DOE 09/05/2018 - Diário Oficial do Estado do Ceará
detalhado a seguir: (i) Instrumentos financeiros, depósitos em dinheiro e aplicações - O risco de crédito de saldos bancários é administrado pelo
departamento financeiro da Companhia de acordo com a política preestabelecida pelo Conselho de Administração. Os recursos excedentes são investidos
em aplicações financeiras de acordo com a avaliação da gerência responsável. Além do percentual de remuneração e do rating atual de cada banco, leva-se
em consideração o montante de capital investido nesta por parte de cada banco ou instituição financeira.
Conta corrente, depósitos bancários e aplicações financeiras de curto prazo (*)
31/12/2017
31/12/2016
AAA (bra)
229
658
(*) Conforme classificação de rating pela agência de risco Fitch Rating. Risco de liquidez - Risco de liquidez é o risco de que a Companhia irá encontrar
dificuldades em cumprir as obrigações associadas com seus passivos financeiros que são liquidados com pagamentos em caixa ou com outro ativo
financeiro. A abordagem da Companhia na administração da liquidez é de garantir, na medida do possível, que sempre terá liquidez suficiente para cumprir
com suas obrigações no vencimento, tanto em condições normais como de estresse, sem causar perdas inaceitáveis ou risco de prejudicar a reputação da
Companhia. Para determinar a capacidade financeira da Companhia em cumprir adequadamente os compromissos assumidos, os fluxos de vencimentos dos
recursos captados e de outras obrigações fazem parte das divulgações. Os valores apresentados na tabela são os fluxos de caixa contábeis contratados:
A vencer em até 1 ano
A vencer acima de 1 ano
Totais
2017
2016
2017
2016
2017
2016
Empréstimos e financiamentos
2.780
2.509
34.979
32.439
37.759
34.948
Debêntures
1.258
57
12.112
13.055
13.370
13.112
Fornecedores
554
3.272
-
-
554
3.272
A estratégia financeira adotada pela Companhia busca constantemente a mitigação do risco de liquidez. Veja comentário adicional na Nota 1 referente
ao capital circulante líquido negativo apresentado pela Companhia. Risco de mercado - Risco de mercado é o risco de que alterações nos preços de
mercado - tais como taxas de câmbio, taxas de juros e preços de ações - irão afetar os ganhos da Companhia ou o valor de seus instrumentos financeiros,
compreendendo ainda os limitadores de endividamento definidos em contratos, cujo descumprimento pode implicar em vencimento antecipado. O objetivo
do gerenciamento de risco de mercado é gerenciar e controlar as exposições a riscos de mercado, dentro de parâmetros aceitáveis, e ao mesmo tempo
otimizar o retorno. Risco de juros - Decorre da possibilidade da Companhia sofrer ganhos ou perdas decorrentes de oscilações de taxas de juros incidentes
sobre seus ativos e passivos financeiros. Visando a mitigação desse tipo de risco, a Companhia busca diversificar a captação de recursos em termos de
taxas pré-fixadas para travar o custo financeiro das operações. A Companhia
não operou com derivativos nos exercícios findos em 31 de dezembro de
2017 e 2016. Risco operacional - O risco operacional está relacionado com
a paralisação de parte ou de todo o fornecimento esperado relacionado ao
parque eólico. A Administração da Companhia mantém contratos firmados
com fornecedores relevantes no mercado a fim de mitigar possíveis riscos
operacionais, incluindo contrato de seguros e manutenções periódicas
dos ativos da operação. 22 Cobertura de seguro - A Companhia possui
um programa de gerenciamento de riscos com o objetivo de delimitá-los,
contratando no mercado coberturas compatíveis com seu porte e sua
operação. As coberturas foram contratadas por montantes considerados
suficientes pela administração para cobrir eventuais sinistros, considerando
a natureza da sua atividade, os riscos envolvidos em suas operações e a
orientação de seus consultores de seguros. Em 31 de dezembro de 2017 e
2016, a cobertura de seguros contra riscos operacionais era composta por:
2017
2016
Danos materiais (i)
226.937
238.074
Total
226.937
238.074
(i) Inclui, por exemplo, danos materiais de bens de terceiros em poder do
segurado; bens do segurado em poder de terceiros; danos elétricos; quebra
de máquinas; despesas de combate a incêndio; despesas de salvamento
e contensão de sinistro; obras civis em construção; entre outros danos
materiais.
