DOE 09/04/2019 - Diário Oficial do Estado do Ceará

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Edgard Corrochano - Diretor Presidente
Julio Roberto Baruchi - CRC 1SP206243/O-5 - CPF: 008.175.478-78
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RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INDIVIDUAIS E 
CONSOLIDADAS
Aos Conselheiros e Diretores da Ventos de São Clemente Holding S.A. 
São Paulo - SP. Opinião: Examinamos as demonstrações financeiras 
individuais e consolidadas da Ventos de São Clemente Holding S.A. 
(“Companhia”), 
identificadas 
como 
controladora 
e 
consolidado, 
respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de 
dezembro de 2018 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado 
abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o 
exercício findo nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, 
compreendendo as políticas contábeis significativas e outras informações 
elucidativas. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais e 
consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os 
aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira, individual e 
consolidada, da Ventos de São Clemente Holding S.A. em 31 de dezembro 
de 2018, o desempenho individual e consolidado de suas operações e os seus 
respectivos fluxos de caixa individuais e consolidados para o exercício findo 
nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Base 
para opinião: Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas 
brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em 
conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir intitulada 
“Responsabilidades dos auditores pela auditoria das demonstrações 
financeiras individuais e consolidadas”. Somos independentes em relação à 
Companhia e suas controladas, de acordo com os princípios éticos relevantes 
previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas 
profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, e cumprimos 
com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. 
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada 
para fundamentar nossa opinião. Principais assuntos de auditoria: 
Principais assuntos de auditoria são aqueles que em nosso julgamento 
profissional foram os mais significativos em nossa auditoria do exercício 
corrente. Esses assuntos foram tratados no contexto de nossa auditoria das 
demonstrações financeiras como um todo e na formação de nossa opinião 
sobre essas demonstrações financeiras e, portanto, não expressamos uma 
opinião separada sobre esses assuntos. Valor recuperável (“Impairment”) 
dos ativos não financeiros (Imobilizado): Veja as Notas 5.e e 10 das 
demonstrações financeiras individuais e consolidadas: Principais assuntos 
de auditoria: Em 31 de dezembro de 2018 a Companhia possui registrado em 
suas demonstrações financeiras consolidadas o montante de R$ 990.955 
referente ao seu ativo imobilizado. Ao final de cada exercício, a Companhia 
e suas controladas efetuam análise para avaliar a existência de indicadores 
de redução ao valor recuperável de suas unidades geradores de caixa 
(“UGC”), sendo que não constatou indicadores de perda, portanto, não 
efetuou testes de recuperabilidade nas suas UGCs. Consideramos esse 
assunto como significativo em nossa auditoria, devido aos montantes 
envolvidos e ao alto grau de julgamento exercidos pela Companhia e suas 
controladas na determinação se existem ou não indicadores de redução ao 
valor recuperável do ativo imobilizado, bem como devido ao impacto que 
eventuais alterações poderiam ter no valor desses ativos nas demonstrações 
financeiras consolidadas e nos investimentos em controladas nas 
demonstrações financeiras individuais. Como auditoria endereçou esse 
assunto: Obtivemos a avaliação da Companhia e suas controladas sobre 
existência de indicadores de redução ao valor recuperável das unidades 
geradores de caixa, assim como avaliamos se os julgamentos exercidos 
estavam de acordo com o CPC 01 (R1) Redução ao Valor Recuperável de 
Ativos. Nossos procedimentos de auditoria para avaliar se existem ou não 
indicadores de redução ao valor recuperável das UGCs, foram pautados nas 
seguintes informações: a) Os parques eólicos da Companhia e suas 
controladas, são novos e iniciaram suas atividades operacionais no 1º 
semestre de 2016; b) Nas projeções econômico-financeiras observadas, não 
estão previstos crescimento de custos operacionais; c) Não estão previstas 
mudanças na expectativa de uso, ou redução de ativos, fora do custo normal 
das operações; d) Durante o exercício de 2018 não ocorreram danos físicos 
ou obsolescência nos ativos que causem algum prejuízo ao fluxo de caixa; e) 
Ao efetuar comparações com Companhias semelhantes do mercado, 
identificou-se que os valores contábeis registrados no ativo imobilizado da 
Companhia e suas controladas estão compatíveis. Com base nas evidências 
obtidas por meio dos procedimentos acima resumidos, consideramos que o 
valor recuperável do ativo imobilizado consolidado, é aceitável no contexto 
das demonstrações financeiras tomadas em conjunto, relativas ao exercício 
findo em 31 de dezembro de 2018. Responsabilidades da administração 
pelas demonstrações financeiras individuais e consolidadas: A 
administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das 
demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as 
práticas contábeis adotadas no Brasil, e pelos controles internos que ela 
determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações 
financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por 
fraude ou erro. Na elaboração das demonstrações financeiras individuais e 
consolidadas, a administração é responsável pela avaliação da capacidade de 
a Companhia continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos 
c. Instrumentos financeiros por categoria
 
 
 
31/12/2018 
 
31/12/2017
 
 Custo 
Valor justo 
Custo 
Valor justo
 
 amorti- por meio de amorti- por meio de
Ativos financeiros 
 
zado 
resultado 
zado 
resultado
Controladora
Caixas e equiv.de caixa 
 
- 
184 
1 
84
Contas a receber 
 
- 
- 
753 
-
Consolidado
Caixas e equiv.de caixa 
 16.845 
85.144 
29 
59.310
Fundos vinculados 
 
