DOU 28/06/2024 - Diário Oficial da União - Brasil

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255
Nº 123, sexta-feira, 28 de junho de 2024
ISSN 1677-7069
Seção 3
PRS AEROPORTOS S.A.
BALANÇO PATRIMONIAL
3_INED_28_001
3_INED_28_002
Ineditoriais
PRS Aeroportos S.A.
CNPJ: 48.534.024/0001-57
Demonstrações contábeis para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2023 e período compreendido entre 18 de outubro de 2022 (constituição da Companhia) e 31 de dezembro de 2022 (Em milhares de reais - R$)
continuação
continua
Notas explicativas da Administração
1. Contexto operacional: A PRS Aeroportos S.A. (“Companhia”) é uma investida e controlada 
direta da PAX Investimentos em Aeroportos S.A. A PRS Aeroportos S.A. foi constituída em 18 de 
outubro de 2022, com a única e exclusiva finalidade de realizar a prestação dos serviços públicos 
para a ampliação, manutenção e exploração da infraestrutura aeroportuária dos Complexos 
Aeroportuários integrantes do Bloco Aviação Geral, propriamente o Aeroporto Campo de Marte 
- São Paulo/SP (SBMT) e Aeroporto de Jacarepaguá - Roberto Marinho - Rio de Janeiro/RJ (SBJR), 
em conformidade com as condições e especificações do contrato de concessão firmado entre a 
Agência Nacional de Aviação Civil - ANAC e a PRS Aeroportos S.A. (“Contrato de Concessão”), em 
virtude do êxito no processo licitatório promovido pelo Poder Concedente nos termos do Edital 
do Leilão nº 01/2022 (“Edital do Leilão”). Aeroporto Campo de Marte: O Aeroporto Campo de 
Marte está localizado na cidade de São Paulo, no estado de São Paulo. Ele é conhecido como um 
aeroporto voltado para a aviação geral e executiva. Atualmente é utilizado principalmente para 
operações de táxi aéreo, escolas de aviação, aviação executiva e serviços de helicóptero e como 
base de apoio da Polícia Militar e seus helicópteros Águia. O Campo de Marte possui uma pista 
asfaltada com 1.600 metros de comprimento, que permite a operação de aeronaves de peque-
no e médio porte. Também possui um terminal de passageiros para atendimento aos voos exe-
cutivos. Além disso, o aeroporto conta com uma série de serviços e facilidades para aviação, 
como hangares, abastecimento de combustível, oficinas de manutenção e serviços de apoio. 
Aeroporto de Jacarepaguá: O Aeroporto de Jacarepaguá está localizado na cidade do Rio de 
Janeiro, no bairro de Jacarepaguá. Também é conhecido como Aeroporto de Jacarepaguá - Ro-
berto Marinho, em homenagem ao empresário brasileiro Roberto Marinho. Assim como o Cam-
po de Marte, é um aeroporto voltado para a aviação geral e executiva, com alta movimentação 
de operação offshore. O aeroporto possui uma pista asfaltada com 900 metros de comprimento 
e é adequado para a operação de aeronaves de pequeno e médio porte. Além disso, conta com 
um terminal de passageiros e diversos serviços para aviação, como hangares, abastecimento de 
combustível, serviços de manutenção e apoio em solo. 2. Base de preparação: a) Declaração de 
conformidade: As demonstrações contábeis foram elaboradas e estão sendo apresentadas, em 
conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil (BRGAAP), que inclui as práticas 
contábeis previstas na legislação Societária Brasileira e pronunciamentos emitidos pelo Comitê 
de Pronunciamentos Contábeis (CPC), aprovados pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). 
