DOE 09/05/2018 - Diário Oficial do Estado do Ceará

                            risco de crédito de um ativo financeiro não tenha 
aumentado significativamente se o ativo tiver 
baixo risco de crédito na data base. No entanto, a 
mensuração de perdas de crédito esperadas para a 
vida inteira sempre se aplica para contas a receber 
e ativos contratuais sem um componente de 
financiamento significativo. 
A Companhia acredita 
não existir impacto significativo em perdas por 
redução ao valor recuperável para os ativos no 
modelo do CPC 48 / IFRS 9. (iii) Classificação - 
Passivos Financeiros - O CPC 48 / IFRS 9 retém 
grande parte dos requerimentos da IAS 39 para a 
classificação de passivos financeiros. Contudo, de 
acordo com a IAS 39, todas as variações de valor 
justo dos passivos designados como VJR são 
reconhecidas no resultado, enquanto que, de 
acordo com o CPC 48 / IFRS 9, estas alterações 
de valor justo são geralmente apresentadas da 
seguinte forma: • o valor da variação do valor 
justo que é atribuível às alterações no risco de 
crédito do passivo financeiro são apresentado em 
ORA; e • o valor remanescente da variação do 
valor justo é apresentado no resultado. A 
Companhia não designou e não pretende designar 
passivos financeiros como VJR. A avaliação 
preliminar da Companhia não indicou qualquer 
impacto material na classificação dos passivos 
financeiros em 1º de janeiro de 2018. b. IFRS 15 
Revenue from Contracts with Customers (Receita 
de Contratos com Clientes) - A IFRS 15 introduz 
uma estrutura abrangente para determinar se e 
quando uma receita é reconhecida, e por quanto a 
receita é mensurada. A IFRS 15 substitui as atuais 
normas para o reconhecimento de receitas, 
incluindo o CPC 30 (IAS 18) Receitas e o CPC 17 
(IAS 11) Contratos de Construção.(i) Transição - 
A Companhia planeja adotar o CPC 47 / IFRS 15, 
usando o método de efeito cumulativo, com 
aplicação inicial da norma na data inicial, ou seja, 
1º de janeiro de 2018. Como resultado, a 
Companhia não aplicará os requerimentos do 
CPC 47 / IFRS 15 ao período comparativo 
apresentado. A Companhia planeja utilizar os 
expedientes práticos para contratos concluídos. 
Isso significa que os contratos concluídos que 
começaram e terminaram no mesmo período de 
apresentação comparativo, bem como os contratos 
que são contratos concluídos no início do período 
mais antigo apresentado, não serão reapresentados. 
A Companhia está, atualmente, realizando uma 
avaliação detalhada do impacto resultante da 
aplicação do CPC 48 / IFRS 15 e espera divulgar 
informações quantitativas adicionais antes da 
adoção 
da 
norma. 
c. 
IFRS 
16 
Leases 
(Arrendamentos) - A IFRS 16 substitui as normas 
de arrendamento existentes, incluindo o CPC 06 
(IAS 17) Operações de Arrendamento Mercantil e 
o ICPC 03 (IFRIC 4, SIC 15 e SIC 27) Aspectos 
Complementares das Operações de Arrendamento 
Mercantil. A norma é efetiva para períodos anuais 
com início em ou após 1º de janeiro de 2019. A 
IFRS 16 introduz um modelo único de 
contabilização de arrendamentos no balanço 
patrimonial para arrendatários. Um arrendatário 
reconhece um ativo de direito de uso que 
representa o seu direito de utilizar o ativo 
arrendado e um passivo de arrendamento que 
representa a sua obrigação de efetuar pagamentos 
do arrendamento. Isenções estão disponíveis para 
arrendamentos de curto prazo e itens de baixo 
valor. A contabilidade do arrendador permanece 
semelhante à norma atual, isto é, os arrendadores 
continuam a classificar os arrendamentos em 
financeiros ou operacionais. A Companhia 
realizou uma avaliação inicial do potencial 
impacto em suas demonstrações financeiras, mas 
ainda não completou sua avaliação detalhada. O 
impacto real da aplicação da IFRS 16 nas 
demonstrações financeiras no período de aplicação 
inicial dependerá das condições econômicas 
futuras, incluindo a taxa de endividamento da 
Companhia em 1º de janeiro de 2019, e a medida 
em que a Companhia optará por usar expedientes 
práticos e isenções de reconhecimento. Até agora, 
o impacto mais significativo identificado é que a 
Companhia reconhecerá novos ativos e passivos 
por seus arrendamentos operacionais do terreno 
onde o empreendimento eólico está localizado. 
Além disso, a natureza das despesas relacionadas 
com esses contratos de arrendamento agora vai 
mudar, a IFRS 16 substitui a despesa linear de 
arrendamento operacional com um custo de 
depreciação de ativos de direito de uso e despesa 
de juros sobre obrigações de arrendamento. d. 
Outras alterações - As seguintes normas alteradas 
e interpretações não deverão ter um impacto 
significativo 
nas 
demonstrações 
financeiras 
consolidadas da Companhia. • Ciclo de melhorias 
anuais para as IFRS 2014-2016 - Alterações à 
IFRS 1 e à IAS 28. • Alterações ao CPC 10 (IFRS 
2) Pagamento baseado em ações em relação à 
classificação e mensuração de determinadas 
transações com pagamento baseado em ações. • 
Transferências de Propriedade de Investimento 
(Alterações ao CPC 28 / IAS 40). • Alterações ao 
CPC 36 Demonstrações Consolidadas (IFRS 10) 
e ao CPC 18 Investimento em Coligada (IAS 28) 
em relação a vendas ou contribuições de ativos 
entre um investidor e sua coligada ou seu 
empreendimento controlado em conjunto. • ICPC 
21 / IFRIC 22 Transações em moeda estrangeira e 
adiantamento. • IFRIC 23 Incerteza sobre 
Tratamentos de Imposto de Renda. O Comitê de 
Pronunciamentos Contábeis ainda não emitiu 
pronunciamento contábil ou alteração nos 
pronunciamentos vigentes correspondentes a 
todas as novas IFRS. Portanto, a adoção antecipada 
dessas IFRS não é permitida para entidades que 
divulgam as suas demonstrações financeiras de 
acordo com as práticas contábeis adotadas no 
Brasil.
4 Caixa e equivalentes de caixa 
2017 2016
Bancos - conta movimento 
4 
8
Aplicações financs.de curto prazo (i) 225 650
 
