursos para que sejam alcançadas as finalidades descritas em 
seu o objetivo social. 
A Entidade não recebe nenhuma remuneração por conta desses repasses, agindo somente 
como agente. Essa afirmação está pautada principalmente no fato de que os recursos recebidos 
pela Entidade são repassados às Unidades EMBRAPII para que estes realizem a execução do 
projeto. Logo, a Entidade não possui controle sobre a forma como os projetos são conduzidos, 
e os recursos repassados são não reembolsáveis (fundo perdido) pelas unidades que o 
receberam. Desse modo, a obrigação de performance da Entidade é somente a de organizar 
para que os recursos sejam distribuídos às Unidades credenciados, sendo a responsabilidade 
primária sobre a entrega dos projetos totalmente da contraparte que recebe os recursos. 
A Entidade foi constituída na sua essência para operar como interveniente na execução dos 
projetos por meio de empresas públicas e privadas para as entidades que irão desenvolver 
pesquisas e inovações.
Assim, os recursos aportados na Entidade não se constituem como uma receita ou doação e 
não foram, ou não são considerados como patrimônio da Entidade.
Conforme contrato de gestão firmado entre a EMBRAPII, Ministério da Ciência, Tecnologia, 
Inovações (MCTI), Ministério da Educação (MEC), Ministério do Desenvolvimento, Industria, 
Comércio e Serviço (MDIC) e Ministério da Saúde (MS) a Entidade poderá utilizar até o limite de 20% 
para gastos com pessoal, e não há limitação para gastos com custeio administrativo das operações. 
As Unidades EMBRAPII fazem parte da estrutura de execução de projetos de pesquisas científicas 
e tecnológicas, entretanto a Entidade não detém o controle e a governança dessas entidades. 
Nesse contexto, a EMBRAPII se caracteriza como interveniente na execução dos projetos.
Após análises das disposições contidas no CPC 47 - Receita de Contrato com Clientes, ficou 
evidente que a natureza das transações de repasses efetuados pela EMBRAPII à outras 
Entidades não é uma obrigação de performance para fornecer os próprios bens ou serviços 
específicos. O objetivo da EMBRAPII é o de organizar para que esses bens ou serviços sejam 
fornecidos por outra parte, nesse contexto, a EMBRAPII se configura como uma entidade 
“Agente” e não uma entidade “Principal”. 
A totalidade dos serviços especificados a serem fornecidos para outras entidades está contida 
no Contrato de Gestão, e não foram identificados casos em que a EMPRAPII pudesse se 
configurar como entidade “Principal”.
A EMBRAPII não controla cada bem ou serviço antes que o bem ou serviço especificado seja 
transferido para as outras entidades, pois os recursos apenas transitam pela EMBRAPII até que 
sejam repassados às Unidades EMBRAPII.
Os recursos ficam sobre a titularidade da EMBRAPII enquanto não repassados; todavia, assim que 
estiverem satisfeitas certas condições, a titularidade desses recursos é transferida a outras entidades.
Consequentemente, as subvenções previstas e já recebidas são controladas em contas 
patrimoniais, incluindo os rendimentos financeiros dos recursos que se encontram em 
aplicações financeiras, por terem a finalidade de aplicações a projetos, e as receitas e despesas 
representam somente os custos operacionais da Entidade.
A receita auferida refere-se exatamente ao reembolso dos custos de pessoal e administrativo 
e, portanto, a Entidade não tem resultado positivo ou negativo em suas transações e não 
aufere outras receitas.
Diante das características específicas da EMBRAPII, a escrituração contábil da EMBRAPII foi 
elaborada no pressuposto de entidade “Agente”.
3.2 Benefícios de curto prazo a empregados
Obrigações de benefícios de curto prazo a empregados, são reconhecidas como despesas 
de pessoal conforme o serviço correspondente seja prestado. O passivo é reconhecido pelo 
montante do pagamento esperado, caso a Entidade tenha uma obrigação presente legal ou 
construtiva de pagar esse montante em função de serviço prestado pelo empregado e a 
obrigação possa ser estimada de maneira confiável.
3.3 Receitas financeiras
A Entidade possui receitas financeiras oriundas de suas aplicações financeiras. Todas as 
receitas financeiras são reconhecidas em contrapartida do passivo de Recursos vinculados por 
estarem comprometidas com a finalidade de aplicação em projetos.
3.4 Imobilizado
(i) Reconhecimento e mensuração
Itens do imobilizado são mensurados pelo seu custo histórico ou construção, deduzidos de 
depreciação acumulada e quaisquer perdas acumuladas por redução ao valor recuperável 
(impairment).
(ii) Custos subsequentes
Custos subsequentes são capitalizados apenas quando é provável que benefícios econômicos 
futuros associados com os gastos serão auferidos pela Entidade.
