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Diário Oficial da União · 13/09/2023 · pág. 101

DOU 13/09/2023 - Diário Oficial da União - Brasil

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TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA

Seção 3

Nº 175, quarta-feira, 13 de setembro de 2023

ISSN 1677-7069

JORDE, L. B.; CAREY, J. C.; BAMSHAD, M. J. Genética médica. 5ª ed. Rio de Janeiro: GEN Guanabara Koogan: 2017, 368 p.

KREBS, J. E; GOLDSTEIN, E. S.; KILPATRICK, S. T. Lewin's Genes XII. 12. ed. Burlington: Jones & Bartlett Learning, 2018, 838 p.

LODISH, H. et al. Biologia celular e molecular. 7. ed. Porto Alegre: Artmed,

2014, 1244 p.

MURRAY, P. R.; ROSENTHAL, K. S.; PFALLER, M. A. Microbiologia Médica. 9. ed. Rio de Janeiro: Gen Guanabara Koogan, 2023, 856 p.

NELSON, D. L.; COX, M. M. ; HOSKINS, A. A. Princípios de bioquímica de Lehninger. 8. ed. Porto Alegre: Artmed, 2022, 1248 p.

RESENDE, R.R. Biotecnologia Aplicada à Saúde - Fundamentos e Aplicações. 1ª ed. São Paulo: Blucher, 2016, volume 3, 1092 p.

SAMBROOK, J.; RUSSEL, D. W. Molecular Cloning - A Laboratory Manual. 3. ed. volumes 1, 2 e 3. Cold Spring Harbor Laboratory Press, 2001.

TORTORA, G. J.; FUNKE, B. R.; CASE, C. L. Microbiologia. 12. ed. Porto Alegre:

Artmed, 2017, 964 p.

TURNPENNY, P; ELLARD, S. Emery - Genética Médica. 13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009, 440 p. VIDIGAL, L. H. G.; SILVA, D. A. O. Ética em pesquisa na área biomédica. In: MINEO, J. R.; SILVA, D. A. O.; SOPELETE, M. C.; LEAL, G. S.; VIDIGAL, L. H. G.; TÁPIA, L. E. R.; BACCHIN, M. I. Pesquisa na área biomédica: do planejamento à publicação [online]. Uberlândia: EDUFU, 2005, pp. 59-79. ISBN: 978-85-7078-523-7. https://doi.org/10.7476/9788570785237.0004. MÉDICO/MEDICINA DA FAMÍLIA E COMUNIDADE

REQUISITO DE QUALIFICAÇÃO PARA INGRESSO NO CARGO:

ESCOLARIDADE: Graduação em Medicina, fornecido por Instituição de Ensino Superior reconhecido pelo Ministério da Educação, com residência em Medicina de Família e Comunidade, reconhecidos pela Comissão Nacional de Residência Médica Brasileira ou título de especialista em Medicina de Família e Comunidade reconhecido pela Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade + Registro no Conselho Regional de Medicina.

DESCRIÇÃO SUMÁRIA DO CARGO: Realizar atenção integral à saúde da população de referência das equipes de Saúde da Família das unidades de saúde administradas e/ou conveniadas pela UFU e onde se desenvolvem os estágios de estudantes e residentes, desenvolvendo a clínica ampliada e a prática médica centrada na pessoa, na relação médico-paciente, com foco na família e orientada para comunidade, privilegiando o primeiro contato, o vínculo, a continuidade e a integralidade do cuidado na atenção à saúde; promover atividades individuais e coletivas de educação, promoção, proteção, vigilância e recuperação em saúde; coordenar, planejar, executar e avaliar atividades de integração com os serviços de saúde e a comunidade; realizar preceptoria e supervisão acadêmica de estudantes de graduação, residência médica e multiprofissional em todas as ações relacionadas à prática da Saúde da Família e da Atenção Básica; auxiliar no planejamento desenvolvimento e avaliação de atividades de ensino, pesquisa e extensão; desenvolver ações de gestão, planejamento e organização dos serviços de saúde; coordenar programas e serviços em saúde; participar de conselhos, instâncias colegiadas e comissões técnicas; elaborar documentos e difundir conhecimentos da área médica; realizar supervisão da residência de Medicina de Família e Comunidade; executar tarefas específicas, utilizando-se de recursos materiais, financeiros e outros de que a Instituição Federal de Ensino disponha, a fim de assegurar a eficiência, a eficácia e a efetividade das atividades de ensino, pesquisa e extensão; executar atividades de capacitação profissional referentes à sua área de atuação; contribuir com a articulação e pactuação da UFU com as diversas instâncias gestoras do SUS, no sentido de fortalecer a integração ensino-serviçocomunidade.

DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES TÍPICAS DO CARGO:

Reconhecer, determinar e orientar um plano terapêutico eficaz e de alta qualidade, dirigido às pessoas a seus cuidados, que apresentam patologias prevalentes em sua área de influência e liderar o trabalho interdisciplinar da equipe de saúde;

Oferecer uma atenção médica integral, contínua e ao longo das etapas do ciclo vital individual e familiar;

Oferecer continuidade dos cuidados, em todos os tipos de problemas, sejam agudos ou crônicos, físicos, psicológicos, sociais ou espirituais;

Trabalhar na promoção da saúde e em todos os níveis de prevenção (incluindo o nível quaternário), enfatizando cada um deles conforme o problema de saúde;

Realizar atendimentos assistenciais em demanda espontânea ou mediante programação clínica, organizando o seu tempo de modo a garantir atendimento tempestivo em função da classificação de risco;

Ter a capacidade de atender às pessoas em seus contextos familiares e comunitários, executar um sistema adequado e oportuno de referência e contra referência de pacientes de maneira adequada; Desenvolver processos de diagnóstico da situação local de saúde de modo permanente, desenvolvendo estratégias de planejamento participativo, realizar territorialização junto a Equipe de Saúde da Família, registrar dados para elaborar o perfil sócio sanitário, produzir indicadores vinculados aos problemas de saúde e necessidades assistenciais;

Realizar visitas domiciliares, grupos operativos, reuniões comunitárias e atividades nos equipamentos sociais do território da Estratégia Saúde da Família;

Participar, em conjunto com as equipes de Saúde da Família, de ações de gestão e organização do processo de trabalho, trabalho em equipe multiprofissional, avaliação da qualidade, auditorias, vigilância em saúde, análise e acompanhamento dos dados da equipe, sugerir e realizar intervenções para a melhoria da qualidade do serviço prestado;

Desenvolver processos de educação permanente em saúde para as equipes de Saúde da Família dos municípios que oferecem cenários de prática;

Colaborar na realização de pesquisas e projetos de extensão em saúde no campo da Atenção Básica; Promover a interlocução entre a academia e o serviço de saúde, mantendo diálogo com o Departamento de Saúde Coletiva, a Faculdade de Medicina, a Universidade Federal de Uberlândia, a gestão local das unidades de saúde da família e a gestão municipal;

Participar de processos de avaliação dos estudantes e residentes;

Realizar a coordenação/supervisão do Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade da UFU.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

  1. Sistema Único de Saúde, Atenção Básica em Saúde e Estratégia Saúde da Fa m í l i a ;

  2. Medicina de Família e Comunidade;

  3. Ferramentas da prática do médico de família e comunidade: consulta centrada na pessoa, clínica ampliada, gestão da clínica, prevenção quaternária, prática SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA FACULDADE DE MEDICINA clínica baseada em evidências, atenção domiciliar, registro de saúde orientado por problemas, abordagem comunitária, abordagem familiar, apoio matricial e integração com os Núcleos de Apoio à Saúde da Fa m í l i a .