A Administração da Companhia declara e confirma que todas as informações relevantes pró-
prias e constantes das demonstrações contábeis estão sendo evidenciadas e que correspondem 
às informações utilizadas pela Administração da Companhia na sua gestão. A emissão das de-
monstrações contábeis da Companhia foi autorizada pela Administração em 25 de junho de 
2024. Detalhes sobre as políticas contábeis relevantes da Companhia, estão apresentadas na 
Nota Explicativa nº 4. b) Moeda funcional e de apresentação: A moeda funcional da Companhia 
é o Real, mesma moeda de preparação e apresentação das demonstrações contábeis. c) Moeda 
estrangeira: Na elaboração das demonstrações contábeis da Companhia, as transações em mo-
eda estrangeira são registradas de acordo com as taxas de câmbio vigentes na data de cada 
transação. No final de cada exercício, os itens em moeda estrangeira são convertidos pelas taxas 
vigentes. As variações cambiais sobre esses itens são reconhecidas no resultado do exercício em 
que ocorrerem. d) Mensuração do valor justo: Uma série de políticas e divulgações contábeis 
da Companhia requer a mensuração do valor justo, para os ativos e passivos financeiros e não 
financeiros. A Companhia estabeleceu uma estrutura de controle relacionada à mensuração dos 
valores justos. Isso inclui uma equipe de avaliação que possui a responsabilidade geral de revi-
sar todas as mensurações significativas de valor justo. A Companhia revisa regularmente dados 
não observáveis significativos e ajustes de avaliação. Se a informação de terceiros, tais como 
cotações de corretoras ou serviços de preços, é utilizada para mensurar os valores justos, então 
a equipe de avaliação analisa as evidências obtidas de terceiros para suportar a conclusão de 
que tais avaliações atendem aos requisitos da norma contábil, incluindo o nível na hierarquia do 
valor justo em que tais avaliações devem ser classificadas. Ao mensurar o valor justo de um 
ativo ou um passivo, a Companhia usa dados observáveis de mercado, tanto quanto possível. Os 
valores justos são classificados em diferentes níveis em uma hierarquia baseada nas informa-
ções (inputs) utilizadas nas técnicas de avaliação da seguinte forma: • Nível 1: preços cotados 
(não ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos e idênticos; • Nível 2: inputs, exceto 
os preços cotados incluídos no Nível 1, que são observáveis para o ativo ou passivo, diretamen-
te (preço) ou indiretamente (derivado de preço); e • Nível 3: inputs, para o ativo ou passivo, que 
não são baseados em dados observáveis de mercado (inputs não observáveis). A Companhia 
reconhece as transferências entre níveis da hierarquia do valor justo no final do período das 
demonstrações contábeis em que ocorreram as mudanças. 3. Base de elaboração e mensura-
ção: As demonstrações foram preparadas considerando o custo histórico como base de valor, 
exceto quando mencionado ao contrário. O custo histórico geralmente é baseado no valor justo 
das contraprestações pagas em troca de bens e serviços. Valor justo é o preço que seria recebi-
do pela venda de um ativo ou pago pela transferência de um passivo em uma transação organi-
zada entre participantes do mercado na data de mensuração, independentemente de esse 
preço ser diretamente observável ou estimado usando outra técnica de avaliação. Ao estimar o 
valor justo de um ativo ou passivo, a Companhia leva em consideração as características do 
ativo ou passivo no caso de os participantes do mercado levarem essas características em con-
sideração na precificação do ativo ou passivo na data de mensuração. 4. Políticas contábeis 
materiais: A Companhia aplicou às políticas contábeis descritas a seguir de maneira consistente 
a todo o período apresentado nestas demonstrações contábeis. a) Contrato de concessão - ICPC 
01 (R1): A Concessionária contabiliza o contrato de concessão conforme a Interpretação Técnica 
ICPC 01 (R1), que especifica as condições a serem atendidas em conjunto para que as conces-
sões públicas estejam inseridas em seu alcance. A infraestrutura dentro do alcance da ICPC 01 
(R1) IFRIC 12 não é registrada como ativo imobilizado das concessionárias porque o contrato de 
concessão não transfere ao concessionário o direito de controle do uso da infraestrutura de 
serviços públicos. É prevista apenas a cessão de posse desses bens para prestação de serviços 
públicos, sendo eles revertidos ao poder concedente ao término do contrato de concessão. O 
concessionário tem acesso apenas para operar a infraestrutura para prestação dos serviços pú-
blicos em nome do poder concedente nos termos do contrato de concessão, atuando como 
prestador de serviço durante determinado prazo. O concessionário reconhece um intangível à 
medida que recebe autorização (direito) de cobrar dos usuários do serviço público e não possui 
direito incondicional de receber caixa ou outro ativo financeiro do poder concedente. A amorti-
zação do direito de exploração da infraestrutura é reconhecida no resultado do exercício de 
acordo com a curva estimada de utilização dos serviços da Concessionária dentro do prazo do 
contrato de concessão. b) Caixa e equivalentes de caixa: Incluem os saldos de caixa, depósitos 
bancários e aplicações financeiras cujo vencimento seja de até 90 dias da data da aplicação, 
registradas ao custo, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço, que não supe-
ra o valor de mercado. As aplicações financeiras são reconhecidas e mensuradas pelo valor justo 
e os resultados financeiros auferidos nessas operações são alocados diretamente ao resultado. 
