DOE 03/07/2018 - Diário Oficial do Estado do Ceará

                            A emissão destas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, foi 
aprovada pela diretoria em 11 de maio de 2018. (a) Contrato de Energia – 
CCEAR - As investidas da Companhia firmaram Contratos de Comercialização 
de Energia no Ambiente Regulado (CCEAR), na modalidade de quantidade 
de energia elétrica com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica 
(“CCEE”). De acordo com o estabelecido pela ANEEL, o marco do cronograma 
de implantação da referida usina tinha como data de início da operação 
comercial até 1º de janeiro de 2015. No entanto, esse prazo foi estendido até 
14 de janeiro de 2015 e a Companhia iniciou a operação comercial nesta data 
conforme despacho nº 59 de 13 de janeiro de 2015 emitido pela ANEEL. 
De acordo com a modalidade do Leilão, as investidas firmaram contrato 
bilateral de compra e venda de energia elétrica e respectiva potência associada, 
Contrato de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEAR), 
celebrado entre o agente vendedor e o agente de distribuição no âmbito do 
Ambiente de Contratação Regulada (ACR), como decorrências dos leilões de 
energia elétrica proveniente de empreendimentos de geração existentes e de 
novos empreendimentos. Os contratos de comercialização de energia foram 
firmados com os compradores por um prazo de 20 (vinte) anos a contar da 
data do início da operação comercial. De acordo com o contrato de compra e 
venda de energia, o valor a ser faturado mensalmente é calculado linearmente 
em relação a quantidade anual contratada, independentemente da quantidade 
de energia efetivamente disponibilizada. O atendimento do montante anual 
de energia contratada observará uma margem inferior de 90% da energia 
contratada e uma margem superior decrescente (30% da energia contratada 
no primeiro ano, 20� no segundo ano, 10� no terceiro ano e zero no último 
ano dos quadriênios). A conta de energia compreende a contabilização das 
diferenças entre os montantes de energia gerada e contratada, sendo apurada 
anualmente e quadrimestralmente considerando as margens descritas acima. 
Ao final dos quatro anos, a conta de energia será encerrada e logo em seguida 
será reiniciada para o quadriênio seguinte. Havendo saldo positivo na conta 
de energia ao final do quadri�nio (dentro da margem superior), a Companhia 
poderá, a seu critério, repassar o saldo ao ano seguinte como crédito de energia, 
descer a outro vendedor do mesmo leilão e da mesma fonte de geração de 
energia ou liquidar no âmbito do contrato como receita variável. A geração de 
energia que ultrapassar a margem superior estabelecida no CCEAR, poderá 
ser comercializado com quaisquer agentes no Ambiente de Contratação Livre 
(ACL), conforme tarifas praticadas no mercado de curto prazo. Havendo saldo 
negativo, haverá necessidade de ressarcimento, que poderá ser: a) Anualmente: 
quando os desvios negativos de geração (energia gerada menor que energia 
contratada) ultrapassar o limite inferior da conta de energia (10% abaixo da 
energia contratada); b) Quadrimestralmente: quando os desvios negativos 
de geração (energia gerada menor que energia contratada) não ultrapassar o 
limite inferior da conta de energia (10% abaixo da energia contratada). Até 31 
de dezembro de 2017, a Companhia não possui nenhum efeito significativo, 
além dos valores já registrados, a ser reconhecido em decorrência dos critérios 
mencionados anteriormente (b) Reapresentação das cifras comparativas - 
Em 2017, foram identificados ajustes de exercícios anteriores, relacionados 
� retificação de erros no registro da receita gerada a menor no exercício 
no montante de R$ 735, bem como a segregação de contas a receber na 
controladora. Os efeitos da reapresentação são demonstrados a seguir: 
Conciliação do balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2016:
Controladora  
Original  Ajuste  Reapresentado
Ativo circulante  
1.957  (106)  
1.851
Ativo não circulante  
92.431  (629)  
91.802
Total do ativo  
94.388  (735)  
93.653
Passivo circulante  
7 
- 
 7
Passivo não circulante  
156  
- 
156
Patrimônio líquido  
94.225  (735)  
93.490
Total dos passivos e patrimônio  
94.388  (735)  
93.653
Consolidado  
Original  
Ajuste  
 