Diretoria - Guido Prestes Lemos, Wilson Roberto Melo. Conselho de
Administração - Rafael Pesce, Pedro Cunha Fiuza, Nelson Magalhães
Graça, Wilson Roberto Melo, Pedro Duarte Guimarães, Luís Felipe Pereira
da Silva, Sidney Tescari Medeiros, Rodrigo Nelson Brum Selles. Contador
- Antônio Werk Rodrigues Pereira - CRC-CE 016296/0-8.
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Aos Conselheiros e Diretores da Geradora Eólica Bons Ventos da Serra I S.A. Fortaleza - Ceará - Opinião - Examinamos as demonstrações financeiras
da Geradora Eólica Bons Ventos da Serra I S.A. (Companhia), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2017 e as respectivas
demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, bem
como as correspondentes notas explicativas, compreendendo as políticas contábeis significativas e outras informações elucidativas. Em nossa opinião, as
demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Geradora
Eólica Bons Ventos da Serra I S.A. em 31 de dezembro de 2017, o desempenho de suas operações e os seus respectivos fluxos de caixa para o exercício findo
nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Base para opinião - Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras
e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir intitulada “Responsabilidades
dos auditores pela auditoria das demonstrações financeiras”. Somos independentes em relação à Companhia, de acordo com os princípios éticos relevantes
previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, e cumprimos com as
demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar
nossa opinião. Principais assuntos de auditoria - Determinamos que não existem principais assuntos de auditoria a comunicar em nosso relatório.
Responsabilidades da administração pelas demonstrações financeiras - A administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das
demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, e pelos controles internos que ela determinou como necessários para
permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Na elaboração das
demonstrações financeiras, a administração é responsável pela avaliação da capacidade de a Companhia continuar operando, divulgando, quando aplicável,
os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações financeiras, a não ser que a
administração pretenda liquidar a Companhia ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações.
Responsabilidades dos auditores pela auditoria das demonstrações financeiras - Nossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações
financeiras estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião.
Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de
auditoria sempre detectam as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes
quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base
nas referidas demonstrações financeiras. Como parte da auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos
julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso: – Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante
nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais
riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante
resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão
ou representações falsas intencionais. – Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria
apropriados às circunstâncias, mas, não, com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos da Companhia. – Avaliamos a
adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela administração. – Concluímos
sobre a adequação do uso, pela administração, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza
relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa em relação à capacidade de continuidade operacional da Companhia.
Se concluirmos que existe incerteza relevante, devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações
financeiras ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de
auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem levar a Companhia a não mais se manter em continuidade
operacional. – Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações financeiras, inclusive as divulgações e se as demonstrações
financeiras representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada.Comunicamo-nos
com a administração a respeito, entre outros aspectos, do alcance planejado, da época da auditoria e das constatações significativas de auditoria, inclusive
as eventuais deficiências significativas nos controles internos que identificamos durante nossos trabalhos. Dos assuntos que foram objeto de comunicação
à administração, determinamos aqueles que foram considerados como mais significativos na auditoria das demonstrações financeiras do exercício corrente
e que, dessa maneira, constituem os principais assuntos de auditoria. Descrevemos esses assuntos em nosso relatório de auditoria, a menos que lei ou
regulamento tenha proibido divulgação pública do assunto, ou quando, em circunstâncias extremamente raras, determinarmos que o assunto não deve ser
comunicado em nosso relatório porque as consequências adversas de tal comunicação podem, dentro de uma perspectiva razoável, superar os benefícios
da comunicação para o interesse público. Fortaleza, 6 de março de 2018. KPMG Auditores Independentes - CRC 2SP014428/O-6 “S” CE - João Alberto
da Silva Neto - Contador CRC RS-048980/O-0 T-CE.
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DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO | SÉRIE 3 | ANO X Nº085 | FORTALEZA, 09 DE MAIO DE 2018
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