c) Contas a receber: As contas a receber correspondem aos valores a receber pela prestação de 
serviços no curso normal das atividades da Companhia. Se o prazo de recebimento é inferior a 
12 meses as contas a receber são classificadas no ativo circulante, e caso o prazo de recebimen-
to seja superior a 12 meses então as contas a receber serão classificadas no ativo não circulante. 
As contas a receber são reconhecidas pelo valor justo, que coincide com os valores faturados 
incluindo os respectivos impostos diretos, menos os impostos retidos na fonte. d) Impostos a 
recuperar: Impostos a recuperar correspondem a valores de crédito superiores a débitos tribu-
tários e que serão usados como compensação ao pagamento de próximos impostos. Se o prazo 
de utilização estimado de utilização desses impostos é inferior a 12 meses, são classificados no 
ativo circulante, e caso o prazo de utilização estimado seja superior a 12 meses então são clas-
sificados no ativo não circulante. e) Outros ativos e passivos (circulantes e não circulantes): Um 
ativo é reconhecido no balanço patrimonial quando for provável que seus benefícios econômi-
cos futuros serão gerados em favor da Empresa e seu custo ou valor puder ser mensurado com 
segurança. Um passivo é reconhecido no balanço patrimonial quando possui uma obrigação ou 
é constituído como resultado de um evento passado, sendo provável que um recurso econômi-
co seja requerido para liquidá-lo. São acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encar-
gos e das variações monetárias ou cambiais incorridas. As provisões são registradas tendo como 
base as melhores estimativas do risco envolvido. Os ativos e passivos são classificados como 
circulantes quando é provável que a sua realização ou liquidação ocorra nos próximos doze 
Balanços patrimoniais
31/12/2022
Ativo
Notas
31/12/2023
(Não auditado)
Ativo circulante
17.047
1.208
 Caixa e equivalentes de caixa
6
2.133
1.208
 Contas a receber
7
14.128
–
 Despesas antecipadas
8
529
–
 Adiantamento a terceiros
54
–
 Impostos a recuperar
9
203
–
Ativo não circulante
275.473
128.991
 Despesas antecipadas
8
348
–
 Partes relacionadas
10
321
–
Imobilizado
11
178
–
Intangível
12
274.626
128.991
Total do ativo
292.520
130.199
Balanços patrimoniais
31/12/2022
Passivo e patrimônio líquido
Notas
31/12/2023
(Não auditado)
Passivo circulante
6.686
129.337
 Fornecedores
13
3.086
–
 Obrigações trabalhistas
14
2.058
75
 Obrigações tributárias
15
1.521
322
 Adiantamento de clientes
21
–
 Outras contas a pagar
16
–
128.940
Passivo não circulante
602
–
 Dividendos a pagar
17 (c)
602
–
Patrimônio líquido
285.232
862
 Capital social
17 (a)
283.301
5.001
 Reserva legal
17 (b)
127
–
 Reserva de lucros (prejuízos acumulados)
1.804
(4.139)
Total do passivo e patrimônio líquido
292.520
130.199
Demonstrações do resultado
01/01/2023 a  
31/12/2023
18/10/2022 a  
31/12/2022
Notas
(Não auditado)
 Receita líquida
18
30.335
–
 Custo dos serviços prestados
19
(9.984)
–
Lucro bruto
20.351
–
Receitas (despesas) operacionais
 Gerais e administrativas
19
(12.293)
(4.146)
 Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas
19
(58)
1
Lucro (prejuízo) operacional antes do resultado financeiro
8.000
(4.145)
Resultado financeiro
 Receitas financeiras
20
2.926
7
 Despesas financeiras
20
(153)
(1)
Lucro (prejuízo) antes do imposto de renda e 
 da contribuição social
10.773
(4.139)
 Imposto de renda e contribuição social
(4.102)
–
