DOE 03/07/2018 - Diário Oficial do Estado do Ceará

                            las é determinada levando-se em consideração a classe de obrigações como 
um todo. Uma provisão é reconhecida mesmo que a probabilidade de liquidação 
relacionada com qualquer item individual incluído na mesma classe de 
obrigações seja pequena. As provisões são mensuradas pelo valor presente 
dos gastos que devem ser necessários para liquidar a obrigação, usando uma 
taxa antes dos efeitos tributários, a qual reflita as avaliações atuais de mercado 
do valor do dinheiro no tempo e dos riscos específicos da obrigação. O aumento 
da obrigação em decorrência da passagem do tempo é reconhecido como 
despesa financeira. 2.10 Capital social - As ações ordinárias e preferenciais 
são classificadas no patrimônio líquido. 2.11 Distribuição de dividendos - A 
distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia é reconhecida 
como um passivo nas demonstrações financeiras ao final do exercício, com 
base no estatuto social da Companhia. Qualquer valor acima do mínimo 
obrigatório somente é provisionado na data em que são aprovados pelos 
acionistas, em Assembleia Geral. 2.12 Reconhecimento de receita - A receita 
compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pelo 
fornecimento de energia no curso normal das atividades da Companhia. A 
receita é apresentada líquida de impostos. As controladas da Companhia 
reconhecem a receita quando: (i) o valor da receita pode ser mensurado com 
segurança� (ii) é provável que benefícios econômicos futuros fluam para a 
Companhia e (iii) quando critérios específicos tiverem sido atendidos para as 
atividades da Companhia. Na prática, as investidas da Companhia reconhecem 
a receita decorrente do fornecimento de energia elétrica considerando o 
montante em MWh gerado e fornecido valorizados ao preço contratado. (a) 
Fornecimento de energia elétrica - As controladas da Companhia reconhecem 
a receita decorrente do fornecimento de energia elétrica considerando o 
montante em MWh gerado e fornecido valorizados ao preço contratado. 2.13 
Imposto de renda e contribuição social corrente e diferido - As despesas 
fiscais do exercício compreendem o imposto de renda e contribuição social 
corrente. O imposto é reconhecido na demonstração do resultado. Os encargos 
do imposto de renda e contribuição social corrente são calculados com base 
nas leis tributárias em vigor ou substancialmente promulgadas, na data do 
balanço. O Grupo é optante pelo regime de lucro real. Imposto diferido - 
Ativos e passivos fiscais diferidos são reconhecidos com relação �s diferenças 
temporárias entre os valores contábeis de ativos e passivos para fins contábeis 
e os usados para fins de tributação. As mudanças dos ativos e passivos fiscais 
diferidos no exercício são reconhecidas como despesa de imposto de renda e 
contribuição social diferida. Um ativo fiscal diferido é reconhecido em relação 
aos prejuízos fiscais e diferenças temporárias dedutíveis não utilizadas, na 
extensão em que seja provável que lucros tributáveis futuros estarão 
disponíveis, contra os quais serão utilizados. Ativos fiscais diferidos são 
revisados a cada data de balanço e são reduzidos na extensão em que sua 
realização não seja mais provável. Ativos e passivos fiscais diferidos são 
mensurados com base nas alíquotas que se espera aplicar às diferenças 
temporárias quando elas forem revertidas, baseando-se nas alíquotas que foram 
decretadas até a data do balanço. A mensuração dos ativos e passivos fiscais 
diferidos reflete as consequ�ncias tributárias decorrentes da maneira sob a 
qual a Companhia espera recuperar ou liquidar seus ativos e passivos. 3 
Estimativas e julgamentos contábeis crí ticos  - O Grupo faz estimativas e 
estabelece premissas com relação ao futuro, baseada na experiência histórica 
e em outros fatores, incluindo expectativas de eventos futuros. Por definição, 
as estimativas contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos 
