DOE 03/07/2018 - Diário Oficial do Estado do Ceará

                            considerando o montante em M�h gerado e fornecido valorizados ao preço 
contratado. (a) Fornecimento de energia elétrica - A Companhia reconhece 
a receita decorrente do fornecimento de energia elétrica considerando o 
montante em M�h gerado e fornecido valorizados ao preço contratado. 2.18 
Imposto de renda e contribuição social corrente e diferido - As despesas 
fiscais do exercício compreendem o imposto de renda e contribuição social 
corrente e diferido. O imposto é reconhecido na demonstração do resultado. 
Os encargos do imposto de renda e contribuição social corrente e diferido são 
calculados com base nas leis tributárias em vigor ou substancialmente 
promulgadas, na data do balanço. Nos exercícios de 2017 e 2016, a Companhia 
e todas as suas controladas eram optantes pelo regime de lucro real. Imposto 
diferido - Ativos e passivos fiscais diferidos são reconhecidos com relação 
às diferenças temporárias entre os valores contábeis de ativos e passivos para 
fins contábeis e os usados para fins de tributação. As mudanças dos ativos e 
passivos fiscais diferidos no exercício são reconhecidas como despesa de 
imposto de renda e contribuição social diferida. Um ativo fiscal diferido é 
reconhecido em relação aos prejuízos fiscais e diferenças temporárias 
dedutíveis não utilizados, na extensão em que seja provável que lucros 
tributáveis futuros estarão disponíveis, contra os quais serão utilizados. Ativos 
fiscais diferidos são revisados a cada data de balanço e são reduzidos na 
extensão em que sua realização não seja mais provável. Ativos e passivos 
fiscais diferidos são mensurados com base nas alíquotas que se espera aplicar 
�s diferenças temporárias quando elas forem revertidas, baseando-se nas 
alíquotas que foram decretadas até a data do balanço. A mensuração dos ativos 
e passivos fiscais diferidos reflete as consequ�ncias tributárias decorrentes da 
maneira sob a qual a Companhia espera recuperar ou liquidar seus ativos e 
passivos. 2.19 Subvençõ es governamentais - Subvenções governamentais 
são reconhecidas quando houver razoável certeza de que o benefício será 
recebido e que todas as correspondentes condições serão satisfeitas. �uando 
o benefício se refere a um item de despesa, é reconhecido como receita ao 
valor justo ao longo do período do benefício, de forma sistemática em relação 
aos custos cujo benefício objetiva compensar. As subvenções para investimento 
passaram a ser contabilizadas no resultado a partir da aplicação da Lei nº 
11.638/07. Posteriormente são destinadas para reserva de incentivos fiscais. 
Incentivo Federal - A Sociedade é beneficiária de subvenções Federais obtidas 
por conta da realização de investimentos na implantação de unidades de 
produção de energia renovável sediadas na área de atuação da Superintendência 
de Desenvolvimento do Nordeste - SUDENE, esse incentivo fiscal é concedido 
pelo prazo certo de 10 (Dez) anos, para os empreendimentos que comprovarem, 
junto � SUDENE, a realização de investimentos na Região Nordeste do Brasil, 
desde que atendidas todas as condições e obrigações exigidas na legislação 
pertinente para obter a contrapartida da União, dentro das políticas públicas 
de emprego de recursos federais no fomento ao desenvolvimento da região 
Nordeste do País. No ano de 2015 a Companhia obteve esse incentivo, válido 
até 2024. O valor a ser recebido da União durante o prazo certo de sua 
concessão consiste num montante equivalente ao resultado da aplicação do 
percentual de 75� (setenta e cinco por cento) sobre uma base de cálculo 
legalmente denominada de lucro da exploração (art. 1º da MP 2.199-14/01 e 
art. 1º do Decreto nº 6.539/2008). A Administração cumpre todas as exigências 
para obtenção dessas subvenções, especialmente as relacionadas � comprovação 
dos investimentos, geração dos empregos, volume de produção, bem como, 
não distribui na forma de dividendos os valores deles decorrentes. Até então, 
entende-se que não foi descumprido qualquer condição que impeça a 
continuidade do direito de usufruir os benefícios das subvenções 
governamentais que lhe foram concedidas. 3 Estimativas e julgamentos 