Lucro (prejuízo) do exercício
6.671
(4.139)
 Quantidade de ações ao final do exercício
10.000
10.000
Lucro (prejuízo) básico e diluído (em Reais)
667
(414)
Demonstrações do resultado abrangente
01/01/2023 a  
31/12/2023
18/10/2022 a  
31/12/2022
(Não auditado)
Lucro (prejuízo do exercício)
6.671
(4.139)
Outros resultados abrangentes
–
–
Total de resultados abrangentes
6.671
(4.139)
Demonstrações das mutações 
do patrimônio líquido
Capital social
Lucros não  
destinados  
aguardando  
deliberação
Subs- 
crito
A inte- 
gralizar
Re- 
serva  
legal
Lucro  
(prejuízo)  
acumulado
Total
 Constituição da Companhia 
  em 18 de outubro de 2022
–
–
–
–
–
–
 Integralização de capital
1
–
–
–
–
1
 Aumento de capital social
280.000 (275.000)
5.000
 Prejuízo do período compreendido 
  entre 18 de outubro de 2022 
   (constituição da Companhia) 
    e 31 de dezembro de 2022
–
–
–
–
(4.139)
(4.139)
Saldo em 31 de dezembro 
 de 2022 (não auditado)
280.001 (275.000)
–
–
(4.139)
862
 Aumento de capital
74.400
203.900
–
–
– 278.300
 Lucro líquido do exercício
–
–
–
–
6.671
6.671
 Constituição da reserva legal
–
–
127
–
(127)
–
 Dividendos mínimos obrigatórios
–
–
–
–
(601)
(601)
 Destinação dos lucros acumulados
–
–
–
1.804
(1.804)
–
Saldo em 31 de 
 dezembro de 2023
354.401
(71.100)
127
1.804
– 285.232
Demonstrações dos fluxos de caixa - Método indireto
Fluxo de caixa das atividades operacionais
01/01/2023 a  
31/12/2023
18/10/2022 a  
31/12/2022 
(Não auditado)
Lucro/(prejuízo) do período/exercício
6.671
(4.139)
Itens que não afetam o caixa operacional:
 Depreciações
30
–
 Amortização sobre direito de outorga
1.835
–
8.536
(4.139)
Variações nos ativos e passivos operacionais
Diminuição (aumento) dos ativos operacionais:
 Contas a receber
(14.128)
–
 Despesas antecipadas
(877)
–
 Adiantamento de terceiros
(54)
–
 Impostos a recuperar
(203)
–
Aumento (diminuição) dos passivos operacionais:
 Fornecedores
3.086
–
 Obrigações trabalhistas
1.984
76
 Obrigações tributárias
1.199
322
 Adiantamento de clientes
21
–
 Outras contas a pagar
–
167
Caixa aplicado nas operações
(436)
(3.574)
Fluxo de caixa das atividades de investimentos
 Aquisição de imobilizado
(208)
–
 Aquisição de intangível
(276.410)
(218)
Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos
(276.618)
(218)
Fluxo de caixa das atividades de financiamentos
 Aumento de capital social
278.300
5.000
 Empréstimos a partes relacionadas
(321)
–
Caixa líquido gerado nas atividades de financiamentos
277.979
5.000
Aumento em caixa e equivalentes de caixa
925
1.208
 Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício
1.208
–
 Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício
2.133
1.208
Aumento em caixa e equivalentes de caixa
925
1.208
meses. Caso contrário, são demonstrados como não circulantes. f) Ativos imobilizados: O imo-
bilizado é mensurado pelo seu custo histórico, menos depreciação acumulada. O custo histórico 
inclui os gastos diretamente atribuíveis à aquisição dos itens. O custo histórico também inclui os 
custos de financiamento relacionados com a aquisição de ativos qualificados. Os custos subse-
quentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo separado, 
conforme apropriado, somente quando for provável que fluam benefícios econômicos futuros 
associados a esses custos e que possam ser mensurados com segurança. Todos os outros repa-
ros e manutenções são lançados em contrapartida ao resultado do exercício, quando incorridos. 
