DOU 26/10/2023 - Diário Oficial da União - Brasil
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Documento assinado digitalmente conforme MP nº 2.200-2 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www.in.gov.br/autenticidade.html, pelo código 05152023102600041 41 Nº 204, quinta-feira, 26 de outubro de 2023 ISSN 1677-7042 Seção 1 2.5.4 Por fim, de posse do Mapa de Riscos, é possível elaborar o Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR), que aborda as ações a serem implementadas, monitoradas e controladas, considerando os riscos relevantes que afetem o CCV do SD. Acrescenta-se, ainda, a necessidade de que o PGR seja revisado com regular frequência. 2.6 Gerenciamento de Dados 2.6.1 O processo de gerenciamento de dados inerentes ao CCV oferece informações às partes envolvidas, facilitando a tomada de decisão. Para isso, necessita- se de uma coleta de dados confiável, seguindo técnicas padronizadas, para que sejam analisados, tratados, validados e se tornem informação relevante para o decisor. 2.6.2 A coleta de dados é uma ferramenta fundamental para a estimativa de custos, desde que possuam alto grau de confiabilidade. 2.6.3 No âmbito do CCV, existem três tipos de dados que podem ser coletados: a) custos; b) cronograma ou Programa; e c) técnicos. 2.6.4 Os dados podem ser categorizados de quatro maneiras: a) primário - obtidos de fontes originais e inalterados; b) secundário - oriundos da decomposição ou alteração da fonte primária; c) objetivo - coletados por processos formais; e d) subjetivo - coletados por processos informais. 2.6.5 Esses dados poderão ter origem interna (projeto próprio ou projetos similares anteriores) ou externa (decorrentes de empresas participantes do processo). 2.6.6 Ao longo do processo, o projeto produzirá os próprios dados de custos. No entanto, para coleta e comparação de dados com projetos similares anteriores, é necessário realizar atualização monetária, por meio de índices de correção. 2.6.7 Para o acesso a dados externos, pode ser necessário o dispêndio de recursos financeiros, pois, algumas das informações não são gratuitas. Esses dados podem ser disponibilizados por um sistema de TI que, caso adquirido, pode representar custos relevantes para um projeto. 2.6.8 Por fim, sugere-se que sejam consideradas as limitações dos dados antes de usá-los na estimativa de CCV, com a finalidade de garantir que: a) os dados mais recentes sejam coletados; b) exista uma compreensão completa do histórico destes dados; e c) seja realizada uma avaliação da relação dos dados de custo e de desempenho. CAPÍTULO III PROCESSO PARA O GERENCIAMENTO DO CUSTO DO CICLO DE VIDA 3.1 Diretrizes Gerais 3.1.1 O CCV de um SD é estimado para suprir o déficit de informação de um tomador de decisão sobre os custos do CV de um SD. Tal estimativa pode atender aos seguintes propósitos: a) selecionar alternativas ou soluções para a obtenção de um SD; b) negociar, monitorar e controlar preços e custos do projeto/programa em todas as fases do CV do SD; c) executar o planejamento orçamentário do projeto/programa; d) informar às autoridades e gestores, os custos por ocasião da entrega do SD; e e) possibilitar o gerenciamento de custos durante todo o CV do SD. 3.1.2 Existem dois contextos decisórios principais: a) antes do início do projeto/programa - a estimativa do CCV será usada para avaliar a viabilidade econômico-financeira das alternativas identificadas e será um dos fatores que o tomador de decisão levará em conta ao escolher a melhor opção. As mensurações e risco originários do Mapa de Riscos, segundo cada fase do CCV, estabelecem um intervalo de risco associado a cada valor esperado das fases de projeto; e b) após o início do projeto/programa - a estimativa de CCV auxiliará no delineamento dos requisitos do SD e será a base para o gerenciamento de custos do projeto/programa até o seu encerramento. 3.1.3 O gestor será o responsável pela equipe que realizará o cálculo do CCV do SD, estando presente nos momentos iniciais do ciclo de vida do SD, seja na condução da equipe do estudo de viabilidade ou na condição de gerente do projeto/programa. 3.1.4 As informações geradas pelo CCV contribuem para que os gerentes possam tomar as melhores decisões sobre despesas futuras, gestão e alocação dos recursos existentes, determinação dos fatores de custo associados ao desempenho, indicadores, requisitos do usuário principal, opções de aquisição e avaliação de oportunidades de redução de custos. Uma estimativa realista dos custos projetados aumenta a probabilidade de sucesso de um projeto/programa. 3.1.5 O processo típico de CCV pode ser ilustrado no fluxograma a seguir. A Figura 1 ilustra as etapas críticas de sua estimativa. 1_MD_26_003