DOMFO 04/12/2018 - Diário Oficial do Município de Fortaleza - CE
DIÁRIO OFICIAL DO MUNICÍPIO
FORTALEZA, 04 DE DEZEMBRO DE 2018
TERÇA - FEIRA - PÁGINA 48
Fonte: Adaptado do SISVAN (2010 e 2017). *Indicadores do estado nutricional- crianças de 0 a 4 anos: peso/idade; crianças de 5 a 9
anos: peso/idade; adolescentes: IMC/idade; adulto: IMC ≥ 25 kg/m²; idosos: IMC ≥27 kg/m².
Desse modo pode-se perceber que ao longo dos anos houve redução significativa do índice de baixo peso, em contrapartida uma
incidência de aumento de peso na população de Fortaleza, quando comparados os anos de 2010 e 2017, o que confirma a transição
nutricional observada em estudos nacionais citados. Segundo a Coordenação da Saúde da Criança da Secretaria Municipal de Saúde
de Fortaleza, houve um equilíbrio de baixo peso de crianças ao nascer nos anos de 2012 a 2014, havendo um declínio nos anos de
2015 a 2017, como pode observar-se na Tabela 5.
Tabela 5 - Nascimentos por baixo peso ao nascer, segundo o ano de nascimento, no município de Fortaleza no período de 2012 a
2017.
Ano do Nascimento
Baixo peso (até 2.500g)
Normal (até 8.000g)
Não se aplica/ Peso ignorado
Total
2012
3.256
33.893
0
37.149
2013
3.294
33.550
0
36.844
2014
3.206
34.181
0
37.387
2015
3.489
36.036
1
39.526
2016
3.171
33.318
0
36.489
2017
3.148
31.956
0
35.104
Total
19.564
202.934
1
222.499
Fonte: Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza.
A taxa de mortalidade infantil do município de Fortaleza era de 11,48 em 2010 e 4,77 em 2015 para cada mil nascidos vivos. Em com-
paração com as taxas de 2010 e 2015, a Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (SESA) confirma a tragetória decrescente desse
indicador no município. As Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNT) constituem como um dos maiores problemas de saúde
pública no Brasil. Este fato está associado ao avanço da sociedade, possibilitando uma maior disponibilidade de alimentos energéti-
cos, assim trazendo consigo o aparecimento de diversas doenças como diabetes, hipertensão, doenças do aparelho circulatório, disli-
pidemia. Seu aparecimento está ligado a diversos fatores, entre eles o envelhecimento, estilo de vida, hábitos alimentares inadequa-
dos, inatividade física, consumo de álcool, tabaco e hereditariedade42. A hipertensão arterial e diabetes são doenças crônicas bastante
comuns que atingem a população brasileira. Segundo a pesquisa Vigitel, nos últimos anos em Fortaleza, houve um aumento progres-
sivo de diabetes entre adultos (acima de 18 anos). Dos adultos acima de 18 anos, 8,2% relataram diabetes segundo diagnóstico mé-
dico,em 2016, constatando-se um decréscimo comparado ao ano anterior. A prevalência de hipertensão arterial segundo diagnóstico
médico em indivíduos adultos (acima de 18 anos), entre os anos 2006 e 2016, houve uma variação, e no último ano foi de 22,1%,
conforme a série histórica abaixo40.
Gráfico 9 - Percentual de adultos (≥18 anos) residentes em Fortaleza, que referiram diagnóstico de hipertensão arterial e diabetes no
período de 2006 a 2016.
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