A depreciação de outros ativos é calculada usando a vida útil do bem, considerando os seus
custos e seus valores residuais durante a vida útil estimada, como segue:
Anos
Móveis e utensílios
10
Equipamentos de informática
5
g) Avaliação do valor recuperável de ativos (teste de impairment): A revisão do valor contábil 
líquido dos ativos tem o objetivo de avaliar eventos ou mudanças nas circunstâncias econômi-
cas, operacionais ou tecnológicas, que possam indicar deterioração ou perda de seu valor recu-
perável. Quando estas evidências são identificadas e o valor líquido excede o valor recuperável, 
é efetuado o ajuste de impairment. Não houve registro de perdas decorrentes de redução de 
valor recuperável dos ativos para os exercícios de 2023 e 2022. h) Ativos intangíveis: Refere-se 
ao direito de operar o aeroporto durante o período de concessão. Esse direito é um ativo intan-
gível identificável com vida útil definida e controlado pela Companhia, que surge do contrato de 
concessão celebrado com o governo conforme mencionado na Nota Explicativa nº 1. Os ativos 
intangíveis com vida útil definida são amortizados de acordo com sua vida útil econômica esti-
mada. No caso da concessão de aeroportos, o ativo intangível da concessão é amortizado ao 
longo do período de concessão, que é o período em que a Companhia tem o direito de operar o 
aeroporto. A amortização é calculada utilizando um método sistemático e racional ao longo do 
período de concessão, refletindo o consumo dos benefícios econômicos do ativo intangível ao 
longo do tempo. e, quando são identificadas indicações de perda de seu valor recuperável, 
submetidos a teste para análise. Ganhos e perdas resultantes da baixa de um ativo intangível 
seja por venda ou por redução ao valor recuperável são reconhecidos na demonstração do re-
sultado no momento da baixa do ativo. i) Receitas: Receitas tarifárias são os valores cobrados 
para a utilização das instalações e serviços do aeroporto por companhias aéreas, passageiros e 
operadores de aeronaves. Essas receitas são essenciais para a operação, manutenção e desen-
volvimento da infraestrutura aeroportuária. As tarifas podem ser divididas em várias categorias: 
1) Tarifa de Pouso: remunera a pista de pouso, cobradas dos operadores aeronáuticos e 
companhias aéreas pelo uso da pista para pouso; 2) Tarifa de Permanência: remunera a pista de 
táxi e as áreas de permanência, cobradas pela utilização do espaço no aeroporto para estacio-
nar aeronaves; 3) Tarifa de Embarque: remunera o terminal de passageiros, abrangendo o em-
barque, desembarque, orientação, conforto e segurança, e são arrecadadas pelas empresas 
aéreas, recolhidas posteriormente pelo operador do aeródromo. Também há outras tarifas que 
podem ser cobradas na operação aeroportuária, como de conexão, armazenagem e capatazia, 
mas não houve cobrança dessas tarifas durante o exercício social de 2023. Receitas não tarifá-
rias referem-se a todas as receitas geradas que não estão diretamente relacionadas às tarifas de 
serviços aeroportuários cobradas dos passageiros, companhias aéreas ou operadores de aero-
naves. Essas receitas podem incluir, mas não se limitam a: 1) Receitas de cessão de espaço co-
mercial dentro do aeroporto, como lojas, restaurantes, quiosques, aluguel de carros, hangares, 
entre outros; 2) Receitas de publicidade e patrocínio dentro do aeroporto, como anúncios em 
painéis, displays digitais ou outras áreas comerciais; 3) Receitas de estacionamento, tanto de 
passageiros quanto de funcionários e prestadores de serviços; 4) Receitas de serviços adicionais 
oferecidos pelo aeroporto, como serviços de bagagem, inspeção, serviços de transporte terres-
tre, entre outros. j) Custo dos serviços prestados, despesas gerais e outras despesas e receitas: 
São registrados pelo regime de competência. k) Receitas financeiras e despesas financeiras: As 
receitas e despesas financeiras da Companhia compreendem: • Rendimento sobre aplicações 
financeiras; • Despesas bancárias. As receitas e as despesas de juros são reconhecidas no resul-
tado através do método dos juros efetivos. l) Imposto de renda e contribuição social correntes 
e diferidos: O imposto de renda é calculado com base na alíquota de 15%, acrescido do adicio-
nal de 10% sobre o lucro excedente a R$ 240 mil. A contribuição social é calculada com base na 
alíquota de 9% sobre o lucro base para a contribuição social. Os impostos sobre a renda são 
reconhecidos na demonstração do resultado, exceto na proporção em que estiverem relaciona-
dos com itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido ou no resultado abrangente. 
