DOU 01/07/2024 - Diário Oficial da União - Brasil

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Nº 124, segunda-feira, 1 de julho de 2024
ISSN 1677-7042
Seção 1
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
SUPERINTENDÊNCIA-GERAL
SUPERINTENDÊNCIA DE SUPERVISÃO
DE INVESTIDORES INSTITUCIONAIS
GERÊNCIA DE ACOMPANHAMENTO
DE INVESTIDORES INSTITUCIONAIS
ATOS DECLARATÓRIOS CVM DE 28 DE JUNHO DE 2024
Nº 22.286 - O Gerente de Acompanhamento de Investidores Institucionais da Comissão de
Valores Mobiliários, no uso da competência dada pela Resolução CVM nº 24, de 5 de
março de 2021, autoriza GUSTAVO CREPALDI, CPF nº ***.157.419-**, a prestar os serviços
de Consultor de Valores Mobiliários, previstos na Resolução CVM nº 19, de 25 de fevereiro
de 2021.
Nº 22.287 - O Gerente de Acompanhamento de Investidores Institucionais da Comissão de
Valores Mobiliários, no uso da competência dada pela Resolução CVM nº 24, de 5 de
março de 2021, autoriza VICTOR HUGO LOPES PEREIRA, CPF nº ***.550.513-**, a prestar
os serviços de Consultor de Valores Mobiliários, previstos na Resolução CVM nº 19, de 25
de fevereiro de 2021.
Nº 22.288 - O Gerente de Acompanhamento de Investidores Institucionais da Comissão de
Valores Mobiliários, no uso da competência dada pela Resolução CVM nº 24, de 5 de
março de 2021, autoriza CELSO ANTONIO PAÉ BECKMAN, CPF nº ***.512.713-**, a prestar
os serviços de Administrador de Carteira de Valores Mobiliários previstos na Resolução
CVM nº 21, de 25 de fevereiro de 2021.
Nº 22.289 - O Gerente de Acompanhamento de Investidores Institucionais da Comissão de
Valores Mobiliários, no uso da competência dada pela Resolução CVM nº 24, de 5 de
março de 2021, autoriza ADRIANO LORDELLO CURY, CPF nº ***.933.888-**, a prestar os
serviços de Administrador de Carteira de Valores Mobiliários previstos na Resolução CVM
nº 21, de 25 de fevereiro de 2021.
Nº 22.290 - O Gerente de Acompanhamento de Investidores Institucionais da Comissão de
Valores Mobiliários, no uso da competência dada pela Resolução CVM nº 24, de 5 de
março de 2021, autoriza DRIVEN CAPITAL LTDA, CNPJ nº 55.434.117, a prestar os serviços
de Consultor de Valores Mobiliários, previstos na Resolução CVM nº 19, de 25 de fevereiro
de 2021.
Nº 22.291 - O Gerente de Acompanhamento de Investidores Institucionais da Comissão de
Valores Mobiliários, no uso da competência dada pela Resolução CVM nº 24, de 5 de
março de 2021, autoriza MIGUEL ANTONIO SILVA FERNANDES, CPF nº ***.071.806-**, a
prestar os serviços de Administrador de Carteira de Valores Mobiliários previstos na
Resolução CVM nº 21, de 25 de fevereiro de 2021.
Nº 22.292 - O Gerente de Acompanhamento de Investidores Institucionais da Comissão de
Valores Mobiliários, no uso da competência dada pela Resolução CVM nº 24, de 5 de
março de 2021, autoriza VICTOR HUGO NASCIMENTO PORTOCARRERO DE SÁ FREIRE, CPF
nº ***.867.087-**, a prestar os serviços de Administrador de Carteira de Valores
Mobiliários previstos na Resolução CVM nº 21, de 25 de fevereiro de 2021.
