DOU 28/05/2024 - Diário Oficial da União - Brasil

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137
Nº 102, terça-feira, 28 de maio de 2024
ISSN 1677-7042
Seção 1
9.4.5.2. Um fabricante ou importador pode solicitar ao IBAMA que conceda uma deficiência retroativamente, quando for descoberta após a homologação original. Neste caso,
a deficiência pode ser mantida por um período de dois anos após a data de notificação ao IBAMA, a menos que possa ser demonstrado de forma adequada que modificações substanciais
de hardware do veículo e prazo de entrega adicional além de dois anos seriam necessárias para corrigi-la. Nesse caso, o IBAMA poderá conceder um período adicional de mais um ano.
9.4.6. O IBAMA notificará sua decisão de aceitação, ou não, aos pedidos relativos aos itens anteriores, bem como o período de manutenção da deficiência.
9.4.7. Definição da família de propulsão no que diz respeito ao OBD
9.4.7.1. Deve ser selecionado um veículo representativo (Veículo Representante) para ser testado e demonstrado ao IBAMA os requisitos de diagnóstico funcional de bordo
definidos nesta Parte do ANEXO e na definição da família de propulsão estabelecida na Parte 13 do ANEXO desta Instrução Normativa. Todos os membros da família devem cumprir os
requisitos aplicáveis e os limites de desempenho estabelecidos neste regulamento.
9.4.8. Documentação
9.4.8.1. O fabricante ou importador do veículo deve preencher a ficha de informações de acordo com os itens enumerados na Parte 12 do ANEXO desta Instrução
Normativa.
PARTE 10 - ASPECTOS FUNCIONAIS DOS SISTEMAS DE DIAGNOSE DE BORDO (OBD)
10.1. Introdução
10.1.1. Os sistemas de diagnose de bordo instalados em veículos no âmbito deste regulamento devem cumprir as informações detalhadas, os requisitos funcionais e os
procedimentos de teste de verificação desta Parte do ANEXO, a fim de harmonizar os sistemas e verificar se o sistema é capaz de atender à parte funcional dos requisitos de diagnose de
bordo.
10.2. Teste de verificação funcional de diagnose de bordo
10.2.1. O desempenho do sistema de diagnose de bordo e as capacidades funcionais do OBD podem ser verificados e demonstrados ao IBAMA através dos requisitos da parte
funcional dos sistemas de diagnose de bordo deste regulamento.
10.3. Sinais de diagnose
10.3.1. Após a determinação do primeiro mau funcionamento de qualquer componente ou sistema, as condições do motor obtidas em captura de tela, presentes no momento,
devem ser armazenadas na memória do computador. As condições armazenadas do motor devem incluir, mas não estão limitadas, ao valor de carga calculado, velocidade do motor, valor(es)
de compensação de combustível (se disponível), pressão de combustível (se disponível), velocidade do veículo (se disponível), temperatura do líquido de arrefecimento (se disponível),
pressão do coletor de admissão (se disponível), operação em malha fechada ou aberta (se disponível) e o código de diagnóstico de falha que causou o armazenamento dos dados.
10.3.1.1. O fabricante ou importador deve escolher o conjunto de condições mais adequado para facilitar reparos eficazes e eficientes no armazenamento das capturas de tela.
Apenas um quadro de dados é necessário. Os fabricantes ou importadores podem optar por armazenar quadros adicionais, desde que pelo menos o quadro exigido possa ser lido por uma
ferramenta de varredura genérica que atenda às especificações dos itens 10.3.9 e 10.3.10. Se o código de diagnóstico de falha que causa as condições a serem armazenadas for apagado
de acordo com o item 9.3.8 da Parte 9 do ANEXO desta Instrução Normativa, as condições armazenadas do motor também podem ser apagadas.
10.3.1.2. Caso ocorra uma falha subsequente no sistema de combustível ou uma falha de ignição, qualquer captura de tela das condições anteriormente armazenadas deve ser
substituída pelas condições de falha de ignição ou do sistema de combustível (o que ocorrer primeiro).
10.3.2. Se disponíveis, os seguintes sinais, além das informações de captura de tela necessárias, devem ser disponibilizadas sob demanda por meio da porta serial no conector
de diagnóstico padronizado, se as informações estiverem disponíveis para o computador de bordo ou puderem ser determinadas usando as informações disponíveis para o computador de
bordo: número de códigos de diagnóstico de falha armazenados, temperatura do líquido de arrefecimento do motor, status do sistema de controle de combustível (circuito fechado, circuito
aberto, outro), compensação de combustível, avanço do tempo de ignição, temperatura do ar de admissão, pressão de ar do coletor, taxa de fluxo de ar, velocidade do motor, valor de saída
do sensor de posição do acelerador, status do ar secundário (a montante, a jusante ou atmosfera), o valor de carga calculado, a velocidade do veículo, e a pressão do combustível.