Nesse caso, o imposto também é reconhecido no patrimônio líquido ou no resultado abrangen-
te. O encargo de imposto de renda e contribuição social corrente é calculado com base nas leis 
tributárias promulgadas, ou substancialmente promulgadas, na data do balanço. A Administra-
ção avalia, periodicamente, as posições assumidas pela Empresa nas declarações de impostos 
de renda com relação às situações em que a regulamentação fiscal aplicável dá margem a inter-
pretações. Estabelece provisões, quando apropriado, com base nos valores estimados de paga-
mento às autoridades fiscais. O imposto de renda e contribuição social diferidos são reconheci-
dos usando-se o método do passivo sobre as diferenças temporárias decorrentes de diferenças 
entre as bases fiscais dos ativos e passivos e seus valores contábeis nas demonstrações contá-
beis. O imposto de renda e contribuição social diferidos são determinados, usando alíquotas de 
imposto e leis fiscais promulgadas, ou substancialmente promulgadas, na data do balanço, e 
que devem ser aplicadas quando o respectivo imposto diferido ativo for realizado ou quando o 
imposto diferido passivo for liquidado. Impostos diferidos ativos são reconhecidos na extensão 
em que seja provável que o lucro futuro tributável esteja disponível para ser usado na compen-
sação aos prejuízos fiscais e bases negativas de contribuição social e sobre as diferenças tempo-
rárias, com base em projeções de resultados futuros elaborados e fundamentados em premis-
sas internas e em cenários econômicos futuros que podem, portanto, sofrer alterações. A 
Empresa não reconhece imposto de renda diferido nos casos em que não há previsão de gera-
ção de lucros tributáveis futuros para compensação com diferenças temporárias. Os impostos 
de renda diferidos ativos e passivos são compensados quando há um direito exequível legal-
mente de compensar os ativos fiscais correntes contra os passivos fiscais correntes e quando os 
impostos de renda diferidos ativos e passivos se relacionam com os impostos de renda inciden-
tes pela mesma autoridade tributável sobre a entidade tributária ou diferentes entidades tribu-
táveis onde há intenção de liquidar os saldos numa base líquida. m) Instrumentos financeiros: 
Ativos financeiros são classificados, no reconhecimento inicial, como ativos financeiros a valor 
justo por meio do resultado, empréstimos e recebíveis, investimentos mantidos até o venci-
mento e ativos financeiros mantidos para venda conforme a situação. A Companhia determina 
a classificação dos seus ativos financeiros no momento do seu reconhecimento inicial, quando 
ele se torna parte das disposições contratuais do instrumento. Todos os ativos financeiros são 
reconhecidos inicialmente ao valor justo, acrescido, no caso de investimentos não contabiliza-
dos a valor justo por meio do resultado, dos custos de transação que são atribuíveis à aquisição 
do ativo financeiro. Os ativos financeiros da Companhia incluem caixa e equivalentes de caixa, 
contas a receber de clientes, impostos a recuperar e outros recebíveis. A Companhia classifica 
seus instrumentos financeiros na categoria empréstimos e recebíveis. Em 31 de dezembro de 
2023 e 2022 não há instrumentos financeiros derivativos. 5. Contrato de concessão: Objeto: 
O contrato tem por objetivo a concessão dos serviços públicos para a ampliação, manutenção e 
exploração da infraestrutura aeroportuária a serem implementadas nas seguintes fases: • FASE 
I-A - Transferência das operações dos Aeroportos sob comando da Infraero para a Concessioná-
ria (fase concluída, com transição operacional do Aeroporto de Campo de Marte no dia 15 de 
agosto de 2023, e do Aeroporto de Jacarepaguá no dia 1º de setembro de 2023); • FASE I-B - 
