DOE 03/07/2018 - Diário Oficial do Estado do Ceará

                            e financiamentos para a construção do Parque Eólico. A Companhia faz parte 
do Grupo Cúbico e, em linha com os objetivos estratégicos, possui acesso aos 
recursos necessários para honrar os compromissos da Companhia em caso de 
eventuais necessidade de caixa. A Companhia possui compromisso formal de 
sua controladora de prover, caso necessário, suporte financeiro para o bom 
andamento de suas operações. (a) Contrato de Energia – CCEAR - As 
investidas da Companhia firmaram Contratos de Comercialização de Energia 
no Ambiente Regulado (CCEAR), na modalidade de quantidade de energia 
elétrica com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (“CCEE”). 
De acordo com o estabelecido pela ANEEL, o marco do cronograma de 
implantação das referidas usinas tinha como data de início da operação 
comercial até 1º de novembro de 2014. No entanto, esse prazo foi estendido 
até 11 de novembro de 2014 e as Investidas iniciaram a operação comercial 
nesta data.  De acordo com a modalidade do leilão 02/2011, as eólicas firmaram 
contratos bilaterais de compra e venda de energia elétrica e respectiva potência 
associada, Contrato de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado 
(CCEAR), celebrado entre os agentes vendedores e os agentes de distribuição 
no âmbito do Ambiente de Contratação Regulada (ACR), como decorrência 
dos leilões de energia elétrica proveniente de empreendimentos de geração 
existentes e de novos empreendimentos. Os contratos de comercialização de 
energia foram firmados com os compradores por um prazo de 20 (vinte) anos 
a contar do efetivo início da operação comercial. De acordo com o contrato 
de compra e venda de energia, o valor a ser faturado mensalmente é calculado 
linearmente em relação a quantidade anual contratada, independentemente 
da quantidade de energia efetivamente disponibilizada. O atendimento do 
montante anual de energia contratada observará uma margem inferior de 
90� da energia contratada e uma margem superior decrescente (30� da 
energia contratada no primeiro ano, 20� no segundo ano, 10� no terceiro 
ano e zero no último ano dos quadriênios). A conta de energia compreende 
a contabilização das diferenças entre os montantes de energia gerada e 
contratada, sendo apurada anualmente e quadrimestralmente considerando 
as margens descritas acima. Ao final dos quatro anos, a conta de energia 
será encerrada e logo em seguida será reiniciada para o quadri�nio seguinte. 
�avendo saldo positivo na conta de energia ao final do quadri�nio (dentro da 
margem superior), a Companhia poderá, a seu critério, repassar o saldo ao ano 
seguinte como crédito de energia, descer a outro vendedor do mesmo leilão 
e da mesma fonte de geração de energia ou liquidar no âmbito do contrato 
como receita variável. A geração de energia que ultrapassar a margem superior 
estabelecida no CCEAR, poderá ser comercializado com quaisquer agentes 
no Ambiente de Contratação Livre (ACL), conforme tarifas praticadas no 
mercado de curto prazo. �avendo saldo negativo, haverá necessidade de 
ressarcimento, que poderá ser: a) Anualmente: quando os desvios negativos 
de geração (energia gerada menor que energia contratada) ultrapassar o 
limite inferior da conta de energia (10� abaixo da energia contratada)� b) 
�uadrimestralmente: quando os desvios negativos de geração (energia gerada 
menor que energia contratada) não ultrapassar o limite inferior da conta de 
energia (10� abaixo da energia contratada). Até 31 de dezembro de 2017 
a Companhia não possui nenhum efeito significativo, além dos valores já 
registrados, a ser reconhecido em decorrência dos critérios mencionados 
anteriormente. ��� �ea�resenta��o das demonstra��es financeiras A 
Companhia identificou, durante o exercício, a necessidade de retificação de 
fatos relacionados a exercícios anteriores. A reapresentação dos saldos foi 
efetuada para refletir a receita de geração, a distribuição de dividendos e a 
correta segregação do imobilizado. Seguem ajustes efetuados pela Companhia 
para apresentar o balanço patrimonial de 31 de dezembro de 2016. 
Conciliação do balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2016:
Controladora  
Original  Ajuste  Reapresentado
Ativo circulante  
884  
  