contábeis crí ticos - A Companhia faz estimativas e estabelece premissas com 
relação ao futuro, baseada na experi�ncia histórica e em outros fatores, 
incluindo expectativas de eventos futuros. Por definição, as estimativas 
contábeis resultantes raramente serão iguais aos respectivos resultados reais. 
As estimativas e premissas que apresentam um risco significativo de causar 
um ajuste relevante nos valores contábeis de ativos e passivos para o próximo 
exercício estão divulgadas abaixo. (a) Vida útil econômica de ativos não 
financeiros � Conforme o OCPC 05 - Contratos de Concessão, para os bens 
integrantes da infraestrutura de geração vinculados aos contratos de concessão 
(uso do bem público) assinados após 2004, sob a égide da Lei n.� 10.848/04, 
que não tenham direito � indenização no final do prazo da concessão no 
processo de reversão dos bens ao poder concedente, esses bens, incluído 
terrenos, devem ser amortizados com base na vida útil econômica de cada 
bem ou no prazo da concessão, dos dois o menor, ou seja, a amortização está 
limitada ao prazo da concessão. A administração reconhece a depreciação de 
seus ativos imobilizados com base no menor prazo entre a concessão (Nota 
1) e nas vidas úteis estimadas de cada bem (Nota 11). (b) Conta de 
ressarcimento – CCEE - A Conta de ressarcimento � CCEE reflete os efeitos 
sobre a geração de energia fora dos limites de tolerância estabelecidos (energia 
efetivamente gerada e a energia contratada). Tais variações fora dos limites 
implicam no registro por estimativa de ativos ou passivos contratuais. A 
administração da Companhia entende que a análise do atendimento a estes 
limites é uma estimativa significativa. � �est�o de risco financeiro � �.� 
�atores de risco financeiro - As atividades da Companhia a expõem a riscos 
financeiros e regulatórios. O programa de gestão de risco global da Companhia 
se concentra na imprevisibilidade dos mercados financeiros e busca minimizar 
potenciais efeitos adversos no desempenho financeiro da Companhia. Durante 
os exercícios findos em 31 de dezembro de 2017 e de 2016 a Companhia não 
celebrou contratos que possam ser considerados como instrumentos 
derivativos. A gestão de risco é realizada pelo setor financeiro da Companhia, 
segundo as políticas aprovadas pela Diretoria. O setor financeiro da Companhia 
identifica, avalia e protege a Companhia contra eventuais riscos financeiros. 
A Diretoria estabelece princípios para a gestão de risco global, bem como para 
áreas específicas. Risco de mercado - Esse risco é oriundo da possibilidade 
de a Companhia incorrer em perdas por causa de flutuações nas taxas de juros 
que aumentem as despesas financeiras relativas a empréstimos e 
financiamentos captados no mercado. A Companhia monitora continuamente 
as taxas de juros de mercado com o objetivo de avaliar a eventual necessidade 
de contratação de operações para proteger-se contra o risco de volatilidade 
dessas taxas. Riscos regulató rios - As atividades da Companhia, assim como 
de seus concorrentes são regulamentadas e fiscalizadas pela ANEEL. �ualquer 
alteração no ambiente regulatório poderá exercer impacto sobre as atividades 
da Companhia. Risco de crédito - O risco de crédito decorre de caixa e 
equivalentes de caixa, depósitos em bancos e outras instituições financeiras, 
bem como de exposições de crédito, incluindo contas a receber em aberto. 
Os recebíveis tem risco considerado baixo considerando as características do 
cliente da Companhia (CCEE). Risco de liquidez - � o risco de a Companhia 
não dispor de recursos líquidos suficientes para honrar seus compromissos 
financeiros, em decorr�ncia de descasamento de prazo ou de volume entre 
os recebimentos e pagamentos previstos. Para administrar a liquidez do caixa, 
são estabelecidas premissas de desembolsos e recebimentos futuros, sendo 
monitoradas diariamente pela área de Tesouraria. A tabela abaixo analisa os 
passivos financeiros da Companhia, por faixas de vencimento, correspondentes 
ao período remanescente no balanço patrimonial até a data contratual do 
vencimento. Os valores divulgados na tabela são os saldos contábeis em 31 
de dezembro de 2017 e 2016.
 