Nº 22.293 - O Gerente de Acompanhamento de Investidores Institucionais da Comissão de
Valores Mobiliários, no uso da competência dada pela Resolução CVM nº 24, de 5 de
março de 2021, autoriza FELIPE WILLIAM DREISSIG, CPF nº ***.529.410-**, a prestar os
serviços de Administrador de Carteira de Valores Mobiliários previstos na Resolução CVM
nº 21, de 25 de fevereiro de 2021.
VEROCHILE DA SILVA JUNIOR
SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS
CO R R EG E D O R I A
INSTRUÇÃO NORMATIVA COGER/SUSEP Nº 8, DE 28 DE JUNHO DE 2024
Disciplina o Fluxo de Tratamento das Denúncias à
Corregedoria 
(COGER) 
da 
Superintendência 
de
Seguros 
Privados
(SUSEP), 
e
dá 
outras
providências.
O CORREGEDOR DA SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS - SUSEP, no
uso das atribuições que lhe conferem os incisos I, V e VI do art.18 da RESOLUÇÃO CNSP
Nº 468, DE 25 DE ABRIL DE 2024, considerando o disposto no § 1º do art.16 da PORTARIA
NORMATIVA CGU Nº 27, DE 11 DE OUTUBRO DE 2022, e o que consta do Processo SUSEP
SEI Nº 15414.626182/2024-34, resolve:
Art. 1º As denúncias ou
relatos de possíveis irregularidades, ilícitos
administrativos, ilegalidades, omissões ou abusos de poder serão recebidas pela
Corregedoria, em cumprimento aos art. 35 e art. 36 da Portaria Normativa CGU nº 27, de
11 de outubro de 2022, por meio das seguintes formas:
I - Pelo canal da Ouvidoria - OUVID, que enviará a denúncia com o respectivo
Número Único de Protocolo - NUP usado para a sua comunicação, registrada na
Plataforma Fala-BR e instruída em um Processo no Sistema Eletrônico de Informações -
SEI, em conformidade com o Decreto nº 10.153, de 03 de dezembro de 2019, que será
denominado Processo Original;
II - Por intermédio de representação funcional, na forma do Inc. VI do art. 116
da Lei nº 8.112, de 1990, ou conforme o previsto no § 3º do art. 4º do Decreto nº 10.153,
de 03 de dezembro de 2019;
III - Por instâncias internas do próprio órgão; e
IV - Por representações oficiadas por outros órgãos, entre eles, órgãos
persecutórios dos Poderes da União, Tribunais de Contas e pelo Poder Judiciário.
§ 1º Independentemente da forma de entrada da denúncia ou Representação
na Unidade de Corregedoria - COGER/SUSEP, será aberto um Processo Eletrônico
Correcional - PEC, denominado Processo Principal, para os trâmites correcionais, com nível
de acesso sigiloso, no sentido de ser efetivado o primeiro juízo de admissibilidade,
denominado Admissibilidade Inicial - ADI, em conformidade com a Portaria nº 2.463, de
19 de outubro de 2020, e em cumprimento à Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011,
Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 e Lei nº 13.853, de 8 de julho de 2019 e suas
regulamentações.
§ 2º Caso a denúncia venha por meio do inc. I, será aberto um Processo SEI,
pela Ouvidoria - OUVID ou Corregedoria - COGER, ora denominado de Processo Original,
sendo esse a origem para a instauração do PEC, previsto no § 1º deste artigo.
§ 3º Caso a denúncia venha na forma dos incisos II ou III, a Corregedoria -
COGER, caso ainda não instruído no SEI, deverá instruir um Processo SEI, como Original,
nos moldes do previsto no § 2º, para dar ciência imediata à Ouvidoria, em que haja
relevância institucional, em atendimento ao caput do art. 86 da Portaria CGU nº 581, de
09 de março de 2021.
§ 4º No processo aludido no parágrafo anterior, será autuada, unicamente, a
Denúncia, sem que seja dada publicidade ao seu conteúdo ou a qualquer elemento de
identificação do Manifestante, com a única finalidade de registro no sistema Fala.BR e
atribuição do respectivo número Número Único de Protocolo - NUP.