- 
33.431 
- 
25.691
Contas a receber 
 62.616 
- 
32.233 
-
Depósitos judiciais 
 
109 
- 
108 
-
Passivos financeiros
Controladora
Fornecedores 
 
19 
- 
564 
-
Debêntures 
 177.449 
- 170.851 
-
Consolidado
Fornecedores 
 
6.487 
- 
19.880 
-
Debêntures 
 177.449 
- 170.851 
-
Financiamentos 
 702.985 
- 721.795 
-
d. Gerenciamento de riscos: A Administração é responsável pelo 
estabelecimento e supervisão da estrutura de gerenciamento de risco 
do Grupo. As políticas de gerenciamento de risco são estabelecidas 
para identificar, analisar e definir limites e controles apropriados, e para 
monitorar riscos e aderência aos limites. (i) Risco operacional: O risco 
operacional está relacionado com a paralisação de parte ou de todo o 
fornecimento esperado relacionado ao parque eólico. A Administração 
do Grupo mantém contratos firmados com fornecedores relevantes no 
mercado a fim de mitigar possíveis riscos operacionais. (ii) Risco de 
Crédito: O risco de crédito de saldos com bancos e instituições financeiras 
é administrado pela tesouraria do Grupo de acordo com a política por este 
estabelecida. Os recursos excedentes são investidos apenas em instituições 
financeiras autorizadas e aprovadas pela controladoria, avalizadas pela 
Diretoria Executiva, respeitando limites de crédito definidos, os quais são 
estabelecidos a fim de minimizar a concentração de riscos e, assim, mitigar 
o prejuízo financeiro no caso de potencial falência de uma contraparte. 
(iii) Risco de liquidez: Risco de liquidez é o risco em que o Grupo irá 
encontrar dificuldades em cumprir com as obrigações associadas com seus 
passivos financeiros que são liquidados com pagamentos à vista ou com 
outro ativo financeiro. A abordagem do Grupo na administração de liquidez 
é de garantir, o máximo possível, que sempre tenha liquidez suficiente 
para cumprir com suas obrigações ao vencerem, sob condições normais e 
de estresse, sem causar perdas inaceitáveis ou com riscos de prejudicar a 
reputação do Grupo. O Grupo possui ativos financeiros representados por 
caixa que resultam diretamente das integralizações dos acionistas. O Grupo 
não efetua aplicações de caráter especulativo, em derivativos ou quaisquer 
outros ativos de risco. O Grupo não possui em 31/12/2018 exposições 
financeiras atreladas à moeda estrangeira. (iv) Risco de mercado: Risco de 
mercado é o risco que alterações nos preços de mercado, tais como as taxas 
de câmbio, taxas de juros e preços de ações, têm nos ganhos do Grupo ou 
no valor de suas participações em instrumentos financeiros. O objetivo do 
gerenciamento de risco de mercado é gerenciar e controlar as exposições 
a riscos de mercados, dentro de parâmetros aceitáveis, e ao mesmo tempo 
otimizar o retorno. A Administração do Grupo não efetua investimentos em 
ativos financeiros que possam gerar oscilações relevantes nos seus preços de 
mercado. e. Análise de sensibilidade: O Grupo, para fins de referência, nos 
termos do CPC 40, preparou uma análise de sensibilidade dos empréstimos 
e financiamentos, das debêntures e das aplicações financeiras expostos a 
riscos da variação de taxas de juros e índices flutuantes. O cenário- base 
provável para 31/12/2018 definido por meio destas expectativas disponíveis 
no mercado (Fonte: Relatório Focus do Banco Central do Brasil):
 
 
 Cenário 
Variação das taxas  Variação provável 
 
   Sensibilidade
 de juros e índices  
2018 
2019 Provável Δ + 25% Δ + 50%
Risco de aumento das 
 taxas de juros e índices
TJLP 
 
6,50% 
6,96% 
0,5 p.p. 0,63 p.p. 0,75 p.p.
IPCA 
 
3,70% 
4,00% 
0,3 p.p. 0,38 p.p. 0,45 p.p.
Risco de redução das 
 taxas de juros e índices
CDI 
 
6,50% 
7,10% 
0,6 p.p. 0,75 p.p. 
0,9 p.p.
 
 
 
 
   Sensibilidade
 
 
 Saldos em
 
 Índice 31/12/2018 Provável Δ +25% Δ + 50%
Risco aumento (passivo)
Debêntures 
 IPCA 
177.449 
7.098 
8.873 
10.674
Emprést.e financ. 
 TJLP 
702.985 
48.928 
61.160 
73.392
 
 
 
880.434 
56.026 
70.033 
84.066
Risco de redução (ativo)
Aplic.financ.e fundos vin.  CDI 
118.575 
8.419 
10.524 
12.629
23. Informações complementares ao fluxo de caixa: Durante o período 
findo em 31/12/2018 foram realizadas as seguintes transações que não 
envolveram o caixa e equivalentes de caixa: 
 
2018
Integralização de capital com AFAC (a) 
 
908
(a) A Companhia utilizou o AFAC com partes relacionadas existente em 
2017 para integralizar capital em 2018. 24. Contingências: Em 31/12/2018 e 
2017, conforme a assessoria jurídica da Companhia, não tramitam em esfera 
judicial e administrativa processos cíveis, trabalhistas e fiscais classificados 
como prováveis de perdas, portanto, nenhuma provisão foi constituída. 
Todavia, tramitam processos classificados como possíveis de perda, que se 
se referem ao ISS arbitrado em função de obras no Município de Venturosa, 
no valor de R$ 11.350 em 31/12/2018.
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DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO  |  SÉRIE 3  |  ANO XI Nº067  | FORTALEZA, 09 DE ABRIL DE 2019

                            

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