DOE 20/07/2018 - Diário Oficial do Estado do Ceará

                            Demonstrações das mutações do patrimônio líquido Em 31 de dezembro de 2017 e 2016 (Em milhares de reais)
 
 Nota Explicativa 
 Capital social 
Prejuízos Acumulados 
Total
Saldos em 01 de janeiro de 2016 
 
14 
 
121.454 
(80.151) 
41.303
Aumento de capital social 
 
 
 
13.502 
- 
13.502
Prejuízo do exercício 
 
 
 
- 
(48.895) 
(48.895)
Saldos em 31 de dezembro de 2016 
 
 
 
134.956 
(129.046) 
5.910
Aumento de capital social 
 
 
 
17.764 
- 
17.764
Prejuízo do exercício 
 
 
 
- 
(47.714) 
(47.714)
Saldos em 31 de dezembro de 2017 
 
 
 
152.720 
(176.760) 
(24.040)
Notas explicativas às demonstrações financeiras 31 de dezembro de 2017 (Em milhares de reais - R$, exceto quando de outra forma indicado)
1. Contexto operacional: A Companhia Sulamericana de Cerâmica - Em 
recuperação judicial, situada em Caucaia - Ceará é resultado da sociedade 
entre o Grupo Eternit S. A. - Em recuperação judicial, companhia brasileira 
que há mais de 70 anos oferece soluções para a construção civil, com forte 
atuação no segmento de coberturas, painéis e placas cimentícias, com um 
parque industrial de 08 fábricas e uma mineradora de crisotila no Brasil, e 
a Organización Corona S. A., multinacional colombiana, uma das maiores 
produtoras mundiais de louças sanitárias, com experiência de mais de 
130 anos e seis unidades de negócio dedicadas à produção e distribuição 
de materiais para a construção e reforma. Esta aliança estratégica para 
desenvolver conjuntamente o negócio de produção e comercialização de 
louças sanitárias tem o objetivo de oferecer produtos inovadores ao mercado 
brasileiro, com processos que atendam aos mais altos padrões mundiais de 
qualidade e de respeito ao meio ambiente, em que a Corona contribuirá 
com sua experiência, conhecimento cerâmico e manufatureiro, além de 
um amplo portfólio de produtos, e a Eternit com seu conhecimento do 
mercado brasileiro, eficiência logística e uma rede de distribuição de mais 
de 15 mil pontos de revendas em todas as regiões do Brasil. Aprovação das 
demonstrações financeiras: A apresentação das demonstrações financeiras 
anuais foram aprovadas e autorizadas pelo Conselho de Administração da 
Companhia em 26 de abril de 2018 para divulgação em 20 de julho de 2018.
1.1. Recuperação judicial: Em 19 de março de 2018, conforme divulgado 
por meio de Fato Relevante, a Companhia ajuizou, em conjunto com 
sua controladora, Pedido de Recuperação Judicial (“pedido”) perante a 
Comarca da Capital do Estado de São Paulo, nos termos dos artigos 51 
e seguintes da Lei nº 11.101/2005. O pedido complementa, uma série de 
medidas administrativas e operacionais que já vinham sendo adotadas pela 
Companhia e foi aprovado ad referendum pelo Conselho de Administração 
da Companhia em reunião realizada na mesma data. O pedido tem o intuito 
de atender ao melhor interesse de todas as sociedades que integram o Grupo, 
em especial: i. Preservar a continuidade das atividades da Companhia e sua 
função social, com o cumprimento dos compromissos assumidos com seus 
clientes; ii. Preservar, de forma organizada e responsável, os interesses e 
direitos de seus fornecedores, credores e acionistas; e iii. Proteger o caixa 
da Companhia objetivando mitigar riscos operacionais. O pedido de 
Recuperação Judicial, no caso da Companhia, se deve, principalmente: i. 
A persistente deterioração dos fundamentos da economia, que afetaram 
drasticamente os setores de construção civil e louças sanitárias, justamente os 
mercados atendidos pela Companhia. O pedido foi aprovado em Assembleia 
Geral Extraordinária em 11 de abril de 2018 e deferido pela Juízo da 2ª 
Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital de São 
Paulo em 16 de abril de 2018. As informações referentes ao processo estão 
disponíveis no website da CVM e de relações com investidores da Eternit. 
- Em recuperação judicial.
1.2  Continuidade operacional: A recuperação judicial, como citado acima, 
faz parte da reestruturação da Companhia em conjunto com sua controladora 
e tem por objetivo a preparação de uma base sólida para os próximos anos, 
com modernidade, inovação e foco na rentabilidade dos negócios do Grupo. 
A Companhia apresentará dentro do prazo legal um plano a ser submetido à 
aprovação da assembleia de credores, o que garantirá o pagamento integral 
dos mesmos. A não aprovação do plano da recuperação judicial poderia ter 
reflexos na não continuidade do Grupo, mas a Administração considera 
esta hipótese remota, a Companhia poderia se desfazer de ativos para fazer 
frente aos credores e sem afetar a operação. A Administração trabalha com 
a hipótese de se manter em recuperação judicial no menor tempo possível, 
dado que foi uma medida protetiva. Neste contexto, a Administração 
avaliou a capacidade do Grupo em continuar operando normalmente e está 
convencida de que ela possui recursos para dar continuidade a seus negócios 
no futuro.
2. Base para preparação e políticas contábeis significativas: As políticas 
contábeis significativas adotadas pela Companhia estão descritas nas notas 
explicativas específicas, relacionadas aos itens apresentados; aquelas 
aplicáveis, de modo geral, em diferentes aspectos das demonstrações 
financeiras, estão descritas a seguir. Políticas contábeis de transações 
imateriais não foram incluídas nas demonstrações financeiras.
2.1. Declaração de conformidade e base para preparação: As 
demonstrações financeiras individuais e consolidadas foram elaboradas 
de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (“IFRS”), 
emitidas pelo International 
Accounting Standards Board (“IASB”), e também 
de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil (“BR GAAP”). As 
práticas contábeis adotadas no Brasil compreendem aquelas incluídas na 
legislação societária brasileira e os pronunciamentos, as orientações e as 
interpretações técnicas emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis 
- CPC e aprovados pelo Conselho Federal de Contabilidade - CFC e pela 
Comissão de Valores Mobiliários - CVM. Todas as informações relevantes 
próprias das demonstrações financeiras, e somente elas, estão sendo 
evidenciadas, e correspondem às utilizadas pela Administração em sua 
gestão.
3. Caixa e equivalentes de caixa 
 