10.3.2.1. Os sinais devem ser fornecidos em unidades padrão com base nas especificações do item 10.3.7. Os sinais reais devem ser claramente identificados separadamente do
valor padrão ou sinais provenientes do modo de segurança.
10.3.3. Para todos os sistemas de controle para os quais são realizados testes específicos de avaliação de bordo (por exemplo sensor de oxigênio), exceto, se aplicável, detecção
de falha de ignição, monitoramento do sistema de combustível e monitoramento de componentes, os resultados do teste mais recente realizado pelo veículo e os limites com os quais o
sistema é comparado devem ser disponibilizados através da porta serial de dados no conector de diagnóstico padronizado de acordo com as especificações do item 10.3.8. Para os
componentes e sistemas monitorados, exceto os acima, uma indicação de aprovação/reprovação para os resultados de teste mais recentes deve estar disponível através do conector de
diagnóstico padronizado.
10.3.4. Os requisitos do OBD para os quais o veículo está homologado e os principais sistemas de controle monitorados pelo sistema OBD em conformidade com as especificações
do item 10.3.10. devem ser disponibilizados através da porta de dados serial no conector de ligação de dados de diagnóstico padronizado de acordo com as especificações no item
10.3.8.
10.3.5. Os números de identificação e verificação da calibração do software devem ser disponibilizados por meio da porta serial no conector de ligação de dados de diagnóstico
padronizado. Ambos os números devem ser fornecidos em um formato padronizado de acordo com as especificações do item 10.3.10.
10.3.6. Nas situações em que alguma ação puder comprometer as condições de segurança ou provocar a falha do componente, fica dispensada a avaliação dos componentes pelo
sistema de diagnose utilizado no controle das emissões durante a manifestação de uma falha.
10.3.6.1. Nas situações em que alguma ação puder comprometer as condições de segurança ou provocar o colapso do componente, fica dispensada a avaliação dos componentes
pelo sistema de diagnose utilizado no controle das emissões durante a manifestação de uma falha.
10.3.7. O sistema de diagnóstico deve fornecer acesso padronizado e irrestrito ao OBD e estar em conformidade com as normas ISO ou especificação SAE.
10.3.8. Uma das seguintes normas deve ser utilizada para a comunicação:
a) ISO 9141-2:1994/Amd 1:1996: "Road Vehicles - Diagnostic Systems - Part 2: CARB requirements for interchange of digital information";
b) ISO 14229-3:2012: "Road vehicles - Unified Diagnostic Services (UDS) - Part 3: Unified diagnostic services on CAN implementation";
c) ISO 14229-4:2012: "Road vehicles - Unified diagnostic services (UDS) - Part 4: Unified diagnostic services on FlexRay implementation";
d) ISO 14230-4:2000: "Road Vehicles - Keyword protocol 2000 for diagnostic systems - Part 4: Requirements for emission-related systems";
e) ISO 15765-4:2011: "Road vehicles - Diagnostics on Controller Area Network (CAN) - Part 4: Requirements for emissions-related systems", dated 1 November 2001;
f) ISO 22901-2:2011: "Road vehicles - Open diagnostic data exchange (ODX) - Part 2: Emissions-related diagnostic data".
10.3.9. O equipamento de teste e as ferramentas de diagnóstico necessários para se comunicar com os sistemas OBD devem atender no mínimo a especificação funcional da ISO
15031-4:2005.
10.3.10. Os dados básicos de diagnóstico (conforme especificado no item 10.3) e as informações de controle bidirecional devem ser fornecidos usando o formato e as unidades
descritas na ISO 15031-5:2011 e deve estar disponível usando uma ferramenta de diagnóstico que atenda aos requisitos da ISO 15031-4:2005.
10.3.10.1. O fabricante ou importador do veículo deve fornecer ao IBAMA os detalhes de quaisquer dados de diagnóstico, por exemplo: PIDs, IDs de monitor OBD, IDs de teste
não especificados na ISO 15031-5:2011, mas relacionados a este regulamento.
10.3.11. Quando uma falha é registrada, o fabricante ou importador deve identificar a falha usando um código de diagnóstico de falha apropriado de acordo com a ISO 15031-
6:2010 relacionados a "códigos de diagnóstico de falha de sistemas relacionados a emissões". Se isso não for possível, o fabricante ou importador pode usar os códigos de diagnóstico de
falha da ISO DIS 15031-6:2010. Alternativamente, os códigos de diagnóstico de falha podem ser compilados e relatados de acordo com ISO 14229:2006. Os códigos de diagnóstico de falha
devem ser totalmente acessíveis por equipamento de diagnóstico padronizado, em conformidade com o item 10.3.9.