Ampliação e adequação dos Aeroportos pela Concessionária para atendimento às especifica-
ções mínimas de infraestrutura aeroportuária e recomposição total do nível de serviço estabe-
lecido no Plano de Exploração Aeroportuária “PEA” (Fase com conclusão prevista para 1º de 
maio de 2026); e • FASE II - Cumprimento integral das obrigações estabelecidas no PEA, incluin-
do ampliação, manutenção e exploração dos Aeroportos de acordo com as Especificações míni-
mas de infraestrutura aeroportuária e o nível de serviço requerido, conforme contrato de 
concessão (fase com início após a fase I-B e vigente durante todo o tempo restante de conces-
são). Prazo de vigência: O contrato de concessão tem prazo de 30 (trinta) anos, podendo ser 
prorrogado uma única vez por até 5 anos, sendo a concessão outorgada pela Agência Nacional 
de Aviação Civil (ANAC). Contribuição ao sistema: Pelo direito de exploração do Bloco de Avia-
ção Geral, englobando os Aeroportos Campo de Marte e Jacarepaguá, a Concessionária, com a 
assinatura do contrato de concessão, se comprometeu a desembolsar o total de R$ 141.400.000, 
sendo o saldo corrigido desde agosto de 2022, mês de realização da sessão pública do leilão, 
pelo IPCA-IBGE, em conta a favor do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), a título de outorga 
fixa. Em conformidade com o aditamento ao contrato de concessão que alterou o fluxo de pa-
gamento da outorga fixa original, nos termos da Lei nº 13.499/2017 e da Portaria nº 135/MTPA, 
o montante, em valores reais, passa a ser R$ 145.980.000 decorrente da reprogramação, per-
manecendo inalterado o valor presente líquido da outorga fixa original. O contrato de conces-
são também prevê a realização do pagamento da contribuição variável anual, em reais, a partir 
do quinto ano-calendário completo de concessão, resultante da aplicação de uma alíquota so-
bre a totalidade da receita bruta anual. A alíquota será implementada conforme o quadro a seguir:
Período
Alíquota
Da data de eficácia do contrato até o quarto ano-calendário completo
Zero
Quinto ano
3,05%
Sexto ano
6,10%
Sétimo ano
9,15%
Oitavo ano
12,20%
A partir do novo ano até o final da concessão
15,25%
Bens integrantes da concessão: Integram a concessão os bens necessários a prestação do ser-
viço de exploração aeroportuária já disponibilizados pelo poder público e incorporados à opera-
ção da Concessionária, tais como edificações, instalações, máquinas e equipamentos, móveis e 
utensílios, veículos, pistas de pouso e decolagem, pátios de manobra, dentre outros. Direitos e 
deveres gerais: Durante o período do contrato, a Concessionária tem por obrigação cumprir e 
fazer cumprir integralmente o Contrato de Concessão, atendendo às exigências e dar o devido 
tratamento às recomendações ou observações feitas pela ANAC, manter em bom estado de 
funcionamento, conservação e segurança, os bens necessários à prestação dos serviços que in-
tegram a concessão, além de manter um sistema de atendimento físico e eletrônico ao usuário 
e uma ouvidoria para apurar as reclamações relativas aos serviços prestados. Investimentos: 
Os custos com obras e intervenções nos bens do poder público, previstos no contrato de conces-
são, serão contabilizados no intangível, pois não há previsão no contrato de concessão para re-
embolso de parte ou de todo o investimento efetuado pela Concessionária. Extinta a concessão, 
retornam ao poder concedente todos os bens reversíveis, direitos e privilégios vinculados ao 
complexo aeroportuário. Remuneração da Concessionária: • Receitas tarifárias: São constituí-
das, pelas tarifas de embarque, conexão, pouso e permanência, armazenagem e capatazia. 