31/12/2017 
 
31/12/2016
 Caixa e equivalentes de caixa 
 
777 
 
154
   
 
777 
 
154
Os saldos consistem em valores de liquidez imediata, com o propósito de 
honrar compromissos no curto prazo, rapidamente conversíveis em dinheiro, 
e sujeitos a risco insignificante de mudança de valor.
4. Aplicações financeiras 
 
31/12/2017 
 
31/12/2016
 Aplicações Financeiras 
 
22.778 
 
7.424
   
 
22.778 
 
7.424
Os fundos de investimentos, em sua maioria, são aplicados em renda 
fixa, operações compromissadas, remunerados por uma média de 50% da 
variação do CDI no ano de 2017 (59% em 31 de dezembro de 2016).  
5. Contas a receber 
 
31/12/2017 
 
31/12/2016
 Mercado Interno 
 
8.253 
 
11.007
 Mercado Externo 
 
230 
 
2.036
   
 
8.483 
 
13.043
Variação Cambial - mercado externo 
 
4 
 
-
Perda estimada em crédito de liquidação
 duvidosa 
 
(112) 
 
(122)
   
 
8.375 
 
12.921
Composição do saldo de clientes por idade de vencimento
   
 
31/12/2017 
 
31/12/2016
A vencer 
 
260 
 
11.747
Valores Vencidos:
 Até 30 dias 
 
3.559 
 
77
 Entre 31 e 60 dias 
 
3.075 
 
553
 Acima de 60 dias 
 
1.589 
 
544
   
 
8.483 
 
12.921
Movimentação da perda estimada em crédito de liquidação duvidosa 
sobre as contas a receber
   
 
31/12/2017 
 
31/12/2016
Saldo Inicial 
 
(122) 
 
(105)
Adição 
 
(259) 
 
(291)
Baixa 
 
269 
 
274
Saldo Final 
 
(112) 
 
(122)
Contas a receber de clientes referem-se na sua totalidade a operações de 
curto prazo e são ajustadas a valor presente, se esse ajuste for relevante. No 
exercício, o ajuste a valor presente calculado no contas a receber de clientes 
não foi considerado relevante. A perda estimada em crédito de liquidação 
duvidosa foi constituída com base na análise dos riscos de realização dos 
créditos em montante considerado suficiente para fazer face às eventuais 
perdas na realização da conta clientes.
6. Estoques: Política contábil: São apresentados pelo menor valor entre 
o valor de custo e o valor líquido realizável. Os custos dos estoques são 
determinados pelo método do custo médio. O valor líquido realizável 
corresponde ao preço de venda estimado dos estoques, deduzido de todos os 
custos estimados para conclusão e custos necessários para realizar a venda, 
o qual não excede o valor líquido realizável. A perda estimada para redução 
ao valor líquido recuperável considera a provisão para a realização dos itens 
de estoque cujo preço de venda estimado é abaixo do custo de produção, e 
também para aqueles itens de giro lento e que poderão se tornar obsoletos.
   
 
31/12/2017 
 
31/12/2016
Produtos acabados 
 
11.092 
 
13.246
Produtos semi-acabados 
 
786 
 
539
Revenda 
 
5.815 
 
9.889
Matérias-primas 
 
2.604 
 
2.014
Materiais auxiliares 
 
5.357 
 
4.661
(-) Perda estimada para redução ao valor
  realizável líquido* 
 
(3.418) 
 
(2.239)
   
 
22.236 
 
28.110
(*) Do montante total de perda estimada para redução ao valor realizável 
líquido, R$ 1.441 refere-se a perda de reavaliação de estoque comparado 
com o último preço de venda. O saldo residual refere-se a perda estimada 
com itens de giro lento que não têm saída a mais de um ano. O cálculo 
realizado estima 50% do valor do item. A contrapartida da perda estimada 
está registrada na rubrica “Custo dos produtos vendidos” nas demonstrações 
do resultado. A movimentação da perda estimada para redução ao valor 
realizável líquido está assim representada:
   
 
31/12/2017 
 
31/12/2016
Saldo inicial 
 
(2.239) 
 
-
Adição 
 
(6.695) 
 
(2.239)
Reversão 
 
5.516 
 
-
Saldo final 
 
(3.418) 
 
(2.239)
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DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO  |  SÉRIE 3  |  ANO X Nº135  | FORTALEZA, 20 DE JULHO DE 2018

                            

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