(iii) Depreciação
A depreciação é calculada para amortizar o custo de itens do ativo imobilizado, líquido de seus 
valores residuais estimados, utilizando o método linear, por meio de taxas que refletem a vida 
útil dos bens. A depreciação é reconhecida no resultado. 
3.5 Instrumentos financeiros
(i) Reconhecimento e mensuração inicial
Todos os ativos e passivos financeiros são reconhecidos inicialmente quando a Entidade se 
tornar parte das disposições contratuais do instrumento. 
Um ativo financeiro ou passivo financeiro é inicialmente mensurado ao valor justo, mais ou 
menos, para um item não mensurado ao VJR, os custos de transação que são diretamente 
atribuíveis à sua aquisição ou emissão.
(ii) Classificação e mensuração subsequente
Ativos financeiros 
No reconhecimento inicial, um ativo financeiro é classificado como mensurado: ao custo 
amortizado; ao VJORA - instrumento de dívida; ao VJORA - instrumento patrimonial; ou ao VJR.
Os ativos financeiros não são reclassificados subsequentemente ao reconhecimento inicial, a 
não ser que o Grupo mude o modelo de negócios para a gestão de ativos financeiros, e neste 
caso todos os ativos financeiros afetados são reclassificados no primeiro dia do período de 
apresentação posterior à mudança no modelo de negócios.
Um ativo financeiro é mensurado ao custo amortizado se atender a ambas as condições a 
seguir e não for designado como mensurado ao VJR:
 É mantido dentro de um modelo de negócios cujo objetivo seja manter ativos financeiros 
para receber fluxos de caixa contratuais.
 Seus termos contratuais geram, em datas específicas, fluxos de caixa que são relativos 
somente ao pagamento de principal e juros sobre o valor principal em aberto.
Para fins dessa avaliação, o “principal” é definido como o valor justo do ativo financeiro no 
reconhecimento inicial. Os “juros” são definidos como uma contraprestação pelo valor do 
dinheiro no tempo e pelo risco de crédito associado ao valor principal em aberto durante um 
determinado período e pelos outros riscos e custos básicos de empréstimos (por exemplo, 
risco de liquidez e custos administrativos), assim como uma margem de lucro.
A Entidade avalia o objetivo do modelo de negócio no qual o ativo/passivo financeiro está 
inserido e, para isso, considera as seguintes premissas: (i) as políticas e objetivos para o ativo 
financeiro que, no caso da EMBRAPII, têm como foco a obtenção de receitas contratuais 
fundamentalmente das aplicações financeiras; (ii) manutenção de um determinado perfil de 
taxa de juros; e (iii) os riscos que afetam o desempenho do modelo de negócio e a maneira 
como são gerenciados.
Desta forma, a EMBRAPII possui apenas ativos e passivos financeiros mensurados ao custo 
amortizado, pois tem como modelo de negócio que seus recursos são mantidos para 
suprimento de caixa com a finalidade de recebimento e pagamento de principal e juros. 
Passivos financeiros 
Os passivos financeiros foram classificados como mensurados ao custo amortizado ou ao VJR. 
Um passivo financeiro é classificado como mensurado ao valor justo por meio do resultado 
caso for classificado como mantido para negociação, for um derivativo ou for designado como 
tal no reconhecimento inicial. Passivos financeiros mensurados ao VJR são mensurados ao 
valor justo e o resultado líquido, incluindo juros, é reconhecido no resultado. Outros passivos 
financeiros são subsequentemente mensurados pelo custo amortizado utilizando o método de 
juros efetivos. A despesa de juros, ganhos e perdas cambiais são reconhecidos no resultado. 
Qualquer ganho ou perda no desreconhecimento também é reconhecido no resultado.
(iii) Desreconhecimento
Ativos financeiros
A Entidade desreconhece um ativo financeiro quando:
 os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram; ou
 transfere os direitos contratuais de recebimento aos fluxos de caixa contratuais sobre um 
ativo financeiro em uma transação em que:
 substancialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são 
transferidos; ou
 A Entidade nem transfere nem mantém substancialmente todos os riscos e benefícios da 
titularidade do ativo financeiro e não retém o controle sobre o ativo financeiro.
A Entidade realiza transações em que transfere ativos reconhecidos no balanço patrimonial, 
mas mantém todos ou substancialmente todos os riscos e benefícios dos ativos transferidos. 
Nesses casos, os ativos financeiros não são desreconhecidos.
Passivos financeiros
A Entidade desreconhece um passivo financeiro quando sua obrigação contratual é retirada, 
cancelada ou expira. O Grupo também desreconhece um passivo financeiro quando os termos 
são modificados e os fluxos de caixa do passivo modificado são substancialmente diferentes, caso 
em que um novo passivo financeiro baseado nos termos modificados é reconhecido a valor justo.
