Dia Oficial

Diário Oficial da União · 25/09/2023 · pág. 79

DOU 25/09/2023 - Diário Oficial da União - Brasil

Baixar página em PDF · Criar alerta deste tema

O visualizador interativo precisa de JavaScript — baixe a página original em PDF.

TEXTO OFICIAL · ÍNTEGRA

Seção 1

ISSN 1677-7042 Nº 183, segunda-feira, 25 de setembro de 2023

q) gerar plantas batimétricas distintas para as linhas regulares de sondagem

e linhas de verificação, de modo a viabilizar a comparação entre elas.

3.4.7. Multifeixe

a) sempre determinar os valores de offset entre os sensores componentes do sistema multifeixe (eg.: antenas giro-GPS, sensor de movimento, transdutores, antenas dos posicionadores, etc.). Estes valores devem ser medidos com alta precisão, usando-se instrumentos acurados de topografia (ex.: estação total), sendo necessárias suas medições em terra, com o navio ou embarcação de sondagem docados ou posicionados em berços. Caso sejam empregados multifeixes portáteis, instalados em hastes, deve-se medir os offset entre todos os sensores, com a haste montada em terra, para depois instalá-la na embarcação de sondagem. Além disso, estabelecer um ponto de referência no casco, ou na haste, para auxiliar na medição da profundidade de imersão do transdutor durante o período da sondagem. Caso haja alteração de calado durante o período diário de sondagem (ex: devido a consumo de combustível em uma lancha pequena), realizar duas medições: uma antes da sondagem e outra após a sondagem. Aplicar no processamento o "calado dinâmico" (distribuição linear). Os valores diários de profundidade de imersão do transdutor devem constar do Relatório Final do LH encaminhado ao CHM;

b) todos os valores de offset medidos em terra e os valores de imersão do transdutor diários devem ser registrados de maneira explícita no Relatório Final do LH, conforme exemplo da Figura 13, devendo-se atentar para não aplicar as correções de offsets em dois locais distintos (ex.: no próprio sensor e no sistema de aquisição), que implicaria uma correção dobrada, causando erros nos dados batimétricos adquiridos;

c) efetuar a calibração do ecobatímetro (patch test) antes do levantamento. No caso de ecobatímetros portáteis, o patch test deverá ser efetuado toda vez que houver alteração na posição de algum sensor do sistema (ex.: transdutor, sensor de movimento, giro etc.). Os arquivos das linhas de sondagem executadas durante o patch test devem ser claramente identificados, conforme o exemplo da Tabela 3. Apresentar no Relatório Final do LH os valores de calibragem empregados no LH;

d) realizar testes para medição do squat do navio, onde serão definidos os valores de variação vertical da embarcação em função das diferentes velocidades usadas para a sondagem. Estes valores devem ser aplicados no processamento dos dados, sendo configurados nos arquivos das embarcações, possibilitando aprimorar a qualidade da batimetria adquirida;

e) adquirir perfis de velocidade do som durante o levantamento toda vez que for observada perda na qualidade dos dados por problemas de refração dos feixes externos. Neste caso, se notará a ocorrência de perfis sorrindo ou chorando, conforme a Figura 14, que podem causar uma degradação nas medições das profundidades que ultrapassam os limites máximos especificados para a Ordem de Levantamento (publicação S-44 da OHI) pretendida para o LH que se está executando. As Figuras 15, 16 e 17 apresentam exemplos reais de perfis batimétricos, onde se podem verificar as características dos perfis sorrindo em função de problemas de refração devido à incorreta medição dos perfis de velocidade do som na coluna d ìágua;

f) para minimizar este problema, recomenda-se dividir as áreas de sondagem muito extensas em subáreas que apresentem características de massas d ìágua similares (ex.: dentro e fora do canal, à frente e atrás de uma ilha, etc.) e buscar executar as medições de velocidade do som em cada uma dessas áreas, antes do início do levantamento e à medida que houver necessidade. As massas d ìágua podem sofrer variações diárias acentuadas de velocidade do som em diversas situações como, por exemplo: nas mudanças bruscas das temperaturas da atmosfera ocorridas durante o dia e a noite, que podem ocasionar mudanças das temperaturas da superfície da água e consequentemente a variação da velocidade do som da coluna d'água; por variação da salinidade nas entradas dos rios, onde a cunha salina também gera alterações na velocidade do som; em estuários com grande carga de sedimentos em suspensão, que varia com o ciclo de maré, etc.;

g) para o caso do ecobatímetro multifeixe, deve-se empregar os valores de velocidade do som nas diferentes profundidades, visando permitir que o sistema multifeixe realize o cálculo de refração sofrida pelos feixes em sua propagação na coluna d ìágua. Não podem ser usados somente os valores médios. Além de usar um perfilador de velocidade do som, os sistemas multifeixe também devem dispor de um sensor de velocidade do som instalado próximo ao seu transdutor, para medição da velocidade do som continuamente, permitindo que o sistema execute o correto direcionamento dos feixes quando estes forem transmitidos pelos transdutores. Os sistemas de sondagem também realizam a confrontação destes valores de velocidade do som de superfície com o valor de superfície registrado no último perfil executado, possibilitando usar alarmes para indicar quando estes valores apresentarem grande discrepância e sinalizando a necessidade de se realizar uma nova perfilagem de velocidade do som. É aconselhável que a frequência da medição da velocidade do som seja intensificada sempre que a sondagem se distribua por uma área geográfica extensa ou, por um período longo;

h) apenas para efeito de verificação da conformidade na configuração dos offsets do multifeixe, também se sugere efetuar uma medição da profundidade com o prumo de mão, sendo lançado o mais próximo possível do transdutor. Essa profundidade obtida com o prumo deve estar coerente com a profundidade medida pelo sistema de sondagem. Caso haja diferença, verificar se a profundidade de imersão do transdutor e se o perfil de velocidade do som ao longo da coluna da água estão corretamente inseridos no sistema de aquisição da sondagem; i) empregar métodos de posicionamento que atendam a incerteza horizontal total (IHT) definida pela publicação S-44 da OHI. Nesse sentido, empregar posicionadores GNSS de alta precisão capazes de realizar posicionamento, seja por Real Time Kinematic (RTK), Precise Point Positioning (PPP) ou DGNSS;

j) adotar linhas de sondagem regulares dispostas de modo paralelo às linhas isobatimétricas da área. No caso do levantamento se enquadrar como Ordem Especial ou 1a, de acordo com a S-44 da OHI, as linhas regulares de sondagem deverão ter superposição de 100%, ou seja, o feixe central de uma linha deverá ser superposto pelo feixe mais externo da linha adjacente;

k) durante a sondagem regular, executar contínuo controle da qualidade dos dados. Para tal, monitorar constantemente a coincidência entre as linhas de sondagem adjacentes, de forma a evitar situações como as ilustradas nas Figuras 18 a 21;

79

Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil.

Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www.in.gov.br/autenticidade.html, pelo código 05152023092500079