§ 5º O disposto no parágrafo anterior se aplica tão somente às denúncias
recebidas após 10 de março de 2021, data de publicação da Portaria CGU 581/2021 no
DOU (Diário Oficial da União).
Art. 2º As denúncias, as representações ou os relatos que noticiem a
ocorrência de suposta infração disciplinar ou de ato lesivo contra a Administração Pública,
praticado por pessoa física ou jurídica, inclusive anônimos, deverão ser objeto de um
primeiro juízo de admissibilidade, conforme previsto no § 1º do art.1º, que irá avaliar a
existência de indícios que justifiquem a sua apuração, sendo conduzido por servidor(es)
designado(s) pelo Corregedor da SUSEP, nos autos do Processo SEI.
§ 1º Caso sejam identificados indícios de irregularidade com repercussão não
correcional, a matéria deverá ser encaminhada à autoridade competente para a respectiva
apuração, independentemente da decisão adotada no juízo de admissibilidade.
§
2º
Caso sejam
identificados
indícios
mínimos
de desvios
éticos,
a
competência será da Comissão de Ética da Susep e a denúncia será enviada a essa, que
tomará as providências que julgar cabíveis.
§ 3º A denúncia que não contiver os indícios mínimos que possibilitem sua
apuração será, motivadamente, arquivada, por meio de despacho ou Nota Técnica
elaborada pelo (s) servidor (es) designado (s).
§ 4º A instauração da Admissibilidade Inicial - ADI será realizada por despacho,
no Processo Original do SEI, dispensada a sua publicação.
§ 5º A ADI terá o prazo de 45 (quarenta e cinco) dias para ser concluída.
§ 6º Concluída a análise, o Corregedor deliberará, em até 15 (quinze) dias, pelo
arquivamento de denúncia, representação ou relato de irregularidade, ou pela instauração
de
Investigação Preliminar
Sumária
-
IPS, no
caso
de
falta de
informações
ou
impossibilidade de obtê-las;
§ 7º - O documento de conclusão da ADI deve abordar, no mínimo, os
seguintes tópicos:
I - Das Considerações Iniciais;
II - Da instauração do juízo;
III- Das Informações Colhidas;
IV - Da Análise;
V - Da Matriz de Responsabilidade;
VI - Da Análise de Prescrição; e
VII - Da Conclusão.
Art. 3º O segundo juízo de admissibilidade para realizar apurações de
irregularidades, no âmbito desta corregedoria, será efetivado por meio de Investigação
Preliminar Sumária - IPS, por servidor(es) designado(s) pelo Corregedor da Susep.
Art. 4º A IPS constitui procedimento investigativo, administrativo, de caráter
preparatório no âmbito correcional, não contraditório e não punitivo, de acesso restrito,
que objetiva a coleta de elementos de informação para a análise acerca da existência dos
elementos de autoria e materialidade relevantes para a instauração de Processo
Administrativo Disciplinar Acusatório - PAD, Processo Administrativo Sancionador - PAS ou
Processo Administrativo de Responsabilização - PAR.
§ 1º No âmbito da IPS podem ser apurados atos lesivos cometidos por pessoa
jurídica contra a Administração Pública e falta disciplinar praticada por servidor ou
empregado público federal.
§ 2º Na condução da IPS deverá ser utilizada a Matriz de Responsabilidade
gerada Sistema ePad da Corregedoria-Geral da União - CRG/CGU.
Art. 5º A IPS será instaurada de ofício ou com base em representação ou
denúncia recebida, pelo titular da Corregedoria, inclusive denúncia anônima, podendo a
instauração ser objeto de delegação.
§ 1º O Corregedor supervisionará a instrução dos processos de admissibilidade
e aprovará as diligências na sua esfera de competência, zelando pela completa apuração
dos fatos, observância ao cronograma de trabalho estabelecido e utilização dos meios
probatórios adequados, em conformidade com o art. 12º desta norma.