229 658 
(i) Estão representadas por aplicações em 
Certificados de Depósitos Bancário (CDB), 
com remuneração fixada em 99% da variação 
do 
Certificado 
de 
Depósito 
Interbancário 
(CDI). Os prazos para resgate são imediatos, 
com incidência de IRRF. Tais aplicações estão 
disponíveis para utilização nas operações da 
Companhia, prontamente conversíveis em um 
montante conhecido de caixa e estão sujeitos 
a um insignificante risco de mudança de valor. 
Estas operações têm vencimentos inferiores a 
três meses da data de contratação e possuem 
compromisso de recompra pelo emissor. Uma 
análise quanto ao risco de crédito e de mercado 
está descrita na Nota 21. 
5 Contas a receber 
2017 
2016
Receita - CCEE (i) 
1.255 1.219
Total 
1.255 1.219
(i) A Companhia tem direito ao recebimento 
da receita fixa mensal a partir do período de 
entrega da energia contratada, conforme descrito 
na Nota 1. O efetivo pagamento da receita fixa 
está condicionado à emissão do Despacho de 
aptidão para operar pela ANEEL, que ocorreu em 
dezembro de 2014.
6 Despesas antecipadas
Referem-se, substancialmente, a fianças bancárias 
referentes aos empréstimos junto ao BNDES e 
financiamento através de emissão de debêntures, 
apresentado na Nota 9. 
Adicionalmente, há seguros 
referente, por exemplo, à responsabilidade civil, 
riscos relacionados ao cumprimento de obrigações 
com transmissora e Operador Nacional do Sistema 
Elétrico, risco operacional e seguro de vida em 
grupo, que são apropriados ao resultado de acordo 
com o período de vigência e competência. Abaixo, 
composição: 
 
2017 
2016
Seguros à apropriar 
133 
190 
Fianças à apropriar 
1.628 
653
Total das despesas
 antecipadas à apropriar 
1.761 
843
Circulante 
1.270 
843
Não circulante 
491 
-
7 Depósitos vinculados
 
