DOE 14/08/2018 - Diário Oficial do Estado do Ceará
Sede: Av. Dr. Silas Munguba, 5.700 - Fortaleza - Ceará - Capital Aberto - CNPJ nº 07.237.373/0001-20
deferimento de limite de risco das Centrais de Apoio Operacional, ou ainda,
serem encaminhados para decisão pelo comitê de deferimento de limite
de risco para cliente na Direção Geral, pela Diretoria ou pelo Conselho de
Administração.
Todas as operações de crédito são objeto de classificação de risco, mediante
a composição da avaliação de risco do cliente com a pontuação de risco
da operação de crédito, de acordo com as características de valor, prazo,
natureza, finalidade e situação das garantias quanto a sua suficiência e
liquidez.
Garantias de Operações de Crédito acima de R$ 5.000 com Risco Total
para o Banco
As garantias oferecidas para lastrear as operações de crédito são avaliadas
em função de sua qualidade, grau de removibilidade e suficiência. Os saldos
expostos a risco das operações de crédito com saldo acima de R$ 5.000
importam em R$ 3.526.882 (R$ 4.733.017 em 30.06.2017). Essas operações
estão lastreadas por garantias reais no montante de R$ 5.512.552 (R$
6.025.135 em 30.06.2017).
c) Risco de Liquidez
Risco de liquidez é a possibilidade de ocorrerem desequilíbrios entre ativos
negociáveis e passivos exigíveis (descasamentos) que possam afetar a
capacidade de pagamento da instituição, bem como pela possibilidade de a
instituição não conseguir negociar a preço de mercado uma posição, devido
ao seu volume ser maior que o normalmente transacionado pelo mercado ou
em razão de alguma descontinuidade deste.
O Banco utiliza-se de modelos de projeções para estimar as variações
de caixa e gerenciar sua capacidade de honrar os compromissos futuros,
comunicando a situação de liquidez da empresa à administração por meio
de relatórios diários.
O relatório diário de gestão dos riscos de mercado e de liquidez contempla,
dentre outros elementos, o índice de liquidez do Banco, representado
pela razão das disponibilidades sobre os compromissos previstos para os
próximos 90 dias. As disponibilidades que integram a base de cálculo desse
índice são compostas por reservas bancárias e pela parcela de alta liquidez
dos depósitos interfinanceiros, das operações compromissadas e da carteira
própria de títulos.
Especificação
30.06.2018
(%)
30.06.2017
(%)
Índice de
Liquidez
Na data-base
1.129,98
718,29
Média dos últimos 12 meses
856,85
568,50
Máximo dos últimos 12 meses
1.460,41
726,50
Mínimo dos últimos 12 meses
609,03
444,62
d) Risco de Mercado
Risco de mercado é a possibilidade de perda do valor econômico dos ativos
e/ou de elevação do valor econômico dos passivos, resultantes de variações
em fatores como taxas de juros, taxas de câmbio, preços de ações e de
commodities.
Na gestão dos riscos de mercado, o Banco adota metodologias e instrumentos
validados pelo mercado, tais como:
a. Value at Risk (VaR) de operações ativas e passivas das carteiras de
negociação e bancária, por fator de risco;
b. Mapa de exigência de capital, para cobertura dos riscos de mercado e
liquidez;
c. relatório de exposição cambial;
d. análise de sensibilidade;
e. testes de estresse;
f. testes de aderência (backtesting); e
g. relatórios de acompanhamento dos limites estabelecidos para as parcelas
de exposição a riscos de mercado.
Constitui atividade importante da gestão dos riscos de mercado a
elaboração de relatórios gerenciais diários, trimestrais e anuais, destinados à
administração e disponíveis aos órgãos reguladores e de controle. Referidos
relatórios contêm, dentre outras, informações detalhadas e análises sobre
os níveis de exposição das carteiras de negociação e bancária, níveis de
exposição cambial e índices de liquidez.