• Receitas não tarifárias: São constituídas, por cessão de espaço inerentes à exploração dos 
espaços comerciais e outros. Transferência da concessão e do controle societário: A Concessio-
nária e seu acionista privado não poderão realizar qualquer modificação direta ou indireta nos 
respectivos controles societários ou transferir a concessão sem a prévia e expressa anuência da 
ANAC, sob pena de caducidade do contrato. Utilização do complexo aeroportuário - disposi-
ções gerais: A Concessionária poderá celebrar com terceiros, prestadores de serviços de trans-
porte aéreo, de serviços auxiliares ao transporte aéreo ou exploradores de outras atividades 
econômicas, contratos que envolvam a utilização de espaço no complexo aeroportuário, 
sendo que, a remuneração será livremente pactuada entre a Concessionária e a outra parte
contratante. 6. Caixa e equivalentes de caixa:
Descrição
31/12/2023
31/12/2022 
(Não auditado)
Bancos
138
–
Aplicações financeiras (i)
1.995
1.208
Total
2.133
1.208
Caixa e equivalentes de caixa consistem em numerário disponível na entidade e saldos em po-
der de bancos. (i) As aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, são prontamente 
conversíveis em um montante conhecido de caixa e estão sujeitas a um insignificante risco de 
mudança de valor. As aplicações são remuneradas por taxas variáveis, com média de 103% do 
CDI a.a., tendo como contraparte bancos de primeira linha.
7. Contas a receber:
Descrição
31/12/2023
31/12/2022 
(Não auditado)
Contas a receber
14.128
–
Total
14.128
–
Aging: Abertura por vencimento:
Faixa
31/12/2023 
(Não auditado)
A vencer
8.743
Vencidos em até 30 dias
2.821
Vencidos entre 31 e 60 dias
2.077
Vencidos entre 61 e 90 dias
487
Total
14.128
A Companhia não espera perdas em contas a receber em 31 de dezembro de 2023, portanto, 
nenhuma provisão foi constituída.
8. Despesas antecipadas:
Seguros
31/12/2023
31/12/2022 
(Não auditado)
Danos materiais
15
–
Responsabilidade civil geral (i)
377
–
Executante concessionário (ii)
457
–
Indenização a reclamações de terceiros
28
–
Total
877
–
Circulante
529
–
Não circulante
348
–
(i) Os contratos de seguro de Responsabilidade Civil Geral são essenciais para proteger a empre-
sa contra danos materiais e ações emergenciais relacionados a terceiros. Foram firmadas apóli-
ces de seguro com as empresas Starr (Responsabilidade Civil de Hangar) e AIG (Responsabilida-
de Civil Geral), com limite máximo de R$ 50.000 cada um, ambos com vigência de 1 ano; 
e (ii) Pelo contrato de concessão, há o dever de manter em vigor a Garantia de Execução Con-
tratual durante toda a vigência do contrato e 24 meses após o término. Essa condicionante tem 
o papel de garantir o fiel cumprimento das obrigações do contrato pela concessionária e poderá 
ser executada pelo poder concedente, ANAC, nas hipóteses previstas na subseção 9 do capítulo 
3 do contrato. Podendo ser feito sob as modalidades de caução, seguro-garantia ou fiança ban-
cária, a PRS Aeroportos optou pelo seguro-garantia, contratando a seguradora Potencial com 
vigência de 5 anos.
9. Impostos a recuperar:
Descrição
31/12/2023
31/12/2022 
(Não auditado)
IRPJ
146
–
CSLL
57
–
Total
203
–
10. Partes relacionadas:
Descrição
31/12/2023
31/12/2022 
(Não auditado)
Pax Investimentos em Aeroportos S.A
321
–
Total
321
–
Em 2023, a PRS realizou transferências para a no montante de R$ 321, para pagamentos de 
despesas com a operação de debêntures da Holding Pax Investimentos em Aeroportos S.A. O 
montante será reembolsado até outubro de 2024.
11. Imobilizado:
Descrição
31/12/2023
31/12/2022 
(Não auditado)
Custo
Móveis e utensílios
1
–
Equipamentos de informática
207
–
Total
208
–
Depreciação acumulada
(–) Móveis e utensílios
–
–
(–) Equipamentos de informática
(30)
–
Total
(30)
–
Total
178
–

                            

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