2017 
2016
Conta centralizadora (a) 
386 
 344 
Conta reserva serviço da
 dívida BNDES (b) 
1.194  1.068 
Conta reserva serviço
 da dívida Debêntures (c) 
686 
 634 
Conta reserva de O&M (d) 
470 
 434 
Conta reserva especial (e) 
5.959  4.008 
Conta de pagam.de debêntures (f) 
230 
 210 
 
8.925  6.698 
Circulante 
386 
344
Não circulante 
8.539 6.354
Refere-se 
a 
obrigações 
contratuais 
do 
financiamento com o BNDES e do registro de 
emissão de debêntures, conforme apresentado 
abaixo:  (a) Conta centralizadora - conta corrente 
constituída exclusivamente para a arrecadação 
dos recursos decorrentes dos direitos creditórios 
cedidos fiduciariamente. Saldo se refere ao 
pagamento de amortização e juros de empréstimo 
do mês subsequente, sendo classificado no 
circulante. (b) Conta reserva serviço da dívida 
BNDES - constituída pelo saldo equivalente 
ao valor de três prestações mensais do serviço 
da dívida, vincendas, constituídas do principal, 
encargos e acessórios. A liberação da reserva para 
movimentação financeira pela Companhia somente 
ocorrerá quando houver a liquidação do contrato, 
prevista para julho de 2031. (c) Conta reserva 
serviço da dívida Debêntures - constituída pelo 
saldo equivalente ao valor da próxima prestação 
vincenda do serviço da dívida de debêntures. 
A liberação da reserva para movimentação 
financeira pela Companhia somente ocorrerá 
quando houver a liquidação do contrato, prevista 
para julho de 2031. (d) Conta reserva de O&M - 
constituída pelo o valor necessário para perfazer 
o equivalente a ¼ (um quarto) do valor anual 
de pagamentos em decorrência do Contrato de 
O&M. A liberação da reserva para movimentação 
financeira pela Companhia somente ocorrerá 
quando houver a liquidação do contrato, prevista 
para julho de 2031. (e) Conta reserva especial - 
constituída com recursos transferidos da Conta 
Centralizadora, após observada a ordem de 
pagamentos e transferências determinada pelo 
Contrato de Financiamento. A liberação da reserva 
para movimentação financeira pela Companhia 
somente ocorrerá quando houver a liquidação 
do contrato, prevista para julho de 2031. (f) 
Conta de pagamento de debêntures - constituída 
mensalmente por recursos equivalentes ao valor 
correspondente a 1/6 (um sexto) da próxima 
prestação vincenda. A liberação da reserva 
para movimentação financeira pela Companhia 
somente ocorrerá quando houver a liquidação do 
contrato, prevista para julho de 2031. Os saldos 
são mantidos em contas de aplicação financeiras 
em renda variável, junto ao fundo Soberano 
Simples FIC, cujos rendimentos, no período de 12 
meses anteriores, foi de 13,78% a.a.
8 Ativo imobilizado - A Companhia iniciou a 
construção da EOL Malhadinha I no exercício de 
2013. O ativo imobilizado pode ser apresentado 
da seguinte forma:
  
01/01/2016 
Adição Transferências Baixas 31/12/2016 Adição Transferências Baixas 31/12/2017
Administração / Comercialização
Máquinas e equipamentos 
20 
- 
-  
-  
20 
4  
- 
- 
24
Equipamentos e processamentos de dados 
19 
 
-  
(3) 
16 
- 
- 
- 
16 
Moveis e utensílios 
33 
7 
-  
-  
40 
1  
- 
- 
41 
Benfeitoria em imóveis de terceiros 
33 
- 
-  
-  
33 
- 
- 
- 
33 
Torres anemométricas 
131 
 
(131) 
-  
- 
- 
- 
- 
-  
Direito de uso de software 
        2 
        - 
        -          -  
        2         - 
        - 
        - 
        2 
Subtotal Administração / Comercialização 
238  
7  
(131) 
(3) 
111  
5  
-   
-   
116 
190
DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO  |  SÉRIE 3  |  ANO X Nº085  | FORTALEZA, 09 DE MAIO DE 2018

                            

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