DOU 30/10/2025 - Diário Oficial da União - Brasil
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Nº 207, quinta-feira, 30 de outubro de 2025
ISSN 1677-7042
Seção 1
6.
Conversão do valor da Corrente em DC para Corrente em AC
6.1.
No caso de se utilizar valores de Resistência e Coeficiente de Variação para corrente contínua, para o cálculo dos ganhos de calor por efeito Joule (Qj), conforme descrito no item 2
anterior, deve-se proceder à conversão da Corrente em DC para Corrente em AC. Este procedimento é feito conforme o tipo de condutor, conforme descrição abaixo:
6.1
Para condutores com 3 camadas de tentos de alumínio:
�AC =
�DC
�1,0123 + 2,36 *10��
Eq.20
6.2.
Para condutores com 1 ou 2 camadas de tentos de alumínio calcula-se:
Ik =
�DC
�
Eq.21
Se Ik ≤ 0,742:
IAC = IDC
Eq.22
Se 0,742 ≤ Ik ≤ 2,486:
�AC =
�DC
[1 + 0,02(25,62 − 133,9�� + 288,8��� − 334,5��� + 226,5��� − 89,73��� + 19,31��� − 1,744���)]�/�
Eq.23
Se 2,486 ≤ Ik ≤ 3,908:
�AC =
�DC
[1 + 0,02(2,978 − 22,02�� + 24,87��� − 11,64��� + 2,973��� − 0,4135��� + 0,02445���)]�/�
Eq.24
Se Ik > 3,908:
�AC =
�DC
(1,1)�/�
Eq.25
7.
Ampacidade
7.1.
Finalmente, tendo sido calculados os valores de Pc, Pr e Ps, bem como o valor de RTc, obtém-se a ampacidade a partir da Eq.26:
�AC = �
�� + �� − ��
�TCAC
Eq.26
ANEXO III – METODOLOGIA PARA DEFINIÇÃO DO LIMITE DE CARREGAMENTO DE LINHAS DE TRANSMISSÃO EM REGIME DE CURTA DURAÇÃO
1.
Conceituação de Emergência
1.1.
A definição de operação em emergência encontra-se no item 3.5 da ABNT NBR 5422:1985: “situação em que a linha transporta corrente acima do valor nominal do projeto, durante
período de tempo considerados curtos em relação ao período anual de operação”.
1.2.
As CONDIÇÕES DE EMERGÊNCIA são conceituadas no item 10.4 da ABNT NBR 5422:1985. Segundo este item, os períodos de emergência devem obedecer aos seguintes critérios:
a)
Ter duração inferior a 4 dias, e
b)
O somatório das emergências em base anual não deve exceder a 5% do total de horas em regime normal de operação (aproximadamente 432 horas).
2.
Delimitação da Condição de Emergência
2.1.
O carregamento de linhas de transmissão (LT), na CONDIÇÃO DE EMERGÊNCIA, não deve violar os dispositivos contidos na ABNT NBR 5422:1985. Assim, os condicionantes a serem
observados na definição dos limites de carregamento de curta duração são:
a)
A corrente em CONDIÇÃO DE EMERGÊNCIA deve ser um valor superior à corrente normal, limitada em sua duração; e
b)
As distâncias de segurança especificadas para as CONDIÇÕES DE EMERGÊNCIA devem ser respeitadas durante a operação nestas condições.
3.
Temperatura Máxima nos Cabos Condutores
3.1.
O carregamento na LT, associado a um conjunto de variáveis meteorológicas, onde predominam a temperatura ambiente, a velocidade e direção do vento e a radiação solar, deve levar
os condutores a operarem em uma temperatura estável, desenvolvendo uma determinada flecha e, conseqüentemente, uma distância vertical para o solo ou elementos conflitantes sob os
condutores (máquinas agrícolas, pessoas, veículos, etc).
3.2.
A temperatura máxima admissível nos cabos condutores está definida na seção 5.2.2 da ABNT NBR 5422:1985.
4.
Metodologia
4.1.
O projeto de uma LT deve considerar a operação em regimes de curta duração, chamados de “operação em emergência”, nos quais se admite uma redução nas distâncias de segurança
verticais.
4.2.
Esta metodologia define fatores multiplicativos para o cálculo dos valores dos limites de corrente em regimes de operação de curta duração embasados na ABNT NBR 5422:1985.
4.3.
Está sendo considerada, para todas as classes de tensão, a menor redução da distância de segurança vertical para o solo admitida na ABNT NBR 5422:1985, para regiões accessíveis
apenas a máquinas agrícolas determinada para as LT da classe de 230 kV, (igual a 0,59 m, representativo do pior caso, já que todas as demais são superiores a 1,0 m).
4.4.
Este valor está associado a um aumento de temperatura nos cabos condutores e, consequentemente, às correntes máximas admissíveis, considerando as condições ambientais
determinadas para o regime de longa duração (o que torna ainda mais conservativo o resultado). Este encadeamento é ilustrado na Figura 1, abaixo:
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