No desreconhecimento de um passivo financeiro, a diferença entre o valor contábil extinto e a 
contraprestação paga (incluindo ativos transferidos que não transitam pelo caixa ou passivos 
assumidos) é reconhecida no resultado.
(iv) Compensação
Os ativos ou passivos financeiros são compensados e o valor líquido apresentado no balanço 
patrimonial quando, e somente quando, a Entidade tenha atualmente um direito legalmente 
executável de compensar os valores e tenha a intenção de liquidá-los em uma base líquida ou 
de realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente.
(v) Compensação
Os ativos financeiros são mensurados ao custo amortizado utilizando o método de juros efetivos. 
O custo amortizado é reduzido por perdas por impairment. A receita de juros, ganhos e perdas 
cambiais e o impairment são reconhecidos no passivo por serem obrigações com PD&I. 
(vi) Redução ao valor recuperável
A Entidade reconhece provisão para perdas esperadas de crédito sobre ativos financeiros 
mensurados ao custo amortizado. Em cada data de balanço, a Entidade avalia se os ativos 
financeiros contabilizados pelo custo amortizado estão com problemas de recuperação.
Um ativo financeiro possui “problemas de recuperação” quando ocorrem um ou mais eventos com 
impacto prejudicial nos fluxos de caixa futuros estimados do ativo financeiro. Evidência objetiva de 
que ativos financeiros tiveram problemas de recuperação inclui os seguintes dados observáveis:
 Dificuldades financeiras significativas do devedor;
 Quebra de cláusulas contratuais, tais como inadimplência ou atraso de mais de 90 dias
 Probabilidade que o devedor entrará em falência ou passará por outro tipo de reorganização financeira; 
 Desaparecimento de mercado ativo para o título por causa de dificuldades financeiras.
A provisão para perdas para ativos financeiros mensurados pelo custo amortizado é deduzida 
do valor contábil bruto dos ativos.
Ativos não financeiros
Para testes de redução ao valor recuperável, os ativos são agrupados em Unidades Geradoras 
de Caixa (UGC), ou seja, no menor grupo possível de ativos que gera entradas de caixa pelo 
seu uso contínuo, entradas essas que são em grande parte independentes das entradas de 
caixa de outros ativos ou UGCs.
O valor recuperável de um ativo ou UGC é o maior entre o seu valor em uso e o seu valor justo menos 
custos para alienação. O valor em uso é baseado em fluxos de caixa futuros estimados, descontados 
a valor presente usando uma taxa de desconto antes dos impostos que reflita as avaliações atuais de 
mercado do valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos do ativo ou da UGC.
Uma perda por redução ao valor recuperável é reconhecida se o valor contábil do ativo ou UGC 
exceder o seu valor recuperável.
Perdas por redução ao valor recuperável são reconhecidas no resultado. As perdas por 
redução ao valor recuperável são revertidas somente na extensão em que o novo valor 
contábil do ativo não exceda o valor contábil que teria sido apurado, líquido de depreciação 
ou amortização, caso a perda de valor não tivesse sido reconhecida.
Em 31 de dezembro de 2023 e 2022 não houve indicativos de perda por redução ao valor 
recuperável de ativos.
3.6 Apuração do resultado
As Unidades e EMBRAPII fazem parte da estrutura de execução de projetos de pesquisas 
científicas e tecnológicas, entretanto a Entidade não detém o controle e a governança dessas 
entidades; nesse contexto, a EMBRAPII caracteriza-se como interveniente na execução 
dos projetos. Consequentemente, os recursos previstos e já recebidos são controlados em 
contas patrimoniais, incluindo os rendimentos financeiros dos recursos que se encontram 
em aplicações financeiras, e as receitas representam somente o reembolso dos custos 
operacionais da Entidade.
(i) Receitas operacionais (receita do custeio administrativo)
As receitas operacionais referem-se ao reembolso dos custos com pessoal, administrativos, 
tributárias e depreciação/amortização e são reconhecidas quando ocorrem os custos.
3.7 Caixa, equivalentes de caixa e caixa restrito
Compreende o saldo de contas bancárias aplicações financeiras de liquidez imediata em 
títulos prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitos a 
um risco insignificante de mudança de valor.
O caixa restrito compreende o saldo e contas bancárias e aplicação financeiras de liquidez 
imediata, prontamente conversível em montante de caixa, estando sujeito a um risco 
insignificante de mudança de valor e que possui a finalidade de suprir repasses a Unidades 
EMBRAPII no fomento a PD&I.
3.8 Provisões
As provisões são reconhecidas quando: (i) a Entidade tem uma obrigação presente ou não 
formalizada como resultado de eventos passados; (ii) é provável que uma saída de recursos 
seja necessária para liquidar a obrigação; e (iii) o valor possa ser estimado com segurança. 