Menos de Entre um e Acima de
 
um ano 
dois anos três anos
Em 31/12/2017
Empréstimos e financiamentos  
10.253  
10.403  
212.396
Fornecedores  
8.965
Em 31/12/2016
Empréstimos e financiamentos  
20.857  
24.155  
209.026
Fornecedores  
2.653
4.2 Gestão de capital - Os objetivos da Companhia ao administrar seu 
capital são os de salvaguardar a capacidade de continuidade da Companhia 
para oferecer retorno aos acionistas e benefícios �s outras partes interessadas, 
além de manter uma estrutura de capital ideal para reduzir esse custo. Para 
manter ou ajustar a estrutura de capital da Companhia, a administração pode, 
ou propõe, nos casos em que os acionistas t�m de aprovar, rever a política 
de pagamento de dividendos, devolver capital aos acionistas ou, ainda, 
emitir novas ações ou vender ativos para reduzir, por exemplo, o nível de 
endividamento. Condizente com outras companhias do setor, a Companhia 
monitora o capital com base no índice de alavancagem financeira. Esse 
índice corresponde à dívida líquida expressa como percentual do capital 
total. A dívida líquida, por sua vez, corresponde ao total de empréstimos 
(incluindo empréstimos de curto e longo prazos, conforme demonstrado no 
balanço patrimonial), subtraído do montante de caixa e equivalentes de caixa. 
O capital total é apurado através da soma do patrimônio líquido, conforme 
demonstrado no balanço patrimonial, com a dívida líquida. Os índices de 
alavancagem financeira em 31 de dezembro de 2017 e 2016:
 
Consolidado
 
2017 
2016
Total dos empréstimos (Nota 13)  
233.052  254.038 
Menos: caixa e equivalentes de caixa (Nota 6)  
(45.613) (37.193)
Dívida líquida (a)  
187.439  216.845 
Total do patrimônio líquido  
160.168  161.599 
Total do capital (b)  
347.607  378.444 
�ndice de alavancagem financeira - � (a / b)  
54�  
57�
4.3 Estimativa do valor justo - A Companhia não possui ativos ou passivos 
mensurados a valor justo. Entretanto, pressupõe-se que os saldos de caixa e 
equivalentes de caixa, das contas a receber de clientes e contas a pagar aos 
fornecedores pelo valor contábil, menos a perda (impairment) no caso de 
contas a receber, esteja próxima de seus valores justos.
� �nstrumentos financeiros 
�onsolidado
 
2017 
2016
Empréstimos e recebíveis
Caixa e equivalente de caixa (Nota 6)  
45.613  37.193 
Contas garantias (Nota 13)  
28.724  13.381 
Depósitos judiciais  
3.532  
3.532 
Contas a receber (Nota 7)  
10.554  18.689 
 
88.423  72.795 
Outros passivos financeiros
Empréstimos e financiamentos (Nota 13)  
233.052  254.038 
Fornecedores (Nota 12)  
8.965  
2.653 
 
242.017  256.691 
6 Caixa e equivalente de caixa 
Controladora 
Consolidado
 
2017 
2016 
2017 
2016
Disponibilidades:
Fundo fixo  
3  
- 
6  
3 
Bradesco S.A  
- 
- 
112  
40 
Banco do Nordeste do Brasil – BNB  
- 
- 
142  
61 
Santander S.A  
111  
44  
149  
80 
 
114  
44  
409  
184 
Aplicações Financeiras (a):
Banco do Nordeste do Brasil - BNB  
- 
- 
7.021  17.837 
Santander S.A  
402  
962  38.183  19.172 
 
402  
962  45.204  37.009 
Total caixa e equivalentes de caixa  
516  
1.006  45.613  37.193 
(a) As aplicações financeiras são remuneradas a uma taxa média de 101� do 
CDI, e por não haver restrições ao resgate antecipado dos valores aplicados 
e sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor, as aplicações foram 
consideradas equivalentes de caixa. 7 Contas a receber – Consolidado 
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DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO  |  SÉRIE 3  |  ANO X Nº122  | FORTALEZA, 03 DE JULHO DE 2018

                            

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