Reapresentado
Ativo circulante  
14.788  (107)  
14.681
Ativo não circulante  
308.683  
107  
308.790
Total do ativo  
323.471  
- 
323.471
Passivo circulante  
213.673  
- 
213.673
Passivo não circulante  
15.573  
735  
16.308
Patrimônio líquido  
94.225  (735)  
93.490
Total dos passivos e patrimônio  
323.471  
- 
323.471
Conciliação da demonstração de resultado do exercí cio em 31/12/2016:
Controladora  
Original  Ajuste  Reapresentado
Equivalência patrimonial  
(5.573)  (735)  
(6.309)
Consolidado  
Original  Ajuste  Reapresentado
Receita líquida de venda de energia  
36.408  (735)  
35.673
Conciliação da demonstração dos fluxos de caixa do exercí cio em 
31/12/2016:
Controladora  
Original Ajuste Reapresentado
Prejuí zo antes do imposto de renda e
da contribuição social  
(5.463)  (735)  
(6.198)
Equivalência patrimonial  
5.573  
735  
6.308
Consolidado  
Original Ajuste Reapresentado
Prejuí zo antes do imposto de renda e
da contribuição social  
(5.463)  (735)  
(6.198)
Contas a pagar - CCEE  
5.825  
735  
6.560
Considerando que os ajustes foram todos relacionados ao exercício de 2016, 
não se faz necessário a abertura da terceira coluna do balanço.2 Apresentação 
das informaçõ es contábeis e principais polí ticas contábeis adotadas -  As 
principais políticas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações 
financeiras estão definidas abaixo. O exercício social da Companhia se 
encerra no dia 31 de dezembro de cada ano. 2.1 Base de preparação - (a) 
�emonstra��es financeiras individuais e consolidadas - As demonstrações 
financeiras individuais e consolidadas da Controladora foram preparadas 
conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de 
Pronunciamentos Contábeis (CPC) e evidenciam todas as informações 
relevantes próprias das demonstrações financeiras, e somente elas, as quais 
estão consistentes com as utilizadas pela administração na sua gestão. A 
preparação de demonstrações financeiras requer o uso de certas estimativas 
contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da 
administração da Companhia no processo de aplicação das políticas 
contábeis. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem 
maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas 
são significativas para as demonstrações financeiras estão divulgadas na 
Nota 3. (b) Moeda funcional e de apresentação - As demonstrações 
financeiras são apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Companhia 
e de suas investidas. Todas as informações financeiras apresentadas estão 
em milhares de Reais, exceto quando indicado em outra forma. 2.2 Caixa 
e equivalentes de caixa - Caixa e equivalentes de caixa incluem dinheiro 
em caixa, depósitos bancários e outros investimentos de curto prazo de alta 
liquidez, com vencimentos originais de até três meses (com risco 
insignificante de mudança de valor). 2.3 Contas a receber - As contas a 
receber de clientes são inicialmente reconhecidas pelo valor justo e, 
subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método 
da taxa efetiva de juros. Na prática, são reconhecidas pela valorização da 
energia fornecida, em MWh, pela tarifa vigente do Contrato de 
Comercialização de Energia no Ambiente Regulado – CCEAR (Nota 1). 
Caso a energia fornecida seja inferior à energia contratada no período de 
apuração do Contrato de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado 
– CCEAR, o valor excedente recebido é registrado como adiantamento de 
clientes. 2.4 Imobilizado - Os itens do imobilizado são demonstrados ao 
custo histórico de aquisição. O custo histórico inclui os gastos diretamente 
atribuíveis necessários para preparar o ativo para o uso pretendido pela 
administração, excluindo custos de financiamentos. A Companhia e suas 
investidas incluem no valor contábil de um item do imobilizado o custo de 