A Administração da Associação não tem conhecimento de contingências que requeiram a 
constituição de provisão para futura perda.
4 Instrumentos financeiros 
4.1 Classificação contábil e valores justos
A tabela a seguir apresenta os valores contábeis dos ativos e passivos financeiros. Não inclui 
informações sobre o valor justo dos ativos e passivos financeiros não mensurados a valor justo 
e se o valor contábil é uma aproximação razoável do valor justo.
Instrumento financeiro
Classificação
2023
2022
Ativos financeiros 
  Caixa e equivalentes de caixa
Custo amortizado
34.331.813
32.249.265
  Caixa restrito
Custo amortizado 
658.467.455
821.469.492
  Adiantamentos a outras entidades
    e terceiros
Custo amortizado 
292.210
235.142
693.091.477
853.953.899
Passivos financeiros
  Obrigações sociais e trabalhistas
Custo amortizado
929.555
699.388
  Obrigações tributárias
Custo amortizado
1.652.822
680.524
  Outros passivos
Custo amortizado 
1.680.267
217.706
  Subvenções a realizar
Custo amortizado
683.274.785
844.409.103
687.537.430
846.006.720
4.2 Gestão de risco
A Entidade poderá estar exposta, em virtude de suas atividades, aos seguintes riscos 
financeiros:
 Risco de liquidez;
 Risco de taxa de juros;
 Risco de crédito.
Risco de liquidez
O risco de liquidez consiste na eventualidade de a Entidade não dispor de recursos suficientes 
para cumprir com seus compromissos em função dos diferentes prazos de liquidação de 
seus direitos e obrigações. Para o acompanhamento e a gestão do fluxo de caixa pela área 
Financeira o orçamento é projetado anualmente e permite ações preventivas para a análise 
dessa modalidade de risco na Entidade.
Risco de taxa de juros
O risco de mercado consiste na possibilidade de ocorrência de perdas resultantes na flutuação 
da moeda e taxa de juros. Essa exposição está relevantemente associada às taxas pactuadas 
com instituições financeiras das aplicações financeiras mantidas pela Entidade, conforme 
apresentadas na Nota Explicativa nº 5. 
O entendimento da Administração é de que o risco de taxa de juros está substancialmente 
mitigado considerando a aplicação em produtos de renda fixa com taxas atreladas à variação 
do CDI, com insignificante margem de alteração. Segue a análise de sensibilidade da Entidade:
Saldo em
31.12.2023
Cenários projetados para
dezembro de 2023
Cenário
Variação
Variação
Aplicações financeiras
provável
de 25%
de 50%
Risco de queda do CDI
Valor do principal
692.786.487 (*)
692.786.487
692.786.487
692.786.487
Taxa média de 98% do CDI
12,78%
9,58%
6,39%
Valor das aplicações
   indexadas
781.319.058
759.185.916
737.052.773
Impacto nas aplicações
   financeiras
88.532.571
66.399.428
44.266.285
(*) Não inclui os saldos constantes em conta corrente.
Risco de crédito
O risco de crédito decorre da possibilidade de ocorrência de perdas associadas ao não 
cumprimento pelo devedor ou pela contraparte de suas obrigações financeiras nos termos 
pactuados. Essa exposição está relevantemente associada às aplicações financeiras mantidas 
pela Entidade, conforme Nota Explicativa nº 5. O entendimento da Administração é de que 
o risco de crédito está substancialmente mitigado com relação a aplicações financeiras, pois 
os recursos estão todos aplicados em instituições financeiras controladas pela União, em 
aplicações com risco baixo.
5. Caixa e equivalentes de caixa e caixa restrito
Caixa e equivalentes de caixa
2023
2022
Banco conta movimento
3.592
2.426
Aplicação financeira (i)
34.328.221
32.246.839
Subtotal
34.331.813
32.249.265
Caixa restrito
2023
2022
Banco conta movimento – Recursos restritos
9.188
6.614
Aplicação financeira – Recursos restritos (i)
658.458.266
821.462.878
658.467.455
821.469.492
(i) Os saldos, aqui apresentados, referem-se a valores brutos, sendo devido o Imposto de 
Renda Retido na Fonte quando do resgate.  
Abaixo, apresentamos uma composição dos recursos vinculados:
 Atendidas as disposições determinadas na Lei nº 9.532 de 1997, art. 15, 3º, na Lei nº 9.637, 
de 1998, o superávit quando apurado pela EMBRAPII foi destinado, em sua totalidade, para a 
conta de Subvenções a realizar. Sendo assim, o valor de R$ 658.467.455 demonstrado na conta 
de “Recursos vinculados” encontra-se líquido das prestações de contas aprovadas dos projetos. 
A aplicação possui as seguintes características:

                            

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