resultados reais. As estimativas e remissas que apresentam um risco 
significativo de causar um ajuste relevante nos valores contábeis de ativos e 
passivos para o próximo exercício estão divulgadas abaixo. (a) Vida útil 
econ�mica de ativos n�o financeiros - Conforme o OCPC 05 - Contratos de 
Concessão, para os bens integrantes da infraestrutura de geração vinculados 
aos contratos de concessão (uso do bem público) assinados após 2004, sob a 
égide da Lei n.� 10.848/04, que não tenham direito � indenização no final do 
prazo da concessão no processo de reversão dos bens ao poder concedente, 
esses bens, incluído terrenos, devem ser amortizados com base na vida útil 
econômica de cada bem ou no prazo da concessão, dos dois o menor, ou seja, 
a amortização está limitada ao prazo da concessão. A administração reconhece 
a depreciação de seus ativos imobilizados com base no menor prazo entre a 
concessão (Nota 1) e nas vidas úteis estimadas de cada bem (Nota 11). (b) 
Conta de ressarcimento – CCEE - A Conta de ressarcimento � CCEE reflete 
os efeitos sobre a geração de energia fora dos limites de tolerância estabelecidos 
(energia efetivamente gerada e a energia contratada). Tais variações fora dos 
limites implicam no registro por estimativa de ativos ou passivos contratuais. 
A administração do Grupo entende que a análise do atendimento a estes limites 
é uma estimativa significativa. � �est�o de risco financeiro - 4.1 Fatores de 
risco financeiro - As atividades da Companhia e de suas investidas as expõem 
a riscos financeiros e regulatórios. O programa de gestão de risco global da 
Companhia e de suas investidas se concentra na imprevisibilidade dos 
mercados financeiros e busca minimizar potenciais efeitos adversos no 
desempenho financeiro da Companhia e de suas investidas. Durante os 
exercícios findos em 2017 e 2016, a Companhia e suas investidas não 
celebraram contratos que possam ser considerados como instrumentos 
derivativos. A gestão de risco é realizada pelo setor financeiro do �rupo, 
segundo as políticas aprovadas pela Diretoria. O setor financeiro da Companhia 
identifica, avalia e protege o �rupo contra eventuais riscos financeiros. A 
Diretoria estabelece princípios para a gestão de risco global, bem como para 
áreas específicas. Risco de mercado - Esse risco é oriundo da possibilidade 
do �rupo incorrer em perdas por causa de flutuações nas taxas de juros que 
aumentem as despesas financeiras relativas a empréstimos e financiamentos 
captados no mercado. O Grupo monitora continuamente as taxas de juros de 
mercado com o objetivo de avaliar a eventual necessidade de contratação de 
operações para proteger-se contra o risco de volatilidade dessas taxas. Riscos 
regulatór ios - As atividades do Grupo, assim como de seus concorrentes são 
regulamentadas e fiscalizadas pela ANEEL. �ualquer alteração no ambiente 
regulatório poderá exercer impacto sobre as atividades da Companhia. Risco 
de crédito - O risco de crédito decorre de caixa e equivalentes de caixa, 
depósitos em bancos e outras instituições financeiras, bem como de exposições 
de crédito, incluindo contas a receber em aberto. Os recebíveis tem risco 
considerado baixo considerando as características do cliente da Companhia 
(CCEE). Risco de liquidez - É o risco do Grupo não dispor de recursos 
líquidos suficientes para honrar seus compromissos financeiros, em 
decorrência de descasamento de prazo ou de volume entre os recebimentos 
e pagamentos previstos. Para administrar a liquidez do caixa, são estabelecidas 
premissas de desembolsos e recebimentos futuros, sendo monitoradas 
diariamente pela área de Tesouraria. A tabela abaixo analisa os passivos 
financeiros do Grupo e suas controladas, por faixas de vencimento, 
correspondentes ao período remanescente no balanço patrimonial até a data 
contratual do vencimento. Os valores divulgados na tabela são os saldos 
contábeis em 31 de dezembro de 2017 e 2016.
 