peças de reposição somente quando for provável que esse custo lhe 
proporcione futuros benefícios econômicos. A depreciação dos ativos é 
calculada usando o método linear considerando os seus custos e seus valores 
residuais durante a vida útil estimada limitada ao prazo de concessão, a taxas 
anuais variáveis descritas na Nota 11, levando em consideração a vida útil 
estimada dos bens. O valor contábil de um ativo é imediatamente reduzido 
ao seu valor recuperável, quando o valor contábil do ativo é maior do que 
seu valor recuperável estimado (Nota 2.5). 2.5 Provisõe s para perdas por 
im�airment em ativos n�o financeiros - Os ativos que estão sujeitos a 
amortização são revisados para a verificação de impairment sempre que 
eventos ou mudanças nas circunstâncias indicarem que o valor contábil pode 
não ser recuperável. Uma perda por impairment é reconhecida quando o 
valor contábil do ativo excede seu valor recuperável, o qual representa o 
maior valor entre o valor justo de um ativo menos seus custos de venda e o 
seu valor em uso. Para fins de avaliação do impairment, os ativos são 
agrupados nos níveis mais baixos para os quais existam fluxos de caixa 
identificáveis separadamente (Unidades �eradoras de Caixa - U�C). Os 
ativos não financeiros que tenham sido ajustado por impairment, são 
revisados subsequentemente para a análise de uma possível reversão do 
impairment na data do balanço. 2.6 Fornecedores - As contas a pagar aos 
fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram 
adquiridos no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos 
circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano. Caso 
contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante. 
Elas são, inicialmente, reconhecidas pelo valor justo e, subsequentemente, 
mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa efetiva de 
juros. 2.7 Arrendamentos - Os pagamentos efetuados para arrendamentos 
operacionais são reconhecidos na demonstração do resultado pelo método 
linear, durante o período do arrendamento.�.� �m�r�stimos e financiamentos 
- Os empréstimos e financiamentos são reconhecidos, inicialmente, pelo 
valor justo, líquido dos custos incorridos na transação e são, subsequentemente, 
demonstrados pelo custo amortizado. Qualquer diferença entre os valores 
captados (líquidos dos custos da transação) e o valor total a pagar é 
reconhecida na demonstração do resultado durante o período em que os 
financiamentos estejam em aberto, utilizando o método da taxa efetiva de 
juros. Os empréstimos e financiamentos são classificados como passivo 
circulante, a menos que a Companhia tenha um direito incondicional de 
diferir a liquidação do passivo por período superior a 12 meses, após a data 
do balanço. 2.9 Provisõe s - As provisões são reconhecidas quando: (i) a 
Companhia tem uma obrigação presente ou não formalizada como resultado 
de eventos passados; (ii) é provável que uma saída de recursos seja necessária 
para liquidar a obrigação; (iii) e o valor possa ser estimado com segurança. 
Quando houver uma série de obrigações similares, a probabilidade de liquida-
 
Estado 
  Cidade 
Capacidade instalada MW 
Energia assegurada MWh/ano 
Início  
Término
Eólica Brisa Energia
Renováveis S/A  
RS 
Rio Grande  
22  
83.220 
Janeiro de 2015 Dezembro de 2035
Eólica Vento Energia
Renováveis S/A  
RS 
Rio Grande  
22  
77.964 
Janeiro de 2015 Dezembro de 2035
Eólica Wind Energia
Renováveis S/A  
RS 
Rio Grande  
20  
70.080 
Janeiro de 2015 Dezembro de 2035
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DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO  |  SÉRIE 3  |  ANO X Nº122  | FORTALEZA, 03 DE JULHO DE 2018

                            

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