  4. Promoção e Educação em Saúde;

  5. Acolhimento à Demanda Espontânea na Atenção Básica.

  6. Saúde da Criança na Atenção Básica;

  7. Saúde da Mulher na Atenção Básica;

  8. Cuidado às Condições Crônicas na Atenção Básica;

  9. Saúde Mental na Atenção Básica; 10. Educação médica: ensino da medicina de família e comunidade na graduação e diretrizes curriculares nacionais da graduação médica; ensino da Medicina de Família e Comunidade na residência e gestão de Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade. BIBLIOGRAFIA SUGERIDA: BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria n. 2.446, de 11 de novembro de 2014. Redefine a Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS). Brasil. Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Básica: Saúde das Mulheres / Ministério da Saúde, Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa - Brasília: Ministério da Saúde, 2016. 230 p. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Acolhimento à demanda espontânea. - 1. ed.; 1. reimpr. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. 56 p. : il. - (Cadernos de Atenção Básica; n. 28, V. 1) BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Acolhimento à demanda espontânea: queixas mais comuns na Atenção Básica. - 1. ed.; 1. reimp. - Brasília: Ministério da Saúde, 2013. 290 p. - (Cadernos de Atenção Básica; n. 28, V. 2) BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde mental. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. 176 p. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. 162 p. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: crescimento e desenvolvimento / Ministério da Saúde - 1. ed. , 2. reimp. - Brasília: Ministério da Saúde, 2014. 272 p. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: aleitamento materno e alimentação complementar/ Ministério da Saúde - 2. ed. - Brasília: Ministério da Saúde, 2016. 184 p. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Atenção Básica - Brasília: Ministério da Saúde, 2017. DUNCAN DUNCAN BB; SCHMIDT MI; GIUGLIANI ERJ; DUNCAN MS; GIUGLIANI C, organizadores. Medicina Ambulatorial: Condutas de Atenção Primária Baseadas em Ev i d ê n c i a s . 5 ed. Porto Alegre: Artmed, 2022. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada e compartilhada - 1. ed. 1. reimpr. - Brasília: Ministério da Saúde, 2010. 64 p. CAMPOS, G.W.S. et al. Tratado de Saúde Coletiva. 2. ed. São Paulo: Hucitec ; Ed. Fiocruz, 2008. GIOVANELLA, L.; ESCOREL, S.; LOBATO, L. V. C.; NORONHA, J. C. CARVALHO, A, I (orgs.) Políticas e Sistema de Saúde no Brasil. 2ª reimpressão. Brasília: Cebes, 2011. GUSSO, G.D.F.; LOPES, J.M.C. Tratado de Medicina de Família e Comunidade - Princípios, Formação e Prática. 2ª. ed. Porto Alegre: ARTMED, 2018, 2342p. PAIM, J.S. O Que é SUS. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2009. STARFIELD, B. Atenção Primária, equilíbrio entre necessidades de saúde, tecnologia. Brasília: UNESCO, Ministério da Saúde, 2002. 726p.

STEWART, M. et.al. Medicina Centrada na Pessoa. Porto Alegre: ARTMED, 2017, 376p. WONCA. A Definição Europeia de Medicina Geral e Familiar. Jusn Allen et al., WONCA, 2002. ANEXO IV CONTEÚDO DAS PROVAS PRÁTICAS

TÉCNICO DE LABORATÓRIO/ANATOMIA HUMANA DESCRIÇÃO: Nesta etapa, que corresponderá a 100% da pontuação possível, ou seja, a 100 (cem) pontos, serão avaliadas habilidades específicas de técnicas anatômicas, reconhecimento dos órgãos e peças anatômicas do corpo humano e capacidade de montagem de uma aula prática de Anatomia Humana. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO: A prova prática, que visa demonstrar a capacidade de o candidato expor seus conhecimentos nas atividades de rotina do Laboratório de Anatomia Humana, avaliará os seguintes aspectos: a. Conhecimentos técnicos e habilidades específicas de técnicas anatômicas;

b. Manipulação adequada de equipamentos e instrumentais cirúrgicos utilizados no laboratório;

c. Reconhecimento dos órgãos e peças anatômicas do corpo humano;

d. Capacidade de organização e montagem de uma aula prática de Anatomia Humana.

. Itens a serem avaliados Valor (pontos) . 1. Identificação e utilização de equipamentos básicos de segurança no laboratório de Anatomia. 15,0 O(a) candidato(a) terá a sua disposição os equipamentos básicos e as condições necessárias para execução do mesmo. (Tempo máximo de realização da atividade = 5 minutos. Após o término deste período, o(a) candidato(a) perderá a pontuação referente, caso se recuse a interromper a atividade). . 2. Reconhecimento e identificação das peças anatômicas e organização de uma aula prática. 20,0 O(a) candidato(a) terá a sua disposição várias peças anatômicas de diversos sistemas orgânicos (Sistemas Esquelético, Articular, Muscular, Respiratório, Circulatório, Digestório, Urinário, Genital Masculino, Genital Feminino e Nervoso) e as condições necessárias para execução do mesmo.

O(a) candidato(a) deverá montar uma aula prática de Anatomia Humana de um determinado sistema orgânico, que será selecionado por meio de um sorteio. (Tempo máximo de realização da atividade = 15 minutos. Após o término deste período o(a) candidato(a) perderá a pontuação referente, caso se recuse a interromper a atividade).

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