884
Ativo não circulante  
121.917  (4.492)  
117.425
Total do ativo  
122.801  (4.492)  
118.309
Passivo circulante  
2  
  
2
Passivo não circulante  
17.966  
  
17.966
Patrimônio líquido  
104.833  (4.492)  
100.341
Total dos passivos e patrimônio  
122.801  (4.492)  
118.309
Consolidado  
Original  Ajuste  Reapresentado
Ativo circulante  
15.504  
 
15.504
Ativo não circulante  
278.548  
   
278.548
Total do ativo  
294.052  
   
294.052
Passivo circulante  
31.469  
  
31.469
Passivo não circulante  
157.750  4.492  
162.242
Patrimônio líquido  
104.833  (4.492)  
100.341
Total dos passivos e patrimônio  
294.052  
   
294.052
Conciliação da demonstração de resultado do exercí cio em 31/12/2016:
Controladora  
Original  Ajuste  Reapresentado
Equivalência patrimonial  
947  (4.492)  
(3.545)
Consolidado  
Original  Ajuste  Reapresentado
Receita liquida de venda de energia  
43.514  (4.492)  
39.022
Conciliação da demonstração dos fluxos de caixa do exercí cio em 
31/12/2016:
Controladora  
Original Ajuste Reapresentado
Prejuí zo antes do imposto de renda e
da contribuição social  
2.732  (4.492)  
(1.760)
Equivalência patrimonial  
10.661  4.492  
15.153
Consolidado  
Original Ajuste Reapresentado
Prejuí zo antes do imposto de renda e
da contribuição social  
2.732  (4.492)  
(1.760)
Contas a pagar – CCEE  
(2.101)  4.492  
2.391
Considerando que os ajustes foram todos relacionados ao exercício de 2016, 
não se faz necessário a abertura da terceira coluna do balanço. 2 Base de 
�re�ara��o �a� �emonstra��es financeiras individuais e consolidadas 
- As demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Controladora 
foram preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas 
pelo Comit� de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e evidenciam todas as 
informações relevantes próprias das demonstrações financeiras, e somente 
elas, as quais estão consistentes com as utilizadas pela administração na sua 
gestão. A preparação de demonstrações financeiras requer o uso de certas 
estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte 
da administração da Companhia no processo de aplicação das políticas 
contábeis. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem 
maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas 
são significativas para as demonstrações financeiras estão divulgadas na 
Nota 3. 2.1 Resumo das principais polí ticas contábeis - As principais 
políticas contábeis aplicadas na preparação dessas demonstrações financeiras 
estão definidas abaixo. Essas políticas foram aplicadas de modo consistente 
nos exercícios apresentados, salvo disposição em contrário. 2.2 Consolidação 
- As seguintes políticas contábeis são aplicadas na elaboração das 
demonstrações financeiras consolidadas. (a) Controladas - Controladas são 
todas as entidades nas quais o Grupo detém o controle. As controladas são 
totalmente consolidadas a partir da data em que o controle é transferido para 
o Grupo. A consolidação é interrompida a partir da data em que o Grupo 
deixa de ter o controle. Transações, saldos e ganhos não realizados em 
transações entre empresas do Grupo são eliminados. Os prejuízos não 
realizados também são eliminados a menos que a operação forneça evidências 
de uma perda (impairment) do ativo transferido. As políticas contábeis das 
controladas são alteradas, quando necessário, para assegurar a consist�ncia 
com as políticas adotadas pelo Grupo. 2.3 Moeda funcional e de 
apresentação - As demonstrações financeiras são apresentadas em Real, 
que é a moeda funcional da Companhia. Todas as informações financeiras 
apresentadas estão em milhares de Reais, exceto quando indicado em outra 
forma. 2.4 Caixa e equivalentes de caixa - Caixa e equivalentes de caixa 
incluem dinheiro em caixa, depósitos bancários e outros investimentos de 
curto prazo de alta liquidez, com vencimentos originais de até três meses 
(com risco insignificante de mudança de valor). 2.5 Instrumentos 
financeiros � A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes 