Além desses relatórios, o monitoramento dos limites de exposição ao risco
de mercado e de liquidez contempla um sistema de alerta, operacionalizado
com o intuito de imprimir maior tempestividade às informações gerenciais
necessárias à tomada de decisão pelas instâncias competentes, baseado nos
procedimentos abaixo:
Limites de Exposição ao Risco
Procedimento de Controle
• Carteira de Negociação: 1% do
valor do Patrimônio de Referência
• Carteira Bancária: 5% do valor do
Patrimônio de Referência
Caso o nível de exposição seja
superior a 80% do limite, a área de
gestão de riscos emite alerta para
área específica de realização das
operações financeiras
Análise de Sensibilidade
Atendendo à determinação constante na Instrução CVM nº 475, de
17.12.2008, realizou-se análise de sensibilidade, com vistas à identificação
dos principais tipos de riscos capazes de gerar perdas ao Banco,
considerando-se cenários alternativos para o comportamento dos diversos
fatores de risco das operações que compõem as carteiras de Negociação e
Bancária, cujos resultados são apresentados no quadro abaixo:
Carteira/Fator de
Risco
Tipo de Risco
Cenário 1
(Provável)
Cenário 2
(Variação de 25%)
Cenário 3
(Variação de 50%)
Saldo
Saldo
Perda
Saldo
Perda
Carteira de Negociação
Juros Prefixados
Aumento da taxa de juros
11.901.085
11.887.300
(13.785)
11.873.738
(27.347)
Carteira Bancária
Cupom de Dólar
Redução do cupom
(94.935)
(98.285)
(3.350)
(101.889)
(6.954)
Cupom de Euro
Aumento do cupom
(3.232)
(3.236)
(4)
(3.239)
(7)
Cupom de IGP
Aumento do cupom
94.283
86.657
(7.626)
79.828
(14.455)
Cupom de IPCA
Redução do cupom
(612.910)
(694.291)
(81.381)
(733.187)
(120.277)
Cupom de TJLP
Aumento do cupom
380.661
379.055
(1.606)
377.471
(3.190)
Cupom de TR
Aumento do cupom
(2.172.063)
(2.197.334)
(25.271)
(2.216.160)
(44.097)
Juros Prefixados
Aumento da taxa de juros
2.720.127
2.663.670
(56.457)
2.620.064
(100.063)
Para efeito dos cálculos acima, no cenário 1, que configura a situação mais
provável, foram considerados os saldos líquidos das carteiras, em valores
marcados a mercado a partir de taxas coletadas na B3 S.A. Para a construção
dos cenários 2 e 3, aplicaram-se variações de 25% e 50%, respectivamente,
nos fatores de risco mercado considerados, estimando-se novos saldos
líquidos para as carteiras. As perdas constituem as diferenças entre os saldos
do cenário 1 e os saldos dos cenários 2 e 3.
Também foi realizada análise de sensibilidade para as operações de swap e
seus respectivos objetos de hedge, apresentada nos demonstrativos abaixo:
Natureza da
Operação
Tipo de Risco
Instrumento
Financeiro
Cenário 1
(Provável)
Cenário 2
(Variação de 25%)
Cenário 3
(Variação de 50%)
Derivativos para
Hedge
Aumento da taxa
referencial B3 S.A
DI x Dólar
Swap Dólar x DI
1.167.719
1.175.883
1.184.164
Passivo em ME
(1.180.912)
(1.189.150)
(1.197.504)
Exposição Líquida
(13.193)
(13.267)
(13.340)
Foram analisadas as perdas de valor de mercado na exposição líquida nos
cenários 2 e 3 em relação ao cenário 1, decorrentes de um possível aumento
estressado do cupom cambial nas operações em moeda estrangeira.
O método empregado na análise de sensibilidade das operações de hedge
consistiu na mensuração de variações da exposição líquida marcada a
mercado entre as operações passivas indexadas ao dólar e as pontas ativas
em dólar das operações de swap. A exposição líquida foi calculada para três
cenários, permitindo a comparação entre eles. O cenário 1 utiliza as taxas de
mercado, representando a situação atual para os fatores de exposição a risco,
tendo como base as taxas divulgadas pela B3. Os cenários 2 e 3 são obtidos
aplicando-se choques no cupom cambial utilizado no cenário 1, conforme
descrição a seguir:
Cenário 1 – aplicação de 100% da taxa de swap DI x Dólar.
Cenário 2 – aplicação de 125% da taxa de swap DI x Dólar.
Cenário 3 – aplicação de 150% da taxa de swap DI x Dólar.
e) Risco Operacional
O risco operacional é a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes
de eventos externos ou de falha, deficiência ou inadequação de processos
internos, pessoas, ou sistemas, incluindo o risco legal.
A gestão do risco operacional é atividade permanente que exige o
comprometimento e o envolvimento de todos os gestores, empregados e
colaboradores, e tem como objetivo primordial mitigar a possibilidade e o
impacto das perdas operacionais.
O sistema de gerenciamento de risco operacional corporativo visa dar suporte
ao cumprimento da política corporativa, em observância aos princípios
de governança, bem como atender à regulamentação estabelecida pelo
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DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO | SÉRIE 3 | ANO X Nº152 | FORTALEZA, 14 DE AGOSTO DE 2018
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