Consolidado
 
Menos de Entre um e Acima de
 
um ano 
dois anos 
três anos
Em 31 de dezembro de 2017
Empréstimos e financiamentos (Nota 12)  14.391  
14.396  
158.508
Partes relacionadas  
147 
- 
-
Fornecedores  
159  
576 
-
Em 31 de dezembro de 2016
Empréstimos e financiamentos (Nota 12)  
202.831 
- 
-
Partes relacionadas  
110 
- 
-
Fornecedores  
175  
385 
-
4.2 Gestão de capital - Os objetivos do Grupo ao administrar seu capital 
são os de salvaguardar a capacidade de continuidade da Companhia para 
oferecer retorno aos acionistas e benefícios às outras partes interessadas, além 
de manter uma estrutura de capital ideal para reduzir esse custo. Para manter 
ou ajustar a estrutura de capital do Grupo, a administração pode, ou propõe, 
nos casos em que os acionistas têm de aprovar, rever a política de pagamento 
de dividendos, devolver capital aos acionistas ou, ainda, emitir novas ações 
ou vender ativos para reduzir, por exemplo, o nível de endividamento. 
Condizente com outras companhias do setor, o Grupo monitora o capital com 
base no índice de alavancagem financeira. Esse índice corresponde � dívida 
líquida expressa como percentual do capital total. A dívida líquida, por sua 
vez, corresponde ao total de empréstimos (incluindo empréstimos de curto 
e longo prazos, conforme demonstrado no balanço patrimonial), subtraído 
do montante de caixa e equivalentes de caixa. O capital total é apurado 
através da soma do patrimônio líquido, conforme demonstrado no balanço 
patrimonial, com a dívida líquida. Os índices de alavancagem financeira em 
31 de dezembro de 2017 e 2016, estão demonstrados a seguir:
 
2017  
2016
 
 (Reapresentado
 
 
– Nota 1(b))
Total dos empréstimos (Nota 12)  
187.295  
202.831
Menos: caixa e equivalentes de caixa (Nota 6)  (12.077)  
(5.386)
Dívida líquida (a)  
175.218  
197.445
Total do patrimônio líquido  
95.468  
93.490
Total do capital (b)  
270.686  
290.935
�ndice de alavancagem financeira - � (a / b)  
65%  
68%
4.3 Estimativa do valor justo - O Grupo não possui ativos ou passivos 
mensurados a valor justo. Entretanto, pressupõe-se que os saldos de caixa e 
equivalentes de caixa, das contas a receber de clientes e contas a pagar aos 
fornecedores pelo valor contábil, menos a perda (impairment) no caso de 
contas a receber, esteja próxima de seus valores justos. 
� �nstrumentos financeiros
 
 
Consolidado
 
2017  
2016
Empréstimos e recebíveis
Caixa e equivalente de caixa (Nota 6)  
12.077  
5.386
Contas garantias (Nota 12)  
10.618  
7.644
Contas a receber (Nota 7)  
6.213  
6.202
Depósitos judiciais  
54  
54
 
28.962  
19.286
Outros passivos financeiros
Empréstimos e financiamentos (Nota 12)  
187.295  
202.831
Fornecedores  
735  
560
 
188.030  
203.391
6 Caixa e equivalentes de caixa
 
Controladora  
Consolidado
 
2017  
2016  
2017  
2016
Disponibilidades:
Fundo Fixo  
- 
- 
1 
-
Bradesco S.A  
4 
2  
793  
3.040
Santander S.A  
17  
5  
139  
14
 
21  
7  
933  
3.054
Aplicações financeiras (a):
Bradesco S.A  
- 
- 
- 
2.130
Santander S.A  
201  
202  11.144  
202
 
201  
202  11.144  
2.332
Total caixa e equivalentes de caixa  
222  
209  12.077  
5.386
(a) As aplicações financeiras são remuneradas a uma taxa média de 100� do 
CDI, e por não haver restrições ao resgate antecipado dos valores aplicados 
e sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor, as aplicações foram 
consideradas equivalentes de caixa. 7 Contas a receber - De acordo com 
o contrato de comercialização de energia no ambiente regulado – CCEAR, 
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DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO  |  SÉRIE 3  |  ANO X Nº122  | FORTALEZA, 03 DE JULHO DE 2018

                            

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