categorias: empréstimos e recebíveis e mantidos até o vencimento. A 
classificação depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram 
adquiridos. A Administração classifica seus ativos financeiros no momento 
da aquisição. i. Empréstimos e recebí veis - Incluem-se nessa categoria os 
empréstimos concedidos e os recebíveis que são ativos financeiros não 
derivativos com pagamentos fixos ou determináveis, não cotados em um 
mercado ativo. São incluídos como ativo circulante, exceto aqueles com 
prazo de vencimento superior a 12 meses, estes são classificados como ativo 
não circulante. Os empréstimos e recebíveis da Companhia compreendem: 
caixa e equivalentes de caixa, contas garantias, contas a receber, valores a 
receber de partes relacionadas. ii. Ativos mantidos até o vencimento - 
Investimentos mantidos até o vencimento são ativos financeiros não 
derivativos com pagamentos fixos ou determináveis com vencimentos 
definidos e para os quais a entidade tem intenção positiva e capacidade de 
manter até o vencimento. Os ativos mantidos até o vencimento da Companhia 
compreendem as partes beneficiárias, títulos sem valor nominal e não 
conversíveis em ações, cuja expectativa da Administração é a sua manutenção 
até o vencimento e que garantem um percentual sobre os lucros da emitente, 
esses ativos estão reconhecidos pelo valor justo e sempre que houver variação 
nessa mensuração, esses efeitos serão reconhecidos no patrimônio líquido 
em conta de ajuste de avaliação patrimonial. iii. Valor justo de ativos 
financeiros - O valor justo de instrumentos financeiros que não são 
negociados em mercados ativos é determinado mediante o uso de técnicas 
de avaliação. A Companhia usa seu julgamento para escolher diversos 
métodos e definir premissas que se baseiam principalmente nas condições 
de mercado existentes na data do balanço. A Companhia utilizou a análise 
do fluxo de caixa descontado para cálculo de valor justo de ativos financeiros 
mantidos até o vencimento, ativos estes não negociados em mercados ativos. 
iv .  �erda �im�airment� de ativos financeiros - A Companhia avalia, 
periodicamente, se há evid�ncia objetiva de que um ativo financeiro ou um 
grupo de ativos financeiros está registrado por valor acima de seu valor 
recuperável (�impairment�). 2.6 Contas a receber - As contas a receber de 
clientes são inicialmente reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, 
mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método da taxa efetiva de 
juros. Na prática, são reconhecidas pela valorização da energia fornecida, 
em MWh, pela tarifa vigente do Contrato de Comercialização de Energia 
no Ambiente Regulado – CCEAR (Nota 1). Caso a energia fornecida seja 
inferior à energia contratada no período de apuração do Contrato de 
Comercialização de Energia no Ambiente Regulado – CCEAR, o valor 
excedente recebido é registrado como adiantamento de clientes. 2.7 Contas 
garantias - Conta corrente constituída exclusivamente em garantia do 
BNDES, não movimentável até a liquidação dos respectivos contratos. São 
classificados como ativos financeiros mantidos até o vencimento, e estão 
demonstrados ao custo amortizado, acrescido das remunerações contratadas, 
reconhecidas proporcionalmente até as datas base das demonstrações 
financeiras. 2.8 Depó sitos judiciais - Existem situações em que a Companhia 
questiona a legitimidade de determinados passivos ou ações movidas contra 
si. Por conta desses questionamentos, por ordem judicial ou por estratégia 
da própria administração, os valores em questão podem ser depositados em 
juízo, sem que haja a caracterização da liquidação do passivo. 2.9 Partes 
�enefici�rias � As partes beneficiárias são títulos sem valor nominal e não 
conversíveis em ações da Cúbico Brasil S.A, 2.10 Imobilizado - Os itens 
do imobilizado são demonstrados ao custo histórico de aquisição. O custo 
209
DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO  |  SÉRIE 3  |  ANO X Nº122  | FORTALEZA, 03 DE JULHO DE 2018

                            

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