10.3.12. A interface de conexão entre o veículo e o equipamento de diagnóstico deve ser padronizada e atender a todos os requisitos da ISO DIS 19689 ou ISO 15031-3:2004.
A posição de instalação preferida é sob o assento. A posição do conector deve ser informada ao IBAMA e ser facilmente acessível, mas protegida contra adulteração por pessoal não
qualificado. A posição da interface de conexão deve ser claramente indicada no manual do usuário.
10.3.13. O fabricante ou importador do veículo pode usar uma interface de conexão alternativa mediante solicitação ao IBAMA. Quando uma interface de conexão alternativa
é usada, o fabricante ou importador do veículo deve fornecer um adaptador que permita a conexão a uma ferramenta de varredura genérica. Esse adaptador deve ser fornecido de forma
não discriminatória a todos os operadores independentes.
PARTE 11 - REQUISITOS MÍNIMOS DE MONITORAMENTO PARA UM SISTEMA DE DIAGNOSE DE BORDO OBD-M2
11.1. Escopo
11.1.1. Os seguintes requisitos mínimos de monitoramento devem ser aplicados aos sistemas OBD em conformidade com os requisitos do OBD-M2 em relação ao diagnóstico de
circuito elétrico.
11.2. Requisitos de escopo e monitoramento
11.2.1. Se instalados, os seguintes sensores e atuadores listados devem ser monitorados quanto a mau funcionamento do circuito elétrico que possam gerar emissões que
excedam os valores-limite do OBD indicados na Tabela 8 e/ou que levem a ativação de um modo padrão que resulte em uma redução significativa do torque. Os dispositivos monitorados
com diagnósticos de circuito mandatório devem ser, no mínimo, os apresentados na Tabela 11 abaixo:
Tabela 11 - Monitoramento dos dispositivos (caso montados) pelo OBD-M2
. Nº
Circuitos do dispositivo
Continuidade do circuito
Racionalidade do circuito
Requisitos 
de
monitora-mento
básico
Comentário
.
Nível (ver 11.2.3)
Alta
Baixa
Circuito aberto
Fora 
de
range
Desempe-
nho
Plausibi-
lidade
Sinal 
preso
(interrompido)
Dispositivo
operacional-
Dispositivo
presente
.
1
Erro interno do módulo de controle (ECU / PCU)
3
I
(1)
.
Sensor (entrada para unidade de controle)
.
1
Sensor de posição do acelerador (pedal / manual)
1
I
I
I
I
I
I
(2)
.
2
Sensor de pressão barométrica
1
I
I
I
I
.
3
Sensor de posição do eixo de comando de válvulas
3
I
.
4
Sensor de posição do virabrequim
3
I
.
5
Sensor de temperatura de arrefecimento
1
I
I
I
I
I
I
(3)
.
6
Sensor de ângulo da válvula de controle de exaustão
1
I
I
I
I
I
I
(3)
.
7
Sensor de recirculação de gases de escape (EGR)
1
I
I
I
I
I
I
(3)
.
8
Sensor de pressão da flauta de combustível
1
I
I
I
I
I
I
(3)
.
9
Sensor de temperatura da flauta de combustível
1
I
I
I
I
I
I
(3)
. 10
Sensor de posição de mudança de marcha (tipo potenciômetro)
1
I
I
I
I
I
I
(3) (4)
. 11
Sensor de posição de mudança de marcha (tipo interruptor)
3
I
I
(4)
. 12
Sensor de temperatura do ar de admissão
1
I
I
I
I
I
I
(3)
. 13
Sensor de detonação (tipo sem ressonância)
3
I
. 14
Sensor de detonação (tipo ressonância)
3
I
. 15
Sensor de pressão absoluta do coletor de admissão
1
I
I
I
I
I
I
(3)
. 16
Sensor de fluxo de massa de ar
1
I
I
I
I
I
I
(3)
. 17
Sensor de temperatura do óleo do motor
1
I
I
I
I
I
I
(3)
. 18
Sinais do sensor de exaustão de O2 (binários / lineares)
1
I
I
I
I
I
I
(3)
. 19
Sensor de pressão do combustível (Alto)
1
I
I
I
I
I
I
(3)
. 20
Sensor de temperatura do armazenamento de combustível
1
I
I
I
I
I
I
(3)
. 21
Sensor de posição da borboleta do acelerador
1
I
I
I
I
I
I
(2)

                            

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