§ 2º Para a efetivação do disposto no parágrafo anterior, serão realizadas
reuniões periódicas com as equipes responsáveis pelos procedimentos investigativos, além
do uso de sistema próprio da SUSEP, realizando o acompanhamento dos planos de
trabalhos dos servidores.
§ 3º A instauração da IPS será realizada por despacho, dispensada a sua
publicação.
Art. 6º A IPS será conduzida, diretamente, pela Unidade de Corregedoria -
COGER/SUSEP, devendo ser adotados atos de instrução que compreendam:
I - Exame inicial das informações e provas existentes no momento da ciência
dos fatos pelo Corregedor;
II - Realização de diligências, oitivas e produção de informações necessárias
para averiguar a procedência da representação ou denúncia a que se refere o caput do
art.5º; e
III - Manifestação conclusiva e fundamentada, indicando a necessidade de
instauração do processo correcional acusatório, a possibilidade de celebração de TAC ou
o arquivamento da representação ou denúncia a que se refere o caput do art. 5º.
Art. 7º A IPS será realizada de acordo com a ordem cronológica da data de
recebimento das denúncias, representações ou informações que noticiem a ocorrência de
suposta infração correcional.
Parágrafo único. Poderá o Corregedor atribuir prioridade à realização do juízo
de admissibilidade quando identificadas as situações abaixo descritas:
I - Quando houver risco à imagem da instituição, como em casos de ampla
divulgação na imprensa e apelo popular;
II - Demandas oriundas de órgão de controle ou judicial, especialmente da
Corregedoria Geral da União - CRG/CGU, Tribunal de Contas da União - TCU, Advocacia
Geral da União - AGU, Ministério Público Federal e Estadual, Justiça Federal ou Estadual,
Departamento da Polícia Federal - DPF e Comissão de Ética Pública - CEP.
III - Possível envolvimento de autoridades ocupantes de cargos em nível de CCE
1.13 e CCE 1.15;
IV - Risco de prescrição da pretensão punitiva da Administração;
V - Racionalização do próprio estoque (demandas localizadas ou repetitivas);
VI - Classificação do dano
potencial (apuração que envolva valores
elevados);
VII - Recorrências (assuntos que podem configurar infração correcional e que
se repetem com frequência no âmbito do órgão ou entidade); e
VIII - Precedentes (possível envolvimento do mesmo agente em fatos que
podem configurar infração correcional).
Art. 8º Ao final da IPS o responsável pela condução deverá recomendar :
I
- O
arquivamento, caso
ausentes indícios
de autoria
e indícios
da
materialidade da infração e não sejam aplicáveis penalidades administrativas; ou
II - A instauração de processo correcional acusatório cabível, caso conclua pela
existência de indícios de autoria, prova de materialidade e viabilidade da aplicação de
penalidades administrativas; ou
III- A celebração de Termo de Ajustamento de Conduta - TAC.
Parágrafo único - O documento de conclusão da IPS deverá conter, no mínimo,
os seguintes tópicos:
I - Considerações Iniciais;
II - Instauração do Juízo;
III - Informações Colhidas;
IV - Análise;
V - Possíveis Enquadramentos;
VI - Matriz de Responsabilidade;
VII - Dosimetria;
VIII - Análise de Prescrição; e
IX - Conclusão.
Art. 9º. O prazo para a conclusão da IPS nunca excederá 180 (cento e oitenta)
dias, sendo que:
I - O responsável pela condução terá até 150 (cento e cinquenta) dias para
apresentar a conclusão do procedimento investigativo, por meio de de Nota Técnica - NT;
e
II - O Corregedor decidirá, com base na recomendação referida no art. 8º, em
até 30 (trinta) dias do prazo final da IPS, a forma de prosseguimento ou o arquivamento
do processo de denúncia, por meio de Decisão, em Despacho Eletrônico.
Parágrafo único. O prazo de que trata o caput poderá ser suspenso quando
houver necessidade de aguardar a obtenção de informações ou a realização de diligências
necessárias ao